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Norte & Sul



Grande momento de nostalgia, rever esta série que, em Portugal, passou na RTP em finais da década de 80. Foi reprisada no canal RTP Memória em 2005.

Lembro que ficava agarrada à série assim que explodia a melodia. Brummmmm Tãaaa, nãaaa, ta, na, naaaa, ta, na, na, na, naaaaa… Pois é!

A história é bonita, as interpretações e os cenários deslumbrantes. E a música? Oh! Que maravilha! Retrata a guerra civil Americana que começa em 1861 (faz tão pouco tempo, não é mesmo?) e termina em 1865. A América ainda repousava a sua economia na mão-de-obra escrava, embora o Norte do país tivesse se afastado dessa dependência e se industrializado. Existiam 34 Estados, sendo que em 19 a escravatura estava abolida mas em 15 Estados do Sul era permitida. Em 1861 antes que Abrahan Lincoln, um anti-esclavagista assumisse a presidência, 11 dos 15 Estados do Sul separaram-se da nação para criar um novo País: os ESTADOS CONFEDERADOS DA AMÉRICA.
Era a guerra. Os americanos viraram-se uns contra os outros, amigos contra amigos, irmãos contra irmãos, numa luta até à morte. Até os dias de hoje esta divisão se faz sentir.

Da série retenho lições que mais tarde aprendi. Sobre a escravatura sabe-se aquilo que nos conta a ficção. Em pequenos somos informados que a escravatura existiu mas que terminou, porque os homens reconheceram que somos todos iguais. Pois sim! As razões para o fim da escravatura na maioria dos casos foi, como é sempre, mais económica do que moralmente correcta. E como tudo na vida, nada é só preto e branco. A maioria está no cinzento. Alguns escravos não se importavam com a sua condição, embora a liberdade fosse sempre desejada. Muitos eram alforriados e trabalhavam na condição de pessoas livres. Livres para abandonar o seu posto de trabalho se quisessem. Alguns senhores fizeram amizade com estes serviçais. Alguns ex-escravos compravam os seus próprios escravos e muitos que ficaram livres, ficaram sem ter o que fazer e como viver. A escravatura sempre existiu, ainda existe e não é exclusiva nem nunca foi a uma etnia nem mesmo praticada apenas entre etnias diferentes. Esta é a área cinzenta. Depois temos o branco e o preto. Que é o que a ficção costuma nos mostrar: os senhores cruéis (como Juntin) que torturam e matam sem piedade, os escravos que são bondosos uns com os outros e só querem a felicidade que vem sempre com a liberdade (Priam).

Uma cena ficou retida na memória ao rever a série: Orry vai visitar o seu amigo George e aproveita para conhecer a fundição de ferro. Os dois caminham pela fábrica, quando Orry pára estarrecido e pergunta a George quem são aquelas pessoas – referindo-se a uma mulher vestida em trapos mais as suas crianças, a viver num casebre no meio de animais, todos em maltrapilhos. George responde que aquelas são as acomodações dos empregados. Orry fica em choque. Aquelas não são melhores condições de vida, mas piores, que as dos seus escravos. “Mas são livres para ir embora” – responde George. “Ai sim?”- diz Orry.

Orry referia-se, é claro, ao facto daquelas pessoas terem de ficar ali, naquelas condições deploráveis, por ali ao menos terem o que comer. Matavam-se a trabalhar, morriam se ficassem doentes, e andavam sempre na miséria a viver na imundice. Irem embora, claro que podem. Mas estariam a condenar-se também à miséria. Isto não é uma prisão?

Esta é a actual forma de escravatura que temos hoje em dia. A exploração. A liberdade é um bem precioso, sem dúvida. Mas é relativa. Continua a ser mais para uns e muito menos para outros.



TRIVIAL:
Kirstie Alley e Parker Stevenson (Virgilia e Billy Hazard 2) conheceram-se nesta série e foram casados por muitos anos.
Lesley Anne Down e Don Fautleroy (Madeleine e um assistente de câmera da série) conheceram-se e casaram-se.
James Read e Wendy Kilbourne (George e Constance) que fizeram o par romântico na ficção apaixonaram-se de verdade, durante um ensaio para uma cena de dança. Casaram em 1988.
Genie Francis e Jonathan Frakes (Brett e Stanley) também se apaixonaram na série, casaram em 1987 e tiveram filhos.
Patrick Swayze levou James Read para o seu rancho para que este aprendesse a andar a cavalo.



Questões para pensar e responder:1- Acham que por detrás dos personagens, Madeleine e Orry estavam realmente em sintonia?

2- Vejo na loura Brett um olhar mais malévolo que no da morena Ashton. Quem acha que se devia acabar com o estereótipo de “loura de olhos azuis meiga” “morena de olhos castanhos maldosa” e é pena as actrizes não terem trocado de papéis?




English Version:What a wonderful tv-series! It hook me by the start, with that drum, flute and violin melody. Brummmmm Tãaaa, nãaaa, ta, na, naaaa, ta, na, na, na, naaaaa…

It’s a nice story, made with great costumes and scenery attention, about the 1861 American civil war.

Two friends, one from the North other from the South, meet in a train, on their way to the West Point Academmy. There they make their worse enemy for life: Elkanah Bent. The nation is being shacked by two opposites ideals: the end of slavery and the maintaining of it. Some say slavery should finish because emigrant handwork is cheaper and industrialization in the way to the future. Others say this is nonsense and the nation economy would collapse without it. Unfortunately, this division of opinion is also regional: the North defends industrialization, the South, slavery. A division that still has their consequences to this day.



Abrahan Lincoln is going to became the president of the USA and wants the end of slavery (it is reported he too descended from slavery people, witch is probably true, it happened a lot). General Lee and others do not. American is about to enter a 4th years war, with several human casualties. Brother killing brother, friend killing friend, families being devastated, hunger and misery for almost all.

A scene stayed with me when I re watched this tv show. Orry is visiting is friend George in the Iron Factory when he stops walking, looks shocked and asks who were this people – referring to a woman in rags and some small children, living with animals in a very old and dirty shag. George says they are the workers. Orry is shocked by their living conditions and says it’s worse than slavery conditions. George answers: but they are free. Are they?- questions Orry.

This stayed with me because it’s so true. To this day, this is another type of “legalised” slavery. People are free but if they don’t submit to some deplorable living and working conditions, they die of starvation, because exploration work is what is available. So, where those people, emigrant ones, really free? Or where they living another type of prison, with a few money change and liberty but not better opportunities?



TRIVIA:Kirstie Alley and Parker Stevenson (Virgilia e Billy Hazard 2) met in this tv show and stayed married for many years.
Lesley Anne Down and Don Fautleroy (Madeleine and a North and South assistant camera man) met and got married.
James Read and Wendy Kilbourne (George e Constance) who made a romantic pair on the series, felt in love during a dance rehearsal scene. They got married en 1988.
Genie Francis and Jonathan Frakes (Brett e Stanley) also felt in love in this series. They got married in 1987 and got children.
Patrick Swayze took James Read to his ranch for him to learn how to ride a horse.



Unanswered questions:1- Do you think that, behind their characters, Madeleine and Orry were really on sync?

2- I see a malicious look in the blond blue eyes Brett. Do you think the actress should have play instead the sister Ashton? Let’s put an end to the blond blue eyes-angelical woman versus the brunet, brown eyes evil sister stereotype!

