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Olá Baby. Com tecnologia do Blogger.

Argh! A porra do Nine-Eleven again!

Não gosto de ver que a programação televisiva é invadida de filmes sobre o atentado terrorista em Nova Iorque em 2001, cada vez que o mês de Setembro se aproxima. Irra! Que previsível e que irritante! Está a ser pior do que esperar filmes parvos sobre o Natal na quadra Natalícia...

Tanta coisa acontece no mundo, tantas tragédias desde então, porque tem esta de ser glorificada? "O dia em que o mundo mudou", "Sobreviver ao 11 de Setembro", "11 de Setembro: A conspiração", World Trade Center" são nomes de programas agora no ar nos principais canais nacionais de televisão.

Não me levem a mal, não me incomodaria de assistir a mais um documentário, mas nunca nesta data, que raio! Parece uma comemoração. Uma coisa é de certeza: um total aproveitamento! É o uso de uma data em que algo mau aconteceu para se tirar proveitos pessoais e, o que é pior, para impedir que pessoas que precisam de andar com a vida para a frente consigam sarar alguma ferida.

Como disse, muitas tragédias aconteceram desde então. Aquela que mais me vem à lembrança e que é para mim um EXEMPLO, é o Tsunami de 2004, na Indonésia e Tailândia. Milhares pareceram e tudo, mas mesmo TUDO ficou destruído - como se viu em imagens de SATÉLITE!!

Um ano depois deste Tsunami esperei que a televisão voltasse a passar aquelas imagens da água a invadir o continente como toda a velocidade da sua fúria, para nos relembrar o que aconteceu. Mas não. Apenas um ano depois, a situação foi apenas discretamente mencionada, sem quaisquer abusos de uma panóplia de imagens que devem existir em arquivo! Um comportamento muito atípico em televisão e mais ainda na parte da Informação!

E o povo Tailandês? Que perdeu tudo? Casas, bens e, alguns, a família inteira. Sabem como reagiram os Tailandeses?
Eu digo: Reconstruiram tudo e andaram para a frente! Em um ano o esforço para erradicar qualquer sinal da tragédia foi grande. O turismo já estava recuperado e o povo que sofreu este grande golpe estava consciente que tinham de andar para a frente.

A meu ver são um exemplo daquilo que é preciso ser feito em ocasiões de tragédia. Não é que não lhes custe ou não lhes doa as suas perdas. É uma mentalidade diferente da ocidental, esta mais centrada na auto comiseração, no acto de perpetuar e alimentar tragédias...

Também em 1999 Timor-Leste passou pelo que passou e não se está todos os anos a relembrá-lo numa determinada data, com filmes e documentários sobre o assunto a passar na TV!

Mas os Americanos, como se ali fosse o centro do mundo, não esquecem e não deixam o mundo deixar de saber as suas tragédias pessoais: o furacão Katrina, ainda hoje recordado em programas de televisão, o 11 de Setembro, dez anos volvidos, e aqueles que sendo de nacionalidade Americana estavam na Tailândia na altura do Tsunami...

Não me levem a mal, sei bem que tragédias são tragédias, não há maiores e menores. O meu coração vai para todos aqueles que as sofrem na pele. Mas existem em todo o lado: em África mulheres e crianças são mutiladas, violadas por homens com SIDA por se ter criado o mito de que ter sexo com uma virgem faz a doença desaparecer, e sei lá... há tanta tragédia pessoal por aí!

Só gostaria que a todas elas lhes fosse dada a mesma importância.

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Ai os homens! - Celebrity Apprentice


Ai, boys!!
O que é que pode atrapalhar a amizade entre dois homens?
Uma mulher!

Neste episódio de “Celebrity Apprentice” os dois finalistas escolhem as suas equipas, com clara vantagem para John Rich, que desde o início achei que ia ganhar. Ele e o outro Jon formaram uma sólida amizade ao longo do programa. Mas neste episódio Jon disse que estava cansado e Rich estranhou o comportamento do amigo. Mas sabem o que é que o maçou de verdade? Foi Star!

Adorei ver Star a ser despedida quando achava que estava segura com o seu habitual esquema e a ser derrotada por alguém que nunca considerou uma ameaça, se bem que Star nunca considerou ninguém bom o suficiente para a derrotar. Ela já se via a vencer a final quando ouve as palavras de Trump: “Estás despedida!”.
Mas agora faz parte da equipa de John Rich e, sem surpresa para mim, acaba por afirmar que está a gostar imenso de ser a “única mulher” da equipa. E começa com uma atitude de flirt. Jon (Litle) era quem estava mais perto dela, foi quem lhe massajou os ombros e inclinou-se para ela quando esta sai disparada para abraçar John Rich! E diz que era capaz de casar com ele!
Só depois Jon ficou cansado…
Não estou errada. Quem dera!

Aquela Star… quem pensa que engana? A cara dela ao ver que não foi a primeira escolha de Marlee para integrar a equipa, nem a segunda… Depois do conflito com Deedee, no qual disse repetidamente que não era pessoa de elevar a voz, acabou desmascarada na sala de reuniões. Não me venham cá dizer que nunca perdem as estribeiras e mantêm sempre a calma porque eu faço esse género e não o digo! Claro que se perde a calma algumas vezes. Claro que temos de elevar a voz! Não o fazer é que soa a falso. Ainda mais Star é advogada! Mente bem, mas não engana! Irrita-me que esteja sempre a promover-se, principalmente quando usa o nome de outras pessoas, a quem chama de “mentores”. Donald Trump entrou de imediato nessa categoria no momento em que foi despedida. Mais um para lhe servir de Curriculo Vitae

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Celebrity Apprentice

Já gostava de ver a série "Apprentice", em que Donald Trump despede pessoas à medida em que vão perdendo tarefas. A única impressão menos boa que o programa me deixou é que aquilo pareceu tão fácil que eu seria capaz de executar as tarefas. Pensei que era preciso ter um MBA, profundos conhecimentos em gestão, economia e outros estudos que visam saber lidar com negócios. Afinal, o prémio final era trabalhar na empresa de Trump!

Mas Donald Trump gosta de diversão. Aproveitando a moda de colocar "celebridades" em concursos televisivos, adaptou o formato para esse fim. O prémio? Bem, as celebridades não iam querer gerir negócios e o programa foi adaptado de modo a que o dinheiro angariado nas tarefas seja doado à instituição de caridade do vencedor.

São já 3 (?) temporadas de Celebrity Apprentice que estou a ver na Sic Radical. Todos os dias, de 2ª a 6ª, um episódio novo, com várias repetições ao longo do dia.

E como são as celebridades? Bem, nem queiram saber! As coisas que se descobrem...
Pessoas comuns, como todos os outros mas com o estigma de celebridade. Algumas percebem isso, outras julgam-se a 8ª maravilha do mundo...

No 2º Celebrity Apprentice (CA) a vencedora foi Joan Rivers, de 70 anos, famosa nas Américas graças ao mediatismo de programas de televisão e à sua veia cómica. No meu entender mereceu vencer, mas os DRAMAS que se desenrolaram até esse final foram tantos. Com isto o programa presta-se a uma análise muito mais profunda, que vai para além das tarefas e do sucesso delas. A dinâmica entre as celebridades dá para ser estudada e daí tirar ilações. Todos com diferentes backgrounds, uns mais fiéis à sua persona, outros com camadas e camadas de atitudes a disfarçar o que são, quiçá de si mesmos.

