Não há dúvida que as primeiras séries de Smallville são muito boas!
Nunca imaginaria que ia ficar tão agradavelmente agarrada e admiro ainda mais a série por me voltar a "prender". É sinal que a qualidade que lhe atribui anos antes não era fruto do meu fascínio, mas algo real. Está lá e qualquer pessoa pode experimentar para ver se lhe acontece o mesmo.
O "truque" está em fazer com que cada episódio comece no auge. É o chamado gancho. Nunca vi um que agarrasse tão bem quanto os de Smallville. São muito eficazes. É admirável a forma como as cenas estão dirigidas. Sei que Tom Welling, protagonista da série, passou a dirigir alguns episódios lá mais para meio e foi responsável por muitos da última temporada. Mas a experiência dos muitos que lhe antecederam e que fizeram as primeiras temporadas é admirável. Tinham ali uma boa equipa!
Acabei de ver o "gancho" de um dos episódios e nada se perde, nem sequer a ironia de Jonathan (John Scheneider) ir na sua carrinha a escutar música country. Nada mais normal e apropriado para o agricultor, certo? Pois! Mas o humor subtil desta cena é que a música que está a passar na rádio é o tema de abertura da antiga série dos anos 70 "The Duques of Hazzard", protagonizada por um então jovem louro rapaz, de apenas 19 anos: o próprio John Scheneider! Gosto quando se cruza, desta forma inteligente, referências de outras séries ou filmes numa obra totalmente diferente. Desde que feito com inteligência e combine com a história, como é o caso.
O primeiro filme a "brincar" totalmente com este conceito foi "Aeroplano" (1980), que ironizava com muitos dos clichés das histórias de filmes e utilizava o humor para reproduzir cenas memoráveis. Acabou por ser um marco por si mesmo e teve direito a sequelas (Aeroplano 2 - 1982). As pessoas gostam deste cruzar de referências!
Noutro dia estava a ver um filme com Julia Roberts, em que ela faz o papel de um soldado que está num avião rumo a "um compromisso inadiável", numa curta visita a "alguém muito especial". Está com pressa e não pode atrasar-se, pois tem de voltar ao sítio de onde estava a sair. Ficamos a saber de tudo isto durante a conversa que a sua personagem estabelece com o homem que viaja a seu lado. Já no aeroporto, este homem cede-lhe a sua limusine para a conduzir ao destino, uma vez que não existem transportes. No caminho, e aqui é que está a piada, o motorista atravessa a rua Rodeo Drive e pergunta à ocupante (Julia Roberts) se alguma vez esteve ali naquela zona, onde se fazem compras. Ela responde:
- "Once. A long time ago. It was a mistake. A udge! Udge mistake!" - fazendo assim referência não só à cena mais memorável do filme "Pretty Woman", que tornou a actriz célebre, como ainda inserindo o diálogo dessa cena!
É este tipo de criatividade inteligente que gosto de encontrar em filmes e séries. E Smallville tem-na, tal como o comprova esta subtil referência à personagem "Bo" e aos "Dukes of Hazzard", apenas por se colocar Jonathan a escutar aquela música na rádio.
Bom argumento e referências inteligentes - SV
Smallville - estou a (re)ver

Sim, voltar a ver os primeiros episódios de Smallville é muito agradável.
Aquilo está tão bem feito!
Clark é um adolescente e, como qualquer outro adolescente, está um pouco à mercê das hormonas. Quando se sente excitado por ver Lana, ou contente por uma conquista no futebol, vão aparecendo-lhe alguns poderes. E é vê-lo a correr atrás dos pais a pedir ajuda:
- "Pai! Mãe! Quando acordei hoje de manhã estava a levitar"!
- "Pai! Mãe! Tenho uma estranha dor de cabeça e a seguir consigo ver através de objectos"!
Perdido, ele não sabe o que fazer com estas suas capacidades e os pais, com a maturidade dos adultos, ajudam sempre:
- "Calma Clark. É normal. Só tens de aprender a lidar com isso".