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V- A Batalha Final

Foi vista com entusiasmo por milhares de portugueses aquando a sua primeira exibição, em 1985. Esta série de ficção cientifica fez as delícias de quem a seguia religiosamente. Todos queriam ver os lagartos por debaixo dos corpos humanos! Vivia-se para o momento em que a falsa pele era rasgada, denunciando assim a pessoa não-humana.
A série voltou a repetir (1 e 2) no verão de 1987 mas desta vez, as mesmas imagens tiveram um outro sabor. V é uma série fantástica pela forma como cativou a audiência mas, a bem da verdade, a qualidade não é boa. Revê-la dois anos depois foi tomar consciência desse seu lado. “Piroso”e “canastrice” são dois adjectivos que vêm à mente. As interpretações deixam a desejar e o medo que primeiramente existiu na primeira exibição não tinha razão de ser. A história foi apresentada com a qualidade da pior das séries B ou daqueles filmes pirosos que inundam as madrugadas da TVI. Mas se tudo isto faz diferença? Não!
Na lembrança de quem a viu, V continuará a ser um bom momento televisivo, como de facto foi. Mais que não seja, dá para apreciar pelo seu lado canastrão e piroso. Afinal, também sabe bem sentar diante da televisão com um balde de pipocas (adereço alternativo) e usufruir de um muito mau filme, que se pretendeu sério. Na verdade, é até mais divertido!
Na história, os ETs chegam à terra em suposta missão de paz e depressa começam a controlar tudo. Um grupo de rebeldes humanos são a sua única oposição e, aos poucos, conseguem as suas conquistas mas também, as suas derrotas. Só que, perder para um alienígena resulta em assustadoras realidades alternativas: os “lagartos” servem-se de humanos como alimento! Os alienígenas controlam a mente e têm armas e tecnologia muito mais avançada que a humana. A morte por tiro de arma-lazer é até uma bênção, diante das alternativas.

E como não podia deixar de ser, fazem experiências genéticas connosco, inclusive o cruzamento das espécies! Estes extraterrestres com pele de lagarto, têm uma voz esquisita, emitem sons, comunicam entre si por telepatia, usam óculos escuros por sensibilidade à luz e têm hábitos alimentícios repulsivos. Ai, que medo!
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Veja:


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Querido, Você, está bom?

Como muitos outros, também eu já candidatei a minha casa a este programa. Afinal de contas, quem não gostaria de ver uma divisão remodelada?

O desejo é antigo: vem desde a exibição dos primeiros programas do género nos canais da Tv por cabo. Em programas como “Durante a Tua Ausência”, “Changing Rooms” ou “Debbie Travis”, esta última um pouco afectada no ego, mas com conhecimento na matéria. Todos diferentes, todos sobre o mesmo. E depois chega um programa deste género a Portugal. E o sucesso é imediato.

Quero lançar a ideia a outros canais. Nomeadamente à TVI. Deviam adoptar um programa dentro do mesmo género. Há claramente mercado e sucesso garantido. Algumas mudanças, um formato diferente e ao invés de colocar as pessoas a cantar e a dançar (nunca tive pachorra!) por nada ou para casar, porque não colocá-las em competição para a remodelação da casa? Fica a ideia, contem os tostões, e façam as contas. Depois quero uma percentagem!
Voltando ao querido, o programa estreou, se não estou em erro, em 2000 no canal Sic Mulher. Teve sucesso instantâneo e está presentemente na 7ªa temporada. Embora me agrade bastante o tema, vou confessar uma coisa: não consigo ver o programa! Porquê?

Porque a sua linguagem incomoda-me! Mexe com a minha sensibilidade televisiva, se assim o quiserem pôr. Algo no programa, de princípio ao fim, me desagrada. Causa uma espécie de urticária mental. A começar pela forma de falar dos intervenientes:
-“Então Sofia, está boa?”
-“Estou sim, e você Sofia?”


Algo neste género. É extremamente enervante e apetece, não sei, mas apetece-me esticar e enfiar os braços no ecrãn a dentro e abanar as figuras a ver se falam de uma forma menos afectada. Alguns, lembrando-se das rábulas do Hérman, certamente ligariam uma coisa há outra.

Depois vem a estrutura do programa. Sempre aquela musiquinha enjoativa com os mesmos movimentos de câmera, o mesmo estilo de edição e pior: intervenções injectadas pela apresentadora onde é debitado algum texto que mal conseguiram memorizar e que decerto necessitou de vários takes.

Elas, maquilhadas e todas queques, a “ajudar” para o espectador ver, envoltas em tarefas mínimas e a dizer com o olhar na lente, o quanto é vital alinhar todos os parafusos. Estão ali, a desempenhar uma personagem, que supostamente não se importa de meter as mãos em obra, sujá-las e sujar-se. Mas passam sempre a mensagem contrária. Se partirem uma unha aposto que cai o céu e a trindade! Ou daí fazem um enredo. É a sensação que me passa.

Nos primeiros programas o excesso de propaganda também dificultou o acompanhamento. Além disso, os “estilos” decorativos pareciam limitados aos produtos de uma ou duas casas, do género “Loja do Gato Preto”. Quem tivesse uma casa remodelada no estilo moderno, levava sempre com o mesmo tipo de mobiliário. Depois o programa sofreu mais umas alterações, incluiu mais decoradores e diferentes estilos.

Embora não o consiga acompanhar e este realmente me desagrade muito, muito, muito, é só a minha opinião. Veja aqui outra referência ao programa na perspectiva comercial, escrita por Eduardo Cintra Torres: http://static.publico.clix.pt/tvzine/critica.asp?id=2665
E você? Tem uma opinião?

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Que Monkada!!

Foi exibida em Portugal pela TVI nas primeiras horas da madrugada. Horário nostálgico em que o canal colocava no ar grande séries, óptimas para o muito público que começa a ver televisão a essa hora. Quando a vi pensei tratar-se de uma série antiga, feita há muitos anos, daquelas que nunca passaram antes na televisão portuguesa. Descobri agora que não. Esta série pirosa, ao contrário do que pensei, não remota aos anos 80. Época do Nnightrider, do MacGyver, não… esta série começou a ser produzida em 2002. Então porquê achei eu que estava a ver uma coisa do século passado, de duas décadas atrás?

Bem, decerto devido ao péssimo enredo. Monk é um detective de homicídios extraordinário. Consegue adivinhar tudo a partir do que os outros não vêm. Qual Sherlock Holmes, qual Dr. House! Monk é que é! A contrapartida deste aspecto é que, a maioria das vezes, todos à sua volta têm de ser cegos para que Monk chegue ás suas brilhantes conclusões. Com ele vem uma outra personagem do mais piroso que já vi: Sharona.

É suposto ser a sua ajudante e restaurar o equilíbrio de Monk, que sofre de esgotamento nervoso e tem manias incontornáveis: só anda do lado direito, não pisa manchas no passeio, etc, etc. É suporto Sharona ser uma mulher cativante e inteligente, mas impõe-se como uma personagem pouco credível e fabricada. É das piores interpretações que já vi e a personagem surge vestida de tal forma, que faz lembrar uma prostituta vulgar e imbecil, ao invés da descontraída e moderna mãe e profissional que é suposto ser. Depois temos o comandante. A sua função na história é basicamente esta: chegar até Monk e dizer: preciso da tua ajuda, só tu podes resolver isto, nós somos burros e estamos num impasse e depois no final, usar uma expressão de espanto e debaixo do bigode abrir a boca para revelar a sua admiração pela inteligência de Monk ao desvendar mais um caso. Faz lembrar algo? Claro! Faz lembrar as pirosices dos anos 80!

É para mim incrível, mas parece que a série ainda se mantém no ar, a entrar na 6ª época. O único atractivo desta série está nas fobias da personagem. E só. Nada mais interessa, nem ela em si, se lhe tirarmos estas pancadas. Por isso, por não ter mais nada onde se sustente, surpreende-me muito a longevidade da série. A menos que, claro, tenha sofrido mudanças de qualidade entretanto. Será?

English Version:

It went on air in Portugal last year or so, in TVI channel, back in the days the network aired interesting sitcoms in the early dawn hours, three, four am. I though it was an old 80´s sitcom, as I started to watch it. But I’ve just discovered it’s from 2002. So, why did I think this sitcom to be so old?

Because it’s awful! It’s corny. It’s sleazy. It makes my skin itchy.

