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Ingratidão

Todos sabem que as estações de televisão competem entre si. Isto gera que, grandes nomes, sejam cobiçados e ocorram transferências. Quem gosta de futebol entende esta parte muito bem. Na televisão passa-se o mesmo. Apresentadores com mais reputação são disputados. E assim, é vê-los a "saltar" da Sic para a RTP, da RTP para a SIC, daqui para a TVI e vice-versa.
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Mas só alguns, os de maior ego, saiem sempre a falar mal do sítio que abandoam. Foi o que aconteceu com Herman José em 2000, quando saiu da RTP para a SIC. E é o que se repete agora, ao sair da SIC para a TVI.
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Durante estes 9 anos em que se manteve na estação, só falou bem da SIC. Nem os muitos fracassos que protagonizou, nem o rompimento com amigos e colegas de longa data o conduziu a uma humilde reflexão sobre a sua metedologia. Nunca deixou de «dar graxa» ao patrão, elogiando a SIC e os seus directores e desfazendo a importância das conquistas da concorrência e os fracassos protagonizados. Quando abandonou a RTP, disse «cobras e lagartos» da estação. Elogiou a SIC repetidamente, dizendo que era uma estação onde tinha liberdade criativa. Ora, se a ausência de «liberdade criativa» o fez fazer programas como o "Parabéns", na RTP, com belíssimas entrevistas, então castrem esse homem!
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Houve quem lamentasse a sua saída da RTP mas, pessoalmente, achei que esta tinha ficado a ganhar. O tempo, claro, ditaria a sentença e acabou de o fazer: a RTP ficou de facto a ganhar. E a SIC? Queimou-se! Há pessoas que não podem ser livres...
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Lembro em particular do Herman Sic, que para mim ficou no ar muitos anos para além do que devia. E porquê? Se fosse um programa feito por qualquer outra pessoa, tinha sido imediatamente cancelado. Mas confiaram que o peso do nome de Herman bastava para o programa ter o seu público. Enganaram-se. Não assumindo o erro e sem proceder ao extermínio do problema, continuaram a enterrar mais fundo os pregos do caixão, ao fazer ouvidos de mercador e ao continuar a insistir em produzir um programa que ninguém mais assistia. Não escutaram a insatisfação do público, das audiências (sempre boas na versão-Herman) e foram enterrando a SIC, mais e mais, de cada vez que o programa continuava no ar. Por isso, e também por outras razões que se prendem simplesmente à ética e ao carácter, o Herman não devia estar a dizer mal da estação que ajudou a enterrar.
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Como artista, que tem de passar por alguns dissabores, até acredito que, na sua perspectiva, é um herói, injustiçado, traído, sabotado mas... na SIC Herman gozou de total liberdade. Portanto, mandou mais do que foi mandado. O fracasso é todo de sua responsabilidade e a culpa da SIC prende-se na sua atitude autista, em não querer assumir que, neste tempo, o «dinossauro» da comédia não tinha piada, a não ser de mau gosto.
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Lembro-me em particular da entrevista que Herman fez a Sting, no Herman Sic. Às tantas, o cantor praticamente mandou Herman para «aquele» lugar, só com a sua expressão. Perfeito cavalheiro, Sting podia ter-se levantado e ir embora, mas também não ficou ali com sorriso amarelo, como tantos outros antes e depois dele. Afinal, Herman só falava de si, da sua experiência como cantor (não presta para nada), da sua vida, do seu pai e, como é de seu hábito, interrompeu sempre o diálogo de Sting. Foi das entrevistas em que o seu egocentrismo mais sobressaiu. Depois disto, aguardava o fim do Herman SIC, mas durou mais uns anos... sempre a afundar.
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Agora diz bem da TVI, estação à qual não reconheceu nenhuma conquista enquanto funcionário contratado da SIC. Isto do mundo artístico tem muito que se lhe diga... mas resume-se apenas a este factor básico: os bons são aqueles onde estás, os maus são aqueles de onde sais. Se regressares, voltam a ser bonzinhos e toda a polémica do passado cai na amnésia.
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Por isso é que admiro apresentadores como o Jorge Gabriel ou o Júlio Isidro. Estes têm talento e uma postura profissional. Fazem as coisas com o sentido apurado no dever e encaram as transferências de estações como uma nova etapa que traz desafios, como metas a atingir. Se querem lavar «roupa suja», não o fazem na imprensa... tsc, tsc, tsc!
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Teresa Guilherme é outra apresentadora/produtora que andou a agitar as águas e a afundar o navio da SIC. Quando li que fez um contrato milionário para ser a produtora exclusiva da estação, achei que era um erro crasso, básico até. Primeiro, por ser um fenomenal erro ter uma parceria exclusiva com alguém, numa altura de crise. Além de ter de indemnizar forte e feio a Teresa Guilherme Produções caso surgisse a vontade de cessar contracto, a SIC fechou as portas à criatividade alheia, às produtoras independentes, à inovação. Simplesmente uma decisão que colocou mais um prego no caixão da SIC. E assim foi. Uma estação na situação da SIC não podia investir em produção nacional da maneira que o fez, achando que bastava fazer para ganhar audiências. Não há Floribela que aguente!
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Teresa é outra que andou a tecer uns comentários nada abonatórios da SIC. Com razão ou sem ela, convinha a estes dois profissionais reconhecerem que tiraram os seus proveitos do prato onde agora cospem. Compreendo que se acham maiores e melhores que todo aquele esquema. Mas depois, quando rejeitados, andam "ó pai, ó pai" a ver se conseguem trabalho noutra estação, como o Herman andou a fazer na TVI. É óbvio que ele quer passar a impressão que é artista convidado, que não «correu atrás», não precisa, tem muitos projectos, tem dinheiro, reconhecem-lhe o mérito... mas não é assim que as coisas realmente se passam. As rodas do sistema continuam a ser oleadas com muita graxa. A verdade é que estas pessoas estão viciadas na fama. Se existem televisões e os holofotes não apontam na sua direcção, não se sentem bem. E é por esta razão que admiro outro tipo de apresentadores. Com outra postura, menos egocêntrica e mais profissional. Tal como o Jorge Gabriel ou o maturo Júlio Isidro. Nem sempre recebem da entidade patronal o devido valor, mas o público lá o atribui.
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José Malato, por exemplo, é um apresentador cuja função na TV ainda não entendi. Não simpatizo com ele, talvez porque, tal como Herman, gosta muito de falar de si mesmo e interrompe os convidados para contar uma história sobre si mesmo, que sempre começa com «à muito tempo atrás, há muitos anos, quando EU trabalhava na rádio...». Não gosto de o ouvir falar de si e não lhe consigo identificar especial talento. Em pouco tempo de presença nos ecrãs, já estava com o seu próprio Talk-show. Foi um fracasso e rapidamente saiu do ar, de forma discreta, como sempre deve ser. O fracasso foi varrido para debaixo do tapete e não mais se falou dele. No entanto, Jorge Gabriel, veterano nestas lidas, com provas dadas, manifesta o desejo de fazer um programa similar em night-time e nenhuma oportunidade lhe foi concedida. Está certo: lá por funcionar bem como apresentador em programas de diferentes estilos, pode não ser tão bom noutros. Mas se deram uma chance ao Malato, porque não ao Jorge? Ás vezes penso que a televisão, assim como qualquer meio artístico, continua a sofrer do ancestral hábito de descriminar os artistas de acordo com a sua inclinação sexual. Os que são gays continuam a receber a preferência dos patrões. Os que não são, ficam mais na sombra, a executar um bom trabalho, mas com menos destaque. Há coisas que parecem não mudar...

