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Nada a Esconder - RTP (PERCEPÇÕES)

Um novo programa vai estrear amanhã, dia 5 de Junho, às 22.45h na RTP. Chama-se "nada a esconder", tem a silvia Alberto a dar a cara cheia de maquilhagem pelo programa e ao que parece pela curta e pouco específica "promo", o programa vai falar de PERCEPÇÕES. Ou seja: aquilo que uma pessoa julga ser com os outros e o que os outros pensam que ela é. A apresentadora define o programa com as seguintes interrogações: 

"Conhece-se bem? O que vê no espelho é o que os outros vêm? O que é que os seus amigos, colegas e família pensam, realmente, de si? (numa irritante e pouco natural pronunciação cheia de ênfases!) Descubra a diferença da percepção que temos de nós e a realidade. (continuando a falar de forma irritantemente pouco natural e já muuuuito ultrapassada em TV). No novo programa Nada a Esconder". 

Ui! Por esta promo já tenho taaanto a dizer! E sem ver o programa... Deve ser a tal da PERCEPÇÃO.
Ainda não estreou mas já existem umas quantas coisas erradas com o programa. Primeiro é passar num canal que já está morto mas se recusa a ser enterrado. Depois vai passar a meio da semana quando ninguém vai ver e num horário de muito depois do Vitinho - ou seja: entre um filme, ou mesmo a cama, a RTP a meio da semana para cativar o público cansado e sonolento põe um programa para fazer as pessoas pensar na IMAGEM que elas próprias passam para as outras. A sério?? Vão propor-se a isso a uma quarta à noite? Tudo bem... já estão mortos mesmo, podem continuar a cavar uma cova mais funda. : D
Outro erro mas o que fazer, é que são sempre os mesmos "bonecos" que vão para ali servir de rostos de apresentação. Silvia Alberto, Catarina Furtado ou a outra que quer andar sempre com o Baião e que foi mãe mas apressou-se a voltar para a TV antes que perdesse o lugar, a tal de Tânia Ribas de Oliveira. (PERCEPÇÕES - já que o programa trata disso começo já a dar as minhas).

PERCEPÇÕES - o tema interessa mas duvido que a abordagem valha a pena. O pequeno promo é cliché: um indivíduo enumera as suas qualidades (simpático, amigo, etc) e as pessoas que convivem com ele contradizem-no com exemplos. E, segundo o texto de apresentação dictafonado por Sílvia Alberto, isto é a "percepção que temos de nós e a realidade". Mas quem diz, para começar, que a realidade está na definição dos outros? Eu conheço quem sou, talvez os outros não me conheçam. Dah! Se realidade é viver conforme o que os outros pensam, então isso é uma coisa. A realidade é, nesta "definição", a forma como OS OUTROS nos vêm. Pois... está bem.

E já que é para abordar as diferenças de percepção - a forma como nos vemos e o modo como os outros nos descrevem - julgo que o mais correcto (pelo menos mais inovador) seria abordar o exemplo pelo não cliché mas muuuuito mais comum e, quiça, realista: algumas boas vezes a percepção positiva que os outros fazem de alguém está totalmente equivocada. É aquele colega de trabalho que goza de uma boa reputação e não faz um "corno", vivendo dos louros de sabe-se lá o quê, é também aquele indivíduo que todos, vizinhos, conhecidos, familiares e namorada dizem ser simpático e depois se descobre que afinal era ele o muito procurado violador de jovens mulheres em Lisboa, Ou os típicos casos de mulheres que casam com príncipes encantados, que têm tudo: simpatia, afabilidade, bom sexo, uma empresa, boa vida, dinheiro, afeto e depois descobre-se que de criaturas simpáticas têm muito pouco, mas precisam de criar essa "PERCEPÇÃO" em terceiros para conseguir viver de acordo com as suas ambições. Falo por exemplo, daquele homem simpático e colega de trabalho afável, senhor distinto, prestativo, carinhoso e amável que casou com a tua melhor amiga e acabou por a matar. Esse tipo de exemplo do que é a PERCEPÇÃO interessa-me muito mais. A percepção do EQUÍVOCO, também conhecida por: estavam todos ceguinhos! É menos cliché e mais realista, a meu ver, pois não creio que a maioria das pessoas saiba realmente detectar com quem estão a lidar assim com tanta facilidade. A maioria COMPRA o que lhe vendem. Geralmente, pela minha PERCEPÇÃO, quem anda a VENDER não tem boa coisa para oferecer... E qual o malfeitor que se vende por aquilo que é? Hum, algum político faz isso??

