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Maria Vieira passou-se do berlinde

Maria Vieira, quer queira quer não, quer o sinta ou não, é uma actriz acarinhada pelo público português.
Nem tem que fazer nada para isso. É e pronto.

No entanto a sua postura desde que provou dos «ares» do Brasil tem sido pontualmente controversa. Mas como o público adora-a, a imprensa também, pouco destaque se tem dado a algumas palavras pouco felizes.

E exemplifico: A primeira vez que Maria me «chocou» com algo que tenha declarado foi com uma ida sua ao 5 para a Meia Noite - ou um talk show parecido. Onde ao falar sobre a sua experiência a fazer novelas (só de Miguel Falabella) na rede Globo no Brasil, a actriz voltou a sublinhar o que já havia dito nas revistas sobre a remuneração compensar muito mas muito mais que o melhor trabalho por cá pode pagar (porque eles são milhões e o Brasil imenso) e continuou a comparar a situação do ator de lá com o de cá, tecendo demasiados elogios ao que eu considero o lado superficial da exposição da profissão.

Sei que deve ser bom e entendo perfeitamente que alguém prove e passe a gostar de viver no conforto que algum reconhecimento proporciona, deve ser fácil uma pessoa se acostumar ao luxo, ter motorista privado para ir e voltar das gravações, viver num palacete paradisíaco, ter serviçais e luxos tais - ela e o marido, que levou consigo. Compreendo perfeitamente ainda mais depois de uma carreira longa que imagino que, tal como todas, tenha começado na dificuldade e com poucos recursos. Mas Maria falou num tom algo delirante - e isso é que foi preocupante. Falou com vaidade da reação do público brasileiro por si, comparando-o em números e quantidade ao povo português e desvalorizando em quase tudo este último. E continuou nessa nota, de desvalorização de quase tudo o que por cá existe, valorizando demais o que por lá encontrou. Volta e meia detona a realidade de cá. Mas para mim a estocada final e imperdoável de Maria foi quando na sequência de uma pergunta comparativa sobre o povo português e o brasileiro esta diz "Vocês". 


Vocês?! WTF?
Não devia ter dito "nós"? Não é por acaso a Maria Vieira portuguesa? Está a renegar a pátria? Provou um pouco da vida globista e foi ao delírio e alucinação... ???.

Isso me caiu um pouco mal.
 Maria Vieira com Carla Andrino no Brasil

Passados meses desde a sua presença nesse programa de TV, talvez um ano deste lamentável episódio ao qual pelos vistos só eu prestei atenção, eis que a artista volta a ter uma atitude um tanto inconveniente, para não dizer preconceituosa e invejosa (minha interpretação). Ao ligar a televisão e verificar que Diogo Morgado se encontrava no programa Vale Tudo, ela sai-se com este comentário no seu facebook:

"Em inofensivo zapping, dou por mim a sintonizar a SIC e que vejo eu? O Diogo Morgado, ator português que vive justo reconhecimento na indústria cinematográfica americana, a participar numa coisa tipo programa de televisão que envolve planos inclinados, quedas aparatosas, embates mais ou menos estúpidos contra paredes e efectivação de figuras ridiculamente idiotas. O que é que o Diogo Morgado faz ali? Alguém o obrigou a participar sob ameaça da própria vida? Então porquê? Precisará ele dos míseros euros que supostamente lhe pagam para fazer aquelas figuras? Será que ele pretende arruinar o que de bom lhe tem acontecido nos últimos tempos? Terá ele enlouquecido?
Maria não fica por aqui e diz tudo: "... devem descortinar a piada em vê-lo fazer aquelas figuras que ficam a dever mais à dignidade do que aquilo que os portugueses devem à Troika!. Estão a imaginar (salvo as devidas distâncias) o Johnny Depp ou o António Banderas a escorregarem num plano inclinado e a "esbardalharem-se" de encontro a uma parede! Pois, eu também não, e eles, seguramente muito menos! Espero bem que o agente americano do Diogo tenha visto aquele programa, tipo "chalaça", via satélite, e lhe diga aquilo que toda a gente com cérebro lhe gostaria de dizer, ou seja: "Não te metas nisso pá" a bem da carreira internacional do nosso "Cristo Lusitano"