Monk is an extraordinaire homicide detective. He can uncover every mystery. Better than Sherlock Holmes, better than Dr. House! Monk is the one! But not because is that great. Only because others around him are so stupid! The detective, for example. He’s function in the story is just going to ask Monk for help with presumably difficult cases and latter to look surprise because the dead case is solved by Monk. And then cames Sharona. Brrr!! What an awful character! And the worse television interpretation I’ve ever seen! The character is supposed to be an independent, intelligent and intellectually woman, who is Monk’s helper. You see, Monk had an emotional break down. He’s an obsessive compulsive person, with multiple phobias. For example: he has to chew a certain number of times, to walk on the side way only in the spotless areas etc. Sharona is suppose to function in the story has the complementary person, who can communicate with him and others explaining Monk´s phobias. But she comes out like nothing of the sort. She looks and acts with vulgarity, she dresses and wears her air like a prostitute and supposedly, she sweeps guys of her feet with her charming ways. Yep! In what universe?!

For what I’ve seen, it’s incredible this show still runs and is about to enter its 6 season. The only interest about it is Monk´s phobias. The character without that is nothing. The rest of the plot is nothing. Without supporting legs, it´s amazing it’s still up! Maybe it suffured a great quality change since. Maybe...





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WINGS - Asas em Família


Em Portugal passou no RTP1 em 1995, num horário muito peculiar: nas primeiras horas da manhã! Asas em Família, nome português para a série Wings foi criada em 1990 e durou até 1997. Muitos vêm-na como “uma espécie de Cheers –Aquele Bar”, já que foi criada pelos mesmos autores. A série contou com a participação especial de algumas personagens dessa sitcom. Embora lembre no estilo cómico o universo de Cheers, Asas em Família consegue inovar-se.

Personagens:

Temos o gordinho e bigodudo Roy, dono de uma companhia aérea, cuja postura faz lembrar Norm. Joe é o irmão certinho. Gosta de ter as coisas sempre arrumadas. Brian, irmão de Joe, é o oposto. Leva a vida sem pensar nas consequências e quer divertir-se. Os dois separam-se quando Brian fica com a noiva de Joe. No entanto, a relação não dura e Brian regressa à ilha das Caraíbas onde o irmão tem o seu negócio de transportes de aviação. Mas isto é dizer pouco sobre as personagens. Há muitas mais, e mesmo as já mencionadas têm mais profundidade. Esta série foi posteriormente mencionada em outras séries, como os Simpsons, os Sopranos, O príncipe de Bell Air, Scrubs e Monk, série interpretada por Tony Shalhoub que em Wings faz o papel de taxista a partir da 3ª série.

Desapareceu rapidamente dos ecrãs portugueses, certamente devido ao discreto horário de exibição. Porém, para quem quiser recordar ou ficar a conhecer, eis um episódio. Foi recuperado de uma cassete danificada, cuja imagem e som desapareciam a cada 2 segundos. Deu trabalho mas para os que quiserem ver ou rever, eis um episódio de Wings em que entra Frasier Crane.
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English Version:
It went on air in Portugal in the most peculiar schedule: Monday to Friday early mornings! This was in 1995, although the series dates from 1990 and lasted seven seasons. Many see it as a kind of “Cheers” as it was created by the same authors. Although Wings do remind us something of the Cheers universe, it’s a show by its own.
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Many characters from Cheers made a personal appearance on Wings. For example, dr. Frasier Crane and his wife. You can see this full episode in the given link.

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Mou fum kom tiu siu en si, hei cui tom siu a pa teng si, si yu fei kom joi yo sam mou si sam hing ieng yi...

Não faça a menor ideia do que acabei de escrever! Só sei que em 1986/87 estava a cantar esta melodia sempre que ia para o ar um novo episódio da série “Os Jovens Heróis de Shaolin”.

A história centra-se no relato da vida de três jovens famosos heróis que são um mito que remonta à Dinastia Ching. A série acompanha os duros treinos de Kung-Fu no templo e foca a exigência da cerimónia de passagem, na qual o iniciado se transforma realmente em mestre. Estes três jovens estabelecem amizade com um estranho rapaz que anda sempre com um pagem e enfrentam poderosos inimigos, possuidores de conhecimentos ocultos que utilizam para alcançar os seus objectivos. Eles procuram restaurar a Dinastia Ming, que saiu do poder há 17 séculos e da qual descendem.

Jovens Heróis de Shaolin, ou no original "Ying hung chut siu nin" é uma série de 1981 que atingiu grande sucesso nos países em que foi exibida, pela junção que faz entre o humor e artes marciais, a fantasia e a magia.





English Version:
I’ve no idea what I’ve just wrote! I only know that, by the year of 1986/87 everytime an episode of Young Heroes of Shaolin was aired I was singing this melody.

The show´s plot focus on the life of three young heroes, three myths from the long gone Ching Dynasty. It shows the demanding Kung-Fu trainings at the temple and the importance of the passage ceremony, where apprenticees turn in to masters. These three youngsters establish a friendship with a strange man that always travels with a pagem and have to face dangerous enemies that use magic to destroy them. There goal is to restore the Ming Dynasty, witch has been out of power for 17 centuries and from witch they are descendents.

Young Heroes of Shaolin, or in its original "Ying hung chut siu nin", it’s a tv show from 1981 that achieved great success in every country it was shown, mainly due to the humour mixed with martial arts, fantasy and magic.

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DHARMA & GREG


Estreou em Portugal a 4 de Novembro de 1998 e pode revê-la agora, desde o primeiro episódio, novamente na SIC Mulher.

Ver os primeiros episódios desta série é voltar ao riso leve e inteligente. O espectador fica a conhecer todas as personagens e suas características logo no primeiro capítulo.

No centro está Dharma, uma rapariga hippie para os dias de hoje. Os pais dela também são uma raridade sobrevivente da época das flores, paz e amor. Depois temos Greg, um advogado, filho de Kitty e Edward, ambos a viver na alta sociedade. É então que Dharma vê Greg. O casal sente uma atracção imediata e casa nesse mesmo dia, separando-se logo depois. Mas Dharma e Greg têm algo de verdadeiro e a relação deles sobrevive ás estranhas e completamente opostas situações que se vão gerando devido às suas origens e estilos diferentes.

Dharma & Greg sobreviveu durante cinco épocas. “Veio ao mundo” em 1997 no canal a americano ABC e terminou em 2002. Pelo meio teve um período mais sombrio, em que parecia que as personagens estavam a sofrer uma transferência de personalidade. Greg começa a fazer disparates, a ter ideias malucas e chega, inclusive, a virar vagabundo e a sair de casa. Mas no geral, esta série é deliciosa como um rebuçado.

Se você tivesse de escolher um personagem preferido, qual escolhia? O doido e amnésico Larry? A transcendental Abby? O pré-reformado Edward? A socialite Kitty? O amigo Pete? A amiga Jane? A Dharma ou o Greg?

A minha favorita é Kitty!




English Version:
It premiere in Portugal on 4 of November 1998 and you can see it now on SIC Mulher channel.

To see the firsts episodes of Dharma and Greg is to have the return of a light intelligent laughter. Immediately in the first episode, you get to know each of the main characters and its characteristics.

In the centre there’s Dharma, a hippie “peace and love” couple’s daughter. Then comes Greg, a rich father and mother’s attorney son. Then Greg sees Dharma and Dharma sees Greg. They feel attraction immediately. In that same day, they get married and later get separated. But what Dharma and Greg have is a true thing. Although they came from completely different backgrounds, their relationship is here to stay.

Dharma and Greg lasted 5 seasons, from 1997 to 2002. It had an odd turn to it, when Greg and Dharma seem to change personalities. Greg changes so, that he becomes a vagabond and even gets to a begging situation. It’s a very weird turn! But all and that, this sitcom is has sweet has a candy.

So, what’s your favourite character? Mine is Kitty. She’s delightful!

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The Facts of Live - Os factos da Vida


Pega no bom e no mau, mistura os dois e aí tens: os factos da vida!

Começa assim, mas em inglês, o genérico da série “The Facts of Life”. A série nunca passou em Portugal mas aqueles que na década de 80 tinham acesso a canais parabólicos puderam acompanhá-la no canal Sky One.

A história aproveita uma personagem de outra sitcom de sucesso: “Different Strokes” (também emitida nessa altura pela Sky One, juntamente com muitas outras que Portugal não chegou a ver nos seus canais nacionais – na altura apenas a RTP). A personagem é Mrs. Garret, a empregada doméstica dos Drummonds que abandona o posto para ser a orientadora num colégio interno de raparigas. Aí vai lidar com o tipo de situações por que todos os adolescentes passam.

