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Nada a Esconder - RTP (PERCEPÇÕES)

Um novo programa vai estrear amanhã, dia 5 de Junho, às 22.45h na RTP. Chama-se "nada a esconder", tem a silvia Alberto a dar a cara cheia de maquilhagem pelo programa e ao que parece pela curta e pouco específica "promo", o programa vai falar de PERCEPÇÕES. Ou seja: aquilo que uma pessoa julga ser com os outros e o que os outros pensam que ela é. A apresentadora define o programa com as seguintes interrogações

"Conhece-se bem? O que vê no espelho é o que os outros vêm? O que é que os seus amigos, colegas e família pensam, realmente, de si? (numa irritante e pouco natural pronunciação cheia de ênfases!) Descubra a diferença da percepção que temos de nós e a realidade. (continuando a falar de forma irritantemente pouco natural e já muuuuito ultrapassada em TV). No novo programa Nada a Esconder". 

Ui! Por esta promo já tenho taaanto a dizer! E sem ver o programa... Deve ser a tal da PERCEPÇÃO.
Ainda não estreou mas já existem umas quantas coisas erradas com o programa. Primeiro é passar num canal que já está morto mas se recusa a ser enterrado. Depois vai passar a meio da semana quando ninguém vai ver e num horário de muito depois do Vitinho - ou seja: entre um filme, ou mesmo a cama, a RTP a meio da semana para cativar o público cansado e sonolento põe um programa para fazer as pessoas pensar na IMAGEM que elas próprias passam para as outras. A sério?? Vão propor-se a isso a uma quarta à noite? Tudo bem... já estão mortos mesmo, podem continuar a cavar uma cova mais funda. : D
Outro erro mas o que fazer, é que são sempre os mesmos "bonecos" que vão para ali servir de rostos de apresentação. Silvia Alberto, Catarina Furtado ou a outra que quer andar sempre com o Baião e que foi mãe mas apressou-se a voltar para a TV antes que perdesse o lugar, a tal de Tânia Ribas de Oliveira. (PERCEPÇÕES - já que o programa trata disso começo já a dar as minhas).

PERCEPÇÕES - o tema interessa mas duvido que a abordagem valha a pena. O pequeno promo é cliché: um indivíduo enumera as suas qualidades (simpático, amigo, etc) e as pessoas que convivem com ele contradizem-no com exemplos. E, segundo o texto de apresentação dictafonado por Sílvia Alberto, isto é a "percepção que temos de nós e a realidade". Mas quem diz, para começar, que a realidade está na definição dos outros? Eu conheço quem sou, talvez os outros não me conheçam. Dah! Se realidade é viver conforme o que os outros pensam, então isso é uma coisa. A realidade é, nesta "definição", a forma como OS OUTROS nos vêm. Pois... está bem.

E já que é para abordar as diferenças de percepção - a forma como nos vemos e o modo como os outros nos descrevem - julgo que o mais correcto (pelo menos mais inovador) seria abordar o exemplo pelo não cliché mas muuuuito mais comum e, quiça, realista: algumas boas vezes a percepção positiva que os outros fazem de alguém está totalmente equivocada. É aquele colega de trabalho que goza de uma boa reputação e não faz um "corno", vivendo dos louros de sabe-se lá o quê, é também aquele indivíduo que todos, vizinhos, conhecidos, familiares e namorada dizem ser simpático e depois se descobre que afinal era ele o muito procurado violador de jovens mulheres em Lisboa, Ou os típicos casos de mulheres que casam com príncipes encantados, que têm tudo: simpatia, afabilidade, bom sexo, uma empresa, boa vida, dinheiro, afeto e depois descobre-se que de criaturas simpáticas têm muito pouco, mas precisam de criar essa "PERCEPÇÃO" em terceiros para conseguir viver de acordo com as suas ambições. Falo por exemplo, daquele homem simpático e colega de trabalho afável, senhor distinto, prestativo, carinhoso e amável que casou com a tua melhor amiga e acabou por a matar. Esse tipo de exemplo do que é a PERCEPÇÃO interessa-me muito mais. A percepção do EQUÍVOCO, também conhecida por: estavam todos ceguinhos! É menos cliché e mais realista, a meu ver, pois não creio que a maioria das pessoas saiba realmente detectar com quem estão a lidar assim com tanta facilidade. A maioria COMPRA o que lhe vendem. Geralmente, pela minha PERCEPÇÃO, quem anda a VENDER não tem boa coisa para oferecer... E qual o malfeitor que se vende por aquilo que é? Hum, algum político faz isso??

máscaras, cada um vê o que quer
Eu sei, por exemplo, que a percepção que os outros fazem de mim não bate sempre toda certa com o que sou. E daí? A vida é isso mesmo. Prefiro lidar com uma pessoa assim do que com aquelas que todos dizem ser uma simpatia e o convívio vai dizendo o contrário, revelando invejas, azedumes, maledicência... Irra! Prefiro uma pessoa que é tímida para dar os bons-dias a uma que os dá aos gritos e logo a seguir espeta-nos uma faca nas costas indo falar mal de ti nos ouvidos de alguém. Cada caso é um caso, mas digamos que, para mim, a PERCEPÇÃO está mais DENTRO que FORA. Não são os outros que dizem o que uma pessoa é. Aliás, no mundo artístico em que a bajulação e a histeria por celebridades existe em massa, sabe-se que o artista muitas vezes se perde naquele "folclore" todo sem saber ao certo quem é. Não sabe se é o que os outros DIZEM que é ou DEVE ser do que é de verdade. Elizabeth Taylor disse-o mais ou menos assim: "Interessa é saber distinguir quem eu sou de quem os outros pensam que eu seja". Uma mulher inteligente.








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O RACISMO na TV

Estou a rever alguns episódios da série "O príncipe de Bel Air" a qual, como muitos se devem recordar, foi a rampa de lançamento da carreira de Will Smith na década de 90. A história relata a ida do pobre rapaz Will, que cresceu no getto (interpretado por Will) para a mansão do tio juiz e rico. Na mansão a vida decorre com todos os clichés que o pobre julga ser a vida de rico: têm um mordomo trajado com fraque que fala com pronúncia esquisita, mantém uma postura altiva, usa luvas brancas e é supostamente culto. Os tios ricos praticam bridge, frequentam o clube, são influentes e respeitáveis membros da sociedade. O que isto tem de interesse ou novidade? Nada. O detalhe da série e a razão pela qual a mesma foi feita é este: esta família é negra.

Ao longo dos episódios com bom humor e algumas boas tiradas, observam-se porém uma fraqueza de enredo tremenda mas, o que a meu ver parece aborrecido é que a série não é inovadora em nada. Ela propaga os clichés e continua a repetir ancestrais noções racistas, ao imitar e perpectuar as mesmas. 