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Os Simpsons

Poucos sabem que se trata de uma série, só por ser de animação, mas é. E é a mais duradoura de todas alguma vez feitas em qualquer parte do mundo. É também, uma série fantástica! Que não perde a sua actualidade.
Os Simpsons são uma família "tipicamente americana" mas também, uma família que é cada vez mais típica em muitas partes do mundo. Através do seu quotidiano familiar fazem-se críticas sociais muito claras, quase sempre indirectas mas tão contudentes e divertidas, que conquista qualquer mente inteligente. Os criadores têm mentes geniais!
Não me canso de os ver, julgo que nunca vou cansar e se quem os faz estiver para isso, não me importaria nada de morrer velhinha e ainda ter na Tv a companhia dessa família, e as suas sempre contudantes críticas à sociedade, à história, à evolução, às modas, à vida! É a única série intemporal que existe.

Not many people realize that The Simpsons is a Tv series. Some look at it has a cartoon. It´s an animation series, and the best one there is! It´s also the oldest one ever to be continuous on air. I love The Simpsons. I belive I will enjoy to keep on watching them on Tv has I get old and grey. It´s amazing how those minds of the creators are so brilliant. The Simpsons is a genious, right to the point, contudent humour series, that criticise all our characteristics has humans. It´s intemporal. It´ll never get out of time. I love them. Simpsons 4 ever!
New oppening - Nova abertura - Novo genérico 2009

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Conta-me assim...

Já aqui falei do gosto que dá assistir à série "Conta-me como Foi".

Após o episódio especial de hoje, tenho de repetir os elogios que faço à série. É até inacreditável que tamanha obra esteja a ser feita e o mais contraditório é que é pouco divulgada, mas muito apreciada. Como a fazem e com que recursos, é um mistério a resolver... mas ainda bem que nos brindam com uma história tão portuguesa e tão bem feita.


Então o que se passa com a representação em Portugal? Está provado que o problema não é a representação, nem os jovens que não sabem representar. É o quê, então? Bem, as pessoas envolvidas nesta produção devem andar na 7ªa nuvem do céu. Felicissímos da vida. Afinal, imagino-me no lugar deles e é isso que penso que sentem. Uma espécie de benção por poderem estar envolvidos numa obra desta magnitude e qualidade. I wish!