máscaras, cada um vê o que quer
Eu sei, por exemplo, que a percepção que os outros fazem de mim não bate sempre toda certa com o que sou. E daí? A vida é isso mesmo. Prefiro lidar com uma pessoa assim do que com aquelas que todos dizem ser uma simpatia e o convívio vai dizendo o contrário, revelando invejas, azedumes, maledicência... Irra! Prefiro uma pessoa que é tímida para dar os bons-dias a uma que os dá aos gritos e logo a seguir espeta-nos uma faca nas costas indo falar mal de ti nos ouvidos de alguém. Cada caso é um caso, mas digamos que, para mim, a PERCEPÇÃO está mais DENTRO que FORA. Não são os outros que dizem o que uma pessoa é. Aliás, no mundo artístico em que a bajulação e a histeria por celebridades existe em massa, sabe-se que o artista muitas vezes se perde naquele "folclore" todo sem saber ao certo quem é. Não sabe se é o que os outros DIZEM que é ou DEVE ser do que é de verdade. Elizabeth Taylor disse-o mais ou menos assim: "Interessa é saber distinguir quem eu sou de quem os outros pensam que eu seja". Uma mulher inteligente.








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Homenagem ao Rotações


Está na altura de confessar uma coisa: gostava muito de ver o programa desportivo "Rotações" na década de 90. Comecei a vê-lo de vez em quando. Aquilo cativava-me. Nada entendo de desporto de automóveis, não é algo que queira propositadamente acompanhar, mas, graças a este programa, comecei a perceber bastante de algumas coisas e a sentir interesse por elas. Por esta razão, achei que merece uma devida homenagem aqui no TV e Sitcoms.

É preciso situar um pouco a situação da televisão na década de 90.
Primeiro que tudo, só existia a RTP. Que tinha dois canais. Só. Mais canais na televisão, só se uma pessoa tivesse antena parabólica, o que era o meu caso. Tinha também um aparelho televisivo comprado no estrangeiro equipado com um comando remoto - coisa rara, muito rara, num país onde só existia uma emissora e era costume as pessoas levantarem-se do sofá para mudar o canal. Mas a maioria, como que a adivinhar já um certo sedentarismo, deixava a TV sintonizada na RTP 1, negligenciando o outro canal. Só tinham de ligar a televisão antes de se sentarem! E desligar depois de usar! Nada de consumo desnecessário de energia por ficar em stand-by! Só possível com comando remoto... :)

Com o aparecimento das cruzinhas no canto do monitor - que piscavam a avisar que um programa ia começar no canal que não estava sintonizado, as pessoas começaram a gostar mais de mudar de canal para satisfazer a sua curiosidade sobre o programa que ia começar. Foi o início do apelo ao zapping! :)

Mas estávamos longe dos hábitos que hoje conhecemos!
Imagino o tipo de doenças que vão afectar a maioria das pessoas da minha geração no futuro cada vez mais próximo: tudo ligado com o uso (e abuso) excessivo do movimento repetitivo dos dedos e do pulso. Alguma vez pararam para pensar quantas vezes se tecla num computador ou num comando remoto? Por dia? Pode ser assustador. Eu devo fazê-lo 20.000 vezes! Ou mais. É só contar os caracteres de um texto. Só hoje já preenchi por volta de 20 páginas! Para não falar das vezes que andei a "surfar" pelo menu do telecomando - que detesto (Zon iris, versão barulhenta de uma box com capacidade de gravação).

Voltando ao Rotações, tenho pena de não saber quando é que o programa estreou na televisão. Sei que já vai longo e critico a RTP por não divulgar um pouco mais sobre a longevidade do programa. Sim, porque ele ainda anda por aí!