Ainda bem que existiu quem tivesse tentado chamar a atenção de Maria para a realidade. Entre os quais o próprio Diogo Morgado, César Mourão e Rui Unas. Todos abordaram a questão por todos os aspectos realmente interessantes (importantes). (ler resposta de Unas e Mourão aqui e a resposta do Diogo aqui). 

Maria, como pode você (vai desculpar-me o tratamento na primeira pessoa mas certamente vai ser agradavelmente familiar) que viveu grande parte da carreira a fazer comédia meio-parva em programas de TV tecer críticas dessas a um programa com o sketch cenário inclinado? Um programa que, goste-se ou não, nota-se que cada ator tem ali oportunidades teatrais e outras mais para desenvolver aspectos do seu talento que tão raramente surgem de uma vez só. Ali vivem do improviso, da mímica, da interajuda, da sagacidade... Goste-se ou não acho que percebo que ali eles se divertem até mais do que o espectador, aprendem e treinam. O argumento que não «cola» é mesmo esse de não ser trabalho para um ator se prestar a fazer, principalmente um com a popularidade do Diogo, a não ser se este andar desesperado por «míseros euros». 


Só posso concluir que é inveja, que no fundo Maria adoraria estar no lugar do Diogo e por isso proferiu essas palavras que provêem tanto dessa inveja da sua popularidade internacional e fama como do pedestal onde a Maria parece ter subido desde que fez uma temporada no brasil e se tornou presença aparentemente regular em produções além-fronteiras. Porque o seu discurso aponta para isso. Desde o julgar que um ator não se pode submeter a trabalhos «populuchos» (logo quem Maria, logo quem....), insinuando que um ator que alcançou o que o Diogo alcançou lá fora por isso já não devia prestar-se a actuar num programa de televisão português como aquele (lol Maria, big lol. Vê-se bem que a temporada no Brasil não te fez entender como por lá os atores usam e abusam dos programas televisivos de entretenimento) e finalmente, para mencionar que são «míseros» os tostões pagos aos atores é porque já se etiquetou com valores bem acima da média.  

A Maria goza de popularidade, admiração e respeito tanto cá quanto aparentemente fora deste país. O público português gosta da Maria. Não devia colocar tudo o que conquistou em risco ao proferir estas e outras palavras amargas e negativas. A Maria sempre pareceu ao olhar do espectador ser uma pessoa bem disposta, simpática e divertida. De bem com a vida, de mente aberta. Tem um rosto imediatamente carismático e simpático. Mas quanto ao que começa assim a revelar, não sei não... 


PS: Entretanto Maria Vieira voltou a responder à entretanto polémica (para mim não foi assim tão grande porque se isto aconteceu Domingo passado e eu não ouvi nada até ler hoje uma notícia numa revista é porque não moveu assim tantas ondas) Ler aqui na integra. No meu entender Maria volta a meter o pé na poça de inúmeras maneiras. Diz ela, por exemplo, que tal como qualquer outra pessoa, tem direito a expressar a sua opinião desde que respeitosa. Pois. E quem diz o que quer, ouve o que não quer - também respeitosamente.

No fundo ela pretende vincar o seu total desprezo e reprovação pelos programas de TV que vivem das figuras públicas a fazer figuras parvas, em particular os atores. Diz que a profissão de ator não serve para isso. Muito bem Maria, pensemos todos assim ou não, é um direito que lhe assiste. Mas o problema está na forma com que expressou essa indignação e ter apontado o Diogo Morgado. Também não vi nenhum programa com pessoas a dar saltos de piscina (agora também tem versão brasileira na TV Globo Portugal), assim como não vi a maioria dos com cantorias ou bailaricos. Mas nem todos são uma descarada montra que visa visibilidade em troca da «alma» profissional. E daí a insultar quem vê este tipo de programa dizendo «tendo em conta o público alvo do programa em causa, sou levada a entender e a perdoar o baixo nível dos mesmos.»... que tiro no pé! 