Clark não tem muita fé nisso, mas os pais, por mais absurdo que seja mais um novo poder que o filho, assustado, lhes conta possuir, a tudo reagem com calma. Como se fosse normal um rapaz levitar, ter visão raio-x, deitar fogo pelos olhos, ter super-velocidade e por aí adiante. Mas o que transparece é a maturidade de quem sabe que a aflição não leva a nada e, com o tempo, aprende-se a viver com o que se tem e, com sorte, aprende-se a tirar o melhor proveito disso.
Mas não é só esta parte da história que vale a pena ver. Todas as paralelas são importantes também. Lana tem a sua própria odisseia emocional para atravessar, não fosse também ela uma adolescente. Anda à procura da sua identidade, à medida que lida com o facto incontornável de ser órfã e ter saudades d
a mãe, que procura conhecer pelas pessoas que a conheceram ou pelas coisas que a mãe lhe deixou. Entre elas, um colar com uma pedrinha de kriptonite. Como qualquer adolescente, às tantas precisa de uma mudança de rumo e vai à procura de um sentido para a sua vida: desiste de ser cheerleading na escola (espécie de ginástica acrobática exclusiva do futebol americano, tida apenas como uma simples actividade de claque, mas com grande exigência física) e decide ir servir às mesas num café, depois das aulas. Não é lá muito boa nisso, parte uns quantos copos e é dispensada. Aceita o facto e aprende com a experiência.
E não é isto que é crescer para virar adulto? Fazer as escolhas que a intuição nos diz para fazer, aprender com a experiência e ter maior certeza do rumo para onde se quer (ou não se quer) ir. Isto é crescer. E viver!
Esta densidade do enredo entusiasmante de assistir é ainda mais louvável porque nenhuma outra personagem deixa de ser mais desenvolvida porque a principal conta mais. Todas, desde Lex, de quem tantas vezes sentimos pena, a Martha e Jonathan, Cloé e Pete - cada uma é bem desenvolvida e está inserida na história.
E o humor é inteligente, logo, irresistível. Neste particular episódio, Clark descobre que consegue ver através de pessoas e objectos. É um segredo que ele guarda e que o está a afligir muito. Por graça do destino, as pessoas vão ter com ele e no meio de banais conversas, dizem aquelas frases feitas, que todos nós utilizamos como ironia ou para reforçar um ponto de vista, sem saberem que, para Clark, "Estás a ver coisas!" ou "Parece que consegue ver através de mim!" não são simples expressões, mas um facto! E é irónico! Tem humor. Porque a interpretação dá-lhe a conotação certa e o guião foi construído na perfeição.
Uma história com tanta qualidade deixa sempre umas tantas aprendizagens valiosas no ar. Clark aprendeu esta:
- "Mãe, se pudesses ver o que quisesses, o que farias?"
- "Aprendia a fechar os olhos."
Super!
English version:
To see the first episodes of Smallville is actually very nice.
They're so well done!
Clark is a teenager and, like any other teenager, is somewhat at the mercy of his hormones. When he feels excited to see Lana, some powers pop-up. He then runs to the persons he knows he can rely: his parents!
- "Father! Mother! When I woke up this morning I was levitating"!
- "Father! Mother! I have a strange headache and then I can see through objects"!
Lost, he does not know what to do with these capabilities and his parents, with the maturity of adults, are always helpful:
- "Take it easy Clark. It's normal. You just have to learn how to deal with it."
But Clark doesn't think it's normal and doesn't show much enthusiasm. However, his parents, no matter how absurd is the new power that Clark shares with them, always help by keeping it "normal". As if it was normal for a teenager to levitate, have X-ray vision, throw fire with his eyes and so on...
Martha and Jonathan Ken know that distress leads to nothing and what is important is to learn how to live with what you have and, hopefully, learn to make the best of it.