O maior drama do CA nº2 foi o conflito entre Joan Rivers e Ann Duke, uma jogadora de Poker. A última era muito calculista e manipuladora. Mas o que mais me perturbou foi as vezes em que conseguia dizer "I" numa frase. Sempre acompanhado de "I did" "I made" "My friend", "My idea", estava sempre a fazer um pitching de si mesma. Joan Rivers passou-se, até porque a filha também entrava no programa e sentia-se ostracizada pelas colegas. Foi um pouco mas também não soube tomar uma postura mais agressiva para combater a adversidade. Fiquei com a impressão que não reunia as ferramentas necessárias para resolver conflitos, o que é desejável adquirir enquanto se cresce. Pareceu-me demasiado frágil e com traumas comuns a qualquer mortal. Ex: ser aceite pelos seus pares, sentir-se rejeitada pelos colegas como se estivesse na escola, recear que a julguem não merecedora do que faz profissionalmente por as portas se terem aberto por ser filha de uma celebridade e poderem achar que não tem mérito próprio nas suas conquistas...

O terceiro CA foi completamente diferente. As celebridades eram mais focadas e cordiais. Não recordo de nenhum grande conflito. Os mais fracos foram os primeiros a sair, embora não tenha concordado com a primeira expulsão. Essa pode, muitas vezes, ser injusta. À final chegaram dois concorrentes de peso: o rockeiro Bret Michaels e a angariadora de fundos ex-modelo, ex-actriz e ex-cantora Holly Robinson Peete. Vi o primeiro episódio e depois o terceiro. Não foi preciso ver mais para perceber que todas as tarefas estavam a ser ganhas graças às ideias de uma única pessoa: Bret. E assim continuou tarefa atrás de tarefa, exceptuando talvez uma. Foi criticado pelos colegas, a meu ver, sem motivo. Uma outra celebridade irritou-me logo, o chef de cozinha australiano Curtis. Tentou ter Bret fora do jogo desde o primeiro dia. Em todas as mesas de reunião lançou o nome do rockeiro para a fogueira. Ás tantas fiquei surpresa por duas outras celebridades declararem não o suportar. Entendi-as bem, mas depois elas conviveram um pouco com ele e o charme lá resultou. Não sei porquê mas as mulheres derretiam-se pelo tipo. Acho que é o sotaque australiano. Curtis foi o primeiro a abraçar Bret quando este foi anunciado vencedor. Uma estranha ironia!

Bret foi um bom estratega porque conseguiu fazer com que todos gostassem dele, sem perder de vista o objectivo final e comprometer a sua integridade. Numa tarefa em que Curtis era o director de projecto, Bret a vançou com uma ideia arriscada e disse que não se importava de ser responsabilizado se não resultasse. Vi a expressão de contentamento de Curtis e não a suportei. Mas os seus esforços foram em vão: Bret venceu!
A sua adversária que ficou em segundo lugar, também não podia ser melhor pessoa. No final, até ela não se importava com a ideia de vencer o adversário, tal é o savoir-faire de Bret. Holly contou que o filho acordou de manhã a dizer que gostava muito dela mas esperava que Bret vencesse o concurso! É um feito! Ser capaz de virar o jogo e ter todos, até o adversário a não ficar triste com a ideia de perder. Mas Holly não desistiu e argumentou muito bem até ao momento de Donald Trump anunciar o nome do contratado.

CA nº3 foi um programa especial, em que as celebridades, mais do que nunca, estavam focadas no objectivo de angariação de dinheiro para as suas instituições de caridade. Nenhum outro grupo tornou a coisa tão sentida quanto este. Bret com defendia a causa da prevenção dos diabetes, sendo ele diabete desde pequeno e tendo descoberto durante o programa que a filha de 12 anos podia vir a ser. Holly tem um filho autista. Tudo falava para eles muito perto do coração.


Está agora a passar a CA nº4, ainda a uma semana ou duas de terminar. Não sei quem será o vencedor mas este grupo causou-me de imediato mais más impressões! Pela soberba, pelo egocentrismo, uma motivação totalmente diferente da anterior!

Percebe-se que cada um é muito centrado nas suas próprias vontades. Estão no programa errado! São precisos alguns episódios para cada um sair do seu egocentrismo, ainda que falsamente, para tentarem trabalhar em conjunto. Star, convencida da sua superioridade perante os restantes, é a mais faminta por se ver coroada por Donald Trump como vencedora do concurso. Ela quer isto a todo o custo! Começa a representar uma pessoa mais afável do que é por volta do terceiro episódio, numa clara estratégia para não cair nas más graças dos colegas e conseguir passar debaixo do radar. Ao passar mais despercebida no grupo, outras individualidades sobressairam pela inércia e o foco saiu de cima da soberba de Star. É o mesmo mal do qual padecia Annie Duke: Star só sabe dizer "I" e "all". Associa as duas palavras (I=eu ALL=tudo) cá com uma cadência! Pela forma como fala, até parece que ela é uma equipa inteira. Tenho a certeza que se julga assim e que vê o contributo dos outros como insignificante e pálido diante do seu.
Nenne "topa-lhe" de imediato as intenções mas explode com facilidade. Quando o faz, perde por disparar em todas as atenções. Não é que não tenha razão no que diz, mas acaba por ferir a sensibilidade não só do alvo, como dos outros que a cercam, que assim não se sentem bem a seu lado e desejam que seja ela a próxima a ser expulsa. Nenne portou-se assim com Latoya Jackson, dizendo umas coisas muito agressivas e que magoam, sem perceber que estava a passar dos limites. As duas não se entendem mas, como em tudo, se falarem ao invés de não comunicarem, acabam por resolver as coisas. Isso acontece durante uma tarefa em que Star é directora de projecto e esta tenta ficar com os louros para disfarçar o seu fracasso! Star acha-se largamente mais qualificada que qualquer outro concorrente e sublinha isso aquando as visitas dos directores. Repete que mais ninguém na sua equipa sabe trabalhar com Powerpoint, diz que faz os roteiros porque mais ninguém os sabe escrever... Sobrevaloriza-se e está a chamar todos os outros de incapazes.

É notável logo de início que este é o grupo com pessoas menos qualificadas que alguma vez surgiu no concurso. Algumas parecem mesmo não saber fazer nada! Mas ainda assim, acaba-se por descobrir que não é bem assim. Só Star é que se vê num patamar mais acima.