Esta série continuou a reforçar clichés
de diferenças entre cores de pele
Ora, o que é que é isto de "perpectuar o racismo"? Bom, é a necessidade, por exemplo, de mostrar um grupo inferior ao outro. É abordar um tema com pouco realismo para beneficiar um dos lados e acima de tudo manter essa noção de que existem dois lados, dois "rivais" e competidores. É sentir a necessidade de incutir superioridade a uns e deixar outros menos bem vistos. Na série, uma parente distante decide casar-se com um homem branco. Estava aqui a oportunidade ideal para abordar bem a questão, não esta é tendenciosa e superficial. O "homem branco", nunca é bem branco, mas um que tem a ascendência mais para o branco que para o negro. Quando surge uma personagem branca em cena, ela é uma subordinada apatetada ou mesmo idiota e não fica no ecrã durante muito tempo. Até nos trajetos a querem bronca. E isto não é, de todo, uma linha que se afasta dos clichés. É mais "retaliação", uma espécie de "tomem lá" que pega em todos os clichés que supostamente caracterizaram os negros em TV durante um período de tempo e fez-se uma reversão de posição. Isso  é mais dos mesmos erros e não vai mostrar as pessoas negras como outras quaisquer brancas, azuis, amarelas, mas como algo "patetas" por querer imitar em tudo o «estilo de vida rico e branco». Uma vez com poder e dinheiro, afinal, são iguais, preconceituosas e tais...

Bom, mas lembro sempre de uma série feita muito antes desta que essa sim, era maravilhosa e ainda hoje considero-a intemporal: "All in the Family", que deu origem a outras como os "Jefersons". Esta sim, uma série séria, real, verdadeira que abordou o tema do racismo no tempo em que ele ainda decorria muito mais vincado na sociedade americana. E nesta série, o racismo não ficou pelas duas cores: preto e branco. O racismo e o preconceito foi elaborado, esmiúçado, revelado. O "racista" do programa, Archie, o chefe de família com origem na classe baixa operária, teve de começar a trabalhar cedo em criança para ajudar a família e teve de abandonar os estudos, é preconceituoso e racista. E tem um genro do qual supostamente não gosta por ter ascendência estrangeira e uma filha progressistas, muito modernos e activistas das causas sociais. Ele não gosta, mas os sustenta. E à medida que avançamos na história percebe-se que estes seus preconceitos e atitudes racistas são mais criações culturais do que sentimentais. Percebe-se, até, que os liberais dos jovens têm momentos em que acabam por ter algum preconceito. Percebe-se que tanto existe preconceito e racismo de um lado, quanto do outro. E temos aquelas mulheres, sensatas, subalternas quase no seu papel de domésticas, mas umas grandes lutadoras que mantêm a harmonia do lar e a lucidez nos momentos de confusão.


Os Jefersons foi uma série norte-americana sobre o
quotidiano de uma família negra em ascensão social
De todas as séries alguma vez feitas que abordam o preconceito do racismo, Os Jefersons, uma spin-off da série All in the Family, tirou a família negra da série para a colocar numa outra, por si protagonizada. Os Jefersons na série All in the Family são os novos vizinhos que se mudam para o bairro de Archie. E são negros. Isso gera zum-zum e protestos num bairro até então só de brancos. Mas enquanto os burros urram, a família instala-se. Eles começam por possuir uma lavandaria que cresce tanto, que acabam por se mudar para a alta da cidade, para a zona dos ricos - e é aí que surge a nova série. Fizeram mais estas duas séries pelo tema do racismo, estas duas da década de 60 e 70, do que "O Principe de Bel Air" fez 20 anos depois. "O principe" é, em muitos aspectos, um retrocesso. Mostrou uma família negra com poder económico (não foi a primeira) mas foi só. Agarrou-se aos esteriótipos e inverteu-os. Mas não fez NADA para não propagar preconceitos.

"The Fresh Prince" aposta forte e feio na capacidade humorística de Will Smith, deixando os restantes algo secundários. Tanto assim foi que... o que é feito deles? Eu em particular, tinha uma simpatia grande pelo actor que fez de Carlton. Achei-o visivelmente talentoso e com muito bom timming para comédia. A primeira "tia" também tinha bom timming, percebo-o agora. É um dos problemas das séries estreladas: outros podem ficar na sombra. Mesmo quando já têm carreira e reputação construída. Mas isso é como em tudo... uma carinha laroca e jeito solto agrada muito o público e depois os estúdios fazem as suas estrelas. Will tem talento. Isso ficou visível de imediato na série, mas outros também o tinham... 
Ainda que pela parte do tema do racismo seja catastrófica por perpectuar clichés e humilhar a raça inversa à protagonista, a série vê-se com deleite. Entre situações clichés uma ou outra tirada muito bem dada faz rir com gosto e algumas personagens são realmente cómicas. 





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Jay Leno (+TVI)


Descobri o Tonight Show com Jay Leno em 1996 e desde então nunca deixei de gostar da apresentação e do programa. É um talk-show apresentado por um comediante, com pequenas graçolas introdutivas, algumas observações humorísticas sobre artigos colocados nos jornais e entrevista a dois convidados. Jay Leno faz tudo com naturalidade e leveza. Nada parece forçado como no caso do ruívo e patético Conan O'Brien, com quem existiu um problema com a NBC quando a estação preferiu estender o prazo de apresentador de Jay no programa, quando Conan lá estava fazia anos a aguardar a vez, como um cão esfomeado. Este acontecimento deixou Jay mal visto (vai-se lá entender porquê) e levou a que Conan fosse demitido da estação porque, como mau perdedor e com pouca piada e fair-pay, ressentido, ele decidiu insultar e provocar a Estação no programa que lhe cabia apresentar: The Conan O'Brien Show

Nem posso enfantizar o quanto acho deprimente o comportamento de menino mimado Conan. Até porque nunca lhe identifiquei especial talento e sim, muito egocentrismo. É o tipo de artista que não me diz nada e me faz mudar de canal por querer tanto ser artista pelos motivos errados e o revelar em tudo o que faz. Conan é como um Herman José ou um Malato: conseguem manter longas conversas monólogas todas começadas pelo tema "EU".

Conan fez a estação ter de desembolsar milhares de dólares por adquirir para o seu programa um automóvel topo de gama caríssimo e ter colocado no ar durante bastante tempo música com direitos autorais pagas a ouro. Depois tirou um ano de "sabática", até uma outra estação ter aproveitado a polémica e a celebridade que isso trouxe ao egocêntrico apresentador para transportar um pouco desse zum-zum para a sua estação. Conan foi para a concorrência, concorrer no mesmo horário que Jay Leno e, mais uma vez, perdeu. Perdeu feio, tal como em termos de audiências perdia também na NBC.