But not only this part of the story is worth watching. All parallels ones are important as well. Lana has her own emotional odyssey to cross, she's also a teenager, searching for her identity. Has an orphan, she missis her mother and seeks to know a little more about her trough the people who knew her and the things she owned. Among them, a necklace with a stone kryptonite. Like any teenager, sometimes she feels the need to change the direction of her live and goes in search of some other meaning. She quits school cheerleading (kind of acrobatics gymnastic exclusive to football matches, taken only as a simple activity of cheerleading, but with high physical demands) and decides to serve tables in a cafe after school! Not very good at it, she brakes a few cups and it's desmissed. She accepts it, learns from the experience and decides to return to cheerleading.
Isn´t this growing up to become an adult? Making choices that intuition tells us to do, learn from the experience and realize from it what direction one wants (or not) to go. This is growing. It's living!
This plot density is what makes Smallville so exciting to watch and is even more commendable because no other character ceases to be further developed because the Clark is what counts most. All, from Lex, who so often makes us feel sory for him, Martha and Jonathan, Chloe and Pete - each one is so well developed that this engraces the story.
Smallville has a intelligent humor and that is what makes it so irresistible. In this particular episode, Clark discovers he can see through people and objects. It's a secret that he holds to himself and it is distressing for him. By the grace of fate, people come to him and in the middle of conversations, say some phrases, which we all use as irony or to reinforce a point of view, not knowing that to Clark, saying that: "You are seeing things!" (m: imagening) or "It seems that you can see through me!" (m: you know me well) are not simple expressions, but a reality! And it's ironic! It has humor. Along with Tom's (Clark Kent) interpretation and the quality script, it is perfection.
A story with such high quality always leaves some valuable lessons. This time Clark learned this:
- "Mom, if you could see what you wanted, what would you do?"
- "I'll learned to close my eyes."
Perfect!
Smallville rertorna na FOX
Estava a fazer zapping à procura de um bom filme ou série, mas nada me prendia a atenção. Até que surge algo que faz crescer o meu interesse. Ás tantas na história, tenho a sensação que já vi "aquele filme" antes. Mas é quando a cena termina e surgem os primeiros acordes da música "Somebody save me!", que percebi: é Smallville!
Após exibir o último episódio desta série que teve 10 épocas, a Fox voltou ao início e está a passar as aventuras do "Super-homem" desde o primeiro episódio!
E sabem o que mais? É tocante!
Volta a ser emocionante ver esta série.
Ainda por cima, voltou a cativar-me da mesma forma que o fez 10 anos antes: com a super aditiva história naquele início.
Recomendo que voltem a sintonizar Smallville na Fox para acompanhar esta aventura desde o início. Dez anos é algum tempo, pelo que alguns eram demasiado novos para terem tido a oportunidade de ver como tudo começou. Existe qualidade, muita qualidade para uma série televisiva que inclui fantasia. A começar pela realização/produção. Hoje isso é mais comum mas penso que era um pouco menos vulgar ver esta qualidade de efeitos especiais em produções televisivas. Hoje, a TV domina! Já não mais é alvo do preconceito que dominou os seus anos de reinado no século XX. Hoje, conceituados actores de cinema e teatro já não consideram degradante a transição pela televisão, como se isso confirmasse uma descida de "valor comercial". Hoje, fazem de tudo por um papel numa série ou novela! Falo dos actores americanos como Dustin Hofman ou Gleen Close (séries) e dos nossos "tugas" (novelas e séries), que já não andam de nariz empinado para a televisão enquanto louvam os deuses do teatro. :)
Toca a ver pessoal!
Último episódio Smallville
E é assim que, a passar um episódio novo todos os dias, em poucas semanas o Fox colocou no ar as duas temporadas finais de Smallville.


Finalmente, o rapaz virou homem. Ou melhor: super-homem!
A 10ª e última temporada desta série que começou em 2001 terminou. A Fox emitiu o último episódio hoje, apenas com alguns meses de distância do final exibido nos EUA, em Maio deste ano. Dois meses apenas, portanto!
Smallville foi uma série muito interessante e agradável de ver. Acompanhar o crescimento emocional e físico de Clark e ver um menino transformar-se no herói.