As tarefas vão passando e Star refugia-se no que "só ela sabe fazer pela equipa" para não ser expulsa. Ela, que é dominadora e tenta mandar nas tarefas dos outros, começou a representar outra pessoa para passar despercebida. Não se oferece para ser directora de projecto mas assim que Donald Trump anunciar que a próxima tarefa é fazer uma publicidade ao estilo de vida luxuoso da marca hotéis Trump, percebi de imediato que Star ia saltar para a tarefa. E foi o que aconteceu! Ela atirou-se a ela como se fosse á sua medida. Mas ESPALHOU-SE ao comprido! Até para mim serviu para me abrir os olhos. As pessoas não são sempre aquilo que aparentam. Sendo a única no grupo inteiro que dizia hospedar-se nos hotéis Trump e viver luxuosamente, todas as ideias que teve, convicta de que eram perfeitas, foram de um perfeito amadorismo! Lá se vai todos os elogios que faz a si mesma pela janela a fora... "Sou boa nos computadores" - e o grafismo era terrível, parecia o de uma reles revista cor-de-rosa. Os executivos apelidaram o seu trabalho da seguinte forma: "um reles panfleto de publicidade que se põe no párabrisas do carro a anunciar um bar de strip manhoso". Isto diz muito sobre a qualidade real de Star e aquela que julga ter. Acho que Latoya é que devia ter agarrado este projecto, mas ninguém nesta altura seria capaz de a ver como capaz, já que fez um trabalho horrível num projecto anterior, mas que venceu. É quando as pessoas se sentem mais seguras que se espalham sempre! O peixe morre pela boca... até com a equipa dos homens isso aconteceu com Meat Loaf. Mas nesta tarefa que as mulheres perderam, Latoya Jackson foi a celebridade expulsa. Pela primeira vez não concordei em nada. Nesta tarefa que teve toda a impressão digital de Star, Latoya não merecia ser expulsa. Trump tomou uma má decisão, assim como Nenne, que, na reunião, acabou por escolher a pessoa mais forte para dali adiante, ao invés da pessoa que se estendeu ao completo NAQUELA tarefa. Na manhã seguinte arrepende-se amargamente e dá origem a uma briga, DIANTE de toda a direcção e de um membro de uma nova tarefa. Só amanhã vai dar o resultado deste confronto mas sinto que Nenne está a enterrar-se. Entretanto Latoya vai ter com Trump para lhe pedir para voltar ao jogo e provar que tem muito para dar e não é incompetente. Uma admirável e surpreendente postura que Latoya apresenta. Pareceu uma jogadora forte. Talvez merecesse sair do grupo noutras tarefas mas nesta não. TODA a tarefa tinha as impressões digitais de Star. Que estava totalmente convencida que tinha feito tudo perfeito! Quanto mais alto se julga, maior a queda LOL! Star achava que isso não era razão que bastasse para ser despedida mas, por mérito, nunca o mereceu tanto! Foi fácil perceber, assim que Star decidiu fotografar uma mulher a beber champanhe numa banheira de espuma e pétalas de rosa que tudo estava perdido e eram os homens que iam ganhar.

Quem vê esta série, com que impressões está a ficar?
Quem acha merecer ganhar o concurso?

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Bom argumento e referências inteligentes - SV


Não há dúvida que as primeiras séries de Smallville são muito boas!

Nunca imaginaria que ia ficar tão agradavelmente agarrada e admiro ainda mais a série por me voltar a "prender". É sinal que a qualidade que lhe atribui anos antes não era fruto do meu fascínio, mas algo real. Está lá e qualquer pessoa pode experimentar para ver se lhe acontece o mesmo.

O "truque" está em fazer com que cada episódio comece no auge. É o chamado gancho. Nunca vi um que agarrasse tão bem quanto os de Smallville. São muito eficazes. É admirável a forma como as cenas estão dirigidas. Sei que Tom Welling, protagonista da série, passou a dirigir alguns episódios lá mais para meio e foi responsável por muitos da última temporada. Mas a experiência dos muitos que lhe antecederam e que fizeram as primeiras temporadas é admirável. Tinham ali uma boa equipa!

Acabei de ver o "gancho" de um dos episódios e nada se perde, nem sequer a ironia de Jonathan (John Scheneider) ir na sua carrinha a escutar música country. Nada mais normal e apropriado para o agricultor, certo? Pois! Mas o humor subtil desta cena é que a música que está a passar na rádio é o tema de abertura da antiga série dos anos 70 "The Duques of Hazzard", protagonizada por um então jovem louro rapaz, de apenas 19 anos: o próprio John Scheneider! Gosto quando se cruza, desta forma inteligente, referências de outras séries ou filmes numa obra totalmente diferente. Desde que feito com inteligência e combine com a história, como é o caso.

O primeiro filme a "brincar" totalmente com este conceito foi "Aeroplano" (1980), que ironizava com muitos dos clichés das histórias de filmes e utilizava o humor para reproduzir cenas memoráveis. Acabou por ser um marco por si mesmo e teve direito a sequelas (Aeroplano 2 - 1982). As pessoas gostam deste cruzar de referências!

Noutro dia estava a ver um filme com Julia Roberts, em que ela faz o papel de um soldado que está num avião rumo a "um compromisso inadiável", numa curta visita a "alguém muito especial". Está com pressa e não pode atrasar-se, pois tem de voltar ao sítio de onde estava a sair. Ficamos a saber de tudo isto durante a conversa que a sua personagem estabelece com o homem que viaja a seu lado. Já no aeroporto, este homem cede-lhe a sua limusine para a conduzir ao destino, uma vez que não existem transportes. No caminho, e aqui é que está a piada, o motorista atravessa a rua Rodeo Drive e pergunta à ocupante (Julia Roberts) se alguma vez esteve ali naquela zona, onde se fazem compras. Ela responde:

- "Once. A long time ago. It was a mistake. A udge! Udge mistake!" - fazendo assim referência não só à cena mais memorável do filme "Pretty Woman", que tornou a actriz célebre, como ainda inserindo o diálogo dessa cena!

É este tipo de criatividade inteligente que gosto de encontrar em filmes e séries. E Smallville tem-na, tal como o comprova esta subtil referência à personagem "Bo" e aos "Dukes of Hazzard", apenas por se colocar Jonathan a escutar aquela música na rádio.

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Smallville - estou a (re)ver


Sim, voltar a ver os primeiros episódios de Smallville é muito agradável.
Aquilo está tão bem feito!

Clark é um adolescente e, como qualquer outro adolescente, está um pouco à mercê das hormonas. Quando se sente excitado por ver Lana, ou contente por uma conquista no futebol, vão aparecendo-lhe alguns poderes. E é vê-lo a correr atrás dos pais a pedir ajuda:
- "Pai! Mãe! Quando acordei hoje de manhã estava a levitar"!
- "Pai! Mãe! Tenho uma estranha dor de cabeça e a seguir consigo ver através de objectos"!

Perdido, ele não sabe o que fazer com estas suas capacidades e os pais, com a maturidade dos adultos, ajudam sempre:
- "Calma Clark. É normal. Só tens de aprender a lidar com isso".

Clark não tem muita fé nisso, mas os pais, por mais absurdo que seja mais um novo poder que o filho, assustado, lhes conta possuir, a tudo reagem com calma. Como se fosse normal um rapaz levitar, ter visão raio-x, deitar fogo pelos olhos, ter super-velocidade e por aí adiante. Mas o que transparece é a maturidade de quem sabe que a aflição não leva a nada e, com o tempo, aprende-se a viver com o que se tem e, com sorte, aprende-se a tirar o melhor proveito disso.

