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Casa dos Segredos - exploração e acusações!


Vou escrever sobre um assunto que tem vindo a incomodar-me e refere-se às situações e comentários gerados pelo programa “Casa dos Segredos 2”.




EXPLORAÇÃO NA IMPRENSA
Começo pela capa de uma revista: Com estas chamadas de atenção, nunca compraria esta revista! Ou sequer tenho vontade de a folhear se emprestada. Basta-me olhar de soslaio para esta capa e dar de cara com a palavra “traída” em tamanho gigante, para perder de imediato o interesse.
Uma análise mais demorada pelo resto do conteúdo visual da capa só confirma a impressão inicial. “Vida louca” de Dioguinho - decerto um exagero para criar polémica. Uma fotografia de uma rapariga desconhecida ao lado de um dos concorrentes com a legenda “namoro” “mãe conta como Lu o deixou” – uma óbvia treta. “Unidos por um passado violento” - exploração da palavra “violento” numa comparação de “união” sem sentido. E no final reparo, quase que passou despercebido, no exagero da expressão “Bronca da noite”, colada ao lado do logótipo da Casa dos Segredos. Uma clara distorção que pretende encaminhar o leitor menos prevenido para o engodo.
No interior desta revista passo a anal isar o conteúdo que mereceu chamada de capa. Como previsto, muita parra, nada de uva! O primeiro assunto abordado é o da “união violenta” (Cátia e Marco). Não passa de… nada! Nada do que vem escrito acrescenta algum dado novo ao que já se sabe pela televisão. Novo seria explicarem (e provarem) que género de violência é essa que Cátia sofreu, pois isso sim, ainda não foi referido. Mas não há nada, apenas um desabafo (parcial) de pai. A única referência
da suposta violência vivida por Cátia, cuja revelação mereceu honras de capa e foi utilizada para estabelecer uma “união” com Marco, resume-se a esta frase: “ Cátia foi torturada psicologicamente pelo único namorado que teve”. E com isto, apenas por estar escrito, o leitor deve acreditar que é mesmo verdade (ironia)! É mais difícil acreditar na autenticidade da expressão “único namorado que teve” e encontrar crença na «união» das palavras “tortura psicológica” num cérebro que não tem muito para torturar nem se deixa enganar com a facilidade de que se gosta de apontar pela óbvia falta de cultura geral da concorrente e preguiça para a aquisição de conhecimentos. Porém, para lidar com relacionamentos, a concorrente não tem as dificuldades que claramente possuí para a aquisição de conhecimentos. Daí que deixar-se “torturar”, ainda mais “psicologicamente”, não tem grande credibilidade!
Agora, se esta expressão fosse empregue no João Mota, aí sim, faria todo o sentido, já que desde que entrou na casa que este concorrente tem vindo a ser massacrado todas as noites pela concorrente Fanny, que não deixa o rapaz dormir e agarra-se ao miúdo de 21 anos que estrategicamente se deita na beira mais beira do colchão!
E vou já “saltar” para o assunto que mais me incomoda em todo este turbilhão de acontecimentos gerados pelo programa. O polémico comportamento de Fanny com João M., que arrastou para a sarjeta um rapaz chamado Diogo, cujo único crime parece ter sido gostar da rapariga, de quem era namorado e de quem ficou estrategicamente noivo.
Revolta-me que tudo o que fazem é dar “tempo de antena” aos delírios do pai da concorrente, que tudo faz ou diz que está a fazer, para desacreditar um rapaz que apenas semanas antes e durante DOIS ANOS e ALGUNS MESES disse estimar como a um filho. Revolta-me que este pai, um tal de Fernando, esteja tão empenhado em destruir a imagem do rapaz só para tirar as atenções de cima do comportamento da filha e para isso utilize a imprensa e a televisão para continuamente ENXOVALHAR o rapaz.
Não foi Diogo que andou a atirar-se a outra mulher, muito menos diariamente, à vista de todos, ainda que se tente trazer ao lume acusações não comprovadas de supostas infidelidades. Enquanto se conjectura, sem qualquer legitimidade, sobre a conduta moral do rapaz, que não é concorrente para ser trazido ao barulho desta forma, desviam-se as atenções do comportamento da Fanny, esse sim muito claro! É impossível negar que faz crises de ciúmes ao Mota e que está sempre a ter gestos de afecto e a dizer palavras de amor. E o vilão desta história, só porque o pai da Fanny assim o decidiu, é o Diogo? Por favor! O povo não pode deixar-se levar por estúpido e deixar que lhe atirem areia aos olhos!
Revolta-me que apareça na imprensa “historinhas” de cacaracá para reforçar este complô que o pai da Fanny engendrou para «salvar a face» suja da filha. Histórias cujo objectivo é simplesmente desviarem as atenções da Fanny, recorrendo à difamação.
De todas as “provas” e “testemunhas” que este homem (pai da Fanny) diz ter contra aquele que era «como um filho», nada apresentou para comprovar as suas acusações. E já se passaram semanas! Nem precisa, porque sabe que, por enquanto, pode limitar-se a enxovalhar que provas, essas, ninguém quer saber. E digo mais: foi apanhado numa contradição neste seu ataque acérrimo ao “ex-genro”, e o povo deixou passar a gaffe. Deu-se quando disse em directo numa gala de Domingo, na qual apresentou um bilhete de Diogo e o leu em voz alta, que ele e a esposa não sabiam que Diogo ia deixá-los e voltar para Portugal. Mas no dia seguinte, no programa do Goucha, ele e a esposa afirmaram que o Diogo tinha-lhes dito na véspera que se ia embora!
Então para quê aquele TEATRO com o bilhete e tudo??!
São claramente manobras de distracção porque o comportamento da filha é claramente prejudicial à sua imagem. Havia que arranjar um bode expiatório e Diogo, que já era cornudo e parece ser um rapaz pacato ao ponto de ser uma presa fácil, prestou-se a isso. E tem sido!