Esta última temporad
a foi para mim a mais fraca de todas no que respeita ao argumento. Os problemas resolveram-se depressa e fácil demais. A maldade dos vilões não durou mais que uns segundos e senti que não existiram ameaças à altura. Clark e Lois também andaram ali a rodar em torno de inseguranças pessoais, que, sem explicação, ficavam resolvidas num episódio, para retornarem num outro. Senti que estavam a ser menos criativos (e mais preguiçosos) do que o habitual e as histórias foram um tanto repetitivas e desinteressantes.Considero esta relação de Lois&Clark a pior de todas já feitas. Erica Durance (Lois) não é uma Lois Lane. Não convence. Falta química entre ela e Clark. A actriz peca também pela expressão demasiado estática e artificial. Imagino qualquer outra rapariga naquele papel e sei que o potencial da dinâmica da relação entre ela e Clark seria muito mais interessante de ver!
Érica não proporciona isso. Qualquer mulher que entrou na série seria uma escolha melhor. A actriz que fez de Tess (Cassidy Freeman) acabou por convencer bem num papel que seria difícil para os fãs aceitar, uma vez que veio ocupar o "lugar" do grand
e vilão (o maior de todos) Lex Luthor! Mas o talento de toda a equipa e da actriz na personagem ultrapassou isso. E foi bom de ver cada segundo!E era esse prazer que gostava de reconhecer nesta Lois. Mas não está lá. Até acredito que Érica seja uma pessoa fenomenal na vida real, mas na personagem é uma desgraça! Não gosto. Não acredito. Não vejo química. Sei que para os produtores e os fãs a escolha agradou. Mas não compreendo. Quem aprova deve estar a sofrer de um caso grave de contaminação de "Super-homem-mania"! Acho que ficou para sempre provado no ecra que não resulta! Imagino a esposa de Tom Welling (Clark) confortavelmente em casa, sem quaisquer ponta de ciúmes. Não de Lane...
Qualquer outra Lois (Margot Kidder, a Lois dos filmes com Christopher Reeve ou Teri Hacher, da série de TV) é mil vezes melhor.
Tirando isto, a série é fenomenal em todos os outros aspectos. Embora esta temporada seja fraca no argumento, quando tudo parece estar "perdido", o que salva a história é a fenomenal música de John Williams - Superman que chega para "coroar" a passagem de Clark para Super e encerra as aventuras. Esse é mesmo um momento mágico! Pelo qual os fãs aguardaram 10 longas temporadas. Super John Williams, que com uns acordes criou esta proeza.
Só existiu um outro ponto fraco no argumento: num episódio, Clark viaja no futuro para encontrar-se consigo mesmo no elevador do Daily Planet e mostra-se revoltado e muito inconformado por se ver a si mesmo vestido "à betinho, com óculos e mau cabelo". Achei esta sua vaidade muito fora do carácter. Clark é o tipo de herói que sabe que o aparência não faz a pessoa e não seria inseguro e vaidoso a esse ponto. Mas não resistiram em fazer disso uma piada.
Thumb down!
English Version:
Fox channel deserves to be commended for passing the most recent episodes of all TVseries of the moment. While they pass with a relative delay in the national channels, they also have the drawback of only going to air one episode per week. But Fox understands the new demands of television survival and are in tune with the public that, by other means, can have access to the same series that it so enjoyes. So why not give them now what they will get anyway?

And so, Fox has aired the final two seasons of Smallville in just a few weeks. Finally, we have seen the boy turned into a man. Or better: Superman!
Smallville, that premiered in 2001, has now ended. Fox issued the final episode today, only two months away from the final show in the U.S. in May this year. That´s really good!
Smallville has proven itself to be a very interesting and nice series. But I though this last season to be the weakiest one. Specially the story-line.
In this script, the problems were solved too quickly and too easy. The evil villains did not last more than a few seconds and I felt there were no real big threats to scare us. Lois and Clark also went around personal insecurities, which, without explanation, were resolved in an episode, to return in another. I felt this was just a way to prolong a storyline and I felt bored. The plots seemed to be less creative and the general creative team a little bit more lazier for their normal standards. The stories were somewhat repetitive and uninteresting.