Mas não é só esta parte da história que vale a pena ver. Todas as paralelas são importantes também. Lana tem a sua própria odisseia emocional para atravessar, não fosse também ela uma adolescente. Anda à procura da sua identidade, à medida que lida com o facto incontornável de ser órfã e ter saudades da mãe, que procura conhecer pelas pessoas que a conheceram ou pelas coisas que a mãe lhe deixou. Entre elas, um colar com uma pedrinha de kriptonite. Como qualquer adolescente, às tantas precisa de uma mudança de rumo e vai à procura de um sentido para a sua vida: desiste de ser cheerleading na escola (espécie de ginástica acrobática exclusiva do futebol americano, tida apenas como uma simples actividade de claque, mas com grande exigência física) e decide ir servir às mesas num café, depois das aulas. Não é lá muito boa nisso, parte uns quantos copos e é dispensada. Aceita o facto e aprende com a experiência.

E não é isto que é crescer para virar adulto? Fazer as escolhas que a intuição nos diz para fazer, aprender com a experiência e ter maior certeza do rumo para onde se quer (ou não se quer) ir. Isto é crescer. E viver!

Esta densidade do enredo entusiasmante de assistir é ainda mais louvável porque nenhuma outra personagem deixa de ser mais desenvolvida porque a principal conta mais. Todas, desde Lex, de quem tantas vezes sentimos pena, a Martha e Jonathan, Cloé e Pete - cada uma é bem desenvolvida e está inserida na história.

E o humor é inteligente, logo, irresistível. Neste particular episódio, Clark descobre que consegue ver através de pessoas e objectos. É um segredo que ele guarda e que o está a afligir muito. Por graça do destino, as pessoas vão ter com ele e no meio de banais conversas, dizem aquelas frases feitas, que todos nós utilizamos como ironia ou para reforçar um ponto de vista, sem saberem que, para Clark, "Estás a ver coisas!" ou "Parece que consegue ver através de mim!" não são simples expressões, mas um facto! E é irónico! Tem humor. Porque a interpretação dá-lhe a conotação certa e o guião foi construído na perfeição.

Uma história com tanta qualidade deixa sempre umas tantas aprendizagens valiosas no ar. Clark aprendeu esta:
- "Mãe, se pudesses ver o que quisesses, o que farias?"
- "Aprendia a fechar os olhos."


Super!

English version:
To see the first episodes of Smallville is actually very nice.
They're so well done!

Clark is a teenager and, like any other teenager, is somewhat at the mercy of his hormones. When he feels excited to see Lana, some powers pop-up. He then runs to the persons he knows he can rely: his parents!
- "Father! Mother! When I woke up this morning I was levitating"!
- "Father! Mother! I have a strange headache and then I can see through objects"!

Lost, he does not know what to do with these capabilities and his parents, with the maturity of adults, are always helpful:
- "Take it easy Clark. It's normal. You just have to learn how to deal with it."

But Clark doesn't think it's normal and doesn't show much enthusiasm. However, his parents, no matter how absurd is the new power that Clark shares with them, always help by keeping it "normal". As if it was normal for a teenager to levitate, have X-ray vision, throw fire with his eyes and so on...
Martha and Jonathan Ken know that distress leads to nothing and what is important is to learn how to live with what you have and, hopefully, learn to make the best of it.

But not only this part of the story is worth watching. All parallels ones are important as well. Lana has her own emotional odyssey to cross, she's also a teenager, searching for her identity. Has an orphan, she missis her mother and seeks to know a little more about her trough the people who knew her and the things she owned. Among them, a necklace with a stone kryptonite. Like any teenager, sometimes she feels the need to change the direction of her live and goes in search of some other meaning. She quits school cheerleading (kind of acrobatics gymnastic exclusive to football matches, taken only as a simple activity of cheerleading, but with high physical demands) and decides to serve tables in a cafe after school! Not very good at it, she brakes a few cups and it's desmissed. She accepts it, learns from the experience and decides to return to cheerleading.

Isn´t this growing up to become an adult? Making choices that intuition tells us to do, learn from the experience and realize from it what direction one wants (or not) to go. This is growing. It's living!

This plot density is what makes Smallville so exciting to watch and is even more commendable because no other character ceases to be further developed because the Clark is what counts most. All, from Lex, who so often makes us feel sory for him, Martha and Jonathan, Chloe and Pete - each one is so well developed that this engraces the story.

Smallville has a intelligent humor and that is what makes it so irresistible. In this particular episode, Clark discovers he can see through people and objects. It's a secret that he holds to himself and it is distressing for him. By the grace of fate, people come to him and in the middle of conversations, say some phrases, which we all use as irony or to reinforce a point of view, not knowing that to Clark, saying that: "You are seeing things!" (m: imagening) or "It seems that you can see through me!" (m: you know me well) are not simple expressions, but a reality! And it's ironic! It has humor. Along with Tom's (Clark Kent) interpretation and the quality script, it is perfection.

A story with such high quality always leaves some valuable lessons. This time Clark learned this:
- "Mom, if you could see what you wanted, what would you do?"
- "I'll learned to close my eyes."

Perfect!

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Smallville rertorna na FOX

Estava a fazer zapping à procura de um bom filme ou série, mas nada me prendia a atenção. Até que surge algo que faz crescer o meu interesse. Ás tantas na história, tenho a sensação que já vi "aquele filme" antes. Mas é quando a cena termina e surgem os primeiros acordes da música "Somebody save me!", que percebi: é Smallville!

Após exibir o último episódio desta série que teve 10 épocas, a Fox voltou ao início e está a passar as aventuras do "Super-homem" desde o primeiro episódio!

E sabem o que mais? É tocante!
Volta a ser emocionante ver esta série.
Ainda por cima, voltou a cativar-me da mesma forma que o fez 10 anos antes: com a super aditiva história naquele início.

Além da qualidade cinematográfica, é emocionante voltar a ver aqueles rostos, tal e qual como começaram nesta aventura. E deixem-me dizer que Tom Welling era muito sexy! Talvez mais do que actualmente, o que é raro nos rostos masculinos. Sim, era um "miúdo" todo fofinho, que desperta as melhores emoções com aquela sua interpretação do bondoso e adolescente Clark Kent.

Recomendo que voltem a sintonizar Smallville na Fox para acompanhar esta aventura desde o início. Dez anos é algum tempo, pelo que alguns eram demasiado novos para terem tido a oportunidade de ver como tudo começou. Existe qualidade, muita qualidade para uma série televisiva que inclui fantasia. A começar pela realização/produção. Hoje isso é mais comum mas penso que era um pouco menos vulgar ver esta qualidade de efeitos especiais em produções televisivas. Hoje, a TV domina! Já não mais é alvo do preconceito que dominou os seus anos de reinado no século XX. Hoje, conceituados actores de cinema e teatro já não consideram degradante a transição pela televisão, como se isso confirmasse uma descida de "valor comercial". Hoje, fazem de tudo por um papel numa série ou novela! Falo dos actores americanos como Dustin Hofman ou Gleen Close (séries) e dos nossos "tugas" (novelas e séries), que já não andam de nariz empinado para a televisão enquanto louvam os deuses do teatro. :)

Toca a ver pessoal!