Ao chegar há segunda série em 1980 (foram nove no total e 209 episódios) foi necessária uma redução de personagens e assim, as aventuras destas adolescentes passaram a ser retratadas por quatro raparigas ao invés de sete. São elas:

BLAIR WARNER: menina rica, bem criada, loura e bonita. Tem 15 anos. Admite ser mimada e ter sempre conseguido levar a sua adiante. Citação favorita: Acabei de ter outra das minhas brilhantes ideias!


NATALIE SAIGE GREEN menina rechonchuda, gosta de escrever. Tem 14 anos. Possuí uma auto-imagem de si mesma muito positiva. Citação favorita: Prefiro ser um marcador mágico a ser um fino lápis nº2!
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DOROTHY "TOOTIE" RAMSEY menina negra, espirituosa, de 12 anos. Citação favorita: Vêm aí sarilhos!



.JOANNA MARIE POLNIACZEK a maria-rapaz, sarcástica, inteligente, de origem humilde e má criação. Citação favorita: O meu pai contou-me que existem dois tipos de pessoas: As que agridem e as que se deixam ser agredidas. E disse-me: quero que sejas das que agridem.

Em 1986 e a duas épocas de terminar, Charlote Rae abandona o programa. A sua personagem, Mrs. Garret, casa-se e parte com o marido para África, juntando-se ao Corpo da Paz. Pelo ano de 1988 as raparigas entravam na idade adulta e assim termina a série. Natalie, que é a primeira a perder a virgindade, torna-se escritora. Joanna torna-se uma mulher de negócios e namora com o músico Rick. Tootie faz planos para se tornar actriz e vai estudar para Londres. Blair, que estudava direito na faculdade, toma a decisão de comprar a escola e assume as funções da antiga educadora.

Esta sitcom tem imensos fãs ainda hoje, o que levou à realização de um filme em 2001. As personagens reaparecem nas suas vidas adultas. Mrs. Garret fica viúva e regressa à América. Blair Warner está ainda mais rica, tem um império de hotéis com o marido Ted, mas suspeita que este tem um caso amoroso. Tootie abandonou a carreira de actriz para tentar tornar-se apresentadora de televisão com um programa seu. Natalie é produtora jornalística em televisão e Joanna é polícia. Casou com o então namorado, que se tornou compositor e têm uma filha.

Alguns assuntos abordados pela série:
A puberdade, perda e ganho de peso, a falta de comunicação entre pais e filhos, divórcio, suicídio, drogas e álcool, morte e sexualidade. Esta série foi pioneira e criou-se uma personagem com paralisia cerebral, que surge na história como prima de Blair, interpretada por uma adolescente com essa deficiência.
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Abertura 1ª série-1st season 1st openning credits:
3ª abertura da 1ª série - 1st season 3rd oppening:
2ª abertura da 3ª série - season 3 second oppening:
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You take the good, you take the bad, you take them both and there you have the facts of life...

This´s how it starts. This tv series has never ran on Portuguese national channels, but for those who had access back in the 80´s to satellite emission, was possible to watch it on skyone.

This is a spin-off of another success sitcom: “Different Strokes”. The character Mr. Garret, who was the Drummonds housekeeper, is now the housemother to an internal school for women. In 1980, when the series arrives to the second season, the girls pass of being seven to just four. They are:

BLAIR WARNER: rich, well breed, a blond beauty. She’s 15 and hides from no one she’s accustomed of having people responding to her every wish. Favourite phrase: I just had another one of my brilliant ideas!

NATALIE SAIGE GREEN: chubby kid, likes to write. She’s 14 and has a very healthy self-image attached with a sharp wit. Favourite phrase: I’d rather be a happy Magic Marker than a skinny pencil”.

TOOTIE RAMSEY: black 12 years old girl. Favourite phrase: There’s going to be trouble!

JOANNA MARIE POLNIACZEK: a tom-boy, sarcastic, intelligent from humbled background and bad breed. Favourite phrase: My father told me there are two types of people. People who get shoved and people who do the shoven. He said, Jo, I want you to do the shoven.

In 1986, two seasons before the show ending, Charlote Rae leaves. Her character, Mrs. Garret gets married and goes to Africa with her husband who works on Peace Corps. By the year of 1988 the girls wore teenager grown-ups and so the sitcom ended. Natalie, who is the first to loose her virginity, becomes a writer. Joanna a business women that’s dating the musician Tick. Tootie makes plans to be an actress and goes study to London. Blair, who was studding law in the university, decides to buy the school and be the new housemother, and plans to turn the place into a mix gender school.

To this day, this sitcom has a large number of fans, witch resulted on the production of a movie reunion in 2001. This movie showed the characters all grown-up in their lives. Mrs. Garret is now a widow and returns to America. Blair is even wealthier, has an hotel empire with her husband Ted, bud is suspicious of him having an affair. Tootie abandoned the acting ambition to adopt another: to have and present her own show-host. Natalie is a television news producer and Joanna a cup, has married her boyfriend Rick who is a music composer and they have a child.

Some of the issues the sitcom approaches:
Puberty lost and gain wan, lack of communication between parents and sons, divorce, suicide, drugs and alcohol, death and sexuality. This was a pioneer sitcom that introduced a cerebral paralysis character, Blair’s cousin, interpreted by a true deficient person.

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CONTA-ME COMO, COMO FOI?

A série de melhor qualidade a passar na televisão portuguesa


Conta-me como Foi” merece um Emmy (se os houvessem em Portugal). A série não é uma ideia original portuguesa e sim uma adaptação inspirada na espanhola “Cuéntame como Passo”. É exibida na RTP1 quando lhes dá na moca (normalmente aos Domingos muuuito de noite).


É a melhor que já vi. Aquela que me toca no coração, entretém, e me enche de nostalgia por um tempo que não vivi, ao me dar a conhecer o passado que influencia quem sou.


A acção começa em 1968. Altura em que Portugal vive na ditadura de Salazar. A pobreza é muita, o dinheiro pouco e vive-se com dificuldades. Mas nem tudo era mau na década de 60. Segundo alguns parentes, podia-se andar horas a passear pela rua, sem receio de assaltos ou agressões. Eram mais “livres” – uma estranha contradição num período que se diz de opressão e ditadura, mas onde as amizades e as relações afectivas eram mais sólidas e sinceras. O meu imaginário enche-se de ideias, que a série “Conta-me como foi” muitas vezes reproduz.


O enredo da série aposta na simplicidade: mostrar como era a vida de uma família normal, classe média baixa, Lisboeta, como muitas oriunda da província na busca de uma vida melhor e a morar num bairro social. A história é contada pela voz de um narrador adulto a relembrar os seus dias de criança. Existe também a evolução da RTP e o aparecimento da televisão como fio condutor dos acontecimentos. Por exemplo: após adquirirem o aparelho, a família Lopes pensa em comprar uma máquina de lavar e a motivá-los está também os anúncios publicitários da época, ao detergente Skip balde.

Depois temos o cenário. Muito familiar é a casa dos Lopes. A começar pela telefonia, praticamente idêntica há de meu avô, também ele oriundo da província há procura (tal como tantos outros) de emprego em Lisboa. Os copos de vidro castanhos aos losangos, as cadeiras, a mesinha, e os naperons espalhados por todas as superfícies, para os móveis não se riscarem.


As dificuldades financeiras eram muitas e todo dia era uma luta para pagar as dívidas e colocar comida na mesa. Uma sardinha dividida por três, trabalho de manhã ao deitar, realidades muito presentes no esforço de Guida e António Lopes, os pais desta família. A eles se junta os seus três filhos, um casal adolescente e um rapaz de 8 anos, o narrador. Catarina Avelar completa o núcleo familiar, como a avó, mãe de Guida.