Mas vou culpá-los pela quantidade de lágrimas que me fizeram chorar. Até me dóiem os olhos. Sei bem que sou uma chorona de primeira categoria, mas escusavam de me fazer chorar baba e ranho! Afinal, amanhã é segunda feira dia de trabalho, e vão voltar a perguntar-me o que se passa comigo, que tenho má cara, cara de choro...


Muito bonito este episódio na "aldeia". Belo também o texto, a forma como demostraram os costumes e as sensações que cada uma das partes tinha da sua parte da vida. Hoje se um citadino for para o campo dizer que ali é o paraíso, o campónio até concorda, porque a cidade é um lugar horrível e feio. Talvez, não sei... mas estes sabiam ver o positivo e o negativo de ambos os lados da moeda. E quanto ao costume da morte, quem me dera que continuasse assim, mais humana do que o negócio frio que se transformou o fim da vida de uma pessoa.




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CSI - Lost, ER, Grey´s anatomy and all that junk


É quase um crime dizer que não gosto destas séries. Mas eis que o crime está a ser cometido: não gosto de ver séries de Tv, onde os protagonistas debitam texto complicado, com muita velocidade para parecer credível e à vez: ora falas tu, ora falo eu, e agora aquele ali...


Não me cativa, nunca me apaixonou. O que dizer, a não ser defender o direito que tenho em não gostar, sem que em troca tenha de escutar que estou errada, que é muito boa, a melhor que alguma vez já se viu, etc, etc...
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Não é o texto rápido e as terminologias que me afastam deste tipo de séries. Outras há que até vejo. É outra coisa. É algo de "receita" que todas elas apresentam. Uma espécie de novela de série B, uma bijuteria, vendida como peça de joalharia.
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É a repetição da mesma coisa vezes e vezes sem conta, dar sempre o mesmo, mudando o aspecto do rebuçado. É a pobreza da história, que é só uma e a ela são acrescentadas várias pontas ocas, que não têm outro propósito senão o de esticar a série, iludindo o espectador, que espera novidades que nunca vão chegar...
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Acho que vou chamar-lhe o fenómeno Twin Peacks. Quem não viu esta série? Quem não se encantou por ela? Quem não a seguiu religiosamente, para tentar descobrir quem foi o assassino?
Para depois de tanta volta, depois de ser enrolado vez e vez sem conta, como que num redemoínho de água, quando finalmente chega o fim, não faz o mínimo sentido. Ou seja: durante todo este tempo, os autores não faziam a Mínima Ideia do que queriam facultar. Escreviam para ganhar audiências, para ter uma série de sucesso, para ter o povo a falar das suas personagens. Mas sobre a história e para a história... um monte de lixo sem nexo. Saber quem matou Laura Palmer foi o truque. O rebuçado. Era a luz que reluzia no fim do arco-íris e quem conseguisse a desvendar, recebia o pote de moedas de ouro. Mas os que chegaram lá, tiveram a maior decepção! Levaram com uma bosta, isso sim!

É isto que não gosto neste tipo de séries americanas de pastilha-elástica: não têm nada para oferecer.

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Grelha TV cabo - mudanças

Saiu da grelha da Tv cabo o melhor canal estrangeiro que possuia: Infinito.
Apesar de o ver poucas vezes, reconhecia-lhe diversidade e interesse. Bons documentários, bons programas, que faziam pensar. Neste canal vi um debate interessantíssimo sobre religião. Inovador, impensável: um representante de cada religião numa mesa redonda!
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Coisas que não se vêm noutros canais, ou que são raras. E por isso, não tinham nada de ser eliminadas da oferta de produtos TVCabo. Mas o que fazer? Só nos sabem dar "mais do mesmo", com diferentes nomes. Isto porque se formos a verificar, são sempre os mesmos a querer ganhar mais dinheiro, criando mais um canal. Começamos com apenas um para filmes, o Hollywood. Logo a seguir vieram mais dois e claro, a pagar. Agora existem mais outros 3! E ainda um de transmissão livre, o canal MOV, que passa filmes pouco interessantes e antigos, aqueles que são "lixo" do mercado e nunca ninguém vê.
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Vem aí um canal de notícias TVI. Provavelmente, esta é a razão pela qual infinito foi eliminado. Mas pela propaganda, o canal promete. Vamos ver se cumpre. De facto, este é um nicho do mercado que a TVI estava a deixar para a SIC explorar. E esta fê-lo muito bem. Porém, onde um pássaro canta, outros também podem cantar... depois da RTP ter vários canais temáticos e regionais, chega a vez da TVI apostar nas notícias. Mas não só: este é um canal que está a tentar cativar o público com programas. Uma boa estratégia. Vamos a ver como corre.
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Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, acredito que há sempre espaço na televisão para inovar. Há sempre um programa que está a ser necessário fazer e que as televisões não mostram. O público tem sede e, ás vezes, bebe, bebe, mas aquilo que lhes dão a beber tem muito gás. Parece água, mas é lavagem...