I consider this relationship of Lois & Clark the worst ever made. Erica Durance (Lois) is not a Lois Lane. The lack of chemistry between her and Clark is an insult! The actress also fails to convince due to her rigid facial expression. I imagine any other girl in that role and I know that the potential dynamics of the relationship between her and Clark would be much more interesting to see! And I crave it!
Erica do
es not provide that. Any woman who entered the series would be a better choice. The actress who made Tess (Cassidy Freeman) ended up convincing in a role that would be hard for fans to accept, because she was the producer's solution to substitute the best vilon ever: Lex Luthor!It was delightful to see every second!
I do believe Erica is a phenomenal person in real life but has Lois... Oh, terrible! I do not like. I know the producers and fans liked the choice. But I do not understand. Who approves this television romantic relationship must be suffering from a severe case of contamination of "Superman-mania!" or "big-fake-boobs-in-blond-hair-virus" of some sort! I think it's now forever proven on screen that their chemestry does not result! Maybe that's why there were so few kisses between the couple and they were all very... smuchy! Clark's kisses to Lana were so much hotter!!
I imagine Tom Welling's (Clark) wife comfortably at home, watching this romantic kisses, laughting without any jealousy. Not of Lane...
Any other Lois (Margot Kidder, Lois movies with Christopher Reeve and Teri Hacker, the TV series) is a thousand times better.
Another weak point in the argument is the episode where Clark travels to the future to meet himself in the elevator of the Daily Planet. He reveals himself upset and very unhappy with his future "bad hair-cut and gorky glasses" appearance. I found this vanity very out of character. Clark is the kind of hero who knows that the appearance does not make the person and he would not be vain at this point. But thw writers(?) could not resist making it a joke.. :( It's kind of a spoiler.
Apart from that, the series is phenomenal in all other aspects. Although this season is weak in argument, when everything seems to be "lost", John Williams's music composition saves the moment and makes history, "crownin
g" not only that moment, but all the work done untill, and it is phenomenal! It is emotional. The chords just tell a story themselves and what they are saying is how Clark is in his way to save the world, has Superman. This is really a magical moment!
Homenagem ao Rotações

Está na altura de confessar uma coisa: gostava muito de ver o programa desportivo "Rotações" na década de 90. Comecei a vê-lo de vez em quando. Aquilo cativava-me. Nada entendo de desporto de automóveis, não é algo que queira propositadamente acompanhar, mas, graças a este programa, comecei a perceber bastante de algumas coisas e a sentir interesse por elas. Por esta razão, achei que merece uma devida homenagem aqui no TV e Sitcoms.
É preciso situar um pouco a situação da televisão na década de 90.
Primeiro que tudo, só existia a RTP. Que tinha dois canais. Só. Mais canais na televisão, só se uma pessoa tivesse antena parabólica, o que era o meu caso. Tinha também um aparelho televisivo comprado no estrangeiro equipado com um comando remoto - coisa rara, muito rara, num país onde só existia uma emissora e era costume as pessoas levantarem-se do sofá para mudar o canal. Mas a maioria, como que a adivinhar já um certo sedentarismo, deixava a TV sintonizada na RTP 1, negligenciando o outro canal. Só tinham de ligar a televisão antes de se sentarem! E desligar depois de usar! Nada de consumo desnecessário de energia por ficar em stand-by! Só possível com comando remoto... :)
Com o aparecimento das cruzinhas no canto do monitor - que piscavam a avisar que um programa ia começar no canal que não estava sintonizado, as pessoas começaram a gostar mais de mudar de canal para satisfazer a sua curiosidade sobre o programa que ia começar. Foi o início do apelo ao zapping! :)
Mas estávamos longe dos hábitos que hoje conhecemos!
