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Os Mortos de Fome

 

Alguém que costuma ver estes programas da manhã já tinha dito: "A TV não dá nada de jeito. Ligar a TVI para ver a Cristina e o Cláudio comer? Parecem uns mortos de fome, que nunca viram comida à frente, aquilo até faz impressão". 

Calhei ver essa parte hoje. E tenho de concordar. Acho que fazem uma rúbrica que disfarça que vão é almoçar. E comem... comidinha caprichada. Escolhida e cozinhada de acordo com as preferências de cada apresentador. 

"Arroz" no prato da Cristina, "trigo alentejano" no do Cláudio. 

Cristina vai direta à gaveta dos talheres e senta-se na parte da mesa destinada a receber o prato confeccionado. Cláudio vai petiscando logo dos pratos e metendo à boca. Mas logo ele também se dirige rapidamente à gaveta dos talheres. A cozinheira menciona que fez o suficiente para sobrar para o jantar. (ou seja, fica para eles depois). A Cristina LIMPA o prato. Fala e deixa falar mas sempre a engolir para dentro. O título da rúbrica é mesmo: "Almoço especial para o Cláudio e outro para a Cristina".

Pelo que percebi, é assim todas as manhãs. Cozinheira privada, comida praticamente gourmet - dentro das preferências de cada um. Isso é o que denomino de gourmet. 


A cozinheira ainda explica que usou um frango inteiro para o comer do Cláudio e que fez o suficiente para levar para casa. Levou-lhes também um frasco de Pesto, que a apresentadora logo diz que é "muito bom e vai levar para casa".


Cláudio ainda brinca, pergunta se são os dois frascos confecionados de forma igual e que vai levar os dois. O que faz Cristina levantar-se da cadeira onde está sentada a comer para dizer que, se não prestar atenção, o Cláudio leva-lhe tudo. 

Ó seja: é muito habitual eles receberem «presentes» de convidados e, pelos vistos, o Cláudio gosta de "passar a mão" no da colega. E assim os dois comem de graça, recebem presentes de graça e a equipa que os fique a ver a comer e a receber presentes. 


Ao menos no "preço Certo" o apresentador faz brincadeiras e distribui muita coisa pela equipa e julgo que, até para instituições. 

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Cheaters - infidelidade no flagra com câmaras por perto

Decerto quem vê regularmente TV ou se interessa por programas que de algum modo fazem furor por este mundo a fora, já viu ou ouviu alguma referência ao programa que sdá pelo nome Cheaters" agora a passar em Portugal no canal de cabo CBS Reality.

E assim sendo sabe que o programa é sem tirar nem por o que o nome já diz: Parceiros que traem o outro parceiro. Aquele que está desconfiado contacta o programa de TV que por sua vez segue e monitoriza a pessoa suspeita filmando e registando tudo. Depois quando sabem que podem contar com o reforço de um flagrante filmado, abordam o queixoso, revelam-lhe as descobertas e partem para a confrontação. Namorados e amante, todos os lados dos triângulos se encontram pela primeira vez.

E aqui pergunto: MAS PORQUE É QUE A PESSOA QUE SE SENTE TRAÍDA ATIRAR-SE AO AMANTE??



A sério, não entendo. A menos que este/a seja um grande idiota e provoque a vontade de plantar um soco para a sua voz parar de atrapalhar, não entendo sequer a sua relevância. Existindo amor entre duas pessoas, ao descobrir que esse amor foi traído, o PORQUÊ deve ser a primeira pergunta a precisar de resposta. Quero dizer, entender deve ser a necessidade primária. Ir para as fuças de quem nem se conhece? Acho que faria mais sentido partir para cima da pessoa que se ama e que traiu esse amor e não ir atrás do "outro", que pode ser qualquer um. Às vezes, até pode ser só mais um... é um insignificante.

Vi poucos destes programas e bastam-me uns para entender o conceito e tirar ilações. A primeira que tiro é que escolheram muito, mas muito bem o homem que apresenta e orienta o programa. Ele consegue ter a postura adequada para cada situação e apresentar os factos de uma forma que não deixa transparecer juízo de valor mas ao mesmo tempo parece apoiar cada um dos intervenientes. De vez em quando durante os confrontos ele sabe dar uns bitaques certeiros, mas continua a não ser partidário. É uma espécie de «consciência» mas sem meter mais lenha na fogueira (não precisa, a própria situação e estrutura do programa já é incendiária o suficiente).


A segunda é que sabe-se quem as pessoas são, por vezes mesmo antes de se saber o desfecho e se aprende sobre a natureza humana vendo cada uma destas pessoas, seus maneirismos, comportamentos e argumentos. Existe aquele que é enganado mas que não é exactamente imaculado de culpa no cartório. Existe aquele que é enganado e que se nota que o iria ser para todo o sempre e existe aquele otário que faz um grande show off das suas suspeitas de traição, insuflando o peito e garantindo que «faz e acontece» e quando em confrontação, não diz nada de jeito, não tem amor pela pessoa e aquilo foi mais uma forma de sair por cima de uma relação, humilhando o outro lado.

Aliás, o pedaço que vi agora foi assim. Um rapaz que já no vídeo de apresentação das suas suspeitas de que a namorada o trai surge a falar cheio de cagança, dizendo que «faz e acontece» se apanhar a namorada com outro. Logo aí achei: "não fazes é nada!". No momento da confrontação este «traído» nem três palavras coerentes lhe saíram da boca. A sua ira parecia circunstancial, não emocional. Avança para o outro tipo, que apanhou em cima da namorada, dá-lhe uns fracotes encontrões e nesses momentos iniciais é praticamente dominado pelo indivíduo. Só quando o amante sai de cena é que o «traído» o segue pelo parque de estacionamento para se armar em vitorioso e gritar mais uns tantos palavrões em voz alta. Mas claro, ficou fácil depois do outro virar as costas... (esse outro desconhecia que se estava a envolver com a namorada de alguém).

Mas não termina aqui. A sua indignação como já disse, não parece sentida. Não tem um comportamento de quem foi emocionalmente ferido. E claro, a atitude da namorada é acusá-lo de a ter traído primeiro. Isto tudo entre poucos argumentos e muitos palavrões (que o editor de som tem de tornar mudos um a um). A resposta deste ao ser desmascarado é: "E tens provas? Eu tenho provas." (gesticulando para as câmaras) - lol.

Vai que aparece uma vizinha. A vizinha do lado com quem a namorada diz que ele andou metido "Nem sequer vais procurá-las longe" - diz ela com alguma verdade. A vizinha defende a rapariga, mete-se entre os dois e é afastada pelo rapaz "cagão" com um empurrão na face vezes e vezes sem conta. Só isso já indica o pouco respeito que um homem tem pelas mulheres em geral. Afastá-las metendo-lhes a mão na cara e empurrando-as... Ainda por cima este namorado traído e revoltado, tinha «pinocado» esta vizinha na noite anterior. Umas meras 24 horas! A sua «reacção» a este novo facto é: "E tu gostaste".  Pobreza de espírito e nenhum discernimento reinava por ali. Para colmatar a cereja em cima do bolo é a suspeita de que afinal o rapaz «traído» e assiduamente traidor, que chamou o Cheaters para descobrir a verdade sobre a fidelidade que cobrava mas não oferecia, podia também ser gay e na realidade se interessar sexualmente por homens. WTF...?? (piiii)


Mas um dos casos que vi e achei fascinante - calhou ser o primeiro que acompanhei. Um marido procura o Cheaters para saber se a esposa o trai. Eles têm uma boa vida financeira, uma boa casa, carros, dinheiro, ele gosta dela, diz que o que mais gosta nela é que ela está sempre bem arranjada, tem boa aparência, um cabelo tratado, enfim, cuida de si mesma e ele gosta disso. Diz que não lhe falta nada, namorados de liceu que se casaram cedo, ela ficou em casa sem trabalhar - ambos concordaram com isso já que ele ganhava bem pelos dois. Mas a mulher andava diferente, não demonstrava tanta vontade de o ter por perto, parecia distante e ficava muitas vezes fora de casa até tarde da noite, em saídas com amigas.