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Canal História

Estou em Portugal com a Tv sintonizada no canal História, e pergunto-me porquê tenho de estar a «gramar» com o falatório em espanhol. Não só a parte dos anúncios está toda com locução espanhola, como os pequenos documentários também são espanhóis. Bem sei que o sinal vem de lá mas, bolas! Que raio de lusa-colaboração é esta? Onde está o lado português?
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Os portugueses são sempre os mesmos... está certo que cá nós os entendemos, mas não é razão para adoptar a postura «deixem lá a coisa passar em espanhol que o povo português entende».
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Falta ambição com acção aos responsáveis pelo canal história em Portugal. Acção que não falta aos espanhóis. E nós, um povo com tanto para mostrar! Ai, ai!

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SIC

Até que enfim, foda---e! *
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*primeira impressão retirada após ligar a televisão na Sic na segunda-feira dia 5 de Janeiro, e apanhar o "Nós por Cá" e a entrevista ao primeiro ministro José Socrates- o casca de santola**!
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**expressão utilizada por Henrique Medina Carreira no programa Nós por Cá, na Sic do mesmo dia, referindo-se aos políticos, sem chegar a dar nomes... mas a falar sobre o Magalhães, o computador para as escolas....
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Só me apetece dizer palavrões de contentamento! (nos corredores da sic e na directoria, também os devem estar a dizer...)

Veremos no que vai dar mas a meu ver, se continuar, promete... a crise trouxe a ousadia de volta à SIC? Tudo ou nada? Prá frente, sem medos? Sem lápis vermelho? Padrinhos? Veremos...

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Nós por Cá: Yuppi!!

Ainda não acabou o programa, e tive de vir logo escrever sobre as primeiras impressões. O programa da Conceição Lino, traz-me oxigénio. Faz lembrar uma SIC virgem, a sic do Rangel, a sic que me encantou ainda no papel... que lufada de ar fresco!
Apoiado! - escrevo em resposta aos comentários do comentador, que diz que as crianças estão a ser educadas para serem burras como os pais dos pais eram. E o quanto gostei de o ver admitir que tem desprezo pelos políticos de "casca" do país.
A linguagem do programa é directa, comum. É acessível a todos. Palavras sem rodeios, opiniões vulgares, típicamente portuguesas, como típico é o exemplo de funcionamento do sistema de atendimento público, que se viu pela "aventura" da funcionária do serviço do cartão do cidadão, que jurou apanhar a pessoa que a incomodou no trânsito através da matrícula.
Também me agradou chegar a casa, acender a Tv e apanhar neste horário e a esta hora, o programa.
Yuppi!! Até que enfim!!
Tudo o que o povo português sempre fala e ninguém escuta. Conceição Lino pergunta se o povo português manifesta-se. Não. Essa é a verdade. Mas sabem o que muda isso? Programas como este! Se o povo sentir que, ao se expressar, tem como ser ouvido, ele fala. Mais que isso, ele cria conceitos, forma-os, solidifica-os, toma conhecimento dos seus direitos e deveres, ve o "certo e o errado" de forma muito mais clara. Chama-se a isto (chamo eu) ALIMENTO ao cérebro. É que uma década de realitty shows de cáca, programas musicais semelhantes a uma lobotomia, e programas de exploração da miséria humana tiveram as suas consequências catastróficas. Não bastasse as crianças estarem a ser educadas a não pensar e a não agir (correctamente), também pela televisão não se tem feito outra coisa senão lobotomizar as massas.
Assim, (bolas! Finalmente!) já vou sintonizar a sic para alguma coisa que preste! E não precisa ser uma novela da meia-noite...
Parabéns e sucesso. O vosso sucesso é nosso também. É do país!
contacto do programa:
www.sic.pt/nos

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A LUCY - TV


Não. Não é a moça alvo do desejo de Drácula. Falo da portuguesa Luciana Abreu que agora adoptou uma nova versão para o nome. Antigamente haviam as bonecas Cindy, Tucha, a famosa Barbie... nomes de duas sílabas apenas, para entrar facilmente na memória das crianças. Acho que é nesta linha de pensamento que surge Lucy. Caso já não haja por aí uma boneca da figura, está aberta a porta do mercado.


Luciana Abreu trabalha num programa para crianças, a passar na sic ao fim-de-semana, que calhei ver hoje. Fiquei surpresa. Não muito, mas um tanto, ao ver a falta de jeito da moça para o simples acto de falar num programa. A voz não ajuda. Há algo naquele timbre que é desagradável. Parece que arranha. Esta é talvez a pior coisa que se pode dizer a quem tem aspirações de cantora.
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Foi a impressão que me passou. Sem preconceitos, sem malícia, sem nada. Só de ver, ouvir e absorver. Aquilo pareceu mais cru que uma vara verde. Além da falta de jeito, o programa pareceu ser imensamente deprimente. As crianças na plateia assistiam com ar apático e desanimado. As participantes num jogo não tinham entusiasmo algum e mal abriam a boca para dizer uma palavra, quanto mais um sorriso. Jogaram um jogo de "adivinhar o que se trata" através de uma sucessão de imagens a aparecer num ecran. Já de si um jogo sem interesse para miúdos. Talvez por isso as concorrentes não adivinharam nada, nem após aparecer a última figura.
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É isto o resultado de tanto falatório?! Um momento pouco energético, sem vida, desinteressante, TOTALMENTE errado para miúdos, com uma apresentadora de voz estranha, aparência artificial, com pouco à-vontade e vestuário ousado na cor prateado ofuscante.
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O que lhe vale é que a TV hoje em dia, «engole» tudo. Basta andar na boca do povo, nas páginas das revistas cor de rosa, aparecer nos eventos mediáticos com assiduidade e «anexar-se» a uma figura falada do momento. Basta até ser bandido ou muito simplesmente mulher "descascada". Esperava uma maior maturidade nesta Lucy, que mudou tanto por fora mas é tão verde para a TV. A TV engole tudo, já disse... mas não poderá mudar?