Imagino o tipo de doenças que vão afectar a maioria das pessoas da minha geração no futuro cada vez mais próximo: tudo ligado com o uso (e abuso) excessivo do movimento repetitivo dos dedos e do pulso. Alguma vez pararam para pensar quantas vezes se tecla num computador ou num comando remoto? Por dia? Pode ser assustador. Eu devo fazê-lo 20.000 vezes! Ou mais. É só contar os caracteres de um texto. Só hoje já preenchi por volta de 20 páginas! Para não falar das vezes que andei a "surfar" pelo menu do telecomando - que detesto (Zon iris, versão barulhenta de uma box com capacidade de gravação).
Voltando ao Rotações, tenho pena de não saber quando é que o programa estreou na televisão. Sei que já vai longo e critico a RTP por não divulgar um pouco mais sobre a longevidade do programa. Sim, porque ele ainda anda por aí!
Porém, quero prestar homenagem ao Rotações da década de 90, do início da década. Como adolescente que era na altura, estava mais interessada em sitcoms de comédia, filmes e, claro, telenovelas - que passavam também à tarde na RTP 2. Programas sobre desporto automobilístico não estavam na minha lista de preferências, mas tiro o chapéu ao Rotações porque sintonizava-o e, mesmo desejando mudar de canal, não era capaz de o fazer. Gostava e seguia com interesse a informação que me estavam a passar.
Lembrei de fazer esta "homenagem" ao programa e às pessoas envolvidas na sua criação e produção, porque ele está a ser exibido novamente na RTP Memória, exactamente na década em que me lembro de o começar a ver com regularidade: 1992. Aguardo por uma emissão em particular que, por uma questão nostálgica, preciso de voltar a ver. Entretanto, acabei por o sintonizar e o fenómeno volta a repetir-se: não consigo mudar o canal! Expliquem lá isto, porque agora, é mesmo nostalgia, são notícias velhas, e eu ADORO ver! Já se passaram 20 anos. Parece que foi há pouco tempo, contudo... É um programa e pêras, este! Dura mais que as pilhas duracel! Acho que existiu outro ou que este mudou de nome algures no tempo... não lembro bem. Sei que existiu o Rotações e outro, cujo nome não consigo memorizar, mas é simples como o primeiro.
Posso não saber muito de caras e nomes do desporto automóvel, ou não reter grandes detalhes de informação, mas já sou muito rodado ;) - ah,ah,ah!
Sim, de 91/92 a 94/95 acompanhei este programa com alguma assiduidade. Não conseguia mudar de canal! É que é mesmo estranho este fenómeno, porque não tinha o desporto de automóveis como um gosto prioritário e passou a ser uma espécie de gosto ensinado. Supostamente, devia estar a ver uma novela, e estava a ver o programa.
Do pouco que entendo de automóveis mas do tanto que entendo de programas de TV, acho que este fenómeno se deve à qualidade e riqueza da informação. Os factos passavam para o telespectador com ritmo, interesse, qualidade e, acima de tudo, gosto por aquilo que estavam a fazer. Acho que gostavam muito de fazer aquele programa e agradava-me a forma como o faziam. Acho que, pelo final ou pelo intervalo, o apresentador costumava facultar um dado relevante sobre um acontecimento desportivo naquela data no tempo. Era fenomenal. Serve esta homenagem para prestar um singelo reconhecimento ao programa e ao trabalho dos envolvidos - inclusive os desportistas e os comentadores levados a estúdio. Adorei-vos e fascinaram-me. Desculpem por falhar em mencionar nomes e não dar a esta "homenagem" o devido rigor, facultando mais detalhes mas, esta é já a 22ª página de muita teclagem! eh,eh,eh
Parabéns ao Rotações.
50.000 para António
Quem leva os 50.000 euros para casa é o António.
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Quanto às torcidas dos ex-concorrentes, voltei a não gostar do que vi da parte daqueles que, simplesmente, apoiam quem for adversário de Ana Isabel. Estavam todos a apoiar a Vera, depois o Ivo mas fixaram-se ao António depois da saída destes dois, comportamento que já tinham tido sequencialmente, na saída de outros concorrentes durante o concurso.