O mercado americano é tão grande que não se entende porquê tanta cobiça por um só osso. OK, pode ser o osso mais desejado do mundo de cão que é o show-bizz, mas continuo na minha que os meios não justificam os fins. 

Em 1996 encontrei um Jay Leno cheio de piada, conseguia entender coisas que se passavam longe da minha realidade sem mesmo ter antes escutado sobre elas, tudo graça às introduções humorísticas do comediante sobre política, escândalos e demais temas, nacionais ou não, que decidia humoristicamente abordar. Era um Jay muito mais moreno, nos cabelos, mas igualmente charmoso e com um talento inato. Uma coisa que sempre admirei nele é que naquele que é o seu programa e no qual outros no seu lugar são de uma prepotência e autoritarismo extremo, Jay sempre se mostrou mais terra-a-terra e deu espaço para qualquer outro brilhar. Mesmo os convidados mais ariscos ou provocadores. Jay dá espaço em prime-time, no cobiçado prime-time, para cada um deles conseguir ser visto por milhares de pessoas e receber convites de trabalho. Ver a relação dele com o seu baterista de banda (ao vivo) Kevin Fairbanks progredir deu para perceber isso mesmo. Por vezes não se entendia se as picardias entre os dois eram somente algo escrito no guião para ter piada ou se era algo mais, porque Fairbanks por vezes era espontâneo a interromper Jay para lançar uma farpa para o atingir. E o humorista, sempre, sempre, soube dar troco a qualquer um que lá fosse tentar a sorte recorrendo à provocação. Fairbanks deixou o programa faz alguns anos para se lançar numa carreira de músico a solo. Rumores de desentendimentos circularam mas a verdade é que foi vê-lo, à meses, regressar ao programa como convidado e o que vi foi uma imensa gratidão pela oportunidade de se divulgar como músico a solo no prime-time do programa do Jay Leno. Agradeceu muito, agradeceu a Jay por este se recordar do aniversário dos seus pais e telefonar-lhes a dar os parabéns e perguntar por ele. E lá está: se existiu alguma coisa pendente, ficou resolvida com aquele convite, que mais não foi que uma oportunidade para um Kevin Fairbanks agora sem os fortes holofotes do prime-time em cima de si, poder ter um novo fôlego na sua carreira a solo. 


E o que eu ri com Jay! As suas "headlines", a forma como responde a uma provocação dos convidados sem retaliar com maldade. E acima de tudo, a forma como os deixa falar, os sabe escutar e deixa a conversa fluir, na descontra. Tudo o que alguns pseudo-apresentadores nacionais com "séculos" de carreira que gostam sempre de auto-proclamar, estão a ANOS-LUZ de sequer apreender.

Não importa se Jay sairá do programa ou não. Eventualmente é isso que está planeado e ele próprio faz piadas (com piada) sobre essa possibilidade. Mas a verdade é que a estação NBC tem medo. Medo que o programa seja o Jay e não o contrário. E na minha modesta opinião, Jay será sempre um programa, vá parar onde for parar. Com ou sem televisão, será sempre o que foi todos estes anos: excelente naquilo que faz!

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As Brasileiras - (TV Globo Pt)


As Brasileiras é uma série brasileira da TV Globo com cerca de 20 minutos de duração e todos são uma delícia. Em forma muito compacta, vários temas sobre o amor são abordados de forma autêntica e  completa. 

Embora alguns episódios sejam algo parecidos porque se baseiam em histórias de amor que mete ciúmes e equívocos pelo meio, os finais são todos felizes e tudo é relatado com verdade mas num tom ligeiro e algo cómico, aquele que mais me conquistou pela qualidade de conteúdo foi o de hoje, o episódio 13 da série 1 que aborda o tema do lesbianismo. Fá-lo através do exemplo de uma mulher viúva na casa dos 60 anos que já criou os seus quatro filhos e vive sozinha na sua fazenda quando decide chamá-los para comunicar que voltou a se apaixonar, por uma mulher. A forma como cada um dos filhos recebe e lida com a notícia está muito bem espelhada. A riqueza da história é o recurso a um narrador, cuja voz serve de "grilo cantante", o tal da consciência, que vai colocando os pontos nos "ís" quando tudo ainda é confuso. A junção da "voz da sabedoria" do narrador com o desenrolar da história promove um entendimento que centenas de conversas, debates e manifestações por mais que se esforçassem, talvez não atingissem tão facilmente. Vale a pena por isto espreitar "As Brasileiras". São apenas 20 minutos, histórias sérias contadas de forma verdadeira porém ligeira e humorística. Uma "pequena pílula" de vitaminas televisiva. 


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A volta do Big Brother, versão «famosos»

Se há um programa que não pretendo colocar os olhos em cima é este "Big Brother Famosos".
Se o que uma revista (TVGuia nº1786) avança como participantes é verdade, com perdão da palavra mas: existe demasiada merda por metro quadrado para aquilo não empestar, ainda que à segurança da distância de um monitor de TV.


O formato já é o que é, mas dar protagonismo à ralé é do pior que existe. Venham os anónimos, ao menos esses tentam captar a experiência ilusória do "lugar ao sol" sem terem noção de como as coisas realmente são, agora estes «famosos» chafurdam na lamacenta aparência da «celebridade» há tempo demais. Já se lhes conhecem os podres. E é impossível compactuar com esta ralé que ali está a ganhar muito dinheiro para fazer coisa alguma. Dar audiências a isto é passar a mensagem errada, é quase rir de desprezo da situação actual que o país atravessa, em que tantas pessoas estão a passar fome! 

Desculpem alguns, mas levam por tabela pela maioria. Só por aceitarem se misturar com essa gente, já não são bons de certeza. E depois tem ainda o agravante de existir demasiadas coisas montadas para o espectador 'engolir» como verdadeiras. Para ver ficção pura, prefiro actores que eu goste e não pseudos cuja medula moral seja nula, inexistente.

Não tenho dúvidas que o profissionalismo de Teresa Guilherme a fará dedicar-se a mais uma apresentação com total afinco, mas a bosta cheira demasiado mal. Existem limites para o que se lança na TV. Para mim existem uns tantos logo aqui. Fedor por fedor, antes o do país, ao menos esse cheira menos mal que a podridão plástica e falsa ditadora-moralista que vai pisar o cenário do Big Brother, a troco de holofotes e muitos euros. Jamais poderia estar de acordo com tal coisa. 

