Bárbara ou Catarina?
Grande Teresa! - Casa dos Segredos, a gala
A prestação de João M. no confessionário corre melhor em termos de quantidade de palavras pronunciadas, mas também conduziu à manifestação do pai da Fany, que estava presente em estúdio, visivelmente perturbado com aquilo que muitas vezes as pessoas esquecem: quem sofre mais com a participação destas pessoas neste tipo de concursos são AS FAMÍLIAS! Todos são rápidos a julgar aquilo que vêm na TV, isto é um fenómeno natural e há que saber separar as coisas porque, quanto o programa terminar, ficam os destroços!
Depois das luzes se apagarem, tudo perde a graça e se esquece...
O senhor disse que passou de "Bestial a besta" na terra materna (Cinfães, parece-me). Isso foi o que mais me marcou, porque sei, ou melhor, imagino que se dá muito valor ao sítio onde nascemos, quando dele temos de nos afastar. Não só o senhor se afastou, como teve de sair do país. Há muita gente a falar mal de Portugal, mas acho que, se conhecessem um pouco mais da vida lá fora, mudavam de opinião. Claro que há coisas boas fora daqui, mas se calhar são mais laborais e monetárias do que outra coisa. Este país tem muito a seu favor, e isso é que muitos esquecem. Não se sentir bem a retornar à terra deve ser duro...
Bem, mas o senhor estava indignado e, com os nervos, acabou por difamar uma pessoa que não estava presente para argumentar, mais a família deste. Lamento que se zanguem os compadres, porque acredito que se deve lutar por uma amizade e nenhuma deve ter um "ponto final" sem que exista um grande esforço para chegar a um diálogo. É difícil! Talvez das coisas mais difíceis, mas faz as pessoas se sentirem melhor logo depois. Guardar tudo para dentro é que não é nada bom para a saúde... existem corações que explodem!
Cátia e restantes concorrentes: oiçam a Teresa Guilherme, que ela sabe o que diz. Sigam os seus conselhos! Vai estudar miúda, porque quando perderes a juventude, perdes a graça!
Nota alta para outra característica de
Teresa: ela realça em estúdio que as palmas que a plateia tão entusiasticamente faz ecoar são de cariz respeitoso. Eu faria o mesmo porque me causa desgosto perceber que as pessoas são fracas de espírito ao ponto de aplaudirem o que consideram a desgraça de alguém, ficando contentes com isso. Adoro que Teresa Guilherme não deixe passar isto em branco e corrija as intenções das palmas. Boa Teresa!
Mediocre - nota de avaliação CS
Casa dos Segredos
Não vi o primeiro Big-Brother porque nada daquilo era realmente novidade para mim e não me puxou o interesse. A imensa publicidade que se fez em torno do conceito do programa e o alimentar de polémicas fez-me perceber que a única intenção era manipular as massas para gerar falatório. Quando percebo isso sinto de imediato uma grande falta de interesse, porque, na realidade, é como ter uma antevisão perfeita do que aí vem apenas pelo trailler da antestreia.
Mas aguardava com gosto a chegada da segunda edição da Casa dos Segredos. Apresentada pela calejada Teresa Guilherme que tem um estilo diferente àquele que achei ser o de Júlia Pinheiro: a parcialidade.
Vi e gostei da primeira edição deste programa. Não gostei de a ver apresentada por Júlia Pinheiro, que achei parcial e seca com os concorrentes de quem não gostava, nem tão pouco me agradou os estilos (patéticos) dos co-apresentadores (Leonor Poeiras e Pedro Grangê), pareciam palhaços esganiçados e ligados à corrente da idiotice.
Esta segunda edição ia trazer um pouco do mesmo mas apresentada pela Teresa Guilherme e co-apresentada pela Iva Domingues e a estridente Leonor Poeiras, decerto o programa ganharia outro estilo. Mas enganei-me! O que ganhou "por fora" perdeu por dentro.
Aquilo é medíocre! Não é mau, não é bom, é medíocre! E creio que vai descer tão fundo quanto for possível descer. Neste momento está a dar em directo e eu descobri que adoro acompanhar o programa se carregar no botão "mute" do telecomando.