António trabalha no ministério e também tem um “biscate” numa tipografia. Guida faz costura para fora, além de tratar da casa. A filha mais velha, Isabel trabalha num salão de cabeleireiro e o filho Tony entrou para a universidade, sendo o orgulho e esperança num futuro melhor. O mais novo, Carlinhos, passa os seus dias entre a escola e as brincadeiras com os amigos no descampado. Pelo meio surgem os ambientes da rua, através do quiosque do seu Camões e da janela da casa da D. Emília, remendadora de meias. Há também o ambiente da igreja, onde o padre desempenha um papel de influência na comunidade e o do café, onde as pessoas, principalmente os homens, vão para beber uma “branquinha” e umas cervejinhas. E assim, por estes cenários, vai-se contando a evolução social, económica e política de Portugal e do mundo.

"Conta-me como foi" retrata, acima de tudo, os papéis sociais e as ambições do homem e da mulher, de jovens e idosos e o modo de viver e de pensar de uma sociedade fechada sobre si, com os seus tabus, que se vê confrontada pelo mudar de mentalidade.

ELENCO:
• Miguel Guilherme – António Lopes - pai, funcionário público e tipógrafo
• Rita Blanco – Margarida Lopes - mãe, doméstica e costureira
• Catarina Avelar – Dona Hermínia - a avó
• Rita Brütt – Isabel Lopes - filha mais velha, cabeleireira
• Fernando Pires – Tóni - filho do meio, estudante universitário
• Luís Ganito – Carlos - filho mais novo
• José Raposo – Engenheiro Ramires – dono da tipografia onde trabalha António Lopes
• João Maria Pinto – Fánan – dono do café
• Luís Alberto – Camões – dono do quiosque
• Margarida Carpinteiro – D. Vitória – vizinha da família Lopes, viúva
• Mariema – Menina Emília – solteira, apanha malhas de meias de senhora
• José Pinto – Padre Antunes – o padre conservador
• Manuel Wiborg - Padre Vítor - jovem padre e progressista
• Maria João Abreu – Clara – dona do cabeleireiro onde trabalha Isabel
• Ana Guiomar - Lena - colega universitária de Tóni, progressista e activista
• Sandra Santos – Náni – cabeleireira, colega de Isabel
• Ramon Martinez – Rui Jorge – namorado conservador de Isabel
• Francisco Madeira – Luís – amigo inseparável de Carlos
• Manuel Alves – Marinho – amigo inseparável de Carlos
• Augusto Portela – Professor Rui Braga – professor de Carlos, Marinho e Luís
• Luís Mascarenhas - Miguel - irmão de António, emigrado em França
• Luís Lucas - Narrador - a voz adulta de Carlos
Veja aqui excertos da série:
Para ver um episódio rico em referências temporais, da 2ª série, carregue em play. Trata-se dos planos para o casamento de Tony e Helena, e Carlinhos e os amigos decidem imitar o que vêm no seu programa favorito: Bonanza.



Conta-me como Foi” passou por um sobressalto de produção, ao deixar de ser, sem aviso prévio e a três episódios do final da primeira série, produzida pela produtora RTP Meios. Contudo, a equipa técnica, de produção e de guionistas encontrou uma nova produtora para dar seguimento ao projecto, a competente SP Filmes, responsável pelo maior share da Sic nos seus tempos áureos, pertencente aos profissionais António Parente, Pedro Martins e Jorge Marecos.
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A série "Conta-me como Foi" deve ser lançada em DVD. Nós compramos! Mas vão com calma, que o povo continua pobre e o momento é de crise. Não sejam gananciosos... 20 euros a série, e não se estiquem, ok? Que não estão a importar nada...
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ASSINE A PETIÇÃO. Assinaturas precisam-se! Siga o link:

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Golden Girls/Sarilhos com Elas


Quatro mulheres com rugas no rosto, evidenciando terem acima de 50 anos de idade. Quem diria que teria tanto sucesso?

Golden Girls é uma sitcom criada em 1985 que durou 7 décadas. Visou assuntos interessantes e ás tantas controversos, a começar pela sua sipnose: Quatro mulheres idosas, separadas ou viúvas, que vivem juntas num apartamento de luxo e são sexualmente activas.

Blanche é a mais namoradeira de todas. Lança-se em aventuras românticas quase a cada episódio, tendo um comportamento muito assumido e ás claras. Dorothy foi casada por 38 anos e enganada pelo marido um sem número de vezes, até este a deixar por uma jovem hospedeira de voo. Vive agora também com a sua mãe, Sofia, que está sempre a relembrar episódios passados na sua terra natal em Sicília, Itália. O quarto elemento é Rose. Criada num orfanato em St. Olafs, uma pequena povoação rural e adoptada por uma família numerosa, as suas histórias são sempre longas, tristes, maçantes e extraordinariamente sem nexo. O que gera muitos momentos de riso. Ela é também um tanto esquecida e vive com o trauma de ter perdido o marido de ataque cardíaco na cama, enquanto faziam amor.

É graça há riqueza destas personagens e a um guião muito bem escrito, que as quatro amigas discutiam os seus problemas e partilhavam a sua amizade, época após época, sentadas na cozinha, a beber café, chá e a comer biscoitos e bolos. Tal como se passa na realidade, a cozinha das Golden Girls (mulheres na fase dourada da vida) era o centro de todos os assuntos importantes.

A série ganhou 11 Emmys e 4 Globos de Ouro. Todas as protagonistas receberam um Emmy, feito somente alcançado anteriormente por All in the Family (Tudo em família) e posteriormente por Will and Grace.

Penso que é uma sitcom com uma pitada de intemporalidade. Estou pronta para a rever a qualquer altura. Seja eu como fui então uma jovem de pouco mais de uma dúzia de anos, ou esteja já nos meus Golden Years.

English Version:



Four women with wrinkled faces, showing they’re over 50. Who would say it was going to be a huge hit?

Golden Girls is a 1985 sitcom that run for 7 seasons. It showed interesting and sometimes controversial issues, starting with it’s synopses: four elderly women, some divorced others widows, live together in a luxurious apartment and are sexually active.

Blanche is the flirtatious one. She has a romantic adventure almost every episode. She assumes it and makes no effort to hide it. Dorothy was married for 38 years with a husband that cheated on her frequently until he finally lefts her for a young flight attendant. Now she lives again with her mother, Sophia, who is constantly starting a Sicilian story (her Italian roots) with the phrase: Picture this… The fourth element is Rose. Raised on an orphanage in St. Olaf, a small agriculture community, and lather adopted by a large bizarre family. She’s an widow, who has lots of suns and grandsons. She lives with the traumatic experience of seeing her husband die wile they were making love.

Thanks to this charming characters and a well written script, this four friends chairing their friendship with the audience, were able to discuss their problems in the kitchen table for 7 seasons, over some coffee or some tea with cake.

The series won 11 Emmys and 4 Golden Globes. Each of the main actresses won an Emmy. A feature only preceded by All in the family and lather by Will and Grace.

I believe this to be a good sitcom to watch, indifferently of how many years go by. I’m ready to re-seen it, in spite of being no longer in my something dozen years old. I imagine it will be interesting to see it when my turn to enter my “golden years” arrives.


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A BELA E O MONSTRO/beauty and the beast


E embora nunca possamos estar juntos, jamais estaremos separados!

É com esta frase dita por Linda Hamilton que termina a narração da abertura da série de TV dos anos 80 “A Bela e o Monstro”.


A história é conhecida desde que em 1831 Victor Hugo escreveu “O Corcunda de Notre Dame” e em 1910 Gaston LerouxO fantasma da Ópera”: homem e mulher criam uma afinidade especial, só que ele sofre de uma grande deformação que o isola da sociedade, facto que não importa para a jovem, mas decerto atrapalha a relação. Ele é Vincent e ela Catherine.

Se fosse exibida hoje, provavelmente seria assistida por poucos. Mesmo há distância, consigo lembrar que grande parte dos episódios obedecia (como todos, principalmente na década de 80) a uma fórmula, pouco variável. No caso, Vincent tinha de andar sempre de um lado para o outro a proteger a sua bela Catherine de bandidos que a queriam prejudicar. No entanto, por volta do ano de 1988, o sucesso desta série romântica em Portugal é inegável. Todos se juntavam diante do televisor e a série começava a nos envolver assim que se escutava o primeiro acorde da melodia da abertura.