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A família Bellamy



"A família Bellamy" (Upstairs-downstairs) não é uma série nova, oh não! Foi feita nos anos 1970-75 mas ainda assim, esta soberba série que começa no início do século no qual muitos de nós nascemos e do qual nos despedimos há 12 anos, ainda vai atravessar a primeira guerra mundial e também ultrapassá-la. É a melhor coisa a passar na televisão actualmente

Bom, diria-se, pelo retrato detalhado da época Eduardiana (UK, 1901-1910), que a série é uma adaptação de uma obra literária qualquer, mas NÃO. Na realidade, a série deu origem a obras literárias. Tem essa característica tão singular também a torná-la especial entre as demais. Upstairs-Downstairs, a passar na RTPMemória aos fins-de-semana, é uma ideia original de duas actrizes britânicas e remota ao final dos anos 60. Mas se pensam que isto a torna antiquada, oh, como estão enganados!


Ver a “Família Bellamy” é reflectir constantemente sobre a humanidade. O ser humano é o que está a ser retratado nesta série que mostra o quotidiano de dois núcleos distintos: uma família abastada e os empregados que a servem, na época de entrada do séc. XX, que marca o fim do reinado da Rainha Vitória de Inglaterra. Quando a Índia era uma colónia britânica e lutas eram travadas alem-mar.

É um fascinante retrato de pessoas, deveres, responsabilidades, orgulho, papéis sociais, sociedade, etc… Tem personagens verdadeiramente ODIOSAS (Elizabeth, Arthur) e outras que estão sempre a surpreender e nada, mas nada é estereotipado. Cada uma é profunda e com muita história para contar. São feitas referências a hábitos da geração anterior, educados na época Vitoriana, como por exemplo, o uso do espartilho ser essencial a uma senhora. Vemos o sistema de comunicação de sinos e campainhas utilizados entre patrões e empregados ser substituído pelos fios eléctricos, e o gás dar a vez à eletricidade. Uma sociedade diferente nos costumes e, no entanto, tudo é tão igual ao que sempre será e ao que ainda é hoje.


Chorei ao ver os capítulos que foram para o ar neste último fim-de-semana. Nenhum criou uma situação trágica ou de choro. Apenas retratou realidades tão transversais no tempo que suscitam emotividade. Como por exemplo o relato que a Ms. Bridges, a velha cozinheira, faz sobre o momento em que começou a trabalhar naquela casa, mais de 30 anos antes. Conta ela que os patrões nem reconheceram o seu esforço na preparação de um molho para o jantar, pois era apenas ajudante de cozinha e teve de substituir subitamente a cozinheira que caiu morta no chão. Os patrões mandaram o molho para trás, argumentando que estava com grumos, ao que a cozinheira conta: “Como não havia o molho de ter grumos se tivessem de o preparar diante do olhar gelito da defunda caída ali no chão?”. 

Outra situação é o nascimento de uma criança, o que conduz ao chamamento da ama que criou todos os bebés naquela família. A senhora, que começou menina mas que estava já idosa, havia perdido capacidades cognitivas e de coordenação, mas recusava-se a admiti-lo porque ser AMA de bebés foi o que sempre definiu a sua existência e a utilidade que tem na vida. Ver a senhora idosa a reclamar dos costumes terem perdido o rigor de outros tempos ao mesmo tempo que tenta estar à altura dos mesmos é, a meu ver, bastante emotivo. Saber que a cozinheira ou qualquer empregado trabalhava até morrer, é emotivo. E daí dizer que esta é uma série que retrata essencialmente, o ser humano.

Seria um erro julgar que a série cai no retrato estereotipado dos patrões arrogantes que não têm consideração pelos empregados e que esta cozinheira não gosta do que faz nem dos patrões que tem. Neste período a sociedade tinha hierarquias melhor definidas, onde as funções de cada indivíduo estavam bem organizadas e, como tal, para se chegar a cozinheira digna desse nome, começava-se por baixo e só com provas dadas de qualidades especiais é que se progredia. É o mesmo que se passa hoje com quem quer chegar a chef. E a mágoa que a cozinheira sentia por ver um prato por si confeccionado não ser apreciado, suspeito que é equivalente. A diferença é que na altura qualquer insatisfação por parte dos patrões podia dar motivo a despedimento e o medo dessa consequência e a resultante miséria fazia o empregado ralar-se mais. Também, os pobres trabalhavam muito e ganhavam pouco, não conseguindo nem sobre extrema poupança e  no final de suas vidas, juntar dinheiro suficiente para o que fosse. Hoje e graças a sindicatos e afins, é o oposto. Numa cozinha actual, o chef é a maior autoridade e é o único que se pode dar a ares de arrogância e prepotência, que pode humilhar e subjugar os subalternos e ganha balúrdios de dinheiro, não temendo tanto o despedimento, mas fazendo com que temam que se demita. Diferençazitas… enormes.  

Entre os retratos sociais, existe também uma descrição das mudanças tecnológicas e comportamentais. A electricidade que veio a substituir o gás na iluminação das casas, os fios que faziam campainhas tocar que passaram a ser eletricos e todas as regras domésticas, desde a forma como se deve manter e tratar de uma casa, aos empregados de que necessita, à limpeza das superfícies, ao engomar dos tecidos, à confecção da comida, à preparação da mesa ou das toilettes. Todas as funções serviçais estão ali retratadas com primor, não fossem estes os principais inspiradores que motivaram a criação desta notória série. 


No que respeita a comportamentos, Elizabeth, a filha do casal Bellamy, prepara-se para entrar na maioridade ao completar 21 anos. Julga-se, como habitualmente os jovens se julgam, mais liberal que os pais, mais certa das suas convicções. Mas é um exemplo raro de pedantismo disfarçado de revolucionarismo. Quer ser liberal, julga-se assim, pretende quebrar com as regras da sociedade, ser amiga dos empregados, mas acaba é fazendo uma grande confusão, existindo mesmo episódios em que destrata o semelhante e desrespeita os empregados tratando-os com petulância e altivez. Ela é tão rebelde que foge de casa para se juntar a um poeta recusando-se em reconhecer qualquer utilidade no casamento. Deixa de falar à mãe, revolta-se contra os pais, sem perceber que os faz sofrer.
Elizabeth mostra-se indiferente à filha
Acaba casada com o poeta revolucionário, mas a vida dá-lhe uma lição inesperada: afinal, o poeta revolucionário não é tanto assim, nem as coisas são tanto assim, nem ele é muito chegado a mulheres como aparentava. Elizabeth acaba por engravidar de um conhecido do marido, numa situação gerada com primazia, pois tem a cumplicidade dos três. Depois de ter a criança também não parece muito satisfeita com isso. Enfim, Elizabeth é como inicialmente retratei: uma personagem que como as outras tem muita profundidade, mas o mais interessante é que tenta ser o que não é e revolta-se contra os que supostamente são aquilo que considera errado, acabando por fazer o que critica.