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Último episódio Smallville



O canal Fox merece ser elogiado por passar os episódios mais recentes de todas as séries do momento. Enquanto nos canais nacionais estas séries surgem com um relativo atraso, têm também o inconveniente de só ir para o ar um episódio por semana. A Fox não é assim e compreende as novas exigências de um público que, por outros meios, consegue à mesma ter acesso às séries de que tanto gosta. Então, porquê não dá-las de vez?

E é assim que, a passar um episódio novo todos os dias, em poucas semanas o Fox colocou no ar as duas temporadas finais de Smallville.

Finalmente, o rapaz virou homem. Ou melhor: super-homem!


A 10ª e última temporada desta série que começou em 2001 terminou. A Fox emitiu o último episódio hoje, apenas com alguns meses de distância do final exibido nos EUA, em Maio deste ano. Dois meses apenas, portanto!

Smallville foi uma série muito interessante e agradável de ver. Acompanhar o crescimento emocional e físico de Clark e ver um menino transformar-se no herói.

Esta última temporada foi para mim a mais fraca de todas no que respeita ao argumento. Os problemas resolveram-se depressa e fácil demais. A maldade dos vilões não durou mais que uns segundos e senti que não existiram ameaças à altura. Clark e Lois também andaram ali a rodar em torno de inseguranças pessoais, que, sem explicação, ficavam resolvidas num episódio, para retornarem num outro. Senti que estavam a ser menos criativos (e mais preguiçosos) do que o habitual e as histórias foram um tanto repetitivas e desinteressantes.

Considero esta relação de Lois&Clark a pior de todas já feitas. Erica Durance (Lois) não é uma Lois Lane. Não convence. Falta química entre ela e Clark. A actriz peca também pela expressão demasiado estática e artificial. Imagino qualquer outra rapariga naquele papel e sei que o potencial da dinâmica da relação entre ela e Clark seria muito mais interessante de ver!

Érica não proporciona isso. Qualquer mulher que entrou na série seria uma escolha melhor. A actriz que fez de Tess (Cassidy Freeman) acabou por convencer bem num papel que seria difícil para os fãs aceitar, uma vez que veio ocupar o "lugar" do grande vilão (o maior de todos) Lex Luthor! Mas o talento de toda a equipa e da actriz na personagem ultrapassou isso. E foi bom de ver cada segundo!

E era esse prazer que gostava de reconhecer nesta Lois. Mas não está lá. Até acredito que Érica seja uma pessoa fenomenal na vida real, mas na personagem é uma desgraça! Não gosto. Não acredito. Não vejo química. Sei que para os produtores e os fãs a escolha agradou. Mas não compreendo. Quem aprova deve estar a sofrer de um caso grave de contaminação de "Super-homem-mania"! Acho que ficou para sempre provado no ecra que não resulta! Imagino a esposa de Tom Welling (Clark) confortavelmente em casa, sem quaisquer ponta de ciúmes. Não de Lane...

Qualquer outra Lois (Margot Kidder, a Lois dos filmes com Christopher Reeve ou Teri Hacher, da série de TV) é mil vezes melhor.

Tirando isto, a série é fenomenal em todos os outros aspectos. Embora esta temporada seja fraca no argumento, quando tudo parece estar "perdido", o que salva a história é a fenomenal música de John Williams - Superman que chega para "coroar" a passagem de Clark para Super e encerra as aventuras. Esse é mesmo um momento mágico! Pelo qual os fãs aguardaram 10 longas temporadas. Super John Williams, que com  uns acordes criou esta proeza.



Só existiu um outro ponto fraco no argumento: num episódio, Clark viaja no futuro para encontrar-se consigo mesmo no elevador do Daily Planet e mostra-se revoltado e muito inconformado por se ver a si mesmo vestido "à betinho, com óculos e mau cabelo". Achei esta sua vaidade muito fora do carácter. Clark é o tipo de herói que sabe que o aparência não faz a pessoa e não seria inseguro e vaidoso a esse ponto. Mas não resistiram em fazer disso uma piada.
Thumb down!

English Version:

Fox channel deserves to be commended for passing the most recent episodes of all TVseries of the moment. While they pass with a relative delay in the national channels, they also have the drawback of only going to air one episode per week. But Fox understands the new demands of television survival and are in tune with the public that, by other means, can have access to the same series that it so enjoyes. So why not give them now what they will get anyway?


And so, Fox has aired the final two seasons of Smallville in just a few weeks. Finally, we have seen the boy turned into a man. Or better: Superman!

Smallville, that premiered in 2001, has now ended. Fox issued the final episode today, only two months away from the final show in the U.S. in May this year. That´s really good!

Smallville has proven itself to be a very interesting and nice series. But I though this last season to be the weakiest one. Specially the story-line.

In this script, the problems were solved too quickly and too easy. The evil villains did not last more than a few seconds and I felt there were no real big threats to scare us. Lois and Clark also went around personal insecurities, which, without explanation, were resolved in an episode, to return in another. I felt this was just a way to prolong a storyline and I felt bored. The plots seemed to be less creative and the general creative team a little bit more lazier for their normal standards. The stories were somewhat repetitive and uninteresting.

I consider this relationship of Lois & Clark the worst ever made. Erica Durance (Lois) is not a Lois Lane. The lack of chemistry between her and Clark is an insult! The actress also fails to convince due to her rigid facial expression. I imagine any other girl in that role and I know that the potential dynamics of the relationship between her and Clark would be much more interesting to see! And I crave it!

Erica does not provide that. Any woman who entered the series would be a better choice. The actress who made Tess (Cassidy Freeman) ended up convincing in a role that would be hard for fans to accept, because she was the producer's solution to substitute the best vilon ever: Lex Luthor!

It was delightful to see every second!

I do believe Erica is a phenomenal person in real life but has Lois... Oh, terrible! I do not like. I know the producers and fans liked the choice. But I do not understand. Who approves this television romantic relationship must be suffering from a severe case of contamination of "Superman-mania!" or "big-fake-boobs-in-blond-hair-virus" of some sort! I think it's now forever proven on screen that their chemestry does not result! Maybe that's why there were so few kisses between the couple and they were all very... smuchy! Clark's kisses to Lana were so much hotter!!

I imagine Tom Welling's (Clark) wife comfortably at home, watching this romantic kisses, laughting without any jealousy. Not of Lane...

Any other Lois (Margot Kidder, Lois movies with Christopher Reeve and Teri Hacker, the TV series) is a thousand times better.

Another weak point in the argument is the episode where Clark travels to the future to meet himself in the elevator of the Daily Planet. He reveals himself upset and very unhappy with his future "bad hair-cut and gorky glasses" appearance. I found this vanity very out of character. Clark is the kind of hero who knows that the appearance does not make the person and he would not be vain at this point. But thw writers(?) could not resist making it a joke.. :( It's kind of a spoiler.

Apart from that, the series is phenomenal in all other aspects. Although this season is weak in argument, when everything seems to be "lost", John Williams's music composition saves the moment and makes history, "crowning" not only that moment, but all the work done untill, and it is phenomenal! It is emotional. The chords just tell a story themselves and what they are saying is how Clark is in his way to save the world, has Superman. This is really a magical moment!