Não me custa avaliar o carácter de Diogo simplesmente porque o identifico muito semelhante ao de João M. E assim como vejo e oiço a Fanny a «passar-se» com o Mota sem razão de ser, imagino que com Diogo era o mesmo. Sei que quando oiço e vejo a Fanny a acusar o João Mota de ser um «mulherengo saltitão» estou a ver e a escutar algo falso. Por isso sei também serem falsas as referências a Diogo como sendo um «mulherengo». Sei identificar quando uma mulher é obsessiva ao ponto de distorcer o carácter daquele que «ama». Esta capa de revista procura alimentar esta «polémica» sem razão, ao descrever a «vida» de Diogo «rodeado de mulheres». Grande coisa! Eu podia estar rodeada de mulheres e nem por isso ia trair aquela com quem estivesse! Tal como já o provou o JM. Até parece que, numa discoteca, um DJ nunca está rodeado de uma multidão, composta de homens e mulheres… bah! Estão à procura de pêlos em casca de ovo! Às tantas o rapaz sai do trabalho e vai para casa dos pais, onde está sozinho e ainda a sofrer. Sofra ou não, tenha ou não ultrapassado o trauma de ser traído em directo, a verdade é que ELE é que foi ENXOVALHADO e continua a ser! Será que não são capazes de se identificar com o sofrimento pelo qual deve ter passado, ao ver a mulher que ama e acabou de pedir em casamento a esfregar-se noutro homem e a sussurrar-lhe ao ouvido palavras de amor? A pedir a OUTRO que seja o seu noivo? Please! Isto equivale a milhares de facas pontiagudas a serem espetadas no coração!
Agora, segundo esta revista, o pai da Fanny, que nem um cavaleiro das cruzadas numa missão a favor da «honra e da verdade» da (casta) filha, munido daquilo que pensa ser o seu direito (a inquisição também queimou pessoas na fogueira em nome de um «direito»), parece um ditador (O Saddam Hussein, já que tem o bigodinho) e está a INVESTIGAR (que palavra feia!) Diogo. Não me venham enganar! Não há nada a «investigar». Diogo viveu com os pais da Fanny durante DOIS ANOS e o que ele é decerto que não é novidade para o pai! Se até então gostava de Diogo como a «um filho», é porque a índole deste lhe agradava. Não venha agora difamar o rapaz. Coitado, não fez mal a ninguém! Limitou-se a amar a filha deste homem durante dois anos, para viver este amor teve de abandonar a família e os amigos e mudar-se para um país estranho. Decerto que deixou para trás muita coisa em nome desse amor. E agora, ao fim de dois anos a conviver com estas pessoas sem lhes dar um motivo de queixa que fosse, virou um “alvo a abater” por parte de um homem que diz ter necessidade de o investigar! Se o carácter de Diogo fosse desprezível, o pai da Fanny não o ia conduzir até a Gala de Domingo do programa para estrategicamente o incentivar a pedir a filha em casamento.
Este pai tem-se revelado dono de um comportamento obsessivo, tal e qual a filha. Esta puxa a ele! Enquanto isso a mãe, que deve ser mais pacata, é que fica na Suiça a trabalhar. Trabalha com idosos, o que não é nada fácil e é preciso não se ser egoísta e ainda faz manicures à parte para ter mais um dinheirinho e cuida da outra filha do casal, que é menor de idade, sozinha. Espero que os palpites (sempre certeiros) de Teresa Guilherme não se venham a concretizar e que aquele «bigodinho maroto», de que de resto eu também já tinha observado no comportamento e «saídas» do pai da Fanny, não vá levar à «decoração» da testa da esposa (se é que já não aconteceu no passado íntimo do casal), tal como a filha fez com o Diogo. Por fora a Fanny pode sair à mãe, mas por dentro é igual ao pai e tem o temperamento deste!
Aposto que estes pais descobriram muita coisa que desconheciam sobre a filha assim que a começaram a ver na Casa dos Segredos… As pessoas tendem a revelar-se quando fechadas entre quatro paredes. E é por isso que não gosto do OUTRO LADO das reacções que o programa suscita.
Já me cansei da «pobreza» linear daqueles que apenas se limitam a criticar o programa com aquela «batida» expressão «não tem cultura»! Quero saber quem destas pessoas sintoniza a RTP2 para acompanhar alguns documentários culturais!
Porquê as pessoas se refugiam no escudo da «cultura», quando se fala em reality shows de entretenimento?
E porquê usam a expressão «não se aprende nada», quando se aprende bastante?
Este tipo de reality show não é feito para ser um concurso de cultura geral. Embora tivessem andado a inquirir os concorrentes com perguntas de geografia, o objectivo principal destes géneros de programas é simples: estudar o comportamento das pessoas!
E com isso não se aprende? Sim! Aprende-se e muito! Aprende-se com os exemplos lá dentro e com as reacções que suscitam cá fora. Reality shows como estes podem ser criticados por explorar um pouco isto, mas mais não fazem senão lucrar com algo que sempre existiu e existirá sempre: a curiosidade pela vida alheia. Agora com câmaras!
Estava a ver uma sitcom na qual um casal tem uma avaria no receptor de satélite e fica umas semanas sem televisão. Sem televisão… conseguem imaginar o quanto estavam perdidos?? Tentaram fazer passar o tempo com sexo, jogos de monopólio… mas nada realmente resultou! Até que os vizinhos começaram a discutir. Aí pressionaram os ouvidos contra a porta para tentar escutar melhor o que se passava e disseram: “esta é a minha nova novela favorita”!
E com isto está tudo dito. As pessoas gostam, e sempre gostaram, de meter o nariz na vida dos outros. Que agora a sociedade tenha evoluído de forma a que possamos todos estar unidos para discutir a vida de uns poucos que a sujeitam à supervisão de uma estação de televisão, não é nada de anormal. Até facilita, porque enquanto olham para os televisionados, esquecem-se um pouco de falar das vidas dos colegas e de terceiros mais próximos…
Aprende-se mais com este tipo de programas do que se gosta de admitir. Pelo menos os que forem inteligentes vão aproveitar para reflectir sobre si mesmos. Vão aprender algo sobre a forma como se devem relacionar com os outros e lidar com situações de stress. Gostava de poder resumir estes programas com frases «não se aprende nada», mas não é verdade. Gostava de os criticar como sendo «insípidos», mas acaba por não ser verdade. O que pode acontecer é que ou se vê ou não se vêem. Isso sim, é uma escolha!
Ninguém é obrigado a ver, ninguém é obrigado a gostar. Mas é errado difamar ou relegar este tipo de programas para uma categoria «inferior» só porque são puro entretenimento e não procuram explorar o cariz cultural de um «Elo mais fraco» (quando passou apresentado pela Júlia Pinheiro, foi um repulsivo exemplo do quanto os mais fracos perseguem os mais fortes para os eliminar – revelando o pior que existe no carácter das pessoas de uma forma bem mais vil que a “Casa dos Segredos”).
Nem tudo o que parece é e muitas vezes é nos programas que possuem a pretensão de estarem a serviço de um «motivo maior», que se verifica esta simples realidade: andam todos atrás das audiências!