Para não mais me alongar, resta revelar que esta encantadora e didáctica série durou cinco temporadas e se todas tiverem a mesma qualidade, é sem dúvida, uma série imperdível para qualquer apreciador de bons momentos televisivos. Em 2010 a BBC_one voltou a filmá-la, com novas personagens, ambientada no ano de 1936 mas situada no mesmo endereço Londrino: 165 Eaton Place.


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Quem é quem nas CASAs dos SEGREDOS



Onde já vi este antes? Há, pois foi...  :)


E porquê?
Cláudio e Jessica são os novos JoãoM e Fanny. Uma aproximação interesseira por jogo, ele de sexualidade dúbia a querer dormir na mesma cama e ela já a revelar um carácter para o ciumento na sua primeira prestação no confessionário. Ele confessou ser "um cubo de gelo, não me vais conseguir derreter. Sou bastante gelado" - palavras que também saíram da boca do efeminado JM. Ela por sua vez retorquiu: "Cala-te! Andas aí com todas. Não tens vergonha"! Veredicto dos dois quanto a um possível romance: "Somos só amigos".

(onde já se ouviu e viu isto antes, não é mesmo??)

Nuno é Teresa. Ainda  não se sabe bem o jogo dele, para já é simpático com todos tal como foi a estratégia de Teresa, dá-se com ambos os grupos e é todo charme para uma rapariga. Em comum têm também um segredo familiar de "coitadinho".

Wilson é Paulo - embora ainda seja cedo para se saber, tem já em comum com o concorrente achar-se o mais esperto de todos, não aguentar bem a pressão, ser algo intriguista e com postura de injustiçado, sempre analítico e exibe uma enorme adoração por si mesmo cada vez que leva dinheiro ao bolso.

Sandra é Cátia, tirando aquele gosto por homens, foi para o confessionário disposta a interpretar o papel cómico. Está disposta a transformar qualquer assunto em comédia e ansiosa por arranjar bordões e cair no gosto popular.

Mara é Daniela S.  -  embora seja ainda  cedo, ambas parecem ter em comum uma capacidade para manter a calma sobre pressão e uma capacidade de raciocínio inteligente.

Alexandra é Susana  - ainda não sei se é um zero à esquerda com as tarefas domésticas e se também faz  um escândalo quando parte uma unha, mas tem em comum com a antecessora a agressividade e a ver vamos se aquilo de querer dar-se bem com "ambos" os lados falando mal de uns e outros irá repetir-se. Em comum têm o ex-namorado na casa e tal como a antecessora, não quer mais saber do ex mas faz cenas de ciúmes. Insinua-se e está sempre atrás de atenção.

Ruben é Marco  -  tem a namorada na casa tal como o ex-concorrente, além de algumas parecenças. Ao contrário do outro diz que traiu a namorada, porém não parece ser verdade. No dia a dia é verbalmente agressivo com ela, o que o faz parecido com Marco. No confessionário pede desculpa e diz que não ouviu bem e como também já protagonizou uma cena de edredon, em comum tem também o sentido da frase: "O que conta não é a duração, interessa é a qualidade". :)

Hélio é Pedro, embora pareça mais jogador e mais inteligente, é também amigo dos amigos, tranquilo sem levantar polémicas e um bom comilão. Só não tem em comum o ter a namorada na casa (ainda bem!).

Petra é Sónia, porque está sempre insatisfeita e a refilar com  algo ou alguém, num tom de voz irritante. Parece pouco paciente e ferve com pouca água, o que é tão contraproducente com a profissão de professora de crianças!  :)

Bruno é a cara escarrapachada de Miguel. Sem tirar nem por. Ambos "se acham" o Tarzan da selva, uma bênção para as mulheres, grandes conquistadores e depois no confessionário não dão nada. Frase que revelaram ter em comum: "Tranquilo, tranquilo".  Brrrrr!!
Adivinho que terá e irá unir-se a Sandra para ter algum bom protagonismo e manter-se à tona.


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Ex Concorrentes da Casa dos Segredos2 falam da nova edição

Miguel Caleira, Daniela Pimenta e Marco Costa, que participaram na edição anterior da Casa dos Segredos, deram à Correio da Manhã TV a sua opinião sobre os concorrentes da nova edição do programa. Aqui fica o que disseram e vejam lá se não concluem o mesmo que eu...


 Miguel
"Já me disseram que estão a perder o interesse em Casa dos Segredos 3 porque a conversa dos concorrentes é sempre a mesma: as nomeações"

DanielaP
"Os concorrentes deviam divertir-se mais em vez de se preocuparem tanto com ciúmes e críticas"

Marco
"Estão muito focados no jogo. O casting foi bem feito e o programa está a ser engraçado"

Miguel
"O facto dos concorrentes levarem o jogo muito a sério faz perder o interesse. Eles já foram muito bem preparados para a casa. Começaram a formar grupos muito cedo e a estudar as nomeações logo na primeira semana, o que retira toda a espontaneidade".

DaniP
"Gosto do Hélio. Acho-lhe muita piada. Mas também gosto do Arnaldo, até porque o conheço"

Marco
"O Hélio pode ser vencedor. Mas há sempre os meninos bonitos que conquistam o público. E depois há o Cláudio, que é um rapaz à maneira e tem tanto homens como mulheres atrás dele!".


CONCLUSÕES:
Diz o roto para o nu ! No caso óbvio do Miguel - sempre a revelar uma dor de cotovelo desmesurável, critica nos outros aquilo que foi o seu comportamento dentro de casa. Para psicólogo não entende de nada. Acusa os actuais concorrentes de só pensarem em nomeações, de levarem o jogo muito a sério, de  irem muito bem preparados para a casa, de começarem a formar grupos muito cedo e a estudar as nomeações e que perdem a espontaneidade. Espontaneidade foi coisa que Miguel em quase 3 meses nunca mostrou! É preciso ser-se muito, mas muito fora da realidade para se criticar aquilo que foi o exemplo que também se deu. Lembram-se do quanto Miguel manipulou as nomeações desde o início, criando e batizando o grupo dos «puros» cuja prioridade foi iniciar uma cruzada contra o Marco usando uma concorrente como suposta justíssima indignação para escudo e arma de arremesso? Lembram-se de como se viu livre do Ricardo, usando e manipulando as parvas da Fanny e da Cátia e de como se fez por conveniência logo amiguinho da avantajada Susana para depois lhe ir contar usando as duas outras miúdas que Ricardo a nomeou? Miguel foi só jogo, desde o início, muito a sério e muito sujo. Nunca foi espontâneo em todo o tempo que permaneceu na casa e até as lágrimas que tentou soltar enquanto a revelação do seu segredo foram de crocodilo. Este não tem emenda, está perdido para o mundo.