Lá vai a equipa dos Cheaters seguir esta mulher. Linda, bem apresentável, andava na companhia de um homem mal vestido, que se veio a descobrir não ter emprego nem posses e vivia num contentor como o sem abrigo que era. Ao volante do carro dela, um mercedes, este homem pára num beco, sai do carro, sobe para dentro de um contentor de lixo e remove do interior algumas coisas, entre as quais um casaco de peles roto. Coloca-o às costas da mulher, que o abraça e beija, aparentemente feliz. E os dois seguem caminho até o contentor/moradia, onde fazem amor num colchão improvisado.

E é neste ambiente que se dá o flagrante. O marido ao perceber que está a ser traído e que o outro é um sem abrigo, acho que aquilo foi um golpe tremendo para a sua vaidade. Ele dava-lhe tudo e ela trai-o com um tipo que nem tem casa onde morar e sobrevive de comida do lixo?

Na confrontação sente-se que existiu em tempos uma união de amor e esperança mas estava agora alterada por uma barreira entretanto erguida que nenhum conseguia derrubar. Existia uma falta de diálogo por, a meu ver, o homem ter ideias muito fixas e não entender que a abordagem para o entendimento devia ser escutar. A esposa dizia-lhe que ele não a escutava. Ele dizia que ia escutar mas o seu comportamento fugia sempre para a acusação e para o "eu". "não te dou eu tudo?", "não tens tudo o que queres?", "já te neguei alguma coisa?" - ela a querer falar de emoções, ele a falar de bens materiais, de estatus e a não entender que já estava a tratá-la como um objecto fazia algum tempo.

Mas ela ainda lhe deu uma chance de falarem. Aceitou ir para dentro do carro com o marido, para conversarem. Só que este não soube ouvir o que ela estava a tentar dizer. Que ele não lhe dava atenção, que chegava tarde a casa, que ela se sentia sozinha e que precisava de se sentir amada, que não foi aquela vida que eles tinham prometido um ao outro, que ela não liga para dinheiro. Mas ele não ouviu e argumentou exactamente o dinheiro que lhe dava para andar bonita, ir ao spa, conduzir um mercedes...

Nesse instante em que percebe que os seus argumentos vão continuar a não chegar até ele a esposa decide sair do carro, dando a conversa por terminada. O marido tem então um gesto que infelizmente é baixo: exige-lhe que lhe devolva a chave do carro que foi comprado com o dinheiro dele. E quando a esposa lhe dá a chave e a aliança e se prepara para sair da viatura ele agarra-lhe o casaco e diz-lhe que também é dele. Ela aceita sem pestanejar que este lhe remova o casaco e lhe devolva a nudez. A mulher tinha sido flagrada em pleno acto sexual, estava nua, no meio da rua, com as câmaras a filmar a discussão e a nudez. Calhou às tantas o marido lhe estender o casaco para que se cobrisse. Mas já que ela lhe virava as costas, ele reclama-o de volta. É mesquinho. Mas pronto, no calor do orgulho ferido, as pessoas podem ser baixas nas atitudes. Cá fora, o amante, num gesto rápido e protector, pega-a ao colo e leva-a de volta para a «nossa casa».

De facto não dá mesmo para adivinhar quem as pessoas são pela aparência. E por vezes nem pelo lugar onde estas moram dá para supor que o carater é tão feio quanto os lugares. Ou tão bonito...


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Bárbara ou Catarina?

Nunca entendi porquê comparavam a Bárbara Guimarães à Catarina Furtado, e vice-versa, na procura de qual das duas é a melhor apresentadora de TV.

A meu ver cada pessoa tem o seu estilo e por isso, cada um é válido. Catarina, Bárbara, Francisca, Andreia, Néne, Pessoa... não importa o nome! Cada pessoa tem a sua forma de estar diante do público, a forma de comunicar. Não podem, por isso, haver comparações. O que existe são gostos.

De há uns (bons) anos para cá não vejo qualquer atractivo no estilo de Catarina Furtado. Acho-a insípida, sempre igual, sempre no mesmo registo, sem acrescentar nada de novo ou de importante aos programas que apresenta. Esta apresentadora, que chegou a ser muito disputada entre as televisões por ser um «íman» de audiências, acomodou-se na cómoda RTP, ganha o seu salariozinho no final do mês e lá trabalha, tranquila e sem grandes percalços. Não só não aprecio a falta de identidade dos seus programas, como não gosto da ouvir falar. Não gosto daquela voz colocada, propositadamente melosa, um tanto enfadonha e demasiado "ensinada". Não gosto de a ouvir em voz-off.

A Bárbara Guimarães nunca foi tão disputada quanto Catarina Furtado nem alguma vez teve a estabilidade profissional que a primeira aparenta ter, mas penso que se pode dizer que é um rosto da SIC. Admiro a sua disposição para experimentar diversos registos. Bárbara não se fica por um formato, ela tenta todos. Nela identifico a vontade de conduzir o programa, de lhe dar uma identidade e uma coerência. Aprecio isso nela. Acho que fez um bom trabalho na apresentação do programa de talentos. Soube como agir para retirar um concorrente mais abusado do palco, soube como dar apoio àqueles que se sentiram com a rejeição e sabia como fazer tudo isto e manter o ritmo do programa, sem o deixar cair. Isto sim, mostra algum pulso!

Ainda não a vi a apresentar o "Peso Pesado" mas tenho a certeza que o programa está bem entregue e não havia na SIC quem o fizesse melhor. Mas contra uma Teresa Guilherme de quem todos já tinham saudades - e até a própria se entregou à apresentação do programa "Casa dos Segredos" com toda a garra devido às suas próprias saudades, "Peso Pesado", cuja primeira edição também não vi, não tinha qualquer hipótese de bater o outro nas audiências. Penso que a SIC percebeu logo isso e não criou falsas expectativas, embora Bárbara deva «lutar» a cada emissão para cativar o público para o seu programa, sem nunca desistir ou ter o espírito derrotista. Pelo que percebi, ela logo encorpou o espírito do projecto ao vestir-se de forma apropriada à imagem do programa e ao conciliar peças suas com as de guarda-roupa. E nem a óbvia desvantagem a desmotiva ou faz com que manipule a carreira de modo a liderar apenas a apresentação de programas sem concorrência à altura. Ela é sempre chamada para "apagar fogos". Muito criticada, nem sempre pela positiva, tem um tipo diferente da maioria das apresentadoras, que são menos curvilíneas. É uma lutadora, que arrisca e procura entender o conceito de cada programa para o apresentar de acordo com as necessárias diferenças de estilo. Já Catarina, fica-se pelo mesmo, seja a abraçar-se aos concorrentes de concursos de música, seja a abraçar-se a mulheres africanas no programa "Príncipes do nada". É igual.

