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Bárbara ou Catarina?

Nunca entendi porquê comparavam a Bárbara Guimarães à Catarina Furtado, e vice-versa, na procura de qual das duas é a melhor apresentadora de TV.

A meu ver cada pessoa tem o seu estilo e por isso, cada um é válido. Catarina, Bárbara, Francisca, Andreia, Néne, Pessoa... não importa o nome! Cada pessoa tem a sua forma de estar diante do público, a forma de comunicar. Não podem, por isso, haver comparações. O que existe são gostos.

De há uns (bons) anos para cá não vejo qualquer atractivo no estilo de Catarina Furtado. Acho-a insípida, sempre igual, sempre no mesmo registo, sem acrescentar nada de novo ou de importante aos programas que apresenta. Esta apresentadora, que chegou a ser muito disputada entre as televisões por ser um «íman» de audiências, acomodou-se na cómoda RTP, ganha o seu salariozinho no final do mês e lá trabalha, tranquila e sem grandes percalços. Não só não aprecio a falta de identidade dos seus programas, como não gosto da ouvir falar. Não gosto daquela voz colocada, propositadamente melosa, um tanto enfadonha e demasiado "ensinada". Não gosto de a ouvir em voz-off.

A Bárbara Guimarães nunca foi tão disputada quanto Catarina Furtado nem alguma vez teve a estabilidade profissional que a primeira aparenta ter, mas penso que se pode dizer que é um rosto da SIC. Admiro a sua disposição para experimentar diversos registos. Bárbara não se fica por um formato, ela tenta todos. Nela identifico a vontade de conduzir o programa, de lhe dar uma identidade e uma coerência. Aprecio isso nela. Acho que fez um bom trabalho na apresentação do programa de talentos. Soube como agir para retirar um concorrente mais abusado do palco, soube como dar apoio àqueles que se sentiram com a rejeição e sabia como fazer tudo isto e manter o ritmo do programa, sem o deixar cair. Isto sim, mostra algum pulso!

Ainda não a vi a apresentar o "Peso Pesado" mas tenho a certeza que o programa está bem entregue e não havia na SIC quem o fizesse melhor. Mas contra uma Teresa Guilherme de quem todos já tinham saudades - e até a própria se entregou à apresentação do programa "Casa dos Segredos" com toda a garra devido às suas próprias saudades, "Peso Pesado", cuja primeira edição também não vi, não tinha qualquer hipótese de bater o outro nas audiências. Penso que a SIC percebeu logo isso e não criou falsas expectativas, embora Bárbara deva «lutar» a cada emissão para cativar o público para o seu programa, sem nunca desistir ou ter o espírito derrotista. Pelo que percebi, ela logo encorpou o espírito do projecto ao vestir-se de forma apropriada à imagem do programa e ao conciliar peças suas com as de guarda-roupa. E nem a óbvia desvantagem a desmotiva ou faz com que manipule a carreira de modo a liderar apenas a apresentação de programas sem concorrência à altura. Ela é sempre chamada para "apagar fogos". Muito criticada, nem sempre pela positiva, tem um tipo diferente da maioria das apresentadoras, que são menos curvilíneas. É uma lutadora, que arrisca e procura entender o conceito de cada programa para o apresentar de acordo com as necessárias diferenças de estilo. Já Catarina, fica-se pelo mesmo, seja a abraçar-se aos concorrentes de concursos de música, seja a abraçar-se a mulheres africanas no programa "Príncipes do nada". É igual.

Pelo menos é essa a impressão com que fico. Pessoalmente as duas até podem ser inversamente mais ou menos simpáticas/antipáticas, mas como comunicadoras que utilizam a TV para se expressar com o público, é isto que vejo. Como comecei por dizer, cada pessoa tem o seu estilo de COMUNICAR. Por isso, fazer comparações não faz muito sentido. Isto foi mais uma análise que uma comparação. Não importa se é a Bárbara, a Catarina ou a Bárbarina! Existe sempre alguém com um estilo diferente, uma imagem fresca, uma forma de estar... e é isto que muitas vezes falta na TV: pessoas diferentes! A RTP é, a meu ver, uma estação cheia de apresentadoras-clone, que não acrescentam nada de especial à apresentação dos programas, não variam muito de estilo ou de "energia". O primeiro canal a entender isto e a mudar as coisas vai sair a ganhar.