Porém, quero prestar homenagem ao Rotações da década de 90, do início da década. Como adolescente que era na altura, estava mais interessada em sitcoms de comédia, filmes e, claro, telenovelas - que passavam também à tarde na RTP 2. Programas sobre desporto automobilístico não estavam na minha lista de preferências, mas tiro o chapéu ao Rotações porque sintonizava-o e, mesmo desejando mudar de canal, não era capaz de o fazer. Gostava e seguia com interesse a informação que me estavam a passar.

Lembrei de fazer esta "homenagem" ao programa e às pessoas envolvidas na sua criação e produção, porque ele está a ser exibido novamente na RTP Memória, exactamente na década em que me lembro de o começar a ver com regularidade: 1992. Aguardo por uma emissão em particular que, por uma questão nostálgica, preciso de voltar a ver. Entretanto, acabei por o sintonizar e o fenómeno volta a repetir-se: não consigo mudar o canal! Expliquem lá isto, porque agora, é mesmo nostalgia, são notícias velhas, e eu ADORO ver! Já se passaram 20 anos. Parece que foi há pouco tempo, contudo... É um programa e pêras, este! Dura mais que as pilhas duracel! Acho que existiu outro ou que este mudou de nome algures no tempo... não lembro bem. Sei que existiu o Rotações e outro, cujo nome não consigo memorizar, mas é simples como o primeiro.

Posso não saber muito de caras e nomes do desporto automóvel, ou não reter grandes detalhes de informação, mas já sou muito rodado ;) - ah,ah,ah!

Sim, de 91/92 a 94/95 acompanhei este programa com alguma assiduidade. Não conseguia mudar de canal! É que é mesmo estranho este fenómeno, porque não tinha o desporto de automóveis como um gosto prioritário e passou a ser uma espécie de gosto ensinado. Supostamente, devia estar a ver uma novela, e estava a ver o programa.

Do pouco que entendo de automóveis mas do tanto que entendo de programas de TV, acho que este fenómeno se deve à qualidade e riqueza da informação. Os factos passavam para o telespectador com ritmo, interesse, qualidade e, acima de tudo, gosto por aquilo que estavam a fazer. Acho que gostavam muito de fazer aquele programa e agradava-me a forma como o faziam. Acho que, pelo final ou pelo intervalo, o apresentador costumava facultar um dado relevante sobre um acontecimento desportivo naquela data no tempo. Era fenomenal. Serve esta homenagem para prestar um singelo reconhecimento ao programa e ao trabalho dos envolvidos - inclusive os desportistas e os comentadores levados a estúdio. Adorei-vos e fascinaram-me. Desculpem por falhar em mencionar nomes e não dar a esta "homenagem" o devido rigor, facultando mais detalhes mas, esta é já a 22ª página de muita teclagem! eh,eh,eh

Parabéns ao Rotações.

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Herman José - a má escolha da RTP

Notícia à momentos (no telejornal) da RTP:

Herman José esta na RTP. Esta notícia, além de importantíssima, é de um interesse enorme!
Lamento profundamente. Existe uma razão pela qual o artista ficou na prateleira todo este tempo. Apesar de, ainda há umas semanas sair no jornal uma pequena nota a dizer que o mesmo não se incomodava de estar fora da televisão e gostava de fazer programas itenerantes, sempre achei isso conversa de TRETA.
.
Primeiro, porque a TV vicia e, também, é cómoda. Ganha-se dinheiro, bom dinheiro e afaga-se a vaidade. E se há pecado que penso pertencer a este artista, é este. Um enorme ego, cuja satisfação de todos os seus desejos o fez agir como uma criança mimada. Resultado: teve de ser castigado!
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Agora vai para a RTP... a notícia não podia ser mais devastadora. E incomplecta! Qual é o cachet? Que condições impões Herman José, o mesmo que disse que nunca mais em condição alguma colocaria os pés na RTP, à qual chamou nomes feios? Percebi que música ao vivo é imprescindível, ele assim o disse. Já vai começar a lista de exigências, de extravagâncias, de luxos surpérfluos em tempo de crise agravada... precisam mesmo de Herman na TV? Quem o vê? Traz algo de novo? E, o mais importante... quanto nos custa??

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