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Bárbara ou Catarina?

Nunca entendi porquê comparavam a Bárbara Guimarães à Catarina Furtado, e vice-versa, na procura de qual das duas é a melhor apresentadora de TV.

A meu ver cada pessoa tem o seu estilo e por isso, cada um é válido. Catarina, Bárbara, Francisca, Andreia, Néne, Pessoa... não importa o nome! Cada pessoa tem a sua forma de estar diante do público, a forma de comunicar. Não podem, por isso, haver comparações. O que existe são gostos.

De há uns (bons) anos para cá não vejo qualquer atractivo no estilo de Catarina Furtado. Acho-a insípida, sempre igual, sempre no mesmo registo, sem acrescentar nada de novo ou de importante aos programas que apresenta. Esta apresentadora, que chegou a ser muito disputada entre as televisões por ser um «íman» de audiências, acomodou-se na cómoda RTP, ganha o seu salariozinho no final do mês e lá trabalha, tranquila e sem grandes percalços. Não só não aprecio a falta de identidade dos seus programas, como não gosto da ouvir falar. Não gosto daquela voz colocada, propositadamente melosa, um tanto enfadonha e demasiado "ensinada". Não gosto de a ouvir em voz-off.

A Bárbara Guimarães nunca foi tão disputada quanto Catarina Furtado nem alguma vez teve a estabilidade profissional que a primeira aparenta ter, mas penso que se pode dizer que é um rosto da SIC. Admiro a sua disposição para experimentar diversos registos. Bárbara não se fica por um formato, ela tenta todos. Nela identifico a vontade de conduzir o programa, de lhe dar uma identidade e uma coerência. Aprecio isso nela. Acho que fez um bom trabalho na apresentação do programa de talentos. Soube como agir para retirar um concorrente mais abusado do palco, soube como dar apoio àqueles que se sentiram com a rejeição e sabia como fazer tudo isto e manter o ritmo do programa, sem o deixar cair. Isto sim, mostra algum pulso!

Ainda não a vi a apresentar o "Peso Pesado" mas tenho a certeza que o programa está bem entregue e não havia na SIC quem o fizesse melhor. Mas contra uma Teresa Guilherme de quem todos já tinham saudades - e até a própria se entregou à apresentação do programa "Casa dos Segredos" com toda a garra devido às suas próprias saudades, "Peso Pesado", cuja primeira edição também não vi, não tinha qualquer hipótese de bater o outro nas audiências. Penso que a SIC percebeu logo isso e não criou falsas expectativas, embora Bárbara deva «lutar» a cada emissão para cativar o público para o seu programa, sem nunca desistir ou ter o espírito derrotista. Pelo que percebi, ela logo encorpou o espírito do projecto ao vestir-se de forma apropriada à imagem do programa e ao conciliar peças suas com as de guarda-roupa. E nem a óbvia desvantagem a desmotiva ou faz com que manipule a carreira de modo a liderar apenas a apresentação de programas sem concorrência à altura. Ela é sempre chamada para "apagar fogos". Muito criticada, nem sempre pela positiva, tem um tipo diferente da maioria das apresentadoras, que são menos curvilíneas. É uma lutadora, que arrisca e procura entender o conceito de cada programa para o apresentar de acordo com as necessárias diferenças de estilo. Já Catarina, fica-se pelo mesmo, seja a abraçar-se aos concorrentes de concursos de música, seja a abraçar-se a mulheres africanas no programa "Príncipes do nada". É igual.

Pelo menos é essa a impressão com que fico. Pessoalmente as duas até podem ser inversamente mais ou menos simpáticas/antipáticas, mas como comunicadoras que utilizam a TV para se expressar com o público, é isto que vejo. Como comecei por dizer, cada pessoa tem o seu estilo de COMUNICAR. Por isso, fazer comparações não faz muito sentido. Isto foi mais uma análise que uma comparação. Não importa se é a Bárbara, a Catarina ou a Bárbarina! Existe sempre alguém com um estilo diferente, uma imagem fresca, uma forma de estar... e é isto que muitas vezes falta na TV: pessoas diferentes! A RTP é, a meu ver, uma estação cheia de apresentadoras-clone, que não acrescentam nada de especial à apresentação dos programas, não variam muito de estilo ou de "energia". O primeiro canal a entender isto e a mudar as coisas vai sair a ganhar.

Claro que a novidade cansa mais depressa mas, enquanto dura, traz muitos benefícios.

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Grande Teresa! - Casa dos Segredos, a gala


Não levou nem 15 segundos para Teresa Guilherme conquistar 
toda a plateia (em estúdio e em casa) ao começar a apresentar a Gala de hoje do concurso "Casa dos Segredos 2". Com alta energia, a cantar e a fazer rimas e trocadilhos, é Teresa Guilherme no seu melhor, a Teresa de quem o público sentia saudades.


Pelo menos falo por mim. Já estava cansada mas lutei contra a vontade de dormir porque queria vê-la a entrevistar os concorrentes e as pessoas em estúdio. E em apenas 15 segundos, ela faz com que mereça a pena!

Há quem diga que só lhe interessa saber quem sai da casa. Mas eu estou a ver a Gala não porque quero saber quem sai - isso posso saber amanhã. Quero ver o programa porque Teresa Guilherme faz as perguntas que queremos ouvir, porque o faz bem e com graça e porque consegue apaziguar os ânimos e aligeirar os temperamentos, sem grandes preocupações. E não precisa de rebolar pelo chão! :)

Quanto à prestação dos concorrentes no confessionário, cada qual foi marcante. E viva Teresa Guilherme que conseguiu entrevistar um pionés! Sim, porque foi dito que estas foram palavras pronunciadas pela sua antecessora do programa a respeito das capacidades argumentativas de uma outra apresentadora da TVI mas, como ainda não tinha sido posto em prática, tanto quanto sei, pode não passar de teoria. Ao entrevistar João F., Teresa Guilherme provou que é capaz de obter uma longa conversa com alguém que não fala nada! Um autêntico pionés, porque o rapaz não é capaz de elaborar uma frase nem de pronunciar uma palavra com três sílabas. Se João F. tivesse algum problema físico não hesitaríamos em julgá-lo deficiente, um retardado.

A prestação de João M. no confessionário corre melhor em termos de quantidade de palavras pronunciadas, mas também conduziu à manifestação do pai da Fany, que estava presente em estúdio, visivelmente perturbado com aquilo que muitas vezes as pessoas esquecem: quem sofre mais com a participação destas pessoas neste tipo de concursos são AS FAMÍLIAS! Todos são rápidos a julgar aquilo que vêm na TV, isto é um fenómeno natural e há que saber separar as coisas porque, quanto o programa terminar, ficam os destroços!

Depois das luzes se apagarem, tudo perde a graça e se esquece...