Teria mais a apontar, mas entendi que no pedestal onde acho que a atriz subiu, jamais vai querer descer. Para nos diferenciar-mos dos outros que fazem saltos na piscina acho que não é preciso ser tão mazinha, mas enfim....  Ah, e espero que tenha falado pessoalmente com o Diogo. 


Adenda:
Hummm.... o que será que Maria Vieira pensa da Daniela Ruah vir a Portugal depois do sucesso nos EUA fazer publicidade à Worten e às águas das pedras? Não foi por míseros euros, certamente. Será esse o pecado de Diogo Morgado? Não cobrar exorbitantes quantias pelo estatuto de estrela entretanto alcançado e se ter prestado a uma participação num programa humorístico... para representar?

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Séries que partilham o mesmo guião

Sabem aquela série americana onde entra uma portuguesa? Não vejo. Não consigo ver essas séries em que um raciocínio é partilhado por várias personagens que dizem uma só frase alternadamente e à vez. Mudo logo de canal.

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Séries que não gostei *01 - LOST


Acabei de deixar um comentário num blogue que ainda hoje, passados não sei quantos anos sobre o final da série LOST, se espantava com o final insatisfatório que a série teve. 

Bom, LOST é uma série de TV americana que tem inúmeros fãs. E eu não me encontro entre eles. À semelhança de muitas outras séries que surgiam naquela altura, seguia uma fórmula que não tinha hipótese de me atrair. Para mim era tão óbvia que indubitavelmente também era desinteressante. 

Vi a primeira temporada, com menos interesse vi também a segunda e depois larguei de vez porque não aguentei mais me submeter ao que considerei uma «esticada» sem propósito artístico. A história devia ter terminado logo na primeira temporada. Ou na segunda, vá lá, para não exceder os limites do aceitável no que respeita ao esticar em exagero histórias com conteúdo limitado que, no fundo, podiam muito bem apenas serem um filme de hora e meia.

E porquê não foi um filme? Bom, com aquela temática muitos filmes já foram feitos. Não teria um impacto tão intenso quanto uma série de TV, pois a temática andava desaparecida dos monitores televisivos. Nem um filme poderia render tanto, pois na TV na altura era onde muitos autores queriam estar, a fazer destas séries «pastilha-elástica», que lhes garantia um bom e contínuo rendimento durante anos e anos, coisa que filmes não conseguem. 

O que me atraíu foi o «pitiching» aludir a algo para o «triângulo das Bermudas». E então andei ali, a rondar, a rondar, a «engolir» cada episódio com dificuldade, a deixar que cada um terminasse com uma baita decepção mas a não levar a mal essa impressão de que estava a ser «enganada» como espectadora e aquilo não ia dar a nada (cada capítulo terminava com um grande mistério ou suspense, o que é do mais cliché que existe como recurso, um anzol que ou funciona ou dá muito errado. No meu caso deu muito errado mas pelos vistos ainda pesca muito peixito por aí). 

Achei muito obvio que aquilo ia decepcionar. Que não ia fazer sentido. Que seria perda de tempo seguir. Deixei de ver e soube que a série ia ter outra temporada, e outra, e outra... mas um dia teria de chegar ao fim. E quando chegasse, aí saberia se a minha intuição teria ou não «razão». Pois acho que teve.

Que finalzinho obvio e decepcionante, não?
Estavam todos MORTOS.... A sério?!?!?
Mas isso entendeu-se logo de início. Qual a surpresa? 