Porquê é medíocre?
Bem, vou começar pela escolha dos concorrentes.
São todos iguais. Ainda não os distingo uns dos outros. As louras parecem fotocópias e os rapazes morenos são hiper musculados... tudo igual! Parece um mercado de carne de uma única safra: pouca gordura e poucos neurónios.
Gostava de assistir a um programa deste género desde que fosse composto por pessoas com um leque de idades mais abrangente. Isso aconteceu um pouco na edição anterior e acredito que é muito mais interessante ver pessoas de diversas idades a conviverem juntas do que ter um grupo todo muito igual! As conversas que estes tipos têm nem se podem chamar de conversas! Já tive aquela idade, nunca fui assim, mas conheci pessoas daquelas idades ainda muito imaturas, mas este grupo até arrepia! Conversas OCAS, totalmente OCAS, comportamentos típicos de adolescente muito desorientado de valores morais, todos falam de se juntar a alguém na casa, fazem-se casais, em triângulos, é tudo tão INSÍPIDO!!
Este é o segundo domingo de expulsão e já 4 concorrentes vão estar fora de casa e no estúdio. Deviam ser dois mas as meninas desistem por tudo e por nada, com desculpas esfarrapadas, como se não soubessem ao que iam! Uma disse que ia-se embora porque "no momento em que lhe faltasse o tabaco, aquilo perdia a piada". Que futilidade...
Agora está no ar (continuo com o televisor em Mute) uma rapariga visivelmente produzida para ali estar, que segura um microfone perto da boca enquanto responde a umas questões da apresentadora. A legenda diz que é "irmã do João M". Ainda estou para perceber o que faz os familiares de um concorrente se exporem desta maneira.
Toda a conversa que se tem dentro da casa é muito a mesma que governa todo o programa em direto. O tema é sempre o mesmo: SEXO. Seja por meio disto ou daquilo, com mais ou menos palavras, cada insinuação, cada pergunta tem a ver com envolvimentos, triângulos amorosos que já existem em tantos números que até seria de supor que na casa se encontra um batalhão de gente.
Estes concorrentes têm a lição toda estudada. Não se sentem atraídos mas representam em troca de garantirem a presença no programa a o longo das semanas. Como "casais" mantêm os "portugueses", como eles mesmo dizem, na "esperança" de que algo aconteça. Então andam ali a esfregarem-se uns aos outros, em troca disso... bah! Que nojo!
As meninas quando vão ao confessionário falar com a Teresa Guilherme, são umas sonsas. Uma tal de Cátia decidiu incorporar o papel da "divertida que diz o que lhe vem à cabeça e tem piada". Um rapaz (um Marco) decidiu ser ele próprio mas a fazer-se de mais estúpido e mais acessível do que é... enfim. Cada pessoa está ali não a ser ela própria mas a representar aquilo que OUTROS naquelas circunstâncias JÁ FORAM.
Uns querem ser "o casal", outros querem ser "a divertida" e também já elegeram a "MEGERA".
Gosto de coisas minimamente originais e isto de original não tem nada. É um vómito!
Pode até não ser original, mas valer por ser genuíno. Esta segunda edição da Casa dos Segredos não tem nenhuma destas duas coisas (para mim essênciais). Logo, é medíocre.
Ingratidão
Momento da Verdade - TV
Até porque a maioria deles (homens militares) foram lá parar por falta de opções. O perfil pode ser traçado desta maneira: rapaz jovem, quer fazer o que lhe dá na telha, não aguenta mais o ambiente familiar de casa e ter de se submeter ás imposições dos pais, que não gosta de estudar, mete-se em sarilhos e começa a trabalhar para ser independente, mas não se dá bem nesses empregos porque não se dá bem com a autoridade. Quer fugir de tudo isto. Está perdido, não aguenta mais. Alista-se no exército.