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Ou seja: não apoiam o António. Podia ter sido o Mané, o Zé da esquina, o Tó dos sapatos... Não querem saber do António para nada! Querem é derrotar Ana Isabel.
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Houve um momento que gostei menos ainda. Quando Júlia pergunta aos concorrentes quem acham que vai vencer, as pessoas na fila de baixo dizem o nome de Ana Isabel . Jade, e Hugo F. decerto porque acharam a atitude de Vera tão escandalosa quanto eu achei, começaram a dizer as primeiras palavras de "A Casa dos segredos é a Ana Isab...." - música que Vera cantou em quatro refrões aquando a sua chegada ao estúdio, mas com o nome de António. Fizeram-no de forma mais comedida mas, quando o microfone passa para o "andar" de cima, a coisa, como habitualmente, já é dita com mais atritos. Vera volta a cantar o António, levantando-se e fazendo o seu show infanto-narcisista. Mas é quando o micro chega às mãos de Joana e dos despeitados gémeos, que o ataque a Ana é mais directo, se é que se pode dizer que estas pessoas são directas nos seus intentos. Claramente a suspeitar que Ana ia vencer, Joana dá a entender que a concorrente de Guimarães não será respeitada nem amada ao sair. O gémeo faz a mesma coisa, comparando Ana Isabel a Sócrates, que foi eleito duas vezes. Enfim, atitudes muuito feias, no meu entender.
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Mas venceu António. Nem os fãs de Ana Isabel ficam chateados com este resultado. Esta é a principal diferença de carácter das pessoas. As que têm fair-play, sabem acatar as surpresas da sorte. A própria concorrente Ana Isabel portou-se com dignidade e disse achar que António ia vencer, dizendo-se preparada para tudo. E acredito que estivesse. Provou-o ao longo do concurso.
António venceu e ainda bem para ele! Vi um dos gémeos saltar da bancada para abraçá-lo e outros fizeram o mesmo. Sei que, o que vi, foi a celebração da derrota de Ana Isabel. Para estas pessoas, foi o final à muito desejado. O propósito do jogo deste as suas expulsões era retirar Ana Isabel da Casa dos Segredos. Fizeram o primeiro esquema que resultou na saída de Jade do programa, depois votaram no Hugo F. que, acabou por perder porque os votos eram repartidos por três pessoas (e o grupo ia votar todo nele).
Volta assim a ganhar o dinheiro de um reallity show a pessoa de origem mais humilde. Infelizmente, acho que isto significa também que o dinheiro não lhe vai durar muito. Mas, claro, espero estar errada! Só que no meio dele, com as despesas que diz ter, é como se já tivesse gasto o que ainda não tem.
Mais perguntas?? (Casa dos Segredos)
A falar com os concorrentes de novo DENTRO do confessionário para fazer... perguntas de caracacá?
.O programa até estava a correr bem, e agora meteram para aqui adentro esta "barriga"... este "estica o programa com palavreado sem interesse e repetido".
.Júlia diz que tem uma surpresa para o António... só pode ser o telheiro! Será que alguém se lembrou do que eu aqui disse? Para fazer um abrigo não é preciso o dinheiro, é só uma empresa oferecer-se em troca de alguma coisa.
.Parece que Júlia vai mesmo dizer... sim! Disse isso mesmo! Será que o que escrevi no blogue foi uma catapulta? Já agora, se até então ninguém sugeriu o mesmo, até é legítimo achar isso, já que todos vão à internet pesquisar sobre o concurso... seria simpático!
.O pai do "David" (António) nem percebeu que já tinha o telheiro! Tão típico e esperado... :) O homem responde "vamos ver". Claro que sim! Vendo para crer! É mesmo assim que funcionam as pessoas com os pés assentes na terra. Já esperava que, ao fazer a pergunta se "David" devia ganhar, a Leonor Poeiras recebesse como resposta que "sim, para fazerem um telheiro". O pai nem ouviu o que tinha acabado de acontecer, mas sabia muito bem o que foi apalavreado e isso é o que conta para ele. É como se o conhecesse, não tivesse eu raízes nessa terra de Baião.