A história junto com as técnicas de filmagem foi só enrolar, enrolar, iludir, inventar com o único objectivo de ESTICAR a trama sem que esta tivesse de ter nexo ou respeitasse o espectador. A motivação para tantas temporadas foi só o adiar o momento em que a conta bancária de todos os envolvidos não ia mais poder contar com o pagamento de serviços prestados*...  

Enfim. Não me vou alongar no repúdio generalista que sinto por estratagemas que visam apenas tirar proveito próprio num quase delírio de vaidade meganomano e uma necessidade egoísta de narcisismo profissional e ânsia por um lugar ao sol, custe o que custar. O espectador e a arte é o que menos importa. Enfim. Será que haverá uma alminha que o entenda?



*Daí alguns atores ficarem «chateados» por as suas personagens «abandonarem» a série «prematuramente» enquanto outras permaneciam por lá sempre. (Até aqui se nota que o que importa são outros critérios que não a relevância das personagens).

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Cartoon Network em PORTUGUÊS?

Para meu espanto e incredibilidade inicial, precisei de voltar ao canal que já tinha passado no zapping para me certificar que tinha escutado um boneco da série de animação "Dexter Lab" a dizer no canal Cartoon Network "O SEGREDO DE DEXTER".


O que é isto? Desde quando o canal Cartoon passa animações dobradas em português? Fui confirmar e lá estavam os bonecos dos desenhos animados que considero dos mais perfeitos para um adulto ver e se divertir, a falar em português. E claro, estranha-se. Muito. Porque se as vozes portuguesas se assemelhassem no timbre com as originais, ainda vá lá. Mas são tããããõooo diferentes que faz impressão. E o que sempre condeno nestas dobragens é quando no processo removem a graça contida na versão original. Dexter é um menino de poucos anos de idade que tem um tique na fala. Ele é um tanto pedante e arrogante nos seus raciocínios mas não passa de um menino que teme a irmã, tem medo e obedece aos pais. A maior graça de assistir é a forma como Dexter pronuncia os "Rs" quando fala e na versão portuguesa, claro, esta característica da personagem foi apagada. É mais fácil passar uma borracha do que estar a adaptar esta peculiaridade.

O desenho animado depressa chegou ao fim e de seguida surge o mítico Garfield. Também ganhou dobragem em português e também perdeu uma certa graça. Porque mais de metade da piada deste gato está também na sua voz original. O timbre português não se aproxima ao original.

Nenhuma informação surge sobre quem são os responsáveis pelas dobragens.


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Canal Syfy


Se existe um canal para exibir filmes xungas e muito maus, é o SYFY.

Não me interpretem mal: um bom mau filme é algo que de vez em quando sabe bem ver. Mas neste canal eles são para além de maus. São ruins! Mal dirigidos, pessimamente editados, maus enquadramentos, diálogos horríveis de dar vómito, com interpretações cliché de causar arrepios na espinha! Ver alguns destes filmes pode mesmo causar um mau estar irreparável.


Quase todos os filmes são sobre monstros ou animais gigantes que, como não podia deixar de ser, de toda a oferta nutritiva a seu dispor, querem é comer humanos. Principalmente humanas magricelas com mamas de silicone. Elas acabam sempre por ter de fugir das "feras" em biquini e quando mais precisam de correr é quando param e dão três gritos em plenos pulmões, ou de braços abertos mesmo em frente da "besta", ou com as mãos nos joelhos em convulsão de grito. Fazem tanto esforço para gritar que se diria que todas as energias se esgotam ali.

Eu que não tinha acesso a este canal estava contente por poder espreitar um pouco de ficção-científica, um género que aprecio mas que poucos filmes sabem realmente explorar. Porém SyFy é uma desilusão. Jamais alguém viu um mau filme até espreitar aqueles que passam neste canal. "Dinocroc vs Supergator", péssimo até às tripas - foi o que me fez vir aqui "expurgar" este mal que tentou infiltrar-se no meu cérebro.