Claro que a novidade cansa mais depressa mas, enquanto dura, traz muitos benefícios.

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Grande Teresa! - Casa dos Segredos, a gala


Não levou nem 15 segundos para Teresa Guilherme conquistar 
toda a plateia (em estúdio e em casa) ao começar a apresentar a Gala de hoje do concurso "Casa dos Segredos 2". Com alta energia, a cantar e a fazer rimas e trocadilhos, é Teresa Guilherme no seu melhor, a Teresa de quem o público sentia saudades.


Pelo menos falo por mim. Já estava cansada mas lutei contra a vontade de dormir porque queria vê-la a entrevistar os concorrentes e as pessoas em estúdio. E em apenas 15 segundos, ela faz com que mereça a pena!

Há quem diga que só lhe interessa saber quem sai da casa. Mas eu estou a ver a Gala não porque quero saber quem sai - isso posso saber amanhã. Quero ver o programa porque Teresa Guilherme faz as perguntas que queremos ouvir, porque o faz bem e com graça e porque consegue apaziguar os ânimos e aligeirar os temperamentos, sem grandes preocupações. E não precisa de rebolar pelo chão! :)

Quanto à prestação dos concorrentes no confessionário, cada qual foi marcante. E viva Teresa Guilherme que conseguiu entrevistar um pionés! Sim, porque foi dito que estas foram palavras pronunciadas pela sua antecessora do programa a respeito das capacidades argumentativas de uma outra apresentadora da TVI mas, como ainda não tinha sido posto em prática, tanto quanto sei, pode não passar de teoria. Ao entrevistar João F., Teresa Guilherme provou que é capaz de obter uma longa conversa com alguém que não fala nada! Um autêntico pionés, porque o rapaz não é capaz de elaborar uma frase nem de pronunciar uma palavra com três sílabas. Se João F. tivesse algum problema físico não hesitaríamos em julgá-lo deficiente, um retardado.

A prestação de João M. no confessionário corre melhor em termos de quantidade de palavras pronunciadas, mas também conduziu à manifestação do pai da Fany, que estava presente em estúdio, visivelmente perturbado com aquilo que muitas vezes as pessoas esquecem: quem sofre mais com a participação destas pessoas neste tipo de concursos são AS FAMÍLIAS! Todos são rápidos a julgar aquilo que vêm na TV, isto é um fenómeno natural e há que saber separar as coisas porque, quanto o programa terminar, ficam os destroços!

Depois das luzes se apagarem, tudo perde a graça e se esquece...

O senhor disse que passou de "Bestial a besta" na terra materna (Cinfães, parece-me). Isso foi o que mais me marcou, porque sei, ou melhor, imagino que se dá muito valor ao sítio onde nascemos, quando dele temos de nos afastar. Não só o senhor se afastou, como teve de sair do país. Há muita gente a falar mal de Portugal, mas acho que, se conhecessem um pouco mais da vida lá fora, mudavam de opinião. Claro que há coisas boas fora daqui, mas se calhar são mais laborais e monetárias do que outra coisa. Este país tem muito a seu favor, e isso é que muitos esquecem. Não se sentir bem a retornar à terra deve ser duro...

Bem, mas o senhor estava indignado e, com os nervos, acabou por difamar uma pessoa que não estava presente para argumentar, mais a família deste. Lamento que se zanguem os compadres, porque acredito que se deve lutar por uma amizade e nenhuma deve ter um "ponto final" sem que exista um grande esforço para chegar a um diálogo. É difícil! Talvez das coisas mais difíceis, mas faz as pessoas se sentirem melhor logo depois. Guardar tudo para dentro é que não é nada bom para a saúde... existem corações que explodem!