No caso da DanielaP, continua igualzinha... Diz ela que os concorrentes deviam divertir-se mais ao invés de se preocuparem com os ciúmes e críticas mas o que vimos na casa com a sua participação foi uma concorrente caída pelos cantos e a fazer beicinho, sem levantar o cu para nada, até a comidinha tinha de lhe ser dada à boca. Fez birras e deu facadas nas costas dos verdadeiros amigos, unindo-se ao grupo dos puros por estar embeiçada pelo João Mota, a quem se tentou unir romanticamente logo ao segundo dia. Além de que ciúmes ela teve, mas não do namorado com quem entrou na casa. E para colmatar aponta Arnaldo como um possível vencedor, só porque "o conhece". Logo este, cujo perfil que se extrai do questionário parece indicar que se trata de um indivíduo pouco ou nada recomendável. 

E temos o Marco. Que acaba por dizer uma verdade e também de revelar que continua o mesmo Marquito. Dentro da casa e como concorrente ele ficava muitas vezes a pensar em quem recaia as preferências do público e porquê. Se elas iam mais para o «menino bonito», se para o «rapaz simples da terrinha». A verdade é que este é um raciocínio válido, uma vez que até hoje não tem falhado para definir o vencedor. E neste caso temos o Hélio como o tipo engraçado e não conflituoso cujo físico foge ao «gostosão» e faz mais o género «povo» - características que já trouxeram a vitória ao António, primeiro vencedor, embora no caso deste (e no caso do vencedor seguinte) só mesmo o exterior correspondesse ao respectivo imaginário.

Vimos também vencer o «rostinho bonitinho» que agrada tanto a «menino como a menina» -  o do JM, que ocultava uma alma negra e venenosa, mas cuja dualidade sexual e rostinho foi um trunfo. JM foi o tipo mais gay do concurso, que já no vídeo de introdução disse saber agradar ao sexo oposto e usou isso e outros truques baixos para se manter na final e com apenas uns beijinhos de «amizade» dados à socapa à DaniP com o intuito de escapar a uma nomeação, conseguiu ainda colocar na berlinda o concorrente que todos na casa achavam ser o mais forte: JJ, que para cúmulo da injustiça moral a tinha salvo na nomeação anterior e revelava sentir autêntica amizade e admiração por ela. Recompensa? Pimba! Toma lá a facada. E porquê fez ela isso? Porque é tão fácil quanto isso manipular mulheres, ainda mais uma eternamente carente e frustrada DaniP que, volta e meia, lá lançava sorrisinhos e contentava-se com umas lasquinhas. JoãoM sabia que tinha ali um trunfo para usar mais para o final do programa, quando realmente precisasse. E a sonsa que apregoava que a amizade era mais importante que jogo nem pestanejou duas vezes e traiu JJ, Daniela Simões e Marco. Fanny não era diferente na utilidade e cá está o que temos visto: mulheres só servem como muletas para a escalagem dos rapazes até à final.

Perante o que já se viu ser a preferência dos portugueses por vencedores, no resumo de ontem Cláudio (suposto bissexual mas já confirmado como homossexual) foi acordado no quarto para ir «cumprimentar» a concorrente Jéssica que andava a pensar nos seus atributos físicos. Ele deixa-se acordar, levanta-se, sai do quarto, entra no outro quarto, chega-se à beira, dá-lhe um beijinho de boa noite, ela derrete-se toda, abraça-o, ele larga-a e vai-se embora de volta para o sono que devia ser o que mais lhe apetecia no momento e pronto. A concorrente ainda coloca no ar se a intenção do Cláudio (que ninguém sabe ainda que é homossexual) é dar uma de João Mota. Olha, querida, bem pode ser! Bem pode ser... Querer algo contigo é que ele não quer e não é por gostar de homens (é sim). É porque está a jogar, e joga com a cabeça. As miúdas dos realitty show nunca jogam com a cabeça e quase sempre se deixam facilmente manipular pelas emoções (basta um beijinho choco na testa e um simplório elogio). Nem sei porquê concorrem. 

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Qual o concorrente que mais desagrada após o final do Secret Story2?


Qual o concorrente que mais desagrada após o final do Secret Story2?




A sondagem fechou e os resultados são já conhecidos. Os concorrentes que os portugueses menos gostam após o final da Casa dos Segredos 2 são JOÃO MOTA e FANNY! Um empate.

Pessoalmente e tendo-me abstido de votar, gostei do resultado.
Não podia ser mais justo.


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Segredos dos concorrentes da CASA DOS SEGREDOS 3 TODOS revelados


Que seca que me propus tentar fazer agora.
Mas para benefício dos leitores que aqui vierem parar no intuito de encontrar informações sobre o programa CASA DOS SEGREDOS 3 vou contar os segredos de TODOS os 23 concorrentes.

Como é de conhecimento público, um hacker acedeu aos questionários de alguns participantes. Por exclusão de partes vou ver se dá para desvendar os 18 segredos. (Depois uma qualquer revista cor-de-rosa pode fazer copy-paste e vender muitos números, ok?  :P )




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Possível questionário de admissão para CASA DOS SEGREDOS FAMOSOS

HIPOTÉTICO QUESTIONÁRIO DE ADESÃO PARA CASA DOS SEGREDOS FAMOSOS


Perguntas:
Nome....
Idade...
BI....
(...)

ANÓNIMOS dos quais é dependente:
Resposta hipotética: a Maria cozinheira, o jarbas motorista, a Beatriz da lavandaria, A Antónia passadeira, a Carla empregada doméstica, a Helsa cabeleireira, a Luísa pedicure e manicure, a Clotilde esteticista, o Dr. Filipe Martins nutricionista, o Gerson personal trainner, o Dr. Carlos Eduardo, advogado, o Dr. Bunda para Cima cirurgião plástico, o António veterinário, o Vitor fotógrafo e o Manel jornalista das cosquices

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Casa dos segredos 3 - considerações


Não pretendo seguir esta edição do reality show e até me aborrece o tempo de antena maçudo que ocupa mas à falta de melhor e para entreter no background enquanto uma pessoa se dedica a outras tarefas, por um bocado de tempo, é tolerável.

 Observei o seguinte: 


 Um aspecto positivo mas a ver como resulta é que a produção apostou na interactividade e criou a possibilidade de alguém anónimo no público "dar a cara" para opinar. Ou seja: é quase um desafio e uma provocação aos muitos «treinadores de bancada» que, atrás de um computador, são capazes de dizer tudo e mais alguma coisa, inclusive se julgam donos de uma capacidade superior para produzir o programa. Em alguns casos deve ser verdade mas isso agora não importa nada. O interessante é que o desafio foi feito e alguém vai sentar-se na cadeira rosa no estúdio durante as galas com o propósito de dar o seu parecer e ser «interrogado» pela Teresa/Júlia Guilherme. Nem que esse alguém tenha de ser arranjado pela produção   -  acção que julgo vir a ser desnecessária. 