O senhor disse que passou de "Bestial a besta" na terra materna (Cinfães, parece-me). Isso foi o que mais me marcou, porque sei, ou melhor, imagino que se dá muito valor ao sítio onde nascemos, quando dele temos de nos afastar. Não só o senhor se afastou, como teve de sair do país. Há muita gente a falar mal de Portugal, mas acho que, se conhecessem um pouco mais da vida lá fora, mudavam de opinião. Claro que há coisas boas fora daqui, mas se calhar são mais laborais e monetárias do que outra coisa. Este país tem muito a seu favor, e isso é que muitos esquecem. Não se sentir bem a retornar à terra deve ser duro...

Bem, mas o senhor estava indignado e, com os nervos, acabou por difamar uma pessoa que não estava presente para argumentar, mais a família deste. Lamento que se zanguem os compadres, porque acredito que se deve lutar por uma amizade e nenhuma deve ter um "ponto final" sem que exista um grande esforço para chegar a um diálogo. É difícil! Talvez das coisas mais difíceis, mas faz as pessoas se sentirem melhor logo depois. Guardar tudo para dentro é que não é nada bom para a saúde... existem corações que explodem!

A professora da Cátia deve cometer Harakiri (suicídio de honra japonês :)), ou então ocultar em vergonha que foi quem tentou colocar conhecimentos de geografia dentro daquela cabecinha. Não sou nenhuma enciclopédia mas sei que não é preciso ser para se saber minimamente de geografia básica! Quem é que nunca olhou para o mapa-mundi? Quer dizer: se África fica a sul ou norte da linha do equador não deve constituir dificuldade alguma!

Cátia e restantes concorrentes: oiçam a Teresa Guilherme, que ela sabe o que diz. Sigam os seus conselhos! Vai estudar miúda, porque quando perderes a juventude, perdes a graça!

Nota alta para outra característica de Teresa: ela realça em estúdio que as palmas que a plateia tão entusiasticamente faz ecoar são de cariz respeitoso. Eu faria o mesmo porque me causa desgosto perceber que as pessoas são fracas de espírito ao ponto de aplaudirem o que consideram a desgraça de alguém, ficando contentes com isso. Adoro que Teresa Guilherme não deixe passar isto em branco e corrija as intenções das palmas. Boa Teresa!

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A.L.F. - Uma coisa do outro mundo

No final dos anos 80 surgiu na televisão Portuguesa e por todo o mundo a série de comédia ALF -Uma coisa do outro mundo, sobre um extra-terrestre que vive na Terra. Julgo que estávamos no ano de 1987 quando estreou. Agora está em reposição na RTP Memória e estive a ver alguns episódios. É com surpresa que percebi ser ainda capaz de a ver com verdadeiro deleite. O que me fez pensar: "Mas o que é que a série tem para justificar este sucesso?"

São quase 30 anos que a distanciam daquela época e as falhas são notórias. O enredo é demasiado simplista e previsível, as cenas estão cheias de clichés e nota-se claramente que se trata de um boneco... mas depois temos a personalidade de ALF, que contrasta com tudo isto. Ele é especial pela forma como expõe os pontos-de-vista. É sarcástico, crítico, questiona, opina, é insistente, tem humor! E mostra tudo isto com diversas expressões faciais.

É claramente um grande feito para a arte de manipular marionetas. Sim, porque ALF era uma marioneta, articulada por indivíduos. Só ocasionalmente foi necessário colocar um homem (Mihaly Meszaros) num fato. Queria dizer que grande parte do sucesso da série deve-se à voz que dá vida a ALF, porque é realmente fantástica, mas não é o caso! A série fez sucesso em todo o mundo mas foi dobrada para a língua do país acolhedor quase sempre. Por cá as séries passam no original e colocam-se legendas (sou acérrima defensora desta prática). Por isto sei o quanto a voz original de ALF é fantástica, adequada à sua personalidade. Descobri agora, graças à poderosa "ferramenta" que é o Google, que quem deu voz ao "boneco" foi o produtor da série/criador Paul Fusco. O outro criador da personagem chama-se Daniel DaSilva (nome tão português!).

Imaginava que a voz de "A.L.F." viria de um actor com prática em dar voz a personagens... o que também pode ser o caso, já que o google ainda não nos explica o percurso de vida (CV) de todas as pessoas..., mas eis como se pode estar enganado!

Existe pouca informação sobre a produção da série. Queria saber mais sobre as pessoas que tiveram a ideia mas enfim: nos anos 80 não se tinha internet!

Então a voz não é decerto a razão principal do sucesso da série. A manipulação do boneco sim, mas só do pescoço para cima, já que os braços tinham uma mobilidade pouco realista, ainda mais visível nas mãos. Uma característica comum nas marionetas. Mesmo a boca, claramente de pano, abre e fecha de forma rudimentar. Mas no meio disto tudo, aquilo funciona. Não é a voz que disfarça a simplicidade da boca do boneco e do enredo. É a personalidade de "ALF" que está bem construída. Como extra-terrestre, ALF consegue criticar os hábitos da sociedade de um ponto de vista de quem está de fora. Como se fosse um Alien (emigrante), numa sociedade diferente da sua. Queria mesmo saber mais sobre as pessoas que imaginaram a série!

RESUMO DA HISTÓRIA:
Gordon Shumway vê-se forçado a abandonar o seu planeta Melmac antes deste explodir por causa do mau uso da energia Nuclear. A sua nave espacial sofre uma avaria e cai na garagem dos Tanner, uma família Americana de classe média que acaba por acolher o extra-terrestre, receosos que o governo (os maus da fita) o capture para fazer experiências científicas.

A partir desse momento passa a ser chamado de ALF (Alien Life Force/Vida Extra-Terrestre) e passa também a ser um elemento da família, constituída pelo casal Kate e Willie, os dois filhos, a adolescente Lynn e o menino Bryan e Lucky, o gato de estimação. Ocultar a existência de ALF dos vizinhos e amigos não é fácil mas a maior dificuldade da família Tanner é aprender a lidar com os hábitos e a personalidade sarcástica de ALF, que não se coíbe de entrar em confusões e, como todos os Malmequianos que se prezem, adora comer... gatos! .

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Casa dos SEGREDOS: Temos Actores!

Vi a gala de Domingo desta última emissão do programa "Casa dos Segredos" e já não tive de colocar o som em «mute». Mesmo tendo vontade de não me esforçar para voltar a sintonizar o programa, os resumos da meia-noite chamaram-me a atenção e, claro, tinha de dar outra oportunidade à Teresa Guilherme! Ainda não matei saudades do seu estilo e, esse, queria mesmo ver este Domingo.

Esta foi uma gala muito mais interessante, deu para dar umas gargalhadas mas antes tivemos de chorar "baba e ranho" com a revelação do segredo de uma das concorrentes.