A professora da Cátia deve cometer Harakiri (suicídio de honra japonês :)), ou então ocultar em vergonha que foi quem tentou colocar conhecimentos de geografia dentro daquela cabecinha. Não sou nenhuma enciclopédia mas sei que não é preciso ser para se saber minimamente de geografia básica! Quem é que nunca olhou para o mapa-mundi? Quer dizer: se África fica a sul ou norte da linha do equador não deve constituir dificuldade alguma!

Cátia e restantes concorrentes: oiçam a Teresa Guilherme, que ela sabe o que diz. Sigam os seus conselhos! Vai estudar miúda, porque quando perderes a juventude, perdes a graça!

Nota alta para outra característica de Teresa: ela realça em estúdio que as palmas que a plateia tão entusiasticamente faz ecoar são de cariz respeitoso. Eu faria o mesmo porque me causa desgosto perceber que as pessoas são fracas de espírito ao ponto de aplaudirem o que consideram a desgraça de alguém, ficando contentes com isso. Adoro que Teresa Guilherme não deixe passar isto em branco e corrija as intenções das palmas. Boa Teresa!

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Mediocre - nota de avaliação CS

Casa dos Segredos

Não vi o primeiro Big-Brother porque nada daquilo era realmente novidade para mim e não me puxou o interesse. A imensa publicidade que se fez em torno do conceito do programa e o alimentar de polémicas fez-me perceber que a única intenção era manipular as massas para gerar falatório. Quando percebo isso sinto de imediato uma grande falta de interesse, porque, na realidade, é como ter uma antevisão perfeita do que aí vem apenas pelo trailler da antestreia.

Mas aguardava com gosto a chegada da segunda edição da Casa dos Segredos. Apresentada pela calejada Teresa Guilherme que tem um estilo diferente àquele que achei ser o de Júlia Pinheiro: a parcialidade.

Vi e gostei da primeira edição deste programa. Não gostei de a ver apresentada por Júlia Pinheiro, que achei parcial e seca com os concorrentes de quem não gostava, nem tão pouco me agradou os estilos (patéticos) dos co-apresentadores (Leonor Poeiras e Pedro Grangê), pareciam palhaços esganiçados e ligados à corrente da idiotice.

Esta segunda edição ia trazer um pouco do mesmo mas apresentada pela Teresa Guilherme e co-apresentada pela Iva Domingues e a estridente Leonor Poeiras, decerto o programa ganharia outro estilo. Mas enganei-me! O que ganhou "por fora" perdeu por dentro.

Aquilo é medíocre! Não é mau, não é bom, é medíocre! E creio que vai descer tão fundo quanto for possível descer. Neste momento está a dar em directo e eu descobri que adoro acompanhar o programa se carregar no botão "mute" do telecomando.

Porquê é medíocre?
Bem, vou começar pela escolha dos concorrentes.
São todos iguais. Ainda não os distingo uns dos outros. As louras parecem fotocópias e os rapazes morenos são hiper musculados... tudo igual! Parece um mercado de carne de uma única safra: pouca gordura e poucos neurónios.

Gostava de assistir a um programa deste género desde que fosse composto por pessoas com um leque de idades mais abrangente. Isso aconteceu um pouco na edição anterior e acredito que é muito mais interessante ver pessoas de diversas idades a conviverem juntas do que ter um grupo todo muito igual! As conversas que estes tipos têm nem se podem chamar de conversas! Já tive aquela idade, nunca fui assim, mas conheci pessoas daquelas idades ainda muito imaturas, mas este grupo até arrepia! Conversas OCAS, totalmente OCAS, comportamentos típicos de adolescente muito desorientado de valores morais, todos falam de se juntar a alguém na casa, fazem-se casais, em triângulos, é tudo tão INSÍPIDO!!