Porém, não durou muito. Foi das mais curtas da década, talvez exactamente pela incapacidade que encontrou para se renovar. A fórmula esgotou depressa e a sitcom teve apenas três épocas, de 1987 a 1990. A personagem de Catherine é assassinada no início do terceiro ano e rapidamente substituída. A partir daqui os enredos limitam-se a lutas, violência, e mortes. A série não é renovada.

O actor Rol Perlman ganhou o globo de ouro para melhor actor em sitcoms no ano de 1989 e a série arrecadou também dois merecidos emmys pela composição sonora.
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Quer ver o primeiro capítulo? Espreite os links:
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English Version:

And although we cannot be together, we will never, ever be apart.

With this ends Linda Hamilton’s narration in the opening credits to “Beauty and the Beast”, a tv series from the 80´s.
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The story has been around since in 1831 Victor Hugo wrote The Hunchback of Notre Dame” and in 1910 Gaston LerouxThe Phantom of the Opera”. Deform man meets woman and they create a special bound. But is deformation makes him live outside society. He is Vincent, she´s Catherine.

If showed today, the series would not run for long. Actually, it never did. It lasted only three seasons, from 1987 to 1990. Even from a distance I recall the main flaw was to follow a formula to the extreme. Vincent was always helping Catherine from dangerous bandits. But in 1998, when it was showed in Portugal, it didn’t make much difference. It was a success. From the point that started: with the melody of the overture.

Catherine’s character get murdered in the beginning of the third season. From here on, the plot stays focus on fights, violence and death. The show isn’t renew.

Actor Rol Pearlman won the golden globe for best tv series acting in the year of 1989. The show also won a two well deserved emmys for it’s musical contribution.


If you wish to see the first episode, just use the links above.

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Nip-Tuck


Make me Beautiful … lie! (Põe-me bonita… mente!)

Devo dizer que esta é a melhor série televisiva em que coloquei os olhos nos últimos tempos. A expressão está correcta: colocar os olhos, visto que não a sigo religiosamente. Mas quando apanho um episódio!

Há tantas razões para admirar esta série, que não vou conseguir fazer-lhe justiça. Basta porém um detalhe que para mim faz toda a diferença: Nip-Tuk é diferente de tudo o demais!

Se tem o mesmo sucesso que outras produções amplamente publicitadas, como Lost, Prison Break, Desperate House Wifes, não sei. Mas comparar é impossível. Todas estas três mencionadas seguem uma fórmula que já foi vista antes, e Lost e Prison Break até partilham uma fórmula comum. Contudo, Nip-Tuck desprende-se com maior inteligência e inovação.

Desengane-se quem pensa que esta é uma série light, para rir ou para ouvir e ver as esperadas situações que envolvem a cirurgia estética. Não reduzam o conteúdo desta série de televisão ao simples acto da cirurgia estética. Esta é uma série madura, que realmente passa muitas mensagens em simultâneo, sem se esquecer que cada uma das personagens tem vida própria. Aliás, o consultório e as cirurgias desempenham apenas um papel de suporte para um ponto de vista. Cada vez mais a vida pessoal dos dois cirurgiões e suas famílias têm amplamente mais destaque.

Existe complexidade e profundidade em cada personagem criada em Nip-Tuck. Temos o inicialmente frívolo e mulherengo Christian, que está a envelhecer e por consequente a ter menos sucesso com as mulheres. Contudo não se pode definir Christian desta forma simplista. Nenhuma das personagens desta série ficaria bem avaliada se esta avaliação ficar apenas pelas primeiras impressões. Christian, tal como os outros, tem muitas camadas e algo nele é bom e atraente. Só que não é o lado dominante. De Christian o público recebe como primeira impressão o mulherengo que usa sem remorsos os corpos das mulheres. Com o tempo, este homem começa a sentir o vazio da vida fútil e ás tantas ser pai vai acabar por se transformar na sua razão de viver. Só que a paternidade não é fácil… nem para um filho adoptivo, nem para o biológico que afinal já tem em idade adulta. Christian também vai revelar a sua sensibilidade quando Nip-Tuck aborda o tema da pedofilia. Aqui vamos ficar a saber que este rico, famoso, bem-sucedido e desprezível mulherengo é também um rapaz vítima de violação, adoptado e abandonado.

E estou a aflorar superficialmente uma única personagem, deste rico rol que é Nip/Tuck. Avisei que não seria possível fazer juz à riqueza desta série de televisão. Por isso, tudo o que posso aconselhar a quem ainda não a viu, é que vá já a correr ver. Talvez não seja qualquer um que o consiga fazer, já que a série passa longe dos dramas suaves que nos habituamos a ver. NipTuck é dramático. É intenso. É perturbador, profundo e por vezes angustiante. E aprende-se umas lições.

A série conta também com uma contribuição gráfica potente das cirurgias estéticas e de sexo. Confesso que para quem suporta bem ver este tipo de imagens e já viu tantas imagens reais, exibidas em inúmeros documentários onde a pele humana é puxada e repuxada para aqui e para ali, onde se corta, serra, desenha, sangra e se mostra as mais horríveis lesões e pûs, pensei que não teria problemas em ver o mesmo a fingir. Enganei-me. Por alguma razão talentosa, o modo como uma cirurgia decorre nesta série é bastante perturbadora. Já vi a face do rosto humano ser separada da carne sem sentir horror. No entanto, dificilmente consigo estar tão calma e racional ao ver estas cirurgias a fingir (que de fingir não parecem ter nada!). Nip Tuck surpreende muito e certamente, mexe com todos os nossos cinco sentidos.

Se você ainda não viu esta série mas é fã de LA Law e Sopranos, saiba que outros fãs destas séries ficaram viciados também em Nip-Tuck!





English Version:


I must say this is the best television series I’ve put my eyes on in the last half-decade or so. The expression is right: I don’t watch it religiously but when I see it… uauh!

There are so many reasons to admire this show that it’s impossible to me to make it justice. But for me, one thing pops right on and is what makes a difference: Nip-Tuck
is different from everything else.

Maybe (I don’t know) it doesn’t have the same publicity has Lost, Prison Break or Desperate House Wife’s. But it has much more quality. The three last ones follow some time of formula that the audience has already seen somewhere else. Lost and Prison Break actually share one. So it’s not fair even to compare this three with Nip-Tuck. This last one is more intelligent, more renewed and innovated.

There’s a lot of complicity for each one of the series characters. Don’t be fool by imagine that this is a fun comic tv series to watch lightly. Don’t reduce it content to just a simple series that shows plastic surgery being made and beautiful women on the knife and that’s basically it. Actually, that’s nothing to it.

There’s a lot of deepness in each of Nip-Tuck’s characters. For example: there’s Christian, one of the plastic surgeons. He’s a women’s man, that don’t care anything about them. He just likes to enjoy and taste a different woman every day and that is not difficult for him. He starts out as a repulsive kind of men, but as we go on the story, there’s a side of him that in good, but doesn’t domain. That comes out when he as to advice his best friend teenager son. Instead of being always irresponsible and take the young boy to the easy life, Christian many times shows he has some sense of limits. When the series focus on pedophile, we discover that this well successful, good-looking, womanizer flirtatious is also a little abandoned and adopted boy who has been raped.

There are layers and layers to Nip-Tuck drama. This is not a funny light dramatized show. This is not for sensitive or superficial taste. It’s a disturbing, dramatic, deep and sometimes overwhelming anguishing drama. One learns from it.

The series also counts with the contribution of very graphic surgery and sex images. I must confess that, for someone used to watch to real life operations trough documentaries in witch every type of injuries was showed, even the skin of someone face being separated from the flesh, I was not apprehensive at all with whatever fictitious images I could see. I was wrong. Thanks to someone talent for impressive images, Nip-Tuck surgeries are disturbing to watch. There’s no way you’re going under the knife after watching that, if you don’t really nee to, it’s guaranteed! Nip-Tuck disturbs all of your five senses.

If you haven’t seen it yet but you’re a huge fan of Sopranos or LA Law, some fans of this television series became addicted to Nip-Tuck also!