Entretanto quem sai de casa é a Sónia. Agora em directo em estudo, a concorrente faz questão de frisar que o namorado não é um pau-mandado seu e garante que o seu comportamento foi "estratégia de jogo" e que a ideia é "ser engraçado, cómico".

Quando Fany sair cá para fora vão perguntar-lhe: "Então porquê aquele comportamento com o João M?". A resposta? Claro, é esta: "Não se passa nada! É tudo estratégia de jogo!".

Com esta DESCULPA estes concorrentes vão tentando justificar as suas acções. Todo o choro, as cenas de ciúmes, as brigas por causa da proximidade de terceiros, as esfregas, apalpões e beijinhos... é estratégia de jogo!

O que é que a Classe Artística está à espera para agarrar nestes EXCELENTES actores? Vão já a correr apanhar estes jovens, que eles representam tão bem! O choro, os amuos, é tudo a fingir! Grandes actores, pá!

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Mediocre - nota de avaliação CS

Casa dos Segredos

Não vi o primeiro Big-Brother porque nada daquilo era realmente novidade para mim e não me puxou o interesse. A imensa publicidade que se fez em torno do conceito do programa e o alimentar de polémicas fez-me perceber que a única intenção era manipular as massas para gerar falatório. Quando percebo isso sinto de imediato uma grande falta de interesse, porque, na realidade, é como ter uma antevisão perfeita do que aí vem apenas pelo trailler da antestreia.

Mas aguardava com gosto a chegada da segunda edição da Casa dos Segredos. Apresentada pela calejada Teresa Guilherme que tem um estilo diferente àquele que achei ser o de Júlia Pinheiro: a parcialidade.

Vi e gostei da primeira edição deste programa. Não gostei de a ver apresentada por Júlia Pinheiro, que achei parcial e seca com os concorrentes de quem não gostava, nem tão pouco me agradou os estilos (patéticos) dos co-apresentadores (Leonor Poeiras e Pedro Grangê), pareciam palhaços esganiçados e ligados à corrente da idiotice.

Esta segunda edição ia trazer um pouco do mesmo mas apresentada pela Teresa Guilherme e co-apresentada pela Iva Domingues e a estridente Leonor Poeiras, decerto o programa ganharia outro estilo. Mas enganei-me! O que ganhou "por fora" perdeu por dentro.

Aquilo é medíocre! Não é mau, não é bom, é medíocre! E creio que vai descer tão fundo quanto for possível descer. Neste momento está a dar em directo e eu descobri que adoro acompanhar o programa se carregar no botão "mute" do telecomando.

Porquê é medíocre?
Bem, vou começar pela escolha dos concorrentes.
São todos iguais. Ainda não os distingo uns dos outros. As louras parecem fotocópias e os rapazes morenos são hiper musculados... tudo igual! Parece um mercado de carne de uma única safra: pouca gordura e poucos neurónios.

Gostava de assistir a um programa deste género desde que fosse composto por pessoas com um leque de idades mais abrangente. Isso aconteceu um pouco na edição anterior e acredito que é muito mais interessante ver pessoas de diversas idades a conviverem juntas do que ter um grupo todo muito igual! As conversas que estes tipos têm nem se podem chamar de conversas! Já tive aquela idade, nunca fui assim, mas conheci pessoas daquelas idades ainda muito imaturas, mas este grupo até arrepia! Conversas OCAS, totalmente OCAS, comportamentos típicos de adolescente muito desorientado de valores morais, todos falam de se juntar a alguém na casa, fazem-se casais, em triângulos, é tudo tão INSÍPIDO!!

Este é o segundo domingo de expulsão e já 4 concorrentes vão estar fora de casa e no estúdio. Deviam ser dois mas as meninas desistem por tudo e por nada, com desculpas esfarrapadas, como se não soubessem ao que iam! Uma disse que ia-se embora porque "no momento em que lhe faltasse o tabaco, aquilo perdia a piada". Que futilidade...

Agora está no ar (continuo com o televisor em Mute) uma rapariga visivelmente produzida para ali estar, que segura um microfone perto da boca enquanto responde a umas questões da apresentadora. A legenda diz que é "irmã do João M". Ainda estou para perceber o que faz os familiares de um concorrente se exporem desta maneira.

Toda a conversa que se tem dentro da casa é muito a mesma que governa todo o programa em direto. O tema é sempre o mesmo: SEXO. Seja por meio disto ou daquilo, com mais ou menos palavras, cada insinuação, cada pergunta tem a ver com envolvimentos, triângulos amorosos que já existem em tantos números que até seria de supor que na casa se encontra um batalhão de gente.

Estes concorrentes têm a lição toda estudada. Não se sentem atraídos mas representam em troca de garantirem a presença no programa a o longo das semanas. Como "casais" mantêm os "portugueses", como eles mesmo dizem, na "esperança" de que algo aconteça. Então andam ali a esfregarem-se uns aos outros, em troca disso... bah! Que nojo!

As meninas quando vão ao confessionário falar com a Teresa Guilherme, são umas sonsas. Uma tal de Cátia decidiu incorporar o papel da "divertida que diz o que lhe vem à cabeça e tem piada". Um rapaz (um Marco) decidiu ser ele próprio mas a fazer-se de mais estúpido e mais acessível do que é... enfim. Cada pessoa está ali não a ser ela própria mas a representar aquilo que OUTROS naquelas circunstâncias JÁ FORAM.

Uns querem ser "o casal", outros querem ser "a divertida" e também já elegeram a "MEGERA".

Gosto de coisas minimamente originais e isto de original não tem nada. É um vómito!
Pode até não ser original, mas valer por ser genuíno. Esta segunda edição da Casa dos Segredos não tem nenhuma destas duas coisas (para mim essênciais). Logo, é medíocre.

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Boa Tarde - os testemunhos de sobreviventes de violação

Até saltei do sofá e desatei a mandar vir com a televisão pela forma como ouvi Conceição Lino conduzir as conversas que teve em directo com duas vítimas de violação no seu programa de tarde "Boa Noite".



Não há dúvidas que há quem saiba fazer este tipo de programas muito bem e outros que, mesmo já a contar com um ano de prática debaixo do cinto, estão longe de deixar de cometer erros graves.

Conceição Lino cometeu, a meu ver, erros gravíssimos na condução da conversa com os seus convidados. O primeiro de todos é que não deixa as pessoas falar! Gosta demasiado de ouvir a sua própria voz, que fala demasiado e depressa ganha um registo enfadonho que dá vontade de mudar de canal.