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Homenagem ao Rotações


Está na altura de confessar uma coisa: gostava muito de ver o programa desportivo "Rotações" na década de 90. Comecei a vê-lo de vez em quando. Aquilo cativava-me. Nada entendo de desporto de automóveis, não é algo que queira propositadamente acompanhar, mas, graças a este programa, comecei a perceber bastante de algumas coisas e a sentir interesse por elas. Por esta razão, achei que merece uma devida homenagem aqui no TV e Sitcoms.

É preciso situar um pouco a situação da televisão na década de 90.
Primeiro que tudo, só existia a RTP. Que tinha dois canais. Só. Mais canais na televisão, só se uma pessoa tivesse antena parabólica, o que era o meu caso. Tinha também um aparelho televisivo comprado no estrangeiro equipado com um comando remoto - coisa rara, muito rara, num país onde só existia uma emissora e era costume as pessoas levantarem-se do sofá para mudar o canal. Mas a maioria, como que a adivinhar já um certo sedentarismo, deixava a TV sintonizada na RTP 1, negligenciando o outro canal. Só tinham de ligar a televisão antes de se sentarem! E desligar depois de usar! Nada de consumo desnecessário de energia por ficar em stand-by! Só possível com comando remoto... :)

Com o aparecimento das cruzinhas no canto do monitor - que piscavam a avisar que um programa ia começar no canal que não estava sintonizado, as pessoas começaram a gostar mais de mudar de canal para satisfazer a sua curiosidade sobre o programa que ia começar. Foi o início do apelo ao zapping! :)

Mas estávamos longe dos hábitos que hoje conhecemos!
Imagino o tipo de doenças que vão afectar a maioria das pessoas da minha geração no futuro cada vez mais próximo: tudo ligado com o uso (e abuso) excessivo do movimento repetitivo dos dedos e do pulso. Alguma vez pararam para pensar quantas vezes se tecla num computador ou num comando remoto? Por dia? Pode ser assustador. Eu devo fazê-lo 20.000 vezes! Ou mais. É só contar os caracteres de um texto. Só hoje já preenchi por volta de 20 páginas! Para não falar das vezes que andei a "surfar" pelo menu do telecomando - que detesto (Zon iris, versão barulhenta de uma box com capacidade de gravação).

Voltando ao Rotações, tenho pena de não saber quando é que o programa estreou na televisão. Sei que já vai longo e critico a RTP por não divulgar um pouco mais sobre a longevidade do programa. Sim, porque ele ainda anda por aí!

Porém, quero prestar homenagem ao Rotações da década de 90, do início da década. Como adolescente que era na altura, estava mais interessada em sitcoms de comédia, filmes e, claro, telenovelas - que passavam também à tarde na RTP 2. Programas sobre desporto automobilístico não estavam na minha lista de preferências, mas tiro o chapéu ao Rotações porque sintonizava-o e, mesmo desejando mudar de canal, não era capaz de o fazer. Gostava e seguia com interesse a informação que me estavam a passar.

Lembrei de fazer esta "homenagem" ao programa e às pessoas envolvidas na sua criação e produção, porque ele está a ser exibido novamente na RTP Memória, exactamente na década em que me lembro de o começar a ver com regularidade: 1992. Aguardo por uma emissão em particular que, por uma questão nostálgica, preciso de voltar a ver. Entretanto, acabei por o sintonizar e o fenómeno volta a repetir-se: não consigo mudar o canal! Expliquem lá isto, porque agora, é mesmo nostalgia, são notícias velhas, e eu ADORO ver! Já se passaram 20 anos. Parece que foi há pouco tempo, contudo... É um programa e pêras, este! Dura mais que as pilhas duracel! Acho que existiu outro ou que este mudou de nome algures no tempo... não lembro bem. Sei que existiu o Rotações e outro, cujo nome não consigo memorizar, mas é simples como o primeiro.

Posso não saber muito de caras e nomes do desporto automóvel, ou não reter grandes detalhes de informação, mas já sou muito rodado ;) - ah,ah,ah!

Sim, de 91/92 a 94/95 acompanhei este programa com alguma assiduidade. Não conseguia mudar de canal! É que é mesmo estranho este fenómeno, porque não tinha o desporto de automóveis como um gosto prioritário e passou a ser uma espécie de gosto ensinado. Supostamente, devia estar a ver uma novela, e estava a ver o programa.

Do pouco que entendo de automóveis mas do tanto que entendo de programas de TV, acho que este fenómeno se deve à qualidade e riqueza da informação. Os factos passavam para o telespectador com ritmo, interesse, qualidade e, acima de tudo, gosto por aquilo que estavam a fazer. Acho que gostavam muito de fazer aquele programa e agradava-me a forma como o faziam. Acho que, pelo final ou pelo intervalo, o apresentador costumava facultar um dado relevante sobre um acontecimento desportivo naquela data no tempo. Era fenomenal. Serve esta homenagem para prestar um singelo reconhecimento ao programa e ao trabalho dos envolvidos - inclusive os desportistas e os comentadores levados a estúdio. Adorei-vos e fascinaram-me. Desculpem por falhar em mencionar nomes e não dar a esta "homenagem" o devido rigor, facultando mais detalhes mas, esta é já a 22ª página de muita teclagem! eh,eh,eh

Parabéns ao Rotações.

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50.000 para António

Quem leva os 50.000 euros para casa é o António.

Um dos meus familiares acertou no palpite assim que soube que a "torcida" do António estava sentada na parte superior da bancada. Será que esta "geografia" de estúdio, dita, de facto, os vencedores? Até acho que sim, uma vez que, pelo que conheço de produção televisiva, quer-se sempre num lugar estratégico aqueles com que se tem de interagir mais amíude.
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Quanto às torcidas dos ex-concorrentes, voltei a não gostar do que vi da parte daqueles que, simplesmente, apoiam quem for adversário de Ana Isabel. Estavam todos a apoiar a Vera, depois o Ivo mas fixaram-se ao António depois da saída destes dois, comportamento que já tinham tido sequencialmente, na saída de outros concorrentes durante o concurso.
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Ou seja: não apoiam o António. Podia ter sido o Mané, o Zé da esquina, o Tó dos sapatos... Não querem saber do António para nada! Querem é derrotar Ana Isabel.
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Houve um momento que gostei menos ainda. Quando Júlia pergunta aos concorrentes quem acham que vai vencer, as pessoas na fila de baixo dizem o nome de Ana Isabel . Jade, e Hugo F. decerto porque acharam a atitude de Vera tão escandalosa quanto eu achei, começaram a dizer as primeiras palavras de "A Casa dos segredos é a Ana Isab...." - música que Vera cantou em quatro refrões aquando a sua chegada ao estúdio, mas com o nome de António. Fizeram-no de forma mais comedida mas, quando o microfone passa para o "andar" de cima, a coisa, como habitualmente, já é dita com mais atritos. Vera volta a cantar o António, levantando-se e fazendo o seu show infanto-narcisista. Mas é quando o micro chega às mãos de Joana e dos despeitados gémeos, que o ataque a Ana é mais directo, se é que se pode dizer que estas pessoas são directas nos seus intentos. Claramente a suspeitar que Ana ia vencer, Joana dá a entender que a concorrente de Guimarães não será respeitada nem amada ao sair. O gémeo faz a mesma coisa, comparando Ana Isabel a Sócrates, que foi eleito duas vezes. Enfim, atitudes muuito feias, no meu entender.
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Mas venceu António. Nem os fãs de Ana Isabel ficam chateados com este resultado. Esta é a principal diferença de carácter das pessoas. As que têm fair-play, sabem acatar as surpresas da sorte. A própria concorrente Ana Isabel portou-se com dignidade e disse achar que António ia vencer, dizendo-se preparada para tudo. E acredito que estivesse. Provou-o ao longo do concurso.