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DR. HOUSE

Nos anos 80 surgiu uma série de muito sucesso que entrou pelos anos 90 a dentro. Já revelarei o nome. Era sobre um homem que, do nada, conseguia resolver os problemas mais complicados de forma surpreendente.


Faz lembrar o Dr. House? Pois faz! Este herói dos anos 80 foi encarnado por Richard Dean Anderson e, tal como House, a série tinha o título da personagem principal: Macgyver.

Há primeira vista, as semelhanças são apenas duas: ambas as personagens são o título da série e ambos são homens que resolvem situações impossíveis. De resto, não podiam ser mais opostos, certo? Um é cientista, o outro médico. Um ia para países estrangeiros, metia-se em guerras no deserto, explodia aviões e era um homem simpático, ágil e de acção. O outro gosta mais é da vida cómoda e fácil: automóvel estacionado o mais próximo possível da porta do trabalho e pessoas a cederem aos seus caprichos. Não é ágil, é arrogante e ofensivo.

Mas as semelhanças entre as duas séries são mais próximas do que parecem. É ingrato falar de uma série que ainda não acabou. Se não acabou, ainda pode sofrer alterações radicais e mudar para melhor ou para pior. Mas como já está no ar há alguns anos, pelo menos sobre esse período de tempo pode-se avaliar a obra.

Então cá vai: Dr. House é essencialmente o título que tem: o doutor House. O restante ambiente criado à sua volta não vale nada. A vida pessoal das personagens secundárias não tem interesse. É pouco desenvolvida. O ambiente no hospital por vezes dá vontade de rir, de tão irreal que parece ser. Centrem-se, se mais nada vos chamar a atenção, na reacção de alguns familiares dos pacientes problemáticos de House. Agora retirem o House dessa história e vejam o que fica.

Nada se aproveita, certo?

Vamos por partes. O primeiro argumento que dei é o pouco desenvolvimento das personagens secundárias. Tomemos o grande amigo de House como exemplo. Wilson (nome certamente inspirado na mais famosa personagem secundária do mundo, cuja função era escutar o doutor Holmes, Sherlock Holmes).

Também ele médico, divorciado não se sabe bem quantas vezes, penso que uma das suas ex-mulheres só foi inserida na história para se envolver com House. Tirando isso, a personagem não existe. Ela vive e respira House. Tal como acontecia em MacGyver. Rever esta série de imenso sucesso hoje, é rir ás gargalhadas desalmadamente. Algumas cenas são bem ruins! O mesmo acontecerá com House, decerto.

O segundo argumento que dou é o ambiente hospitalar ser pouco credível. Pois assim me parece.

Os restantes “médicos” parecem ter como função andar a desfilar de bata branca pelos corredores e dizer frases com palavreado difícil. Por vezes acompanhados de House, apenas para que todas as cenas não se passem sentados num gabinete. Afinal, há que passar a impressão de ambiente hospitalar. Batas brancas e estetoscópio ao pescoço já não chegam para isso.

Outra forma de passar ao espectador a sensação de ambiente hospitalar é mostrar os exames e tratamentos a que os pacientes são submetidos. Aí pode ver-se toda a parafernália médica: as máquinas e agulhas, o sangue. O doente sempre, mas sempre tem uma crise inesperada, após conversar com um dos médicos de House que lhe faz uns exames e diz que está melhor.

Mas a maior crítica que faço nesta perspectiva, é às reacções dos familiares destes pacientes. Ficam sempre muito resignados. Demasiado tranquilos para quem subitamente vê um filho/pai/mãe/esposo/esposa/tio/tia enfim, um ente querido inesperadamente no hospital e escuta pela primeira vez, ou entende pela primeira vez, que este está ás portas da morte. Só um milagre é capaz de impedir a eminente morte. E ao invés de se desesperarem, de arrancarem o coração para fora, a reacção da maioria dos familiares dos pacientes de House, faz-me rir. Rir muito!

Se calhar sou eu que já estou avançada para a idade. Já estou a ver esta série daqui a uma ou duas décadas. Quem sabe?

Nem tudo o que critico em House é pela negativa. De positivo dou-lhe a própria personagem, porque exemplifica o que temos na sociedade de hoje. Na década de 80 talvez fossemos mais activos como o MacGyver. Mas actualmente, o comodismo parece ser a ambição da maioria. O conforto do parque de estacionamento bem perto da porta de casa, ou mesmo em cima do passeio para que se veja melhor da janela. Já poucos andam a pé e de transportes públicos poucos são os que não estão já na terceira idade.

Que House exemplifica um certo cinismo da sociedade, é verdade. Ele também gosta de marcar o seu ponto de vista usando as pessoas como cobaias vivas. Isso é interessante. De resto, gosto do trabalho gráfico de computador, que mostram o que acontece no interior do corpo humano durante uma reacção do organismo. Gosto da música do genérico, principalmente da primeira série, e do genérico em si.

Acabei de lembrar de outro defeito de Dr. House: o uso exagerado de uma “fórmula”. Tal como a série Ally McBeal (mas o que se passa com isto de baptizar uma série de televisão com o nome das personagens?) que teve cada episódio a terminar com um número musical, o Dr. House segue essa mesma estrada. E por falar em marcar um ponto de vista usando a própria experiência de vida da pessoa, em Ally McBeal a personagem de John Case fazia o mesmo. E cá está! Ally MacBeal é outro exemplo de uma série que foi interessante no seu tempo, mas que não tem nada para oferecer hoje. Foi inovadora, cativante, principalmente graças à contribuição gráfica que dava azo aos devaneios da personagem.

MacGyver, Ally McBeal e o Dr. House. O primeiro tem a habilidade, o segundo a loucura, e o terceiro tem tudo isto! Mas tal como MacGyver e AllyMcBeal vistos hoje, acredito que passado igual período de tempo, também os fãs vão rir muito do Dr. House e companhia.



English Version:
In the 80´s there was a television series of great success that lasted into the early 90´s.
It was about a man that, from nothing, was able to solve very serious problems in the most astonishing way.

Does this remind you of Dr. House? Of course! But his name was MacGyver. An athletic, charming, enchanted guy that had the ability of taking himself and others out of dangerous situations.

At first, they don’t seam to have much in common, do they? Only two things: they’re both men able to resolve difficult situations and their character’s name are the tv series title.

But is that all? Let’s see. One is, has it was said, an athletic, charming men, that happened to be a scientist. The other is a doctor, not athletic, not very charming. Is actually rude, selfish and likes nothing better than to have his way. MacGyver had is adventures in the middle of the desert, where airplanes exploded and wars were going on. House stays locked in is apartment most of the time, some of those times he should be at work.

But they’ve have more in common that one realises. Is not fair to criticise a tv series that is not over yet. It still runs, so changes are a possibility that may or not improve the product. But I make my judging through these first four seasons. Here it goes:

Dr. House is essentially that: The doctor House. The rest of the cast is nothing. They personal lives are almost inexistent. They’re not developed. Lets take has an example, Dr. House’s friend, Dr. Wilson (name inspired no doubt, in the most famous secondary character in the world, hum function was to listen to doctor Holmes, Sherlock Holmes). He’s also a doctor that happens to be divorced a certain number of times that we don’t even know. I think that, other than to be involved with House, none of Wilson’s ex or currant wifes had a part on the show. The other characters are very shallow too. They come across has dispensable in the story. Just take House out of the picture and see what you stay up with.

The other criticism I throw into the sitcom is the poor credibility I see in the hospital environment. Apart from going on the corridors showing themselves in white gowns and stethoscopes hugging in by the neck, speaking in doctor’s terms, sometimes in the company of House, there’s nothing interesting going on. Just others strolling around. And I believe this is done only because if they made every scene inside the five doctor’s office, it would look bad. Many times it makes me laugh. Especially in the scenes where we see the patients family reactions.

If nothing else appeals to your attention, center yourselves in that. For people who very suddenly see they love ones (a daughter/sun/father/mother/uncle/etc) in life or death situation, their reaction is almost every time very peacefully. They’re told that only a miracle can save they sun, and in three seconds they are resign. It sounds silly! Actually, is not credible.