O que torna imperdoável a existência destes maus filmes é, acima de tudo, o facto de poderem contar com recursos topo de gama - coisa que não acontecia antigamente. Efeitos especiais que colocam dinossauros a perseguir carros, crocodilos gigantes, piranhas, tubarões a cair do céu como chuva, tudo isto estes filmes têm. E com esse recurso fazem bosta. Bosta de diálogo, bosta de atores, bosta de interpretações, bosta de enredo. E por isso são imperdoáveis. Porque os "maus filmes" de antigamente estavam limitados nesse sentido e ainda serviam um propósito artístico. Eram uma expressão artística de alguém que tentou fazer alguma coisa, passar uma mensagem, contar uma história, mas por algum pormenor não foi bem sucedido. E por isso muitos são bons de ver. Não é o caso destes filmes syFy


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Terceira temporada de SEGURANÇA NACIONAL

É surpreendente como a TVI coloca no ar a série Segurança Nacional sem qualquer alarido de publicidade. Só pensam em novelas e mais novelas e por isso vão-se dar mal! Nas mãos com uma das melhores séries dos últimos tempos, decide colocá-la no ar nas madrugadas de quarta-feira! E o que é pior: pela indicação da linha da Zon nem a temporada nem o episódio vêm identificados. Não fosse ter visto as primeiras temporadas e não saberia que se trata da nova e esperada TERCEIRA.


Mas sabem que mais? Não vou ver. A falta de respeito e de consistência na exibição têm dessas coisas. Um dia alguém vai voltar a pegar nela e exibi-la correctamente. 

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Nada a Esconder - RTP (PERCEPÇÕES)

Um novo programa vai estrear amanhã, dia 5 de Junho, às 22.45h na RTP. Chama-se "nada a esconder", tem a silvia Alberto a dar a cara cheia de maquilhagem pelo programa e ao que parece pela curta e pouco específica "promo", o programa vai falar de PERCEPÇÕES. Ou seja: aquilo que uma pessoa julga ser com os outros e o que os outros pensam que ela é. A apresentadora define o programa com as seguintes interrogações

"Conhece-se bem? O que vê no espelho é o que os outros vêm? O que é que os seus amigos, colegas e família pensam, realmente, de si? (numa irritante e pouco natural pronunciação cheia de ênfases!) Descubra a diferença da percepção que temos de nós e a realidade. (continuando a falar de forma irritantemente pouco natural e já muuuuito ultrapassada em TV). No novo programa Nada a Esconder". 

Ui! Por esta promo já tenho taaanto a dizer! E sem ver o programa... Deve ser a tal da PERCEPÇÃO.
Ainda não estreou mas já existem umas quantas coisas erradas com o programa. Primeiro é passar num canal que já está morto mas se recusa a ser enterrado. Depois vai passar a meio da semana quando ninguém vai ver e num horário de muito depois do Vitinho - ou seja: entre um filme, ou mesmo a cama, a RTP a meio da semana para cativar o público cansado e sonolento põe um programa para fazer as pessoas pensar na IMAGEM que elas próprias passam para as outras. A sério?? Vão propor-se a isso a uma quarta à noite? Tudo bem... já estão mortos mesmo, podem continuar a cavar uma cova mais funda. : D
Outro erro mas o que fazer, é que são sempre os mesmos "bonecos" que vão para ali servir de rostos de apresentação. Silvia Alberto, Catarina Furtado ou a outra que quer andar sempre com o Baião e que foi mãe mas apressou-se a voltar para a TV antes que perdesse o lugar, a tal de Tânia Ribas de Oliveira. (PERCEPÇÕES - já que o programa trata disso começo já a dar as minhas).