A coisa pode funcionar bem, ou mal. Se a cadeira for ocupada por familiares de concorrentes ou fãs de um determinado concorrente, vira propaganda sem muito nexo. Mas num programa onde se quer é opiniões polémicas, contraditórias e muito barulho, qualquer "doidinho" que ali aparecer é bem vindo.  Não pode é falar calmamente como  se estivesse num seminário sobre o pão com sal e sem sal...  :)

Foi assim que a primeira concorrente a sair da casa pareceu comunicar.  Mas que segredo poderá ela ter de interessante para ter sido seleccionada? Afinal, aquela lerdeza aparente com que chegou ao estúdio, apenas ENCOLHENDO OS OMBROS como resposta a uma daquelas perguntas insonsas da Iva Domingues demonstra o tão despreparada que está para o universo artístico e mediático. Quando em  TELEVISÃO, o SOM é rei. Numa entrevista não se responde encolhendo os ombros, é necessário SOM, cuja ausência em momentos de pausa com 4 segundos parecem uma eternidade!  Não seria decerto este o perfil escolhido para uma concorrente portanto, aguardo um segredo bombástico, ou perde piada.  (PS: vou arriscar no: fui abandonada pela mamãe no dia em que fiz 12 anos)

E por falar em piada... ELAS (as concorrentes) entram princesas mas no dia seguinte surgem bruxas! Hoje juro que vi lá uma Fanny, tal era o aspecto da moça e do seu cabelo louro esbranquiçado com castanho original perceptível e um desleixo "à lá esfregona" da Fanny!


Pelo que percebi, os/as «sem sal» vão já dali para fora
Quem vota nisto continuam a ser os mais interessados, não o público anónimo mas aqueles que têm conhecidos e família lá dentro. Quanto à legitimidade dos resultados, as edições anteriores foram tão polémicas que não acredito na autenticidade dos votos até porque isto na TV costuma mesmo ser manipulado.

Acredito que a força do reality show vai perder-se. Não há outro tão forte mas tudo se esgota e para mim isso parece já se notar nesta edição. A segunda foi muito especial por marcar o regresso de Teresa Guilherme. Mas a coisa da TG é que matamos saudades logo à primeira. Vê-la «disparar» perguntas a totós no confessionário que não sabem responder e não dão conversa alguma é deprimente. E para depressão já bastam os problemas do país.


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Mister ED - a horse is a horse, of course, of course!



No final dos anos 80 ou início dos anos 90 tive o privilégio de assistir a uma comédia americana de sucesso de nome Mr. Ed. A passar a preto e branco na minha televisão a cores e feita entre 1961 e 1966, não recordo se a vi por ter sido transmitida na excelente RTP2 ou se foi num dos canais estrangeiros que tantas sitcoms me apresentaram, às quais tinha acesso por ter na altura televisão via antena parabólica. 

Entre a televisão de dois canais do Estado e o aparecimento dos canais Privados de televisão em 1992/93, existiu um período de televisão por satélite que facultou a muitos cidadãos o acesso a outros programas, noutras línguas e sem legendas, claro está.

Um desses deve ter sido Mister ED. A história é básica mas nem por isso deixa de manter o interesse e de estar minada de situações caricatas, críticas e bons diálogos. Mr Ed. é um cavalo. Mas não um cavalo comum, uma vez que ele… FALA! Isso é explicado logo no genérico/abertura onde, apenas com dois planos (!) a cabeça de Mr. Ed surge na imagem, abre a portinhola do estábulo e diz, movendo os lábios: “Olá! Chamo-me Mr. Ed”. 


É aqui que entra o jingle e surge a cativante letra que ainda hoje ressoa na minha memória: “A horse is a horse, of course, of course, and no one can talk to a horse, of corse. There is, of course, unless the horse is the famous Mr. Ed! Go right to the source and ask the horse, he'll give you the answer that you endorse, he's always on a steady course, talk to Mr. Ed".  . ....ED
Ed a ler as notícias
Gostava de poder rever esta série. Provavelmente não teria o impacto de então mas certamente que ainda lhe encontraria os mesmos atractivos. Entre algumas gargalhadas e algumas interrogações do estilo “como fizeram isto?”, acho que um episódio de Mr. Ed ainda chega ao fim deixando o espectador feliz e entretido. O cavalo-falante (Ed) só falava com Wilbour (Alan Young), seu proprietário que o encontrou no estábulo quando comprou a casa. Para todos os restantes ele era um cavalo comum, mas para Wilbour ele era um animal com gostos e problemas muito humanos. Mr. Ed gostava de assistir televisão, queria apaixonar-se, partir em aventuras, etc… Precisava mesmo rever algumas cenas que me escapam à memória. Uma que tenho na cabeça devo-o a um documentário onde surge Clint Eastwood a participar na série. Eis um trecho da série Mr. Ed (com Clint Eastwood, a quem alguns cibernautas encontraram uma incrível semelhança com Hugh Jackman como Wolverine em X-Men). . ED
ED . *  *  * * * *  * MR. ED  * * * * * *  *
Trivia
1* Inicialmente a boca do cavalo era posta a mexer recorrendo a fios de nylon. Com o tempo e já na segunda temporada, “Ed” (Bamboo Harvester) aprendeu a mexer os lábios sozinho, bastando para isso que o actor com quem contracenava (Alan Young) parasse de dizer as suas falas. 
«Como humanos, Alan Young e Connie Hines,
que faz de sua esposa, têm de estudar o guião»
Bamboo Harvester morreu aquando reformado, após lhe ter sido erradamente administrado um tranquilizante. É atribuída a identidade de “Ed” à morte posterior de um outro cavalo, o que fez as fotos de estúdio para os posters para a série mas, de acordo com Alan Young, o cavalo «actor» não era esse. .
2* Uma das mais-valias da série é, sem dúvida, o facto do cavalo Ed falar. Claro está, podiam recorrer a truques para fazer o cavalo mexer os lábios mas dar-lhe voz, isso é que não… Foi preciso usar a de uma pessoa para se escutar o cavalo. Essa pessoa foi o actor Allan Lane. Estranhamente e só podia acontecer nesse tempo, o actor JAMAIS viu o seu nome na ficha técnica. Na realidade, nem o “cavalo-actor” Bamboo Harvester (Mr. Ed) recebeu reconhecimento, uma vez que o seu nome não surge no genérico. Detalhes que hoje recebem especial atenção, para que ninguém envolvido num projecto criativo se sinta excluído dos agradecimentos.  