Of course, another way to pass that hospital environment feeling to the viewer is to show all the hospital paraphernalia on use. The exams a patient has to make, the needles injections, the blood etc. The patient always, but always has an unexpected crises after having had a normal conversation with the doctor that exams him and says he’s much better.

This tv sitcom makes me laugh. Many times! Maybe it’s me. Maybe I’m already watching this show 10 years from now. And just like MacGyver, I laugh of the bad scenes that look fake but seemed ok back in the 80´s.

I don’t negative criticize everything in Dr. House. I give a positive reinforcement
to the character itself, because it exemplifies a lot of what we have today. People are not that active has MacGyver anymore. Maybe they never were. This days, people seem to ambition nothing more that a live of comfort. Like the car parking space really near to the building entrance, or even on the sidewalk so they can keep a closer look from the sleeping room window. Only extremely poor and old people use the public bus. No one walks to work anymore. People can be in debt more that what they cope with, but no luxury is putted aside. So House exemplifies something that this modern society created. Selfish people that have trouble relating with others. Also, House likes to make a point by using others as there on guineapigs.

Another positive thing about this series is the open titles. The graphic design is nice and the melody is catching, specially the one from season one. I also like the computer graphic contribution to the story, when it shows the interior of the human body reaction to some disease or treatment. That’s great!

But still, one thing almost left my mind, but I have to say it: Lots of times there´s too much of a “formula” to the episode. Just like Ally McBeal (what’s up with character’s names for tv series titles?), that had a musical ending to every single episode, Dr. House goes on also in this road. And speaking of liking to make a point using other people experiences has an example; in Ally McBeal the character John Case did much the same. And so, I’ve just remember another good tv series that only belongs to the seasons it was made: Ally McBeal. Very uninteresting now, but very good to watch back in its days, with a great computer graphic contribution to Ally dreams and illusions. And that it! MacGyver, Ally McBeal, and Dr. House. One had the skills, the other the craziness and the third has it all!

But still, I believe that, just like MacGyver or McBeal watched today, so will tv fans in the future will laugh about Dr. House.

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FRASIER - the best?



Todos os episódios de Frasier terminavam assim: “Frasier has left the building!” . Traduzido, tem o seguinte sentido: “Frasier foi embora”. Mas não. Frasier não ia embora assim tão depressa.

A sitcom esteve no ar por 11 anos. E que anos! Um guião sagaz, inteligente, longe do humor fácil com que a maioria das séries de TV faziam sucesso. O público envolto nas peripécias profissionais e familiares de Frasier, aderiu à série com apetite de voyeur.

Quase nem dava para lembrar que a personagem Frasier Crane, psiquiatra, vinha de outra série de sucesso, Cheers –Aquele Bar, que terminou exactamente na estreia de Frasier: 1993. Não que o facto tivesse esquecido. Longe disso. A situação até foi encarada com nostalgia nos episódios em que se fez referência à vida de Frasier em Boston. Mas os autores simplesmente tornaram a nova vida de Frasier mais interessante.

Ressuscitaram” o seu pai, mas “mataram-lhe” a mãe e alteraram a profissão e o carácter dessas personagens. Afinal, o pai de Frasier é um polícia reformado. A mãe faleceu e era uma santa pessoa (e não a mãe possessiva que ameaça matar Diane por namorar o seu filho em Cheers) e o máximo dos máximos, Frasier tem um irmão, Niles, também psiquiatra.

E assim está lançada a história de três homens (sem um bebé) e suas peripécias com as mulheres. Temos Ross, a produtora de rádio que trabalha com Frasier, uma mulher que adora homens e que tem uma cultura geral que Frasier e Niles desconsideram. Daphne, a empregada doméstica/fisioterapeuta que encanta Niles, as constantes conquistas de Frasier e de seu pai Martin e finalmente Lilith e Maris, uma a ex-esposa de Frasier, outra a sua cunhada.

Maris é uma personagem fascinante, que existe apenas nas falas, reacções e descrições das personagens (http://br.youtube.com/watch?v=M1dZHjfg13Y). Lilith já era conhecida de Cheers, e é igualmente uma mulher fascinante, intelectualmente mais sagaz que Frasier, o que o enlouquece. O filho de ambos vive com a mãe e faz poucas aparições na série. Contudo, aparece e surge interessante, ao revelar-se sagaz o suficiente para enganar ambos os pais para conseguir uma minimoto de presente. O irmão Niles é a personagem que mais me fascinou. As suas neuroses e a sua paixão por Daphne são hilariantes. E transforma-se numa pessoa interessante quando começa a psico-analisar Frasier e se revela mais astuto, perspicaz e maturo que o irmão.

Esta talvez seja a melhor comédia de sitcom de todos os tempos. Se é que se pode eleger uma. Sem dúvida que merece essa distinção, por apresentar o guião inteligente que se inovou e renovou por 11 anos. Também Cheers durou 11 anos. Senfield 9 e outras também estiveram aí para durar. Mas nenhuma, nem mesmo Cheers dos mesmos criadores, recorreu menos à “fórmula” e obteve o mesmo sucesso.

PREMIAÇõES: 37 estátuas Emmys
TRIVIA: Eddie, na realidade Moose, o cão da raça Jack Terrier, fez as primeiras 8 temporadas da série, sendo depois substituído pelo seu filho Enzo. Faleceu em Junho de 2006 com 16 anos.



English Translation:
Every episode of Frasier ended this way: “Frasier has left the building!”. Translated, it means “Frasier is gone”! But Frasier would not go away that quickly.

It stayed on air for 11 years. And what great years! A funny intelligent script, far away from the easy humor that gave success to other shows at the time. The public glued to Frasier with a voyeur appetite.

You can’t almost remember that Frasier was a cross-over character from Cheers, another great sitcom that came to an end in the year of Frasier’s coming: 1993. Although the audience knew him has the Boston bar client, the new family and professional oriented story of Frasier was much better to watch.

His father Martin was brought to life as a former police officer, now retired. Frasier mom had died and her character changed to a sweet understanding and loving woman, instead of the jealous mom that threatened Diane life for dating her son in Cheers. And the best of all, Frasier has a brother: Niles, also a psychologist.

And so, the story is lunched. Three men (with no baby) and their life with the women. There’s Ross, Frasier´s radio producer whose love for men and general culture kind of repulse both Frasier and Niles´s extreme moral sensibility. There’s Daphne, the house made/physiotherapist that enchants Niles, the constant Frasier and his dad conquests and finally Lilith and Maris, respectively Frasier’s ex-wife and sister-in-law. Maris is a fascinating character, as is Lilith (http://br.youtube.com/watch?v=6gJjhqrsW78). The first woman is never seen(http://br.youtube.com/watch?v=M1dZHjfg13Y). She exists only in the characters reactions and words. Lilith is an interesting character more so when she intellectually confronts Frasier and clearly comes out as the winner. And then there’s their son. He doesn’t appear much in the series, but when he does, is worth it. The boy proves whose blod runs on his veins when he intellectually deceives both parents into almost buying him a motor bike. The brother Niles is my favorite character. His affected manners, and delirious passion for Daphne are hilarious. But his annulling as an individual with Maris and the maturity and intellectual superiority when he psychoanalyzes his brother, makes him a full individual.

This is probably the best comedy sitcom ever. It certainly deserves this distintion. It presented a hilarious rich script, that cleverly renew it self during 11 years. Other sitcoms that whore around also achieved success and longevity but none was less close to “a formula” and got the same success as Frasier.


Winner of 37 emmys
Trivia: The dog Eddie, actually named Moose made the first 8 seasons of Frasier and then was substitute by his son, Enzo. Moose died in June of 2006 with 16 years.

Some Links/Alguns links para relembrar esta excelente série:
1)- http://br.youtube.com/watch?v=13W48C5tAT8
2)-http://br.youtube.com/watch?v=v-VuPbXE_bI - bloopers - erros
3)- http://br.youtube.com/watch?v=YhJWj9dTEeI -Niles puts botox on his forhead
4)- http://br.youtube.com/watch?v=bUz8ljkPIY4 - Niles and Daphne and the trip with Ross and Donny

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