António venceu e ainda bem para ele! Vi um dos gémeos saltar da bancada para abraçá-lo e outros fizeram o mesmo. Sei que, o que vi, foi a celebração da derrota de Ana Isabel. Para estas pessoas, foi o final à muito desejado. O propósito do jogo deste as suas expulsões era retirar Ana Isabel da Casa dos Segredos. Fizeram o primeiro esquema que resultou na saída de Jade do programa, depois votaram no Hugo F. que, acabou por perder porque os votos eram repartidos por três pessoas (e o grupo ia votar todo nele).
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A felicidade de alguns ex-concorrentes não estava no facto de António ter ganho. Estava no facto de Ana não ter ganho. É completamente diferente!

Volta assim a ganhar o dinheiro de um reallity show a pessoa de origem mais humilde. Infelizmente, acho que isto significa também que o dinheiro não lhe vai durar muito. Mas, claro, espero estar errada! Só que no meio dele, com as despesas que diz ter, é como se já tivesse gasto o que ainda não tem.
A todos boa sorte e um obrigada!

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Mais perguntas?? (Casa dos Segredos)

O que é que a Júlia Pinheiro está a fazer???

A falar com os concorrentes de novo DENTRO do confessionário para fazer... perguntas de caracacá?
.O programa até estava a correr bem, e agora meteram para aqui adentro esta "barriga"... este "estica o programa com palavreado sem interesse e repetido".
.Júlia diz que tem uma surpresa para o António... só pode ser o telheiro! Será que alguém se lembrou do que eu aqui disse? Para fazer um abrigo não é preciso o dinheiro, é só uma empresa oferecer-se em troca de alguma coisa.
.Parece que Júlia vai mesmo dizer... sim! Disse isso mesmo! Será que o que escrevi no blogue foi uma catapulta? Já agora, se até então ninguém sugeriu o mesmo, até é legítimo achar isso, já que todos vão à internet pesquisar sobre o concurso... seria simpático!
.O pai do "David" (António) nem percebeu que já tinha o telheiro! Tão típico e esperado... :) O homem responde "vamos ver". Claro que sim! Vendo para crer! É mesmo assim que funcionam as pessoas com os pés assentes na terra. Já esperava que, ao fazer a pergunta se "David" devia ganhar, a Leonor Poeiras recebesse como resposta que "sim, para fazerem um telheiro". O pai nem ouviu o que tinha acabado de acontecer, mas sabia muito bem o que foi apalavreado e isso é o que conta para ele. É como se o conhecesse, não tivesse eu raízes nessa terra de Baião.
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Agora é a vez de Ana Isabel no confessionário e o registo de Júlia Pinheiro é tão diferente durante a entrevista! Das duas uma: ou a apresentadora não simpatiza com esta concorrente, ou até simpatiza e por isso é muito dura! Faz perguntas monocórdicas: "Sim?", "É?" - o que Júlia quer? Com os outros tem no tom de voz mel e com Ana Isabel é mais dura. Ou gosta dela e dá "tuff love" ou não sei...
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António já ganhou o seu telheiro. Ivo já ganhou o seu pai. Vera já mostrou a sua imagem... acho que Ana Isabel vai levar os 50.000 euros. A ver vamos. Eu fico por aqui nos comentários (acho). Apenas quero dizer sobre o programa que aquela "papagueiada" de vozes a falar em simultâneo durante os directos à casa feitos pela Leonor Poeiras e o Pedro Granger, são negativos :)
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BOM ANO 2011! Saúde!

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Vence (A Casa dos Segredos) o concorrente.... ?

Que nojo!

Desculpem, mas dá-me nojo quando os concorrentes que saiem começam a cantar o nome daquele que preferem que ganhe e ficou lá dentro. E esse... é sempre o opositor de Ana Isabel!
.O momento mais triste de Vera em estúdio foi cantar "A casa dos Segredos é o António, António, António!". Já não lhe vale de nada, mas é uma atitude triste. Eu acho. Serei só eu?
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Neste ponto do jogo, em que todos estavam aparentemente a dar-se bem e que afirmaram que qualquer um deles podia ser o vencedor, vai o fair-play pela janela e grita-se pelo nome de um concorrente...
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Vera até podia dizer, como disse Hugo F. na sua saída (muito pressionado pela insistente Júlia Pinheiro, que quis à força toda arranjar um romance entre ele e Ana) que o concorrente preferido para ganhar é.... X. Agora fazer uma cantoria, é muito mau! Polegar para baixo, mesmo. Pouco diplomático e... novidade! A torcida é sempre contra Ana...
Agora é a
Agora é mesmo aguardar para saber qual dos dois leva o dinheiro.
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Neste momento estão a passar os segredos dos concorrentes. Só agora percebi o quanto é narcisista o segredo de Vera. "Fui namorada de um jogador da selecção Nacional". Esse segredo, que se vale da fama de uma terceira pessoa, já me fazia confusão. Mas agora é que entendi o quanto é... narcisista! E a concorrente, se formos a ver bem, gostava de falar muito de si e sobre si.
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Devo dizer que não acredito no segredo de Zé Miguel. Até podia acreditar se não tivesse visto o seu pouco sucesso com as mulheres dentro da casa. Na verdade, só acredito se, na equação, incluirem rapazes porque, só mulheres, não acredito mesmo! Julgando pela pouca popularidade do mesmo com as meninas dentro da casa... 250 é muito número. É até estranho que alguém conte! Começou quando? Na pré-primária, ou no útero :)? Foi prostituto?? O mais engraçado é que poucos se importaram, porque poucos se interessaram, parece-me.
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FELIZ ANO, riqueza e saude!