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Competente e DESCARADA - é para rir à GARGALHADA!


Para quem tiver oportunidade aconselho vivamente que veja em DVD a série “Competente e descarada”. Revê-la hoje foi uma agradável surpresa. No seu título original, “The Nanny” foi uma série americana feita entre 1993 e 1999 e protagonizada por Fran Drescher, dona de uma voz peculiar, à qual fez bom uso.

Quando esta série passou na RTP era ainda uma criança e lembrava-me apenas que a história girava em torno de uma mulher sexy e desbocada que virava ama dos três filhos de um rico viúvo inglês, pelo que a imaginava infantil. Nada disso! A sua veia cómica extremamente aguçada e adulta tinha sido esquecida. Na realidade em todos os capítulos percebe-se que o guião é repleto de tiradas humorísticas, umas atrás de outras, praticamente sem parar e o humor das personagens é simultaneamente intelectual e físico.

Como esquecer o sarcástico modormo Niles com as suas tiradas mundanas para o patrão Maxwell Sheffield e para com a mal amada CC Babcock? Ou Miss Fine (Fran Drescher) na eterna busca de um marido com a cumplicidade da sua mãe e avó, dentro da comunidade judia? Toda a série é boa de assistir. Quem poder rever, não perca a oportunidade e não deixe escapar a 2ª temporada, muito boa para gostosas risadas. A série contou também com diversas participações de celebridades, sem as colocar, como por vezes acontece, no ridículo. Vá conferir.

Mas existem mais curiosidades que importam mencionar. A primeira de todas é que a série foi escrita e produzida pela protagonista Fran Drescher, juntamente com o seu marido Peter. Não é há toa que nos créditos finais a imagem que ilustra o nome da produtora é o desenho de dois namorados sentados na cama que se beijam e de seguida as luzes se apagam… Os dois eram um casal desde que se conheceram com 15 anos na escola secundária e mantiveram-se juntos desde então. Para quem interpretava uma solteirona desesperada por encontrar o homem ideal e casar, este não era decerto o caso de Drescher. Porém, toda a história da série é baseada na vida real da actriz e no que observou nas pessoas com que privou e cresceu. Tanto assim o é que acabou por dar às personagens os nomes reais dos seus familiares mais próximos. A mãe Sylvia, a avó Yeda… tudo como na vida real. Até o seu cachorrinho Chester ganhou um papel na trama, sendo protagonizado pelo próprio.

Outro detalhe interessante é que o seu par romântico, o actor Charles Shaughnessy, que interpretou o viúvo Maxwell, também era casado desde 1983 com aquela que ainda hoje é sua esposa, a actriz Susan Fallender e já tinham dois filhos. Casaram sendo ela de família judia e ele de uma católica… tal como na série! A única diferença é que eram pobres para caraças e Shaughnessy ganhava a vida de vendas por telefone, depois de trabalho de escritório, dormido num quarto na casa dos sogros... Portanto, temos aqui dois indivíduos com casamentos sólidos que interpretaram no ecrã uma dupla romântica que para alguns foi a mais fogosa da televisão da década de 90.


É sabido que toda a equipa gostou muito do projecto, todos os actores se intricaram muito bem e acho que isso percebe-se no produto final. Não existem histórias de bastidores, polémicas ou reportados conflitos, nem com os actores veteranos nem com os adolescentes...

A série original terminou em 1999, foi exibida em cerca de 80 países e também reformulada noutros, estando actualmente a rede Band, no Brasil, a preparar uma versão própria. Quis saber o que todos aqueles artistas que ali revelaram um bruto talento andavam hoje a fazer. Entristeço-me quando vejo bons actores “desaparecer” da TV sem voltarem a ter alguma espécie de maior protagonismo, algo proporcional ao talento que lhes identificamos. No caso da sitcom “Nanny”, todos estão ainda no activo, embora Lauren Lane (que fez CC) se dedique mais ao ensino. 

Shaughnessy (Maxwell), descendente de uma família de artistas (pai guionista, mãe actriz, irmão actor, produtor e realizador) tem também o título de Barão, algo que remota ao seu bisavó Thomas, que foi presidente dos Caminhos de Ferro Canadianos e presentemente regressou à personagem que primeiro o celebrizou na TV: Shane Donovan na TV soap “The days of our lifes” (1965 até o presente), uma espécie de telenovela sem fim, do género Dallas.  


Daniel Davis (Niles) continua a representar papéis em televisão e mais recorrentemente no teatro. Muitos achavam que o seu sotaque britânico na série era autêntico, mas para o actor natural de Arkansas, Estados Unidos, experiente em interpretar Shakespeare, o desafio foi superado com sucesso. Uma das cenas mais emblemáticas da sua personagem é quando se vê sozinho na mansão e dá para se inspirar numa cena de um filme... sendo apanhado por CC Babcock! Hilariante!! Faz parte da temporada dois da série. 

Cena da 3ª temporada
Outra curiosidade sobre os artistas que fizeram parte desta fantástica sitcom diz respeito à vida pessoal de Descher. Depois da série terminar parece que a vida quis imitar a ficção e Fran acabou por se divorciar do marido, que havia descoberto com surpresa para si mesmo que era homossexual. Fran é também uma sobrevivente de cancro do útero, doença que lhe foi diagnosticada logo de seguida. Ela e o ex-marido continuam amigos e unidos. Se a série “The Nanny” foi criada pelos dois a partir das suas experiências de vida em comum, a nova série de Descher, Happily Divorced”, segue o mesmo caminho. A história remete para um casal que se separou ao fim de anos de união. Ela volta aos namoros e a história centra-se na sua nova vida como solteira e como amiga do seu ex-marido e do namorado fixo deste. Nisto tudo, tem também a família, claro…



Todos estes artistas estão hoje 13 anos mais velhos, o que é verdadeiramente um choque visual, mas é a vida. Os miúdos estão crescidos, coisa que já deu para perceber a meio das temporadas para o final. O talentoso Benjamim Salisbury (menino Brighton) tem semelhanças com o príncipe William: é casado e apresenta um problema de calvice. 

Madeline Zyma com Charles e Fran
A actriz que fez a pequena Gracie (Madeline Zyma) é hoje a mais alta do elenco! Recentemente voltou à ribalta da TV com uma personagem sexualmente muito sabida na série “Californication”. Ao ver a apresentação do episódio de estreia, Charles Shaughnessy, que fez de pai da então pequena menina de 10 anos, afirmou: “A culpa é de Miss. Fine!”  -  muito humorístico   ;)



Publico de seguida uns vídeos com os actores a falar da série e de como foi para eles fazer parte da mesma. Não deixe de espreitar! Rir faz bem ao coração e com “Competente e Descarada” a gargalhada é garantida! 



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