Pelo menos é essa a impressão com que fico. Pessoalmente as duas até podem ser inversamente mais ou menos simpáticas/antipáticas, mas como comunicadoras que utilizam a TV para se expressar com o público, é isto que vejo. Como comecei por dizer, cada pessoa tem o seu estilo de COMUNICAR. Por isso, fazer comparações não faz muito sentido. Isto foi mais uma análise que uma comparação. Não importa se é a Bárbara, a Catarina ou a Bárbarina! Existe sempre alguém com um estilo diferente, uma imagem fresca, uma forma de estar... e é isto que muitas vezes falta na TV: pessoas diferentes! A RTP é, a meu ver, uma estação cheia de apresentadoras-clone, que não acrescentam nada de especial à apresentação dos programas, não variam muito de estilo ou de "energia". O primeiro canal a entender isto e a mudar as coisas vai sair a ganhar.

Claro que a novidade cansa mais depressa mas, enquanto dura, traz muitos benefícios.

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Grande Teresa! - Casa dos Segredos, a gala


Não levou nem 15 segundos para Teresa Guilherme conquistar 
toda a plateia (em estúdio e em casa) ao começar a apresentar a Gala de hoje do concurso "Casa dos Segredos 2". Com alta energia, a cantar e a fazer rimas e trocadilhos, é Teresa Guilherme no seu melhor, a Teresa de quem o público sentia saudades.


Pelo menos falo por mim. Já estava cansada mas lutei contra a vontade de dormir porque queria vê-la a entrevistar os concorrentes e as pessoas em estúdio. E em apenas 15 segundos, ela faz com que mereça a pena!

Há quem diga que só lhe interessa saber quem sai da casa. Mas eu estou a ver a Gala não porque quero saber quem sai - isso posso saber amanhã. Quero ver o programa porque Teresa Guilherme faz as perguntas que queremos ouvir, porque o faz bem e com graça e porque consegue apaziguar os ânimos e aligeirar os temperamentos, sem grandes preocupações. E não precisa de rebolar pelo chão! :)

Quanto à prestação dos concorrentes no confessionário, cada qual foi marcante. E viva Teresa Guilherme que conseguiu entrevistar um pionés! Sim, porque foi dito que estas foram palavras pronunciadas pela sua antecessora do programa a respeito das capacidades argumentativas de uma outra apresentadora da TVI mas, como ainda não tinha sido posto em prática, tanto quanto sei, pode não passar de teoria. Ao entrevistar João F., Teresa Guilherme provou que é capaz de obter uma longa conversa com alguém que não fala nada! Um autêntico pionés, porque o rapaz não é capaz de elaborar uma frase nem de pronunciar uma palavra com três sílabas. Se João F. tivesse algum problema físico não hesitaríamos em julgá-lo deficiente, um retardado.

A prestação de João M. no confessionário corre melhor em termos de quantidade de palavras pronunciadas, mas também conduziu à manifestação do pai da Fany, que estava presente em estúdio, visivelmente perturbado com aquilo que muitas vezes as pessoas esquecem: quem sofre mais com a participação destas pessoas neste tipo de concursos são AS FAMÍLIAS! Todos são rápidos a julgar aquilo que vêm na TV, isto é um fenómeno natural e há que saber separar as coisas porque, quanto o programa terminar, ficam os destroços!

Depois das luzes se apagarem, tudo perde a graça e se esquece...

O senhor disse que passou de "Bestial a besta" na terra materna (Cinfães, parece-me). Isso foi o que mais me marcou, porque sei, ou melhor, imagino que se dá muito valor ao sítio onde nascemos, quando dele temos de nos afastar. Não só o senhor se afastou, como teve de sair do país. Há muita gente a falar mal de Portugal, mas acho que, se conhecessem um pouco mais da vida lá fora, mudavam de opinião. Claro que há coisas boas fora daqui, mas se calhar são mais laborais e monetárias do que outra coisa. Este país tem muito a seu favor, e isso é que muitos esquecem. Não se sentir bem a retornar à terra deve ser duro...

Bem, mas o senhor estava indignado e, com os nervos, acabou por difamar uma pessoa que não estava presente para argumentar, mais a família deste. Lamento que se zanguem os compadres, porque acredito que se deve lutar por uma amizade e nenhuma deve ter um "ponto final" sem que exista um grande esforço para chegar a um diálogo. É difícil! Talvez das coisas mais difíceis, mas faz as pessoas se sentirem melhor logo depois. Guardar tudo para dentro é que não é nada bom para a saúde... existem corações que explodem!

A professora da Cátia deve cometer Harakiri (suicídio de honra japonês :)), ou então ocultar em vergonha que foi quem tentou colocar conhecimentos de geografia dentro daquela cabecinha. Não sou nenhuma enciclopédia mas sei que não é preciso ser para se saber minimamente de geografia básica! Quem é que nunca olhou para o mapa-mundi? Quer dizer: se África fica a sul ou norte da linha do equador não deve constituir dificuldade alguma!

Cátia e restantes concorrentes: oiçam a Teresa Guilherme, que ela sabe o que diz. Sigam os seus conselhos! Vai estudar miúda, porque quando perderes a juventude, perdes a graça!

Nota alta para outra característica de Teresa: ela realça em estúdio que as palmas que a plateia tão entusiasticamente faz ecoar são de cariz respeitoso. Eu faria o mesmo porque me causa desgosto perceber que as pessoas são fracas de espírito ao ponto de aplaudirem o que consideram a desgraça de alguém, ficando contentes com isso. Adoro que Teresa Guilherme não deixe passar isto em branco e corrija as intenções das palmas. Boa Teresa!

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Argh! A porra do Nine-Eleven again!

Não gosto de ver que a programação televisiva é invadida de filmes sobre o atentado terrorista em Nova Iorque em 2001, cada vez que o mês de Setembro se aproxima. Irra! Que previsível e que irritante! Está a ser pior do que esperar filmes parvos sobre o Natal na quadra Natalícia...

Tanta coisa acontece no mundo, tantas tragédias desde então, porque tem esta de ser glorificada? "O dia em que o mundo mudou", "Sobreviver ao 11 de Setembro", "11 de Setembro: A conspiração", World Trade Center" são nomes de programas agora no ar nos principais canais nacionais de televisão.

Não me levem a mal, não me incomodaria de assistir a mais um documentário, mas nunca nesta data, que raio! Parece uma comemoração. Uma coisa é de certeza: um total aproveitamento! É o uso de uma data em que algo mau aconteceu para se tirar proveitos pessoais e, o que é pior, para impedir que pessoas que precisam de andar com a vida para a frente consigam sarar alguma ferida.

Como disse, muitas tragédias aconteceram desde então. Aquela que mais me vem à lembrança e que é para mim um EXEMPLO, é o Tsunami de 2004, na Indonésia e Tailândia. Milhares pareceram e tudo, mas mesmo TUDO ficou destruído - como se viu em imagens de SATÉLITE!!