Parece contraditório que vá parar logo num meio onde a obediência é-lhe imposta. Mas não é de todo. O exército não é como na vida civil. Lá todos são iguais, entram no mesmo nível e passam pelas mesmas situações. O grupo acaba por ser o suporte do indivíduo. Cria-se então a tal cumplicidade e, aquilo que menos sabem lidar cá fora, a autoridade, é então tolerada somente nestas circunstâncias. Porque cá fora, não existe essa realidade de igualdade. No emprego, uns são sempre melhores que outros, todos se querem destacar, ninguém é amigo de ninguém, o chefe não é igual com todos, a camaradagem é substituída por rivalidade. A autoridade é, portanto, insustentável.
Eis a ideia que faço da maioria dos militares homens.
Nem vou entrar no que esta atmosfera faz quando se trata de procurar o sexo oposto. Isso fica evidente para quem viu o programa.
A mulher é diferente, mas tem lugar no exército. Só ela é capaz de «salvar o couro» de um colega homem, ao mesmo tempo que segura numa frigideira. Só o cérebro feminino é dotado de tamanha destreza. O homem é uma boa máquina de matar: pode ser programado para agir somente de um modo. A mulher é naturalmente inclinada para as multi-tarefas. Ela pode estar a carregar numa metralhadora e a fazer prova de obstáculos, que a cabeça dela está ali no que faz, mas também no que vai fazer ou no que já fez.
Dito isto, vamos aos factos. Este programa revelou um primeiro concorrente que disse «Sim» a quase todas as perguntas, menos algumas. Elas, as perguntas, já se adivinham o calibre:
- já teve relações sexuais com outra mulher neste ano? (SIM)
-gosta de brincar com a sua filha? (NÃO)
-faz de tudo para a sua filha não sentir a sua falta? (NÃO)
-usa o preservativo quando tem relações sexuais com outras mulheres? (NÃO)
E assim ficou traçado neste primeiro programa, o perfil da maioria dos homens. (Quem se segue?). Claro, existem excepções. Mas assim como se generalizou que as mulheres não pertencem à carreira militar, assim generalizo que a maioria dos homens é como este se pintou.
É por isso que defendo que todos nós precisamos ser ensinados para a paternidade/maternidade. Até mesmo a ser adultos, quanto mais para ser adultos a criar outro futuro adulto. Isto de ser pai jovem porque não se usa preservativo, e depois ser-se ausente e ter a mulher a carregar os fardos, deixa abertas muitas lacunas para traumas familiares. Acho que se devia aprender a ser pais. Devia-se ensinar em escolas. Grande ambição, quando o ensino básico não inclui nem a sexualidade…
Devia haver em Portugal um Dr. Phill, para que as pessoas não sentissem vergonha de não serem perfeitas e não terem problemas em assumir que precisam de ajuda. Ajuda para ser bons pais. Porque não?
Emocionado ficou o concorrente quando ouviu o irmão caçula afirmar que o considera um ídolo. Teresa Guilherme incentiva um abraço e pergunta porquê não se fala das emoções. Pois, é um mal português… guardar tudo para dentro. Sabem porquê? Porque assim somos ensinados! Muito mais depois do 25 de Abril, do que antes. Paradoxalmente, a liberdade trouxe o aprisionamento das emoções.
Temos então o típico homem português. Mas há sempre excepções e, neste caso, ela talvez não estivesse muito longe, no gene ao lado. Porque é que em todas as histórias de irmãos, existe sempre o mais novo a idolatrar o mais velho, que não é nenhum exemplo a seguir? É que isso prejudica muito o trabalho da mulher que queira preservar o seu achado…
Por tudo isto, sem dúvida que o programa será e foi um estrondoso sucesso. Quem é que não gosta de ouvir a verdade? Olhem que, se não for ali e por dinheiro (algumas das questões colocadas por Teresa Guilherme que não eram para o ganho, não foram respondidas com sinceridade), não será em nenhum lugar.
E claro, no final o concorrente levanta-se e vai cumprimentar o irmão, o amigo e a esposa. Qual destes não estava 100% de bem com o seu beijinho? A mulher, claro! Porque a mulher é diferente. E é mesmo para ser.