Ainda assim resisti ao impulso de a "calar de vez" e mantive-me fiel à vontade de acompanhar o desfecho deste tema que foi trazido a debate. Queria ver o que o programa podia trazer de "bom" para ajudar as pessoas que vivem com esta realidade. Mas o programa não trouxe nada. Limitou-se a usar as histórias destas pessoas em troca de share. Colocou os rostos em estúdio tristes e revoltados e deu-se por satisfeito. Logo de seguida, corta-se para intervalo anunciando um concurso em que se pode ganhar "não-sei-quantos-euros" e pronto: assunto "despachado", vamos a intervalo para nos recompormos com um snack e regressa-se a falar de coisas mais divertidas.



Além dos testemunhos de pessoas que sobreviveram a violações, haviam dois peritos em estúdio. Portanto, estavam reunidas as condições para terminar o segmento com algo produtivo. Mas não! Isso não aconteceu. E isso é que é revoltante.



Se pedem a pessoas para irem à televisão testemunhar algo tão pessoal e grave, deviam ao menos fazer um programa de esclarecimento, não de uso. Se eu fosse uma destas pessoas não ia gostar de ver a minha história passar na TV para servir um propósito que não o de ajudar e esclarecer alguém. Claro que existe sempre a esperança da história vir a ajudar quem está neste momento a passar por algo parecido mas, sejamos francos, a TV utiliza estes temas mais para proveito próprio, como gancho para chamar audiência quando podia, no processo, criar condições para esclarecer o público e fortalecer as actuais vítimas, incutindo-lhes coragem para lutar para terminar com situações de abuso.




Conceição Lino, que até agora não tinha realmente "avaliado" como comunicadora, tem uma longa experiência noutros programas de sucesso mas, claramente, neste registo não é adequada. Para jornalista, deixou algo a desejar na condução das conversas! Perguntas que deviam ser feitas antes de outras, cortar a palavra à pessoa que está a testemunhar e falar mais tempo do que ela... cala-te mulher! Nós queremos é ouvir o testemunho, não és tu! E mais: não se ponha a cortar a história que está a ser contada no presente para introduzir dados complementares do passado. Aprenda a fazer as perguntas de forma a obter essa informação sequenciada no testemunho! Porque não é a Conceição Lino que tem de RELATAR o evento. É a pessoa que o viveu. Portanto: não corte o que está a ser dito por quem viveu a história para acrescentar com as suas palavras. Saiba perguntar de forma a que seja o entrevistado a facultar toda a informação durante a entrevista.



Só acompanhei o programa a partir do testemunho de "Paulo" e "Maria", dois sobreviventes de violação. Enquanto Conceição Lino, aflita por tempo, corta a palavra e não deixa "Maria" desenvolver o seu testemunho, submeteu "Paulo" a questões ocas e redudantes, que não levavam a lado algum. Fez-lhe questões óbvias e andou ali a perguntar o mesmo por palavras diferentes, sem aprofundar como poderia... a fazer tempo! Não soube usar bem os convidados em estúdio, nem os testemunhos dos sobreviventes.

O segmento termina sem causar grande impacto.


E é uma pena. Em televisão e em programas destes já vi melhor. Fico a admirar ainda mais quem o sabe fazer com mais emoção e quem consegue fazer um programa que se sente útil, que termina mas deixa no ar informações que podem servir de ajuda a muita gente. Não foi o caso deste.

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Argh! A porra do Nine-Eleven again!

Não gosto de ver que a programação televisiva é invadida de filmes sobre o atentado terrorista em Nova Iorque em 2001, cada vez que o mês de Setembro se aproxima. Irra! Que previsível e que irritante! Está a ser pior do que esperar filmes parvos sobre o Natal na quadra Natalícia...

Tanta coisa acontece no mundo, tantas tragédias desde então, porque tem esta de ser glorificada? "O dia em que o mundo mudou", "Sobreviver ao 11 de Setembro", "11 de Setembro: A conspiração", World Trade Center" são nomes de programas agora no ar nos principais canais nacionais de televisão.

Não me levem a mal, não me incomodaria de assistir a mais um documentário, mas nunca nesta data, que raio! Parece uma comemoração. Uma coisa é de certeza: um total aproveitamento! É o uso de uma data em que algo mau aconteceu para se tirar proveitos pessoais e, o que é pior, para impedir que pessoas que precisam de andar com a vida para a frente consigam sarar alguma ferida.

Como disse, muitas tragédias aconteceram desde então. Aquela que mais me vem à lembrança e que é para mim um EXEMPLO, é o Tsunami de 2004, na Indonésia e Tailândia. Milhares pareceram e tudo, mas mesmo TUDO ficou destruído - como se viu em imagens de SATÉLITE!!

Um ano depois deste Tsunami esperei que a televisão voltasse a passar aquelas imagens da água a invadir o continente como toda a velocidade da sua fúria, para nos relembrar o que aconteceu. Mas não. Apenas um ano depois, a situação foi apenas discretamente mencionada, sem quaisquer abusos de uma panóplia de imagens que devem existir em arquivo! Um comportamento muito atípico em televisão e mais ainda na parte da Informação!

E o povo Tailandês? Que perdeu tudo? Casas, bens e, alguns, a família inteira. Sabem como reagiram os Tailandeses?
Eu digo: Reconstruiram tudo e andaram para a frente! Em um ano o esforço para erradicar qualquer sinal da tragédia foi grande. O turismo já estava recuperado e o povo que sofreu este grande golpe estava consciente que tinham de andar para a frente.

A meu ver são um exemplo daquilo que é preciso ser feito em ocasiões de tragédia. Não é que não lhes custe ou não lhes doa as suas perdas. É uma mentalidade diferente da ocidental, esta mais centrada na auto comiseração, no acto de perpetuar e alimentar tragédias...

Também em 1999 Timor-Leste passou pelo que passou e não se está todos os anos a relembrá-lo numa determinada data, com filmes e documentários sobre o assunto a passar na TV!

Mas os Americanos, como se ali fosse o centro do mundo, não esquecem e não deixam o mundo deixar de saber as suas tragédias pessoais: o furacão Katrina, ainda hoje recordado em programas de televisão, o 11 de Setembro, dez anos volvidos, e aqueles que sendo de nacionalidade Americana estavam na Tailândia na altura do Tsunami...

Não me levem a mal, sei bem que tragédias são tragédias, não há maiores e menores. O meu coração vai para todos aqueles que as sofrem na pele. Mas existem em todo o lado: em África mulheres e crianças são mutiladas, violadas por homens com SIDA por se ter criado o mito de que ter sexo com uma virgem faz a doença desaparecer, e sei lá... há tanta tragédia pessoal por aí!

Só gostaria que a todas elas lhes fosse dada a mesma importância.

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Ai os homens! - Celebrity Apprentice


Ai, boys!!
O que é que pode atrapalhar a amizade entre dois homens?
Uma mulher!