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Vence (A Casa dos Segredos) o concorrente.... ?
Desculpem, mas dá-me nojo quando os concorrentes que saiem começam a cantar o nome daquele que preferem que ganhe e ficou lá dentro. E esse... é sempre o opositor de Ana Isabel!
.O momento mais triste de Vera em estúdio foi cantar "A casa dos Segredos é o António, António, António!". Já não lhe vale de nada, mas é uma atitude triste. Eu acho. Serei só eu?
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Em directo do Campo Pequeno
Vencedor da Casa dos Segredos
Quero muito saber, porque, como disse, creio que vamos receber uma amostra do rumo que o país vai tomar!Casa dos Segredos - escolher o vencedor
Ivo: "Se calhar não devia fazer mas se ganhar o dinheiro vou isolar-me, preciso ficar sozinho."
What the hell?? P'ra isso não precisas de dinheiro, meu!
Vera: "Para ajudar a minha mãe, para tirar um curso melhor que aquele que tenho, de representação".Que raio?? Outra que não sabe o que quer fazer com o dinheiro, nem porquê!
Neste instante o programa está no ar, com cada concorrente a ir ao confessionário e a encontrar-se com um familiar. (Coitados dos familiares que foram empurrados para este concurso sem o .desejarem!).
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Casa dos Segredos Portugal
Eis um programa de televisão visto por muitos portugueses. Ao que parece, este programa que passa no canal directo 24h do MEO, é o mais visto de todos. O que é que acham dos concorrentes ainda dentro de casa? São mais o grupo do Vitor ou o de Vera? Quem acham ser o concorrente mais falso? O mais intriguista? O mais genuíno? Qual o preferido e porquê?
E mais importante... quem querem ver sair dali para fora? E... quem escolhem para vencedor?
CASA DOS SEGREDOS
Mais um Domingo, mais desenvolvimentos neste concurso Secret Story. Acompanhei esta gala enquanto fazia outras coisas no computador e acabei por confirmar uma impressão que já vinha de antes. Júlia Pinheiro não é imparcial com Ana Isabel. Cada vez que a interroga no confessionário, fá-lo pela negativa. Não é isenta. Já com Vera.... também não é isenta, mas claramente uma simpatizante declarada. Com Ana Isabel, parece ter antipatia. A esta concorrente insiste em colocar questões um pouco tendiosas. O papel dela é questionar, mas a forma como o faz... Outra coisa que reparei, e isso desde a gala passada é que, coincidência ou NÃO, a palavra "EXPULSO" não tem sido mais utilizada. Terá sido por terem lido neste blogue o meu ódio declarado a esta palavra tendiosa e cruel? Pode ser... afinal, fazem-se pesquisas para saber a que ponto está a popularidade do programa e dos concorrentes. E a internet é a ferramenta eleita.
A saída de Hugo M. não foi surpresa nem para o próprio. Surpreso fiquei eu. A pesar de já ter percebido o carácter "revolucionário" do rapaz, que revelou-se calculista e consciente das câmaras como ninguém, desconhecia o seu contínuo comportamento para tentar dificultar o trabalho da produção. Colocar o microfone em "mode", pensando que estaria silenciado, esconder-se das câmaras, queixar-se da falta da água quente e do risco de ficar constipado para, de seguida e há noite, decidir ir apanhar banhos de lua com chuva torrencial. Foi nomeado pela voz (não pela Ana Isabel) e, pelo que intuí, a produção até foi bastante condescente, até não poder mais e as regras terem sido claramente desrespeitadas. Hugo M. desafiou a autoridade de forma incontornável e, após a 28ª vez, teve de ir a "castigo". Pareceu-me correcto.
Deduzo que o rapaz ficou lixado consigo mesmo. Tanta frieza e calculismo, para não ser nomeado e acaba por cavar a própria sepultura...