Este é o segundo domingo de expulsão e já 4 concorrentes vão estar fora de casa e no estúdio. Deviam ser dois mas as meninas desistem por tudo e por nada, com desculpas esfarrapadas, como se não soubessem ao que iam! Uma disse que ia-se embora porque "no momento em que lhe faltasse o tabaco, aquilo perdia a piada". Que futilidade...

Agora está no ar (continuo com o televisor em Mute) uma rapariga visivelmente produzida para ali estar, que segura um microfone perto da boca enquanto responde a umas questões da apresentadora. A legenda diz que é "irmã do João M". Ainda estou para perceber o que faz os familiares de um concorrente se exporem desta maneira.

Toda a conversa que se tem dentro da casa é muito a mesma que governa todo o programa em direto. O tema é sempre o mesmo: SEXO. Seja por meio disto ou daquilo, com mais ou menos palavras, cada insinuação, cada pergunta tem a ver com envolvimentos, triângulos amorosos que já existem em tantos números que até seria de supor que na casa se encontra um batalhão de gente.

Estes concorrentes têm a lição toda estudada. Não se sentem atraídos mas representam em troca de garantirem a presença no programa a o longo das semanas. Como "casais" mantêm os "portugueses", como eles mesmo dizem, na "esperança" de que algo aconteça. Então andam ali a esfregarem-se uns aos outros, em troca disso... bah! Que nojo!

As meninas quando vão ao confessionário falar com a Teresa Guilherme, são umas sonsas. Uma tal de Cátia decidiu incorporar o papel da "divertida que diz o que lhe vem à cabeça e tem piada". Um rapaz (um Marco) decidiu ser ele próprio mas a fazer-se de mais estúpido e mais acessível do que é... enfim. Cada pessoa está ali não a ser ela própria mas a representar aquilo que OUTROS naquelas circunstâncias JÁ FORAM.

Uns querem ser "o casal", outros querem ser "a divertida" e também já elegeram a "MEGERA".

Gosto de coisas minimamente originais e isto de original não tem nada. É um vómito!
Pode até não ser original, mas valer por ser genuíno. Esta segunda edição da Casa dos Segredos não tem nenhuma destas duas coisas (para mim essênciais). Logo, é medíocre.