Neste episódio de “Celebrity Apprentice” os dois finalistas escolhem as suas equipas, com clara vantagem para John Rich, que desde o início achei que ia ganhar. Ele e o outro Jon formaram uma sólida amizade ao longo do programa. Mas neste episódio Jon disse que estava cansado e Rich estranhou o comportamento do amigo. Mas sabem o que é que o maçou de verdade? Foi Star!

Adorei ver Star a ser despedida quando achava que estava segura com o seu habitual esquema e a ser derrotada por alguém que nunca considerou uma ameaça, se bem que Star nunca considerou ninguém bom o suficiente para a derrotar. Ela já se via a vencer a final quando ouve as palavras de Trump: “Estás despedida!”.
Mas agora faz parte da equipa de John Rich e, sem surpresa para mim, acaba por afirmar que está a gostar imenso de ser a “única mulher” da equipa. E começa com uma atitude de flirt. Jon (Litle) era quem estava mais perto dela, foi quem lhe massajou os ombros e inclinou-se para ela quando esta sai disparada para abraçar John Rich! E diz que era capaz de casar com ele!
Só depois Jon ficou cansado…
Não estou errada. Quem dera!

Aquela Star… quem pensa que engana? A cara dela ao ver que não foi a primeira escolha de Marlee para integrar a equipa, nem a segunda… Depois do conflito com Deedee, no qual disse repetidamente que não era pessoa de elevar a voz, acabou desmascarada na sala de reuniões. Não me venham cá dizer que nunca perdem as estribeiras e mantêm sempre a calma porque eu faço esse género e não o digo! Claro que se perde a calma algumas vezes. Claro que temos de elevar a voz! Não o fazer é que soa a falso. Ainda mais Star é advogada! Mente bem, mas não engana! Irrita-me que esteja sempre a promover-se, principalmente quando usa o nome de outras pessoas, a quem chama de “mentores”. Donald Trump entrou de imediato nessa categoria no momento em que foi despedida. Mais um para lhe servir de Curriculo Vitae

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Celebrity Apprentice

Já gostava de ver a série "Apprentice", em que Donald Trump despede pessoas à medida em que vão perdendo tarefas. A única impressão menos boa que o programa me deixou é que aquilo pareceu tão fácil que eu seria capaz de executar as tarefas. Pensei que era preciso ter um MBA, profundos conhecimentos em gestão, economia e outros estudos que visam saber lidar com negócios. Afinal, o prémio final era trabalhar na empresa de Trump!

Mas Donald Trump gosta de diversão. Aproveitando a moda de colocar "celebridades" em concursos televisivos, adaptou o formato para esse fim. O prémio? Bem, as celebridades não iam querer gerir negócios e o programa foi adaptado de modo a que o dinheiro angariado nas tarefas seja doado à instituição de caridade do vencedor.

São já 3 (?) temporadas de Celebrity Apprentice que estou a ver na Sic Radical. Todos os dias, de 2ª a 6ª, um episódio novo, com várias repetições ao longo do dia.

E como são as celebridades? Bem, nem queiram saber! As coisas que se descobrem...
Pessoas comuns, como todos os outros mas com o estigma de celebridade. Algumas percebem isso, outras julgam-se a 8ª maravilha do mundo...

No 2º Celebrity Apprentice (CA) a vencedora foi Joan Rivers, de 70 anos, famosa nas Américas graças ao mediatismo de programas de televisão e à sua veia cómica. No meu entender mereceu vencer, mas os DRAMAS que se desenrolaram até esse final foram tantos. Com isto o programa presta-se a uma análise muito mais profunda, que vai para além das tarefas e do sucesso delas. A dinâmica entre as celebridades dá para ser estudada e daí tirar ilações. Todos com diferentes backgrounds, uns mais fiéis à sua persona, outros com camadas e camadas de atitudes a disfarçar o que são, quiçá de si mesmos.

O maior drama do CA nº2 foi o conflito entre Joan Rivers e Ann Duke, uma jogadora de Poker. A última era muito calculista e manipuladora. Mas o que mais me perturbou foi as vezes em que conseguia dizer "I" numa frase. Sempre acompanhado de "I did" "I made" "My friend", "My idea", estava sempre a fazer um pitching de si mesma. Joan Rivers passou-se, até porque a filha também entrava no programa e sentia-se ostracizada pelas colegas. Foi um pouco mas também não soube tomar uma postura mais agressiva para combater a adversidade. Fiquei com a impressão que não reunia as ferramentas necessárias para resolver conflitos, o que é desejável adquirir enquanto se cresce. Pareceu-me demasiado frágil e com traumas comuns a qualquer mortal. Ex: ser aceite pelos seus pares, sentir-se rejeitada pelos colegas como se estivesse na escola, recear que a julguem não merecedora do que faz profissionalmente por as portas se terem aberto por ser filha de uma celebridade e poderem achar que não tem mérito próprio nas suas conquistas...

O terceiro CA foi completamente diferente. As celebridades eram mais focadas e cordiais. Não recordo de nenhum grande conflito. Os mais fracos foram os primeiros a sair, embora não tenha concordado com a primeira expulsão. Essa pode, muitas vezes, ser injusta. À final chegaram dois concorrentes de peso: o rockeiro Bret Michaels e a angariadora de fundos ex-modelo, ex-actriz e ex-cantora Holly Robinson Peete. Vi o primeiro episódio e depois o terceiro. Não foi preciso ver mais para perceber que todas as tarefas estavam a ser ganhas graças às ideias de uma única pessoa: Bret. E assim continuou tarefa atrás de tarefa, exceptuando talvez uma. Foi criticado pelos colegas, a meu ver, sem motivo. Uma outra celebridade irritou-me logo, o chef de cozinha australiano Curtis. Tentou ter Bret fora do jogo desde o primeiro dia. Em todas as mesas de reunião lançou o nome do rockeiro para a fogueira. Ás tantas fiquei surpresa por duas outras celebridades declararem não o suportar. Entendi-as bem, mas depois elas conviveram um pouco com ele e o charme lá resultou. Não sei porquê mas as mulheres derretiam-se pelo tipo. Acho que é o sotaque australiano. Curtis foi o primeiro a abraçar Bret quando este foi anunciado vencedor. Uma estranha ironia!

Bret foi um bom estratega porque conseguiu fazer com que todos gostassem dele, sem perder de vista o objectivo final e comprometer a sua integridade. Numa tarefa em que Curtis era o director de projecto, Bret a vançou com uma ideia arriscada e disse que não se importava de ser responsabilizado se não resultasse. Vi a expressão de contentamento de Curtis e não a suportei. Mas os seus esforços foram em vão: Bret venceu!
A sua adversária que ficou em segundo lugar, também não podia ser melhor pessoa. No final, até ela não se importava com a ideia de vencer o adversário, tal é o savoir-faire de Bret. Holly contou que o filho acordou de manhã a dizer que gostava muito dela mas esperava que Bret vencesse o concurso! É um feito! Ser capaz de virar o jogo e ter todos, até o adversário a não ficar triste com a ideia de perder. Mas Holly não desistiu e argumentou muito bem até ao momento de Donald Trump anunciar o nome do contratado.