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SIC audiências - Tv

A Sic é a meu ver, o canal de televisão português que menos respeito merece dos espectadores actualmente. O tempo das «vacas magras» começou no ano 2000 e, de lá para cá, ao leme muitos tentam pilotar o barco com a astúcia necessária para que seja o primeiro a cruzar a meta final mas, ultimamente, não tem tido força e acomodou-se na última posição.

Por isso mesmo, pressente-se um momento de «vale tudo», que normalmente chega com a renovação da grelha de programação em Setembro. A sic está freneticamente na busca de audiências, num «Vale Tudo» notório. Fracasso atrás de fracasso, teve no programa «Momento da Verdade» o gosto que há muito lhe escapa ao paladar: audiências. E não perdeu tempo, como convém a um desesperado. Como se a audiência fosse uma droga, o interesse que o programa levantou levou a estação, quase uma semana depois da emissão do primeiro programa, a repetir tudo, antecedendo o evento com uma longa entrevista ao casal e procedendo com um debate de nome «A Verdade Compensa» conduzido por Rita Ferro Rodrigues, com candidatos escolhidos a dedo: A «feminista», o «machista» e o tipo que parece ficar «no meio».

Mas a estação já fez outras apostas. Que saíram logradas. A Roda da Sorte, com Herman José não está a alavancar as audiências como seria desejado. Claro que tal possibilidade estava prevista, até pela força do adversário do canal RTP1, mas a esperança do nome Herman José e do sucesso anterior do concurso levantou um véu de esperança que já se comprovou inútil. Também a comédia com a «Vip Manicure» foi uma aposta sic. Mas nem sei qual o resultado, pois não vi o programa mas pela ausência de comentários e artigos em revistas, já dá para adivinhar que também não pegou.

A sic guarda, contudo, aquele que pensa ser o seu maior trunfo: os Gato Fedorento!
Mas não será que está a colocar demasiada fé nele?Não que o grupo de humoristas não saiba ou tenha perdido qualidades. Mas tudo na vida é timming, oportunidade e estar no sítio certo à hora certa. Sinceramente, penso que nenhum destes factores se concilia.

É esperar para ver.
Por enquanto o que se percebe é isto: toda a audiência da sic está ligada ao frágil cordão que é um único programa: “O Momento da Verdade”.

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Momento da Verdade - TV

Querem saber como é um homem de verdade?
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Quem viu a primeira emissão de Momento da Verdade já sabe.
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Até compreendo quando é dito que as mulheres não pertencem no exército. Consigo compreender onde querem chegar. Existe nos homens este companheirismo cúmplice, que nas mulheres é diferente. E ainda bem que é. A mulher é mais sensível e emotiva, graças a deus! Por isso mesmo, as coisas demoram mais tempo a descer pela «goela». Se isso é um problema na típica atmosfera machista militar, claro que é.

Até porque a maioria deles (homens militares) foram lá parar por falta de opções. O perfil pode ser traçado desta maneira: rapaz jovem, quer fazer o que lhe dá na telha, não aguenta mais o ambiente familiar de casa e ter de se submeter ás imposições dos pais, que não gosta de estudar, mete-se em sarilhos e começa a trabalhar para ser independente, mas não se dá bem nesses empregos porque não se dá bem com a autoridade. Quer fugir de tudo isto. Está perdido, não aguenta mais. Alista-se no exército.

Parece contraditório que vá parar logo num meio onde a obediência é-lhe imposta. Mas não é de todo. O exército não é como na vida civil. Lá todos são iguais, entram no mesmo nível e passam pelas mesmas situações. O grupo acaba por ser o suporte do indivíduo. Cria-se então a tal cumplicidade e, aquilo que menos sabem lidar cá fora, a autoridade, é então tolerada somente nestas circunstâncias. Porque cá fora, não existe essa realidade de igualdade. No emprego, uns são sempre melhores que outros, todos se querem destacar, ninguém é amigo de ninguém, o chefe não é igual com todos, a camaradagem é substituída por rivalidade. A autoridade é, portanto, insustentável.

Eis a ideia que faço da maioria dos militares homens.
Nem vou entrar no que esta atmosfera faz quando se trata de procurar o sexo oposto. Isso fica evidente para quem viu o programa.