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Ingratidão

Todos sabem que as estações de televisão competem entre si. Isto gera que, grandes nomes, sejam cobiçados e ocorram transferências. Quem gosta de futebol entende esta parte muito bem. Na televisão passa-se o mesmo. Apresentadores com mais reputação são disputados. E assim, é vê-los a "saltar" da Sic para a RTP, da RTP para a SIC, daqui para a TVI e vice-versa.
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Mas só alguns, os de maior ego, saiem sempre a falar mal do sítio que abandoam. Foi o que aconteceu com Herman José em 2000, quando saiu da RTP para a SIC. E é o que se repete agora, ao sair da SIC para a TVI.
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Durante estes 9 anos em que se manteve na estação, só falou bem da SIC. Nem os muitos fracassos que protagonizou, nem o rompimento com amigos e colegas de longa data o conduziu a uma humilde reflexão sobre a sua metedologia. Nunca deixou de «dar graxa» ao patrão, elogiando a SIC e os seus directores e desfazendo a importância das conquistas da concorrência e os fracassos protagonizados. Quando abandonou a RTP, disse «cobras e lagartos» da estação. Elogiou a SIC repetidamente, dizendo que era uma estação onde tinha liberdade criativa. Ora, se a ausência de «liberdade criativa» o fez fazer programas como o "Parabéns", na RTP, com belíssimas entrevistas, então castrem esse homem!
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Houve quem lamentasse a sua saída da RTP mas, pessoalmente, achei que esta tinha ficado a ganhar. O tempo, claro, ditaria a sentença e acabou de o fazer: a RTP ficou de facto a ganhar. E a SIC? Queimou-se! Há pessoas que não podem ser livres...
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Lembro em particular do Herman Sic, que para mim ficou no ar muitos anos para além do que devia. E porquê? Se fosse um programa feito por qualquer outra pessoa, tinha sido imediatamente cancelado. Mas confiaram que o peso do nome de Herman bastava para o programa ter o seu público. Enganaram-se. Não assumindo o erro e sem proceder ao extermínio do problema, continuaram a enterrar mais fundo os pregos do caixão, ao fazer ouvidos de mercador e ao continuar a insistir em produzir um programa que ninguém mais assistia. Não escutaram a insatisfação do público, das audiências (sempre boas na versão-Herman) e foram enterrando a SIC, mais e mais, de cada vez que o programa continuava no ar. Por isso, e também por outras razões que se prendem simplesmente à ética e ao carácter, o Herman não devia estar a dizer mal da estação que ajudou a enterrar.
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Como artista, que tem de passar por alguns dissabores, até acredito que, na sua perspectiva, é um herói, injustiçado, traído, sabotado mas... na SIC Herman gozou de total liberdade. Portanto, mandou mais do que foi mandado. O fracasso é todo de sua responsabilidade e a culpa da SIC prende-se na sua atitude autista, em não querer assumir que, neste tempo, o «dinossauro» da comédia não tinha piada, a não ser de mau gosto.
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Lembro-me em particular da entrevista que Herman fez a Sting, no Herman Sic. Às tantas, o cantor praticamente mandou Herman para «aquele» lugar, só com a sua expressão. Perfeito cavalheiro, Sting podia ter-se levantado e ir embora, mas também não ficou ali com sorriso amarelo, como tantos outros antes e depois dele. Afinal, Herman só falava de si, da sua experiência como cantor (não presta para nada), da sua vida, do seu pai e, como é de seu hábito, interrompeu sempre o diálogo de Sting. Foi das entrevistas em que o seu egocentrismo mais sobressaiu. Depois disto, aguardava o fim do Herman SIC, mas durou mais uns anos... sempre a afundar.
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Agora diz bem da TVI, estação à qual não reconheceu nenhuma conquista enquanto funcionário contratado da SIC. Isto do mundo artístico tem muito que se lhe diga... mas resume-se apenas a este factor básico: os bons são aqueles onde estás, os maus são aqueles de onde sais. Se regressares, voltam a ser bonzinhos e toda a polémica do passado cai na amnésia.
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Por isso é que admiro apresentadores como o Jorge Gabriel ou o Júlio Isidro. Estes têm talento e uma postura profissional. Fazem as coisas com o sentido apurado no dever e encaram as transferências de estações como uma nova etapa que traz desafios, como metas a atingir. Se querem lavar «roupa suja», não o fazem na imprensa... tsc, tsc, tsc!
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Teresa Guilherme é outra apresentadora/produtora que andou a agitar as águas e a afundar o navio da SIC. Quando li que fez um contrato milionário para ser a produtora exclusiva da estação, achei que era um erro crasso, básico até. Primeiro, por ser um fenomenal erro ter uma parceria exclusiva com alguém, numa altura de crise. Além de ter de indemnizar forte e feio a Teresa Guilherme Produções caso surgisse a vontade de cessar contracto, a SIC fechou as portas à criatividade alheia, às produtoras independentes, à inovação. Simplesmente uma decisão que colocou mais um prego no caixão da SIC. E assim foi. Uma estação na situação da SIC não podia investir em produção nacional da maneira que o fez, achando que bastava fazer para ganhar audiências. Não há Floribela que aguente!
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Teresa é outra que andou a tecer uns comentários nada abonatórios da SIC. Com razão ou sem ela, convinha a estes dois profissionais reconhecerem que tiraram os seus proveitos do prato onde agora cospem. Compreendo que se acham maiores e melhores que todo aquele esquema. Mas depois, quando rejeitados, andam "ó pai, ó pai" a ver se conseguem trabalho noutra estação, como o Herman andou a fazer na TVI. É óbvio que ele quer passar a impressão que é artista convidado, que não «correu atrás», não precisa, tem muitos projectos, tem dinheiro, reconhecem-lhe o mérito... mas não é assim que as coisas realmente se passam. As rodas do sistema continuam a ser oleadas com muita graxa. A verdade é que estas pessoas estão viciadas na fama. Se existem televisões e os holofotes não apontam na sua direcção, não se sentem bem. E é por esta razão que admiro outro tipo de apresentadores. Com outra postura, menos egocêntrica e mais profissional. Tal como o Jorge Gabriel ou o maturo Júlio Isidro. Nem sempre recebem da entidade patronal o devido valor, mas o público lá o atribui.
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José Malato, por exemplo, é um apresentador cuja função na TV ainda não entendi. Não simpatizo com ele, talvez porque, tal como Herman, gosta muito de falar de si mesmo e interrompe os convidados para contar uma história sobre si mesmo, que sempre começa com «à muito tempo atrás, há muitos anos, quando EU trabalhava na rádio...». Não gosto de o ouvir falar de si e não lhe consigo identificar especial talento. Em pouco tempo de presença nos ecrãs, já estava com o seu próprio Talk-show. Foi um fracasso e rapidamente saiu do ar, de forma discreta, como sempre deve ser. O fracasso foi varrido para debaixo do tapete e não mais se falou dele. No entanto, Jorge Gabriel, veterano nestas lidas, com provas dadas, manifesta o desejo de fazer um programa similar em night-time e nenhuma oportunidade lhe foi concedida. Está certo: lá por funcionar bem como apresentador em programas de diferentes estilos, pode não ser tão bom noutros. Mas se deram uma chance ao Malato, porque não ao Jorge? Ás vezes penso que a televisão, assim como qualquer meio artístico, continua a sofrer do ancestral hábito de descriminar os artistas de acordo com a sua inclinação sexual. Os que são gays continuam a receber a preferência dos patrões. Os que não são, ficam mais na sombra, a executar um bom trabalho, mas com menos destaque. Há coisas que parecem não mudar...