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Em directo do Campo Pequeno

Estou a ver em directo a emissão do programa Casa dos Segredos e acabou-se de saber quem ficou em 4º lugar. Foi o Ivo. Confesso que senti... alívio! Já não é tão importante saber quem vai ganhar, tanto quanto foi saber que Ivo não ficou no top da preferência dos Portugueses.
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Na verdade, qualquer um pode ganhar. Até António, que, julgo, poucos consideram que pode vir a vencer.
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Fiquei com a sensação confirmada em relação à falta de humildade da família (irmão) do Ivo. Provavelmente, um futuro candidato ao mesmo reality, vai-se lá adivinhar ;). O que não gostei volta a prender-se com o que observei na gala de Domingo. Então pai e filho reconciliam-se após anos sem se falarem e eles pensam... no dinheiro? Na vitória? "Não é justo. O meu irmão devia ser o primeiro. Ele merece" - diz o rapaz. PORQUÊ? Digam-me lá PORQUÊ e PARA QUÊ? Logo de seguida deram umas imagens do verdadeiro Ivo, aquele que faz comentários maliciosos, a dizer a Vera, por altura da discussão desta com Vitor, que devia fazer uns cornos no boneco do concorrente Vitor (insultando Ana Isabel, chamando-a de sabe-se bem o quê).
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Vera acabou de saber que é a próxima a sair. Demorou a reagir. Lembremo-nos que a concorrente NUNCA experimentou a sensação de estar nomeada e, há instantes, quando em directo com o estúdio do Campo Pequeno em conversa com Júlia sobre a voz, chegou a dizer: "Vera... estão a gritar...". Voltou a tentar decifrar o seu nível de aceitação através das vozes em estúdio. Talvez tenha confiado demais nessa sua empatia.
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De momento estão a consultar a mãe da concorrente e a mulher ao lado desta praticamente rouba o microfone da mão da Leonor Poeiras para gritar "É injusto, é injusto! Se ela nunca foi nomeada pelos colegas lá dentro...". Enfim, não sabem perder, mas ao menos que soubessem disfarçar bem, como o fez a mãe da concorrente. Compreendo que as claques fiquem destroçadas, mas, acho o fair-play essêncial.
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Para mim, uma preferência pelo António pode ser a surpresa... mas continuo a achar merecedora a Ana Isabel, sem dúvida. Mas pelo que já decorreu, estou satisfeita. Achei que se tudo isto fosse ao contrário, o país ia para a sanita... (porque o programa é uma amostra da vida real, das relações entre as pessoas, isso é real).
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Júlia Pinheiro, a meu ver, continua a "picar" Ana... não é que a concorrente estava a dizer algo simpático a António, e a apresentadora teve de interromper mas não sem antes ser um tanto insinuosa?
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Boa SORTE aos que ficam. Independentemente de quem for o premiado com o dinheiro, que a vida lhes corra bem! A eles, e a mim também :) Já agora ;0)
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Suspeito que os despeitados insistam, daqui para a frente, na versão de sabotagem. Já me contaram que alguns concorrentes andaram em programas de TV a dizer essas coisas. Acho feio. Acho que é uma atitude que demostra mau carácter. Uma pessoa pode ser sincera e dizer o que realmente pensa, sem ser malicioso.
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"Muito bom", "Extraordinário" - não me passam ao lado os adjectivos que Júlia Pinheiro encontra para caracterizar Ivo. É que, desculpem, mas fiquei com a sensação que ela era muito dura com Ana e muito doce e ligeira com outros concorrentes. Lá que permitiu que Vera falasse com pessoas presente no estúdio, isso é indiscutível. A revolta de Andreia na noite da saída do Hugo F. teve razão de ser. A TVI não mostrou muito essa parte, mas Andreia não se calou com o facto de estar ali há tanto tempo quanto os outros, e nunca ter falado com os filhos, nem com ninguém. No resumo, a TVI passou apenas o único instante em que Ana Isabel falou. E digo: a rapariga só fez foi chorar e foi logo para a cama. Falou 30 segundos e Andreia 3 horas. Mas no resumo, as parcas palavras de Ana tiveram quase todo o destaque.
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Vencedor da Casa dos Segredos

Faltam apenas algumas horas para se saber quem sairá da Casa dos Segredos com os 50.000 euros.
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Já aqui disse que torço por Ana Isabel e espero que as pessoas que sentem o mesmo o expressem em votos, já que tenho a certeza que muitos dos ex-concorrentes junto com as suas claques, têm estado, desde a altura da sua saída da casa, a tentar expulsar esta concorrente. Creio que, por exemplo, o empenho dos gémeos, movidos pelo despeito, é bem maior que a torcida dos simpatizantes. Porque, sejamos francos, mais depressa um grupo de antipatizantes elabora um esquema de votos contra alguém, do que um grupo simpatizante por afinidade se dá ao trabalho de votar a favor do concorrente que prefere.
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Mas aconteceu outra coisa durante a Gala de Domingo e no dia a seguir que me incomodou. Diz respeito a Ivo. O concorrente, ao invés de mostrar alguma emotividade por ter estado com o pai pela primeira vez em anos, apenas diz que já não o via há dois anos e meio. Não devia por essa mesma razão, ter expressado outras emoções? Apenas constatou um facto. Não falou como se sentiu, não fez nem um pequeno comentário sobre o que espera que venha a acontecer para a frente, nem sobre o peso que lhe sai de cima... nada. Nada! E não foi por reservas porque, nesta altura do jogo, em que já se descobriu tudo, este tipo de comportamento já não faz sentido. Ainda mais no Ivo!
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No seu vídeo de entrevista logo ao primeiro dia, Ivo disse que ia entrar em casa para "Finalmente, o pai conhecer o filho que tem". Depois, durante o concurso, também disse que já não queria mais nada (o prémio) e que já tinha ganho o que pretendia, quando recebeu um sinal exterior de que o pai estava a gostar da sua prestação (o famoso "cheiro de pai" de uma camisa a si oferecida pela família).
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Ora, por esta razão, e por, pessoalmente, achar que a reconciliação com o progenitor é, de facto, uma conquista tão grande que o resto pouco importância tem, é que não gostei quando, no dia a seguir, ao invés de ouvir Ivo a falar algo sobre o momento emotivo que viveu, este faz referência ao dinheiro: "agora só falta ganhar o... esta m***".
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Além disso, durante a Gala, os únicos familiares a dizerem taxativamente que queriam que o respectivo vencesse, foram os irmãos de Ivo. "Agora quero que ele vença".
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Mais?? Mais vitórias quando ainda estava a quente a maior de todas? A reconciliação com o pai, com toda a família, a união familiar? Tinha acabado de acontecer em directo!
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Acho que se mostraram interesseiros e lhes faltou humildade. A humildade que vi na avó de Ana Isabel e a simplicidade que vejo na claque de António (coitado, está mal arranjado se depender dos seus, porque são pessoas trabalhadoras, não têm tempo para se preocuparem com telefonemas, muito menos têm tempo para ficar a olhar para um monitor a ver o colega sem fazer nada, enquanto eles estão na labuta de sempre!).

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Sinceramente, se as pessoas preferirem o Ivo, considero que Portugal está condenado às más escolhas. Digo-o porque estou a encarar este programa como uma amostra do que é a sociedade. Nesse sentido, ele é muito didático. E, a meu ver, este concorrente não é de confiança. Projecto o microcosmos social deste programa para a vida real e imagino as pessoas a eleger o seu líder político. Quem iriam querer? Ivo, de calções, palavrões soltos e acções manipuladoras, ou Ana Isabel, frontal, resistente? Nesse sentido preocupa-me a escolha do vencedor.
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Mas não podemos esquecer que existem mais "candidatos" que, como disse a avó de Ana Isabel, também estão lá e também podem vencer. António, simples e desprovido de argúcia que, como uma familiar bem disse, é influênciável. E Vera, ou Veríssima, a boneca, um pouco pãozinho sem sal que fica ali porque nem faz bem, nem faz mal, é assim, assim? Em termos de carácter e capacidade de liderança, quem destes quatro vãoos portugueses escolher? Qual destes (o intriguista, a resistente, o influênciável e a boneca) escolheria o povo Português para líder?

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Quero muito saber, porque, como disse, creio que vamos receber uma amostra do rumo que o país vai tomar!

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Beijos a todos e um bom ano de 2011!

PS: Entrem com o pé direito!




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