A mulher é diferente, mas tem lugar no exército. Só ela é capaz de «salvar o couro» de um colega homem, ao mesmo tempo que segura numa frigideira. Só o cérebro feminino é dotado de tamanha destreza. O homem é uma boa máquina de matar: pode ser programado para agir somente de um modo. A mulher é naturalmente inclinada para as multi-tarefas. Ela pode estar a carregar numa metralhadora e a fazer prova de obstáculos, que a cabeça dela está ali no que faz, mas também no que vai fazer ou no que já fez.

Dito isto, vamos aos factos. Este programa revelou um primeiro concorrente que disse «Sim» a quase todas as perguntas, menos algumas. Elas, as perguntas, já se adivinham o calibre:

- já teve relações sexuais com outra mulher neste ano? (SIM)
-gosta de brincar com a sua filha? (NÃO)
-faz de tudo para a sua filha não sentir a sua falta? (NÃO)
-usa o preservativo quando tem relações sexuais com outras mulheres? (NÃO)

E assim ficou traçado neste primeiro programa, o perfil da maioria dos homens. (Quem se segue?). Claro, existem excepções. Mas assim como se generalizou que as mulheres não pertencem à carreira militar, assim generalizo que a maioria dos homens é como este se pintou.
Resumindo, a maioria dos homens adora a esposa em casa e a coisa que mais ama no mundo é os filhos. Mas isso não basta, na lógica masculina, para deixar de dormir com outras mulheres, (sem preservativo, que é para ser um portador de doenças para depois transmitir à adorada esposa), para flirtar com outras, para fugir de passar mais tempo com os filhos. São a coisa mais importante, mas não têm paciência para estar com eles. Neste caso, nem para brincar. Alguém devia ensinar este homem que brincar com uma filha não é brincar com ela e as bonecas. Acredite que, se fosse um rapaz, carrinhos não iam fazer diferença nenhuma.

É por isso que defendo que todos nós precisamos ser ensinados para a paternidade/maternidade. Até mesmo a ser adultos, quanto mais para ser adultos a criar outro futuro adulto. Isto de ser pai jovem porque não se usa preservativo, e depois ser-se ausente e ter a mulher a carregar os fardos, deixa abertas muitas lacunas para traumas familiares. Acho que se devia aprender a ser pais. Devia-se ensinar em escolas. Grande ambição, quando o ensino básico não inclui nem a sexualidade…

Devia haver em Portugal um Dr. Phill, para que as pessoas não sentissem vergonha de não serem perfeitas e não terem problemas em assumir que precisam de ajuda. Ajuda para ser bons pais. Porque não?

Emocionado ficou o concorrente quando ouviu o irmão caçula afirmar que o considera um ídolo. Teresa Guilherme incentiva um abraço e pergunta porquê não se fala das emoções. Pois, é um mal português… guardar tudo para dentro. Sabem porquê? Porque assim somos ensinados! Muito mais depois do 25 de Abril, do que antes. Paradoxalmente, a liberdade trouxe o aprisionamento das emoções.

Temos então o típico homem português. Mas há sempre excepções e, neste caso, ela talvez não estivesse muito longe, no gene ao lado. Porque é que em todas as histórias de irmãos, existe sempre o mais novo a idolatrar o mais velho, que não é nenhum exemplo a seguir? É que isso prejudica muito o trabalho da mulher que queira preservar o seu achado…

Por tudo isto, sem dúvida que o programa será e foi um estrondoso sucesso. Quem é que não gosta de ouvir a verdade? Olhem que, se não for ali e por dinheiro (algumas das questões colocadas por Teresa Guilherme que não eram para o ganho, não foram respondidas com sinceridade), não será em nenhum lugar.

E claro, no final o concorrente levanta-se e vai cumprimentar o irmão, o amigo e a esposa. Qual destes não estava 100% de bem com o seu beijinho? A mulher, claro! Porque a mulher é diferente. E é mesmo para ser.

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A nova Roda da Sorte

Que decepção, a nova Roda da Sorte!