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Momento da Verdade - TV

Querem saber como é um homem de verdade?
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Quem viu a primeira emissão de Momento da Verdade já sabe.
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Até compreendo quando é dito que as mulheres não pertencem no exército. Consigo compreender onde querem chegar. Existe nos homens este companheirismo cúmplice, que nas mulheres é diferente. E ainda bem que é. A mulher é mais sensível e emotiva, graças a deus! Por isso mesmo, as coisas demoram mais tempo a descer pela «goela». Se isso é um problema na típica atmosfera machista militar, claro que é.

Até porque a maioria deles (homens militares) foram lá parar por falta de opções. O perfil pode ser traçado desta maneira: rapaz jovem, quer fazer o que lhe dá na telha, não aguenta mais o ambiente familiar de casa e ter de se submeter ás imposições dos pais, que não gosta de estudar, mete-se em sarilhos e começa a trabalhar para ser independente, mas não se dá bem nesses empregos porque não se dá bem com a autoridade. Quer fugir de tudo isto. Está perdido, não aguenta mais. Alista-se no exército.

Parece contraditório que vá parar logo num meio onde a obediência é-lhe imposta. Mas não é de todo. O exército não é como na vida civil. Lá todos são iguais, entram no mesmo nível e passam pelas mesmas situações. O grupo acaba por ser o suporte do indivíduo. Cria-se então a tal cumplicidade e, aquilo que menos sabem lidar cá fora, a autoridade, é então tolerada somente nestas circunstâncias. Porque cá fora, não existe essa realidade de igualdade. No emprego, uns são sempre melhores que outros, todos se querem destacar, ninguém é amigo de ninguém, o chefe não é igual com todos, a camaradagem é substituída por rivalidade. A autoridade é, portanto, insustentável.

Eis a ideia que faço da maioria dos militares homens.
Nem vou entrar no que esta atmosfera faz quando se trata de procurar o sexo oposto. Isso fica evidente para quem viu o programa.