PERCEPÇÕES - o tema interessa mas duvido que a abordagem valha a pena. O pequeno promo é cliché: um indivíduo enumera as suas qualidades (simpático, amigo, etc) e as pessoas que convivem com ele contradizem-no com exemplos. E, segundo o texto de apresentação dictafonado por Sílvia Alberto, isto é a "percepção que temos de nós e a realidade". Mas quem diz, para começar, que a realidade está na definição dos outros? Eu conheço quem sou, talvez os outros não me conheçam. Dah! Se realidade é viver conforme o que os outros pensam, então isso é uma coisa. A realidade é, nesta "definição", a forma como OS OUTROS nos vêm. Pois... está bem.

E já que é para abordar as diferenças de percepção - a forma como nos vemos e o modo como os outros nos descrevem - julgo que o mais correcto (pelo menos mais inovador) seria abordar o exemplo pelo não cliché mas muuuuito mais comum e, quiça, realista: algumas boas vezes a percepção positiva que os outros fazem de alguém está totalmente equivocada. É aquele colega de trabalho que goza de uma boa reputação e não faz um "corno", vivendo dos louros de sabe-se lá o quê, é também aquele indivíduo que todos, vizinhos, conhecidos, familiares e namorada dizem ser simpático e depois se descobre que afinal era ele o muito procurado violador de jovens mulheres em Lisboa, Ou os típicos casos de mulheres que casam com príncipes encantados, que têm tudo: simpatia, afabilidade, bom sexo, uma empresa, boa vida, dinheiro, afeto e depois descobre-se que de criaturas simpáticas têm muito pouco, mas precisam de criar essa "PERCEPÇÃO" em terceiros para conseguir viver de acordo com as suas ambições. Falo por exemplo, daquele homem simpático e colega de trabalho afável, senhor distinto, prestativo, carinhoso e amável que casou com a tua melhor amiga e acabou por a matar. Esse tipo de exemplo do que é a PERCEPÇÃO interessa-me muito mais. A percepção do EQUÍVOCO, também conhecida por: estavam todos ceguinhos! É menos cliché e mais realista, a meu ver, pois não creio que a maioria das pessoas saiba realmente detectar com quem estão a lidar assim com tanta facilidade. A maioria COMPRA o que lhe vendem. Geralmente, pela minha PERCEPÇÃO, quem anda a VENDER não tem boa coisa para oferecer... E qual o malfeitor que se vende por aquilo que é? Hum, algum político faz isso??

máscaras, cada um vê o que quer
Eu sei, por exemplo, que a percepção que os outros fazem de mim não bate sempre toda certa com o que sou. E daí? A vida é isso mesmo. Prefiro lidar com uma pessoa assim do que com aquelas que todos dizem ser uma simpatia e o convívio vai dizendo o contrário, revelando invejas, azedumes, maledicência... Irra! Prefiro uma pessoa que é tímida para dar os bons-dias a uma que os dá aos gritos e logo a seguir espeta-nos uma faca nas costas indo falar mal de ti nos ouvidos de alguém. Cada caso é um caso, mas digamos que, para mim, a PERCEPÇÃO está mais DENTRO que FORA. Não são os outros que dizem o que uma pessoa é. Aliás, no mundo artístico em que a bajulação e a histeria por celebridades existe em massa, sabe-se que o artista muitas vezes se perde naquele "folclore" todo sem saber ao certo quem é. Não sabe se é o que os outros DIZEM que é ou DEVE ser do que é de verdade. Elizabeth Taylor disse-o mais ou menos assim: "Interessa é saber distinguir quem eu sou de quem os outros pensam que eu seja". Uma mulher inteligente.








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O RACISMO na TV

Estou a rever alguns episódios da série "O príncipe de Bel Air" a qual, como muitos se devem recordar, foi a rampa de lançamento da carreira de Will Smith na década de 90. A história relata a ida do pobre rapaz Will, que cresceu no getto (interpretado por Will) para a mansão do tio juiz e rico. Na mansão a vida decorre com todos os clichés que o pobre julga ser a vida de rico: têm um mordomo trajado com fraque que fala com pronúncia esquisita, mantém uma postura altiva, usa luvas brancas e é supostamente culto. Os tios ricos praticam bridge, frequentam o clube, são influentes e respeitáveis membros da sociedade. O que isto tem de interesse ou novidade? Nada. O detalhe da série e a razão pela qual a mesma foi feita é este: esta família é negra.