Cenário escuro e taciturno, pouco colorido, com perturbadores movimentos de luz e o rosto dos concorrentes filmado tão de lado que mal dá para perceber quem são. A indumentária, tanto dos concorrentes como do apresentador e da assistente, também foi uma escolha infeliz para esta primeira emissão.
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Aquele top prateado à lá Madonna do vestido da nova «Rute Rita» (desculpe a moça, mas o nome que sai é este) a lembrar a armadura reluzente do Robocop! E a camisa de Herman? Destoava tanto que não se olha nos olhos, mas para aqueles dois bolsos no peito ou para os botões na manga quando o apresentador se virava. Perturbador. Os concorrentes não ajudaram, ao aparecer vestidos como se fossem para uma festa de cocktail.
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Na memória do público da Roda da Sorte, está um cenário colorido. Ainda que estático e antiquado, prestava-se melhor ao desfrute do programa. Bem iluminado, prestava-se ao tipo de concurso que é a Roda: para divertir, ao fim da tarde, com humor. Agora aquela escuridão para se ver os efeitos de luzes em movimento, mais parece o cenário de programas nocturnos, como o apresentado pelo Malato na Rtp. É pesado.
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A maior diferença está neste recurso à tecnologia e cenários actuais. O quadro das letras é agora computadorizado e fica emoldurado por um néon de luz que altera de cor. É demasiado movimento e luz! Deixa de ser tão empolgante acompanhar o resultado, agora que as letras surgem sozinhas. Aliás, o que faz ali a assistente se aquilo surge sozinho? Se é para actualizar, ousem mudar o desnecessário. E a rapariga para aquilo é desnecessária. Ainda por cima, nesta primeira emissão, aconteceu que a letra não surgiu. Ora, para falhar vale mais aquele sistema antigo, mas catita.
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Senti falta da voz off. Aqueles diálogos que Herman tinha com o locutor para ganhar tempo foi uma exclusão da Nova Roda que faz falta. Deviam ter retirado a assistente que passeia de um lado para o outro sem utilidade.
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Sou fã do revivalismo e de novas incrementadas a coisas já vistas. Por isso mesmo, este programa decepcionou. Mas acredito que ainda dê a volta. É pena que as cores no set pertençam somente à roda. Com um elemento daqueles que desempenha uma função principal, o cenário devia combinar com ela. Modernizaram-no: o quadro, o cenário de luzes, o lugar do público e tudo mais. A roda fica a mesma??
.Novidades também são aqueles prémios-surpresa, o que fez Herman e a assistente quase desaparecer do programa. Enfiaram-se por detrás de um pilar falso para buscar o balde e a esfregona (com champanhe) que a concorrente acabara de ganhar. Fiquei a temer que desaparecessem os dois por aquele buraquinho. Ela desapareceu, e Herman ficou parcialmente oculto pela sombra. Uma filmagem diferente talvez não causasse tanto impacto. E o Herman ter permanecido no lugar ao invés de ir atrás da assistente também.
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Desta vez, os concorrentes estão tão à vontade que começaram a soltar umas piadas atrás de piadas, deixando o comediante sem graça.
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Entretanto fui mudando de canal. Sem dúvida, «O Preço Certo» estava com um dinamismo mais chamativo. Muita luz, alegria, cor. A Roda devia possuir de antemão essa vantagem, mas perde-a. Com aquele cenário taciturno, o contraste é convidativo à mudança de canal.
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Em simultâneo com o começo da Roda, na Sic Mulher a médica Céu Santos finalizava os seus esclarecimentos sobre sexo na terceira idade. Dominou totalmente o programa com informações úteis que o público quer saber. Este tipo de informação é necessária e daria um bom programa na tv portuguesa. Não me dão ouvidos…
.Estava crente no sucesso da Roda da Sorte, mas este começo decepcionante foi uma surpresa. Porém continuo a acreditar que tem pernas para girar… mas como está, já não muito. Ajudava mudar estas pequenas perturbações visuais. O que não devem fazer, por teimosia e discordância.
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O tempo dirá. E se existir uma segunda série, veremos se tem novo cenário.

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Caçadores de Mitos * Mythbusters -TV

Confirmado, Plausível ou Desfeito?


Quem teve a genial ideia de fazer os «Caçadores de Mitos» acabou por provar que sempre há algo fresco para se fazer em televisão. Que estouro de programa!


No início, Jamie e Adam eram os dois únicos apresentadores. Depois foi necessário ampliar a equipa e, após uma discreta contribuição de dois colaboradores, à dupla juntaram-se Grant, Tory e Carrie. Agora, já não consigo imaginar o programa sem eles!

Mas não se pode esquecer o carismático elemento: o Buster!
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Tratado como se humano fosse, pedem-lhe quase sempre desculpas pelas situações em que o vão colocar. E o pobre do boneco lá vai pelos ares, ora em explosões ou em catapultas. Bravo Buster!

PS: ouvi dizer que o Buster anda com receio de perder o seu emprego para os porcos…

Uma pessoa diverte-se com estes elementos. Chega até nós de forma descontraída, como se tudo não passasse de uma brincadeira que se faz rapidamente. E é educativo. Consegue dar o exemplo de que a persistência é uma virtude! Sem ela, não se chegam a conclusões definitivas. Além disso, é um dos pouco programas capaz de agradar tanto ao público homem como ao público mulher.

Não há dúvida que, quem imaginou este formato, acertou em tudo!

Mas não é um programa simples de fazer. Para testar um mito, é necessário muita investigação, contactos, preparos, dinheiro, despesas, materiais, localizações, equipamento diverso, viagens, peritos, construções etc. Estas pessoas fartam-se de trabalhar, tanto atrás como em frente das câmeras.

Acho que o melhor que os Caçadores de Mitos fazem pelo público, é desmistificar as mensagens falsas de Hollywood. As explosões a carros, o pirata que desce o mastro de um navio com uma faca a romper a vela, o barco virado ao contrário que serve como bolha de ar para caminhar debaixo da água. Tudo falso. Caçar os mitos tem sempre um resultado surpreendente.