A mulher é diferente, mas tem lugar no exército. Só ela é capaz de «salvar o couro» de um colega homem, ao mesmo tempo que segura numa frigideira. Só o cérebro feminino é dotado de tamanha destreza. O homem é uma boa máquina de matar: pode ser programado para agir somente de um modo. A mulher é naturalmente inclinada para as multi-tarefas. Ela pode estar a carregar numa metralhadora e a fazer prova de obstáculos, que a cabeça dela está ali no que faz, mas também no que vai fazer ou no que já fez.

Dito isto, vamos aos factos. Este programa revelou um primeiro concorrente que disse «Sim» a quase todas as perguntas, menos algumas. Elas, as perguntas, já se adivinham o calibre:

- já teve relações sexuais com outra mulher neste ano? (SIM)
-gosta de brincar com a sua filha? (NÃO)
-faz de tudo para a sua filha não sentir a sua falta? (NÃO)
-usa o preservativo quando tem relações sexuais com outras mulheres? (NÃO)

E assim ficou traçado neste primeiro programa, o perfil da maioria dos homens. (Quem se segue?). Claro, existem excepções. Mas assim como se generalizou que as mulheres não pertencem à carreira militar, assim generalizo que a maioria dos homens é como este se pintou.
Resumindo, a maioria dos homens adora a esposa em casa e a coisa que mais ama no mundo é os filhos. Mas isso não basta, na lógica masculina, para deixar de dormir com outras mulheres, (sem preservativo, que é para ser um portador de doenças para depois transmitir à adorada esposa), para flirtar com outras, para fugir de passar mais tempo com os filhos. São a coisa mais importante, mas não têm paciência para estar com eles. Neste caso, nem para brincar. Alguém devia ensinar este homem que brincar com uma filha não é brincar com ela e as bonecas. Acredite que, se fosse um rapaz, carrinhos não iam fazer diferença nenhuma.

É por isso que defendo que todos nós precisamos ser ensinados para a paternidade/maternidade. Até mesmo a ser adultos, quanto mais para ser adultos a criar outro futuro adulto. Isto de ser pai jovem porque não se usa preservativo, e depois ser-se ausente e ter a mulher a carregar os fardos, deixa abertas muitas lacunas para traumas familiares. Acho que se devia aprender a ser pais. Devia-se ensinar em escolas. Grande ambição, quando o ensino básico não inclui nem a sexualidade…

Devia haver em Portugal um Dr. Phill, para que as pessoas não sentissem vergonha de não serem perfeitas e não terem problemas em assumir que precisam de ajuda. Ajuda para ser bons pais. Porque não?

Emocionado ficou o concorrente quando ouviu o irmão caçula afirmar que o considera um ídolo. Teresa Guilherme incentiva um abraço e pergunta porquê não se fala das emoções. Pois, é um mal português… guardar tudo para dentro. Sabem porquê? Porque assim somos ensinados! Muito mais depois do 25 de Abril, do que antes. Paradoxalmente, a liberdade trouxe o aprisionamento das emoções.

Temos então o típico homem português. Mas há sempre excepções e, neste caso, ela talvez não estivesse muito longe, no gene ao lado. Porque é que em todas as histórias de irmãos, existe sempre o mais novo a idolatrar o mais velho, que não é nenhum exemplo a seguir? É que isso prejudica muito o trabalho da mulher que queira preservar o seu achado…

Por tudo isto, sem dúvida que o programa será e foi um estrondoso sucesso. Quem é que não gosta de ouvir a verdade? Olhem que, se não for ali e por dinheiro (algumas das questões colocadas por Teresa Guilherme que não eram para o ganho, não foram respondidas com sinceridade), não será em nenhum lugar.

E claro, no final o concorrente levanta-se e vai cumprimentar o irmão, o amigo e a esposa. Qual destes não estava 100% de bem com o seu beijinho? A mulher, claro! Porque a mulher é diferente. E é mesmo para ser.

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