CA nº3 foi um programa especial, em que as celebridades, mais do que nunca, estavam focadas no objectivo de angariação de dinheiro para as suas instituições de caridade. Nenhum outro grupo tornou a coisa tão sentida quanto este. Bret com defendia a causa da prevenção dos diabetes, sendo ele diabete desde pequeno e tendo descoberto durante o programa que a filha de 12 anos podia vir a ser. Holly tem um filho autista. Tudo falava para eles muito perto do coração.


Está agora a passar a CA nº4, ainda a uma semana ou duas de terminar. Não sei quem será o vencedor mas este grupo causou-me de imediato mais más impressões! Pela soberba, pelo egocentrismo, uma motivação totalmente diferente da anterior!

Percebe-se que cada um é muito centrado nas suas próprias vontades. Estão no programa errado! São precisos alguns episódios para cada um sair do seu egocentrismo, ainda que falsamente, para tentarem trabalhar em conjunto. Star, convencida da sua superioridade perante os restantes, é a mais faminta por se ver coroada por Donald Trump como vencedora do concurso. Ela quer isto a todo o custo! Começa a representar uma pessoa mais afável do que é por volta do terceiro episódio, numa clara estratégia para não cair nas más graças dos colegas e conseguir passar debaixo do radar. Ao passar mais despercebida no grupo, outras individualidades sobressairam pela inércia e o foco saiu de cima da soberba de Star. É o mesmo mal do qual padecia Annie Duke: Star só sabe dizer "I" e "all". Associa as duas palavras (I=eu ALL=tudo) cá com uma cadência! Pela forma como fala, até parece que ela é uma equipa inteira. Tenho a certeza que se julga assim e que vê o contributo dos outros como insignificante e pálido diante do seu.
Nenne "topa-lhe" de imediato as intenções mas explode com facilidade. Quando o faz, perde por disparar em todas as atenções. Não é que não tenha razão no que diz, mas acaba por ferir a sensibilidade não só do alvo, como dos outros que a cercam, que assim não se sentem bem a seu lado e desejam que seja ela a próxima a ser expulsa. Nenne portou-se assim com Latoya Jackson, dizendo umas coisas muito agressivas e que magoam, sem perceber que estava a passar dos limites. As duas não se entendem mas, como em tudo, se falarem ao invés de não comunicarem, acabam por resolver as coisas. Isso acontece durante uma tarefa em que Star é directora de projecto e esta tenta ficar com os louros para disfarçar o seu fracasso! Star acha-se largamente mais qualificada que qualquer outro concorrente e sublinha isso aquando as visitas dos directores. Repete que mais ninguém na sua equipa sabe trabalhar com Powerpoint, diz que faz os roteiros porque mais ninguém os sabe escrever... Sobrevaloriza-se e está a chamar todos os outros de incapazes.

É notável logo de início que este é o grupo com pessoas menos qualificadas que alguma vez surgiu no concurso. Algumas parecem mesmo não saber fazer nada! Mas ainda assim, acaba-se por descobrir que não é bem assim. Só Star é que se vê num patamar mais acima.

As tarefas vão passando e Star refugia-se no que "só ela sabe fazer pela equipa" para não ser expulsa. Ela, que é dominadora e tenta mandar nas tarefas dos outros, começou a representar outra pessoa para passar despercebida. Não se oferece para ser directora de projecto mas assim que Donald Trump anunciar que a próxima tarefa é fazer uma publicidade ao estilo de vida luxuoso da marca hotéis Trump, percebi de imediato que Star ia saltar para a tarefa. E foi o que aconteceu! Ela atirou-se a ela como se fosse á sua medida. Mas ESPALHOU-SE ao comprido! Até para mim serviu para me abrir os olhos. As pessoas não são sempre aquilo que aparentam. Sendo a única no grupo inteiro que dizia hospedar-se nos hotéis Trump e viver luxuosamente, todas as ideias que teve, convicta de que eram perfeitas, foram de um perfeito amadorismo! Lá se vai todos os elogios que faz a si mesma pela janela a fora... "Sou boa nos computadores" - e o grafismo era terrível, parecia o de uma reles revista cor-de-rosa. Os executivos apelidaram o seu trabalho da seguinte forma: "um reles panfleto de publicidade que se põe no párabrisas do carro a anunciar um bar de strip manhoso". Isto diz muito sobre a qualidade real de Star e aquela que julga ter. Acho que Latoya é que devia ter agarrado este projecto, mas ninguém nesta altura seria capaz de a ver como capaz, já que fez um trabalho horrível num projecto anterior, mas que venceu. É quando as pessoas se sentem mais seguras que se espalham sempre! O peixe morre pela boca... até com a equipa dos homens isso aconteceu com Meat Loaf. Mas nesta tarefa que as mulheres perderam, Latoya Jackson foi a celebridade expulsa. Pela primeira vez não concordei em nada. Nesta tarefa que teve toda a impressão digital de Star, Latoya não merecia ser expulsa. Trump tomou uma má decisão, assim como Nenne, que, na reunião, acabou por escolher a pessoa mais forte para dali adiante, ao invés da pessoa que se estendeu ao completo NAQUELA tarefa. Na manhã seguinte arrepende-se amargamente e dá origem a uma briga, DIANTE de toda a direcção e de um membro de uma nova tarefa. Só amanhã vai dar o resultado deste confronto mas sinto que Nenne está a enterrar-se. Entretanto Latoya vai ter com Trump para lhe pedir para voltar ao jogo e provar que tem muito para dar e não é incompetente. Uma admirável e surpreendente postura que Latoya apresenta. Pareceu uma jogadora forte. Talvez merecesse sair do grupo noutras tarefas mas nesta não. TODA a tarefa tinha as impressões digitais de Star. Que estava totalmente convencida que tinha feito tudo perfeito! Quanto mais alto se julga, maior a queda LOL! Star achava que isso não era razão que bastasse para ser despedida mas, por mérito, nunca o mereceu tanto! Foi fácil perceber, assim que Star decidiu fotografar uma mulher a beber champanhe numa banheira de espuma e pétalas de rosa que tudo estava perdido e eram os homens que iam ganhar.

Quem vê esta série, com que impressões está a ficar?
Quem acha merecer ganhar o concurso?

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