Um ano depois deste Tsunami esperei que a televisão voltasse a passar aquelas imagens da água a invadir o continente como toda a velocidade da sua fúria, para nos relembrar o que aconteceu. Mas não. Apenas um ano depois, a situação foi apenas discretamente mencionada, sem quaisquer abusos de uma panóplia de imagens que devem existir em arquivo! Um comportamento muito atípico em televisão e mais ainda na parte da Informação!

E o povo Tailandês? Que perdeu tudo? Casas, bens e, alguns, a família inteira. Sabem como reagiram os Tailandeses?
Eu digo: Reconstruiram tudo e andaram para a frente! Em um ano o esforço para erradicar qualquer sinal da tragédia foi grande. O turismo já estava recuperado e o povo que sofreu este grande golpe estava consciente que tinham de andar para a frente.

A meu ver são um exemplo daquilo que é preciso ser feito em ocasiões de tragédia. Não é que não lhes custe ou não lhes doa as suas perdas. É uma mentalidade diferente da ocidental, esta mais centrada na auto comiseração, no acto de perpetuar e alimentar tragédias...

Também em 1999 Timor-Leste passou pelo que passou e não se está todos os anos a relembrá-lo numa determinada data, com filmes e documentários sobre o assunto a passar na TV!

Mas os Americanos, como se ali fosse o centro do mundo, não esquecem e não deixam o mundo deixar de saber as suas tragédias pessoais: o furacão Katrina, ainda hoje recordado em programas de televisão, o 11 de Setembro, dez anos volvidos, e aqueles que sendo de nacionalidade Americana estavam na Tailândia na altura do Tsunami...

Não me levem a mal, sei bem que tragédias são tragédias, não há maiores e menores. O meu coração vai para todos aqueles que as sofrem na pele. Mas existem em todo o lado: em África mulheres e crianças são mutiladas, violadas por homens com SIDA por se ter criado o mito de que ter sexo com uma virgem faz a doença desaparecer, e sei lá... há tanta tragédia pessoal por aí!

Só gostaria que a todas elas lhes fosse dada a mesma importância.

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Melhor Momento TV - Boyle

Não me canso de ver o vídeo que revelou a voz e personalidade de Susan Boyle ao mundo. Ainda me emociono com tudo aquilo: com a sua simplicidade, a sua autenticidade, a sua humildade, com o comportamento da plateia, do júri, antes e depois dela ter aberto a boca para cantar!

Soube então que estava diante de uma coisa rara: um momento inesquecível em televisão.




Elejo este como o momento que mais emoções a televisão me proporcionou.


Entretanto, vídeos de Susan Boyle aparecem quase todos os dias no youtube e encontrei dois, um quando esta tem 25 anos em que só se escuta o que canta e mal se a vê, e outro gravado em 1984 onde, visivelmente mais jovem e COMPROVATIVAMENTE bonita, revela ter a mesma presença de espírito, a mesma humildade, a mesma voz, a mesma personalidade tímida que a vontade de cantar esconde na bela voz que tem.




E então? Não é de arrepiar? E quanto às críticas depreciativas quanto à sua beleza física, aqui fica a prova que toda a gente já foi jovem e interessante. Susan nunca foi feia! Está velha, todos vamos ficar como ela, não se enganem! E aqui encerro a minha revolta com todos os que disseram: "tem uma voz muito bonita mas é feia!".


Encontrei também um vídeo humorístico engraçado, cuja única coisa que me transcende são os inapropriados comentários a ele associados. Enfim... mas vale a pena ver, para entender de onde vem a piada que, de início parece de mau gosto, mas depois percebe-se que tem o seu quê de engraçado.

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Ingratidão

Todos sabem que as estações de televisão competem entre si. Isto gera que, grandes nomes, sejam cobiçados e ocorram transferências. Quem gosta de futebol entende esta parte muito bem. Na televisão passa-se o mesmo. Apresentadores com mais reputação são disputados. E assim, é vê-los a "saltar" da Sic para a RTP, da RTP para a SIC, daqui para a TVI e vice-versa.
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Mas só alguns, os de maior ego, saiem sempre a falar mal do sítio que abandoam. Foi o que aconteceu com Herman José em 2000, quando saiu da RTP para a SIC. E é o que se repete agora, ao sair da SIC para a TVI.
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Durante estes 9 anos em que se manteve na estação, só falou bem da SIC. Nem os muitos fracassos que protagonizou, nem o rompimento com amigos e colegas de longa data o conduziu a uma humilde reflexão sobre a sua metedologia. Nunca deixou de «dar graxa» ao patrão, elogiando a SIC e os seus directores e desfazendo a importância das conquistas da concorrência e os fracassos protagonizados. Quando abandonou a RTP, disse «cobras e lagartos» da estação. Elogiou a SIC repetidamente, dizendo que era uma estação onde tinha liberdade criativa. Ora, se a ausência de «liberdade criativa» o fez fazer programas como o "Parabéns", na RTP, com belíssimas entrevistas, então castrem esse homem!
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Houve quem lamentasse a sua saída da RTP mas, pessoalmente, achei que esta tinha ficado a ganhar. O tempo, claro, ditaria a sentença e acabou de o fazer: a RTP ficou de facto a ganhar. E a SIC? Queimou-se! Há pessoas que não podem ser livres...
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Lembro em particular do Herman Sic, que para mim ficou no ar muitos anos para além do que devia. E porquê? Se fosse um programa feito por qualquer outra pessoa, tinha sido imediatamente cancelado. Mas confiaram que o peso do nome de Herman bastava para o programa ter o seu público. Enganaram-se. Não assumindo o erro e sem proceder ao extermínio do problema, continuaram a enterrar mais fundo os pregos do caixão, ao fazer ouvidos de mercador e ao continuar a insistir em produzir um programa que ninguém mais assistia. Não escutaram a insatisfação do público, das audiências (sempre boas na versão-Herman) e foram enterrando a SIC, mais e mais, de cada vez que o programa continuava no ar. Por isso, e também por outras razões que se prendem simplesmente à ética e ao carácter, o Herman não devia estar a dizer mal da estação que ajudou a enterrar.
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Como artista, que tem de passar por alguns dissabores, até acredito que, na sua perspectiva, é um herói, injustiçado, traído, sabotado mas... na SIC Herman gozou de total liberdade. Portanto, mandou mais do que foi mandado. O fracasso é todo de sua responsabilidade e a culpa da SIC prende-se na sua atitude autista, em não querer assumir que, neste tempo, o «dinossauro» da comédia não tinha piada, a não ser de mau gosto.
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Lembro-me em particular da entrevista que Herman fez a Sting, no Herman Sic. Às tantas, o cantor praticamente mandou Herman para «aquele» lugar, só com a sua expressão. Perfeito cavalheiro, Sting podia ter-se levantado e ir embora, mas também não ficou ali com sorriso amarelo, como tantos outros antes e depois dele. Afinal, Herman só falava de si, da sua experiência como cantor (não presta para nada), da sua vida, do seu pai e, como é de seu hábito, interrompeu sempre o diálogo de Sting. Foi das entrevistas em que o seu egocentrismo mais sobressaiu. Depois disto, aguardava o fim do Herman SIC, mas durou mais uns anos... sempre a afundar.
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Agora diz bem da TVI, estação à qual não reconheceu nenhuma conquista enquanto funcionário contratado da SIC. Isto do mundo artístico tem muito que se lhe diga... mas resume-se apenas a este factor básico: os bons são aqueles onde estás, os maus são aqueles de onde sais. Se regressares, voltam a ser bonzinhos e toda a polémica do passado cai na amnésia.
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Por isso é que admiro apresentadores como o Jorge Gabriel ou o Júlio Isidro. Estes têm talento e uma postura profissional. Fazem as coisas com o sentido apurado no dever e encaram as transferências de estações como uma nova etapa que traz desafios, como metas a atingir. Se querem lavar «roupa suja», não o fazem na imprensa... tsc, tsc, tsc!
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Teresa Guilherme é outra apresentadora/produtora que andou a agitar as águas e a afundar o navio da SIC. Quando li que fez um contrato milionário para ser a produtora exclusiva da estação, achei que era um erro crasso, básico até. Primeiro, por ser um fenomenal erro ter uma parceria exclusiva com alguém, numa altura de crise. Além de ter de indemnizar forte e feio a Teresa Guilherme Produções caso surgisse a vontade de cessar contracto, a SIC fechou as portas à criatividade alheia, às produtoras independentes, à inovação. Simplesmente uma decisão que colocou mais um prego no caixão da SIC. E assim foi. Uma estação na situação da SIC não podia investir em produção nacional da maneira que o fez, achando que bastava fazer para ganhar audiências. Não há Floribela que aguente!
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Teresa é outra que andou a tecer uns comentários nada abonatórios da SIC. Com razão ou sem ela, convinha a estes dois profissionais reconhecerem que tiraram os seus proveitos do prato onde agora cospem. Compreendo que se acham maiores e melhores que todo aquele esquema. Mas depois, quando rejeitados, andam "ó pai, ó pai" a ver se conseguem trabalho noutra estação, como o Herman andou a fazer na TVI. É óbvio que ele quer passar a impressão que é artista convidado, que não «correu atrás», não precisa, tem muitos projectos, tem dinheiro, reconhecem-lhe o mérito... mas não é assim que as coisas realmente se passam. As rodas do sistema continuam a ser oleadas com muita graxa. A verdade é que estas pessoas estão viciadas na fama. Se existem televisões e os holofotes não apontam na sua direcção, não se sentem bem. E é por esta razão que admiro outro tipo de apresentadores. Com outra postura, menos egocêntrica e mais profissional. Tal como o Jorge Gabriel ou o maturo Júlio Isidro. Nem sempre recebem da entidade patronal o devido valor, mas o público lá o atribui.
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José Malato, por exemplo, é um apresentador cuja função na TV ainda não entendi. Não simpatizo com ele, talvez porque, tal como Herman, gosta muito de falar de si mesmo e interrompe os convidados para contar uma história sobre si mesmo, que sempre começa com «à muito tempo atrás, há muitos anos, quando EU trabalhava na rádio...». Não gosto de o ouvir falar de si e não lhe consigo identificar especial talento. Em pouco tempo de presença nos ecrãs, já estava com o seu próprio Talk-show. Foi um fracasso e rapidamente saiu do ar, de forma discreta, como sempre deve ser. O fracasso foi varrido para debaixo do tapete e não mais se falou dele. No entanto, Jorge Gabriel, veterano nestas lidas, com provas dadas, manifesta o desejo de fazer um programa similar em night-time e nenhuma oportunidade lhe foi concedida. Está certo: lá por funcionar bem como apresentador em programas de diferentes estilos, pode não ser tão bom noutros. Mas se deram uma chance ao Malato, porque não ao Jorge? Ás vezes penso que a televisão, assim como qualquer meio artístico, continua a sofrer do ancestral hábito de descriminar os artistas de acordo com a sua inclinação sexual. Os que são gays continuam a receber a preferência dos patrões. Os que não são, ficam mais na sombra, a executar um bom trabalho, mas com menos destaque. Há coisas que parecem não mudar...

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DHARMA & GREG


Estreou em Portugal a 4 de Novembro de 1998 e pode revê-la agora, desde o primeiro episódio, novamente na SIC Mulher.

Ver os primeiros episódios desta série é voltar ao riso leve e inteligente. O espectador fica a conhecer todas as personagens e suas características logo no primeiro capítulo.

No centro está Dharma, uma rapariga hippie para os dias de hoje. Os pais dela também são uma raridade sobrevivente da época das flores, paz e amor. Depois temos Greg, um advogado, filho de Kitty e Edward, ambos a viver na alta sociedade. É então que Dharma vê Greg. O casal sente uma atracção imediata e casa nesse mesmo dia, separando-se logo depois. Mas Dharma e Greg têm algo de verdadeiro e a relação deles sobrevive ás estranhas e completamente opostas situações que se vão gerando devido às suas origens e estilos diferentes.

Dharma & Greg sobreviveu durante cinco épocas. “Veio ao mundo” em 1997 no canal a americano ABC e terminou em 2002. Pelo meio teve um período mais sombrio, em que parecia que as personagens estavam a sofrer uma transferência de personalidade. Greg começa a fazer disparates, a ter ideias malucas e chega, inclusive, a virar vagabundo e a sair de casa. Mas no geral, esta série é deliciosa como um rebuçado.

Se você tivesse de escolher um personagem preferido, qual escolhia? O doido e amnésico Larry? A transcendental Abby? O pré-reformado Edward? A socialite Kitty? O amigo Pete? A amiga Jane? A Dharma ou o Greg?

A minha favorita é Kitty!




English Version:
It premiere in Portugal on 4 of November 1998 and you can see it now on SIC Mulher channel.

To see the firsts episodes of Dharma and Greg is to have the return of a light intelligent laughter. Immediately in the first episode, you get to know each of the main characters and its characteristics.

In the centre there’s Dharma, a hippie “peace and love” couple’s daughter. Then comes Greg, a rich father and mother’s attorney son. Then Greg sees Dharma and Dharma sees Greg. They feel attraction immediately. In that same day, they get married and later get separated. But what Dharma and Greg have is a true thing. Although they came from completely different backgrounds, their relationship is here to stay.

Dharma and Greg lasted 5 seasons, from 1997 to 2002. It had an odd turn to it, when Greg and Dharma seem to change personalities. Greg changes so, that he becomes a vagabond and even gets to a begging situation. It’s a very weird turn! But all and that, this sitcom is has sweet has a candy.

So, what’s your favourite character? Mine is Kitty. She’s delightful!

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Nip-Tuck


Make me Beautiful … lie! (Põe-me bonita… mente!)

Devo dizer que esta é a melhor série televisiva em que coloquei os olhos nos últimos tempos. A expressão está correcta: colocar os olhos, visto que não a sigo religiosamente. Mas quando apanho um episódio!

Há tantas razões para admirar esta série, que não vou conseguir fazer-lhe justiça. Basta porém um detalhe que para mim faz toda a diferença: Nip-Tuk é diferente de tudo o demais!

Se tem o mesmo sucesso que outras produções amplamente publicitadas, como Lost, Prison Break, Desperate House Wifes, não sei. Mas comparar é impossível. Todas estas três mencionadas seguem uma fórmula que já foi vista antes, e Lost e Prison Break até partilham uma fórmula comum. Contudo, Nip-Tuck desprende-se com maior inteligência e inovação.

Desengane-se quem pensa que esta é uma série light, para rir ou para ouvir e ver as esperadas situações que envolvem a cirurgia estética. Não reduzam o conteúdo desta série de televisão ao simples acto da cirurgia estética. Esta é uma série madura, que realmente passa muitas mensagens em simultâneo, sem se esquecer que cada uma das personagens tem vida própria. Aliás, o consultório e as cirurgias desempenham apenas um papel de suporte para um ponto de vista. Cada vez mais a vida pessoal dos dois cirurgiões e suas famílias têm amplamente mais destaque.

Existe complexidade e profundidade em cada personagem criada em Nip-Tuck. Temos o inicialmente frívolo e mulherengo Christian, que está a envelhecer e por consequente a ter menos sucesso com as mulheres. Contudo não se pode definir Christian desta forma simplista. Nenhuma das personagens desta série ficaria bem avaliada se esta avaliação ficar apenas pelas primeiras impressões. Christian, tal como os outros, tem muitas camadas e algo nele é bom e atraente. Só que não é o lado dominante. De Christian o público recebe como primeira impressão o mulherengo que usa sem remorsos os corpos das mulheres. Com o tempo, este homem começa a sentir o vazio da vida fútil e ás tantas ser pai vai acabar por se transformar na sua razão de viver. Só que a paternidade não é fácil… nem para um filho adoptivo, nem para o biológico que afinal já tem em idade adulta. Christian também vai revelar a sua sensibilidade quando Nip-Tuck aborda o tema da pedofilia. Aqui vamos ficar a saber que este rico, famoso, bem-sucedido e desprezível mulherengo é também um rapaz vítima de violação, adoptado e abandonado.

E estou a aflorar superficialmente uma única personagem, deste rico rol que é Nip/Tuck. Avisei que não seria possível fazer juz à riqueza desta série de televisão. Por isso, tudo o que posso aconselhar a quem ainda não a viu, é que vá já a correr ver. Talvez não seja qualquer um que o consiga fazer, já que a série passa longe dos dramas suaves que nos habituamos a ver. NipTuck é dramático. É intenso. É perturbador, profundo e por vezes angustiante. E aprende-se umas lições.

A série conta também com uma contribuição gráfica potente das cirurgias estéticas e de sexo. Confesso que para quem suporta bem ver este tipo de imagens e já viu tantas imagens reais, exibidas em inúmeros documentários onde a pele humana é puxada e repuxada para aqui e para ali, onde se corta, serra, desenha, sangra e se mostra as mais horríveis lesões e pûs, pensei que não teria problemas em ver o mesmo a fingir. Enganei-me. Por alguma razão talentosa, o modo como uma cirurgia decorre nesta série é bastante perturbadora. Já vi a face do rosto humano ser separada da carne sem sentir horror. No entanto, dificilmente consigo estar tão calma e racional ao ver estas cirurgias a fingir (que de fingir não parecem ter nada!). Nip Tuck surpreende muito e certamente, mexe com todos os nossos cinco sentidos.

Se você ainda não viu esta série mas é fã de LA Law e Sopranos, saiba que outros fãs destas séries ficaram viciados também em Nip-Tuck!





English Version:


I must say this is the best television series I’ve put my eyes on in the last half-decade or so. The expression is right: I don’t watch it religiously but when I see it… uauh!

There are so many reasons to admire this show that it’s impossible to me to make it justice. But for me, one thing pops right on and is what makes a difference: Nip-Tuck
is different from everything else.

Maybe (I don’t know) it doesn’t have the same publicity has Lost, Prison Break or Desperate House Wife’s. But it has much more quality. The three last ones follow some time of formula that the audience has already seen somewhere else. Lost and Prison Break actually share one. So it’s not fair even to compare this three with Nip-Tuck. This last one is more intelligent, more renewed and innovated.

There’s a lot of complicity for each one of the series characters. Don’t be fool by imagine that this is a fun comic tv series to watch lightly. Don’t reduce it content to just a simple series that shows plastic surgery being made and beautiful women on the knife and that’s basically it. Actually, that’s nothing to it.

There’s a lot of deepness in each of Nip-Tuck’s characters. For example: there’s Christian, one of the plastic surgeons. He’s a women’s man, that don’t care anything about them. He just likes to enjoy and taste a different woman every day and that is not difficult for him. He starts out as a repulsive kind of men, but as we go on the story, there’s a side of him that in good, but doesn’t domain. That comes out when he as to advice his best friend teenager son. Instead of being always irresponsible and take the young boy to the easy life, Christian many times shows he has some sense of limits. When the series focus on pedophile, we discover that this well successful, good-looking, womanizer flirtatious is also a little abandoned and adopted boy who has been raped.

There are layers and layers to Nip-Tuck drama. This is not a funny light dramatized show. This is not for sensitive or superficial taste. It’s a disturbing, dramatic, deep and sometimes overwhelming anguishing drama. One learns from it.

The series also counts with the contribution of very graphic surgery and sex images. I must confess that, for someone used to watch to real life operations trough documentaries in witch every type of injuries was showed, even the skin of someone face being separated from the flesh, I was not apprehensive at all with whatever fictitious images I could see. I was wrong. Thanks to someone talent for impressive images, Nip-Tuck surgeries are disturbing to watch. There’s no way you’re going under the knife after watching that, if you don’t really nee to, it’s guaranteed! Nip-Tuck disturbs all of your five senses.

If you haven’t seen it yet but you’re a huge fan of Sopranos or LA Law, some fans of this television series became addicted to Nip-Tuck also!



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DR. HOUSE

Nos anos 80 surgiu uma série de muito sucesso que entrou pelos anos 90 a dentro. Já revelarei o nome. Era sobre um homem que, do nada, conseguia resolver os problemas mais complicados de forma surpreendente.


Faz lembrar o Dr. House? Pois faz! Este herói dos anos 80 foi encarnado por Richard Dean Anderson e, tal como House, a série tinha o título da personagem principal: Macgyver.

Há primeira vista, as semelhanças são apenas duas: ambas as personagens são o título da série e ambos são homens que resolvem situações impossíveis. De resto, não podiam ser mais opostos, certo? Um é cientista, o outro médico. Um ia para países estrangeiros, metia-se em guerras no deserto, explodia aviões e era um homem simpático, ágil e de acção. O outro gosta mais é da vida cómoda e fácil: automóvel estacionado o mais próximo possível da porta do trabalho e pessoas a cederem aos seus caprichos. Não é ágil, é arrogante e ofensivo.

Mas as semelhanças entre as duas séries são mais próximas do que parecem. É ingrato falar de uma série que ainda não acabou. Se não acabou, ainda pode sofrer alterações radicais e mudar para melhor ou para pior. Mas como já está no ar há alguns anos, pelo menos sobre esse período de tempo pode-se avaliar a obra.

Então cá vai: Dr. House é essencialmente o título que tem: o doutor House. O restante ambiente criado à sua volta não vale nada. A vida pessoal das personagens secundárias não tem interesse. É pouco desenvolvida. O ambiente no hospital por vezes dá vontade de rir, de tão irreal que parece ser. Centrem-se, se mais nada vos chamar a atenção, na reacção de alguns familiares dos pacientes problemáticos de House. Agora retirem o House dessa história e vejam o que fica.

Nada se aproveita, certo?

Vamos por partes. O primeiro argumento que dei é o pouco desenvolvimento das personagens secundárias. Tomemos o grande amigo de House como exemplo. Wilson (nome certamente inspirado na mais famosa personagem secundária do mundo, cuja função era escutar o doutor Holmes, Sherlock Holmes).

Também ele médico, divorciado não se sabe bem quantas vezes, penso que uma das suas ex-mulheres só foi inserida na história para se envolver com House. Tirando isso, a personagem não existe. Ela vive e respira House. Tal como acontecia em MacGyver. Rever esta série de imenso sucesso hoje, é rir ás gargalhadas desalmadamente. Algumas cenas são bem ruins! O mesmo acontecerá com House, decerto.

O segundo argumento que dou é o ambiente hospitalar ser pouco credível. Pois assim me parece.

Os restantes “médicos” parecem ter como função andar a desfilar de bata branca pelos corredores e dizer frases com palavreado difícil. Por vezes acompanhados de House, apenas para que todas as cenas não se passem sentados num gabinete. Afinal, há que passar a impressão de ambiente hospitalar. Batas brancas e estetoscópio ao pescoço já não chegam para isso.

Outra forma de passar ao espectador a sensação de ambiente hospitalar é mostrar os exames e tratamentos a que os pacientes são submetidos. Aí pode ver-se toda a parafernália médica: as máquinas e agulhas, o sangue. O doente sempre, mas sempre tem uma crise inesperada, após conversar com um dos médicos de House que lhe faz uns exames e diz que está melhor.

Mas a maior crítica que faço nesta perspectiva, é às reacções dos familiares destes pacientes. Ficam sempre muito resignados. Demasiado tranquilos para quem subitamente vê um filho/pai/mãe/esposo/esposa/tio/tia enfim, um ente querido inesperadamente no hospital e escuta pela primeira vez, ou entende pela primeira vez, que este está ás portas da morte. Só um milagre é capaz de impedir a eminente morte. E ao invés de se desesperarem, de arrancarem o coração para fora, a reacção da maioria dos familiares dos pacientes de House, faz-me rir. Rir muito!

Se calhar sou eu que já estou avançada para a idade. Já estou a ver esta série daqui a uma ou duas décadas. Quem sabe?

Nem tudo o que critico em House é pela negativa. De positivo dou-lhe a própria personagem, porque exemplifica o que temos na sociedade de hoje. Na década de 80 talvez fossemos mais activos como o MacGyver. Mas actualmente, o comodismo parece ser a ambição da maioria. O conforto do parque de estacionamento bem perto da porta de casa, ou mesmo em cima do passeio para que se veja melhor da janela. Já poucos andam a pé e de transportes públicos poucos são os que não estão já na terceira idade.

Que House exemplifica um certo cinismo da sociedade, é verdade. Ele também gosta de marcar o seu ponto de vista usando as pessoas como cobaias vivas. Isso é interessante. De resto, gosto do trabalho gráfico de computador, que mostram o que acontece no interior do corpo humano durante uma reacção do organismo. Gosto da música do genérico, principalmente da primeira série, e do genérico em si.

Acabei de lembrar de outro defeito de Dr. House: o uso exagerado de uma “fórmula”. Tal como a série Ally McBeal (mas o que se passa com isto de baptizar uma série de televisão com o nome das personagens?) que teve cada episódio a terminar com um número musical, o Dr. House segue essa mesma estrada. E por falar em marcar um ponto de vista usando a própria experiência de vida da pessoa, em Ally McBeal a personagem de John Case fazia o mesmo. E cá está! Ally MacBeal é outro exemplo de uma série que foi interessante no seu tempo, mas que não tem nada para oferecer hoje. Foi inovadora, cativante, principalmente graças à contribuição gráfica que dava azo aos devaneios da personagem.

MacGyver, Ally McBeal e o Dr. House. O primeiro tem a habilidade, o segundo a loucura, e o terceiro tem tudo isto! Mas tal como MacGyver e AllyMcBeal vistos hoje, acredito que passado igual período de tempo, também os fãs vão rir muito do Dr. House e companhia.



English Version:
In the 80´s there was a television series of great success that lasted into the early 90´s.
It was about a man that, from nothing, was able to solve very serious problems in the most astonishing way.

Does this remind you of Dr. House? Of course! But his name was MacGyver. An athletic, charming, enchanted guy that had the ability of taking himself and others out of dangerous situations.

At first, they don’t seam to have much in common, do they? Only two things: they’re both men able to resolve difficult situations and their character’s name are the tv series title.

But is that all? Let’s see. One is, has it was said, an athletic, charming men, that happened to be a scientist. The other is a doctor, not athletic, not very charming. Is actually rude, selfish and likes nothing better than to have his way. MacGyver had is adventures in the middle of the desert, where airplanes exploded and wars were going on. House stays locked in is apartment most of the time, some of those times he should be at work.

But they’ve have more in common that one realises. Is not fair to criticise a tv series that is not over yet. It still runs, so changes are a possibility that may or not improve the product. But I make my judging through these first four seasons. Here it goes:

Dr. House is essentially that: The doctor House. The rest of the cast is nothing. They personal lives are almost inexistent. They’re not developed. Lets take has an example, Dr. House’s friend, Dr. Wilson (name inspired no doubt, in the most famous secondary character in the world, hum function was to listen to doctor Holmes, Sherlock Holmes). He’s also a doctor that happens to be divorced a certain number of times that we don’t even know. I think that, other than to be involved with House, none of Wilson’s ex or currant wifes had a part on the show. The other characters are very shallow too. They come across has dispensable in the story. Just take House out of the picture and see what you stay up with.

The other criticism I throw into the sitcom is the poor credibility I see in the hospital environment. Apart from going on the corridors showing themselves in white gowns and stethoscopes hugging in by the neck, speaking in doctor’s terms, sometimes in the company of House, there’s nothing interesting going on. Just others strolling around. And I believe this is done only because if they made every scene inside the five doctor’s office, it would look bad. Many times it makes me laugh. Especially in the scenes where we see the patients family reactions.

If nothing else appeals to your attention, center yourselves in that. For people who very suddenly see they love ones (a daughter/sun/father/mother/uncle/etc) in life or death situation, their reaction is almost every time very peacefully. They’re told that only a miracle can save they sun, and in three seconds they are resign. It sounds silly! Actually, is not credible.

Of course, another way to pass that hospital environment feeling to the viewer is to show all the hospital paraphernalia on use. The exams a patient has to make, the needles injections, the blood etc. The patient always, but always has an unexpected crises after having had a normal conversation with the doctor that exams him and says he’s much better.

This tv sitcom makes me laugh. Many times! Maybe it’s me. Maybe I’m already watching this show 10 years from now. And just like MacGyver, I laugh of the bad scenes that look fake but seemed ok back in the 80´s.

I don’t negative criticize everything in Dr. House. I give a positive reinforcement
to the character itself, because it exemplifies a lot of what we have today. People are not that active has MacGyver anymore. Maybe they never were. This days, people seem to ambition nothing more that a live of comfort. Like the car parking space really near to the building entrance, or even on the sidewalk so they can keep a closer look from the sleeping room window. Only extremely poor and old people use the public bus. No one walks to work anymore. People can be in debt more that what they cope with, but no luxury is putted aside. So House exemplifies something that this modern society created. Selfish people that have trouble relating with others. Also, House likes to make a point by using others as there on guineapigs.

Another positive thing about this series is the open titles. The graphic design is nice and the melody is catching, specially the one from season one. I also like the computer graphic contribution to the story, when it shows the interior of the human body reaction to some disease or treatment. That’s great!

But still, one thing almost left my mind, but I have to say it: Lots of times there´s too much of a “formula” to the episode. Just like Ally McBeal (what’s up with character’s names for tv series titles?), that had a musical ending to every single episode, Dr. House goes on also in this road. And speaking of liking to make a point using other people experiences has an example; in Ally McBeal the character John Case did much the same. And so, I’ve just remember another good tv series that only belongs to the seasons it was made: Ally McBeal. Very uninteresting now, but very good to watch back in its days, with a great computer graphic contribution to Ally dreams and illusions. And that it! MacGyver, Ally McBeal, and Dr. House. One had the skills, the other the craziness and the third has it all!

But still, I believe that, just like MacGyver or McBeal watched today, so will tv fans in the future will laugh about Dr. House.

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FRASIER - the best?



Todos os episódios de Frasier terminavam assim: “Frasier has left the building!” . Traduzido, tem o seguinte sentido: “Frasier foi embora”. Mas não. Frasier não ia embora assim tão depressa.

A sitcom esteve no ar por 11 anos. E que anos! Um guião sagaz, inteligente, longe do humor fácil com que a maioria das séries de TV faziam sucesso. O público envolto nas peripécias profissionais e familiares de Frasier, aderiu à série com apetite de voyeur.

Quase nem dava para lembrar que a personagem Frasier Crane, psiquiatra, vinha de outra série de sucesso, Cheers –Aquele Bar, que terminou exactamente na estreia de Frasier: 1993. Não que o facto tivesse esquecido. Longe disso. A situação até foi encarada com nostalgia nos episódios em que se fez referência à vida de Frasier em Boston. Mas os autores simplesmente tornaram a nova vida de Frasier mais interessante.

“Ressuscitaram” o seu pai, mas “mataram-lhe” a mãe e alteraram a profissão e o carácter dessas personagens. Afinal, o pai de Frasier é um polícia reformado. A mãe faleceu e era uma santa pessoa (e não a mãe possessiva que ameaça matar Diane por namorar o seu filho em Cheers) e o máximo dos máximos, Frasier tem um irmão, Niles, também psiquiatra.

E assim está lançada a história de três homens (sem um bebé) e suas peripécias com as mulheres. Temos Ross, a produtora de rádio que trabalha com Frasier, uma mulher que adora homens e que tem uma cultura geral que Frasier e Niles desconsideram. Daphne, a empregada doméstica/fisioterapeuta que encanta Niles, as constantes conquistas de Frasier e de seu pai Martin e finalmente Lilith e Maris, uma a ex-esposa de Frasier, outra a sua cunhada.

Maris é uma personagem fascinante, que existe apenas nas falas, reacções e descrições das personagens (http://br.youtube.com/watch?v=M1dZHjfg13Y). Lilith já era conhecida de Cheers, e é igualmente uma mulher fascinante, intelectualmente mais sagaz que Frasier, o que o enlouquece. O filho de ambos vive com a mãe e faz poucas aparições na série. Contudo, aparece e surge interessante, ao revelar-se sagaz o suficiente para enganar ambos os pais para conseguir uma minimoto de presente. O irmão Niles é a personagem que mais me fascinou. As suas neuroses e a sua paixão por Daphne são hilariantes. E transforma-se numa pessoa interessante quando começa a psico-analisar Frasier e se revela mais astuto, perspicaz e maturo que o irmão.

Esta talvez seja a melhor comédia de sitcom de todos os tempos. Se é que se pode eleger uma. Sem dúvida que merece essa distinção, por apresentar o guião inteligente que se inovou e renovou por 11 anos. Também Cheers durou 11 anos. Senfield 9 e outras também estiveram aí para durar. Mas nenhuma, nem mesmo Cheers dos mesmos criadores, recorreu menos à “fórmula” e obteve o mesmo sucesso.

PREMIAÇõES: 37 estátuas Emmys
TRIVIA: Eddie, na realidade Moose, o cão da raça Jack Terrier, fez as primeiras 8 temporadas da série, sendo depois substituído pelo seu filho Enzo. Faleceu em Junho de 2006 com 16 anos.



English Translation:
Every episode of Frasier ended this way: “Frasier has left the building!”. Translated, it means “Frasier is gone”! But Frasier would not go away that quickly.

It stayed on air for 11 years. And what great years! A funny intelligent script, far away from the easy humor that gave success to other shows at the time. The public glued to Frasier with a voyeur appetite.

You can’t almost remember that Frasier was a cross-over character from Cheers, another great sitcom that came to an end in the year of Frasier’s coming: 1993. Although the audience knew him has the Boston bar client, the new family and professional oriented story of Frasier was much better to watch.

His father Martin was brought to life as a former police officer, now retired. Frasier mom had died and her character changed to a sweet understanding and loving woman, instead of the jealous mom that threatened Diane life for dating her son in Cheers. And the best of all, Frasier has a brother: Niles, also a psychologist.

And so, the story is lunched. Three men (with no baby) and their life with the women. There’s Ross, Frasier´s radio producer whose love for men and general culture kind of repulse both Frasier and Niles´s extreme moral sensibility. There’s Daphne, the house made/physiotherapist that enchants Niles, the constant Frasier and his dad conquests and finally Lilith and Maris, respectively Frasier’s ex-wife and sister-in-law. Maris is a fascinating character, as is Lilith (http://br.youtube.com/watch?v=6gJjhqrsW78). The first woman is never seen(http://br.youtube.com/watch?v=M1dZHjfg13Y). She exists only in the characters reactions and words. Lilith is an interesting character more so when she intellectually confronts Frasier and clearly comes out as the winner. And then there’s their son. He doesn’t appear much in the series, but when he does, is worth it. The boy proves whose blod runs on his veins when he intellectually deceives both parents into almost buying him a motor bike. The brother Niles is my favorite character. His affected manners, and delirious passion for Daphne are hilarious. But his annulling as an individual with Maris and the maturity and intellectual superiority when he psychoanalyzes his brother, makes him a full individual.

This is probably the best comedy sitcom ever. It certainly deserves this distintion. It presented a hilarious rich script, that cleverly renew it self during 11 years. Other sitcoms that whore around also achieved success and longevity but none was less close to “a formula” and got the same success as Frasier.


Winner of 37 emmys
Trivia: The dog Eddie, actually named Moose made the first 8 seasons of Frasier and then was substitute by his son, Enzo. Moose died in June of 2006 with 16 years.

Some Links/Alguns links para relembrar esta excelente série:
1)- http://br.youtube.com/watch?v=13W48C5tAT8
2)-http://br.youtube.com/watch?v=v-VuPbXE_bI - bloopers - erros
3)- http://br.youtube.com/watch?v=YhJWj9dTEeI -Niles puts botox on his forhead
4)- http://br.youtube.com/watch?v=bUz8ljkPIY4 - Niles and Daphne and the trip with Ross and Donny

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