Ao longo dos episódios com bom humor e algumas boas tiradas, observam-se porém uma fraqueza de enredo tremenda mas, o que a meu ver parece aborrecido é que a série não é inovadora em nada. Ela propaga os clichés e continua a repetir ancestrais noções racistas, ao imitar e perpectuar as mesmas. 

Esta série continuou a reforçar clichés
de diferenças entre cores de pele
Ora, o que é que é isto de "perpectuar o racismo"? Bom, é a necessidade, por exemplo, de mostrar um grupo inferior ao outro. É abordar um tema com pouco realismo para beneficiar um dos lados e acima de tudo manter essa noção de que existem dois lados, dois "rivais" e competidores. É sentir a necessidade de incutir superioridade a uns e deixar outros menos bem vistos. Na série, uma parente distante decide casar-se com um homem branco. Estava aqui a oportunidade ideal para abordar bem a questão, não esta é tendenciosa e superficial. O "homem branco", nunca é bem branco, mas um que tem a ascendência mais para o branco que para o negro. Quando surge uma personagem branca em cena, ela é uma subordinada apatetada ou mesmo idiota e não fica no ecrã durante muito tempo. Até nos trajetos a querem bronca. E isto não é, de todo, uma linha que se afasta dos clichés. É mais "retaliação", uma espécie de "tomem lá" que pega em todos os clichés que supostamente caracterizaram os negros em TV durante um período de tempo e fez-se uma reversão de posição. Isso  é mais dos mesmos erros e não vai mostrar as pessoas negras como outras quaisquer brancas, azuis, amarelas, mas como algo "patetas" por querer imitar em tudo o «estilo de vida rico e branco». Uma vez com poder e dinheiro, afinal, são iguais, preconceituosas e tais...

Bom, mas lembro sempre de uma série feita muito antes desta que essa sim, era maravilhosa e ainda hoje considero-a intemporal: "All in the Family", que deu origem a outras como os "Jefersons". Esta sim, uma série séria, real, verdadeira que abordou o tema do racismo no tempo em que ele ainda decorria muito mais vincado na sociedade americana. E nesta série, o racismo não ficou pelas duas cores: preto e branco. O racismo e o preconceito foi elaborado, esmiúçado, revelado. O "racista" do programa, Archie, o chefe de família com origem na classe baixa operária, teve de começar a trabalhar cedo em criança para ajudar a família e teve de abandonar os estudos, é preconceituoso e racista. E tem um genro do qual supostamente não gosta por ter ascendência estrangeira e uma filha progressistas, muito modernos e activistas das causas sociais. Ele não gosta, mas os sustenta. E à medida que avançamos na história percebe-se que estes seus preconceitos e atitudes racistas são mais criações culturais do que sentimentais. Percebe-se, até, que os liberais dos jovens têm momentos em que acabam por ter algum preconceito. Percebe-se que tanto existe preconceito e racismo de um lado, quanto do outro. E temos aquelas mulheres, sensatas, subalternas quase no seu papel de domésticas, mas umas grandes lutadoras que mantêm a harmonia do lar e a lucidez nos momentos de confusão.


Os Jefersons foi uma série norte-americana sobre o
quotidiano de uma família negra em ascensão social
De todas as séries alguma vez feitas que abordam o preconceito do racismo, Os Jefersons, uma spin-off da série All in the Family, tirou a família negra da série para a colocar numa outra, por si protagonizada. Os Jefersons na série All in the Family são os novos vizinhos que se mudam para o bairro de Archie. E são negros. Isso gera zum-zum e protestos num bairro até então só de brancos. Mas enquanto os burros urram, a família instala-se. Eles começam por possuir