Falta elogiar a dobragem portuguesa, que é excelente. O humor que faz parte da forma de apresentar o programa é fielmente reproduzido.
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Elogios também para o dinamismo da edição e do grande contributo da parte gráfica do programa. Dá para adivinhar em certos casos, que aqueles 5 segundos de divertidas imagens de Jamie e Adam em desenho animado, levaram as suas horas a preparar. Esta gente rala!

Passados quatro anos da sua estreia em Portugal, o programa continua refrescante. Surpreende e mantém o interesse. Temos o privilégio de o poder acompanhar todos os dias.
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English Version:

What a great show to make!

At the beginning, there’s Jamie and Adam but soon the addition of three other co-hosts, Grant, Tory and Carrie brought more sparkling to the Mythbusters. Now I can’t imagine the show without them. And, of course, without Buster! Poor guy!

(I’ve heard he’s having trouble with the pig’s presence on the set and is complaining to the producers he’s getting fewer scenes)

This is a very relaxing show that grabs both men and women attention. Its fun, like if everything was made to be a joke. But don’t kid yourself. This guys work they buts off! In front and especially in the back of the camera´s lents. It’s a very expensive show to make and requires a lot of previous and complex measures.

One of the best things the show has to offer to the public’s conscience is Hollywood’s false movie’s messages. Like cars explosions, the walking under the water with a flipped boat has an oxygen provider and slide down a ship sail with the help of sharpen knifes. It’s all fake, guys!

Another complement the show deserves has to be given to the excellent Portuguese doubling. It actually improves the product and really upgrades de humour to a higher position. Has anyone ever notice that some jokes are adapted to the Portuguese reality? Ex: when Adam is joking about bullets, he pretends to be selling them in the market like if they were daily necessaries. The Portuguese translation gives it the oral expression a chestnuts salesman gives to his speech. “Ooooolha a castanha quentiiinha”. I’m all in favour of keeping the original voices and sound but Portuguese doublings do such a good work that it’s actually better than the original. Especially because we can still ear in the background the original voices and sounds. The only thing in the show I give a thumb down is the original voice-off. What a disaster! It’s not a good one and also the style is old fashion.

Editing and graphic wise, the show gets a lot of thumbs up. Those animated figures of the mythbusters on their quest for the truth of a myth are delightful to see. After 4 years since its premier in Portugal, the show still keeps the publics interest. We are lucky enough to be able to see it daily, in more that one time schedule.
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Coupling, oh, yes!



Série Britânica, de quatro temporadas, feita entre 2000 e 2004. Teve depois um remake Americano.


Para quem gosta de humor inteligente, com mensagens comuns a qualquer indivíduo, esta é a série de eleição. Se nunca viu, está na altura de ver. Quando emprego o adjectivo "inteligente", não é à toa. Coupling (Couple = casal + sufixo ing, atribuí acção) é daquelas comédias britânicas escritas e pensadas ao segundo.


O tema central das conversas e relaccionamentos de seis amigos não podia ser outro: sexo. Mas o assunto não é abordado de maneiras reconhecíveis. É inovador, nunca vulgar e no entanto, não deixa nenhum tabu de lado.


Personagens:

Susan Walker:
Segura de si. Dominadora, bem sucedida, experiente. Jà namorou com a população inteira masculina da Austrália. Está preparada para encontar "o tal" e assentar.




Patrick Maitland:
Tem-nas todas. As mulheres, quer dizer. Gosta de todas por uma noite. Não é abastado em inteligência mas o tamanho de uma parte da sua anatomia dá-lhe o sucesso necessário com o sexo oposto. Nunca falhou. É o ídolo de todos os amigos.



Steven Taylor:
O atrapalhado. Bem intencionado mas um tanto bobo, acaba por meter-se em situações enrascadas.




Jeff Murdock:
Outro trapalhão, mas com teorias existênciais por demais engraçadas. Não só pela incrível racionalização, mas porque acabam por ter algum sentido, mesmo descabidas como parecem.




Jane Christie:
Insana, é uma palavra. Egocêntrica, a segunda para a descrever. Aparentemente normal, mostra-se muitas vezes fútil. É capaz de ser a versão feminina de Patrick.




Oliver Morris:
Entra na história na 3ª temporada e segura o rojão. É um tanto atrapalhado com as mulheres.




Sally Harper:
Tem pavor de envelhecer e é insegura quanto à sua aparência e com os homens.
Diz que só sorri aos homens solteiros, para poupar a elasticidade.



Todas estas personagens acabam se envolvendo umas com as outras. No início Susan é a namorada de Patrick, mas passa a ser de Steven, que por sua vez, é o namorado de Jane, que por sua vez nunca andou com Patrick, com quem Sally, por uma razão específica, quer namorar. Parece uma salada russa complicada de seguir, mas não é. A simplicidade com que o autor Steven Moffat entrega ao público coisas complexas, é um dos trunfos da qualidade da série.
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Quem viu também a versão Americana, sabe que a original é a melhor. No entanto, uma excepçãozinha para uma cena do primeiro episódio. A cena mais importante: a revelação do seio. Na versão Americana, a actriz em causa interpreta com maior naturalidade toda a questão, enquanto que na britância, Sarah Alexander não é verosímel.





English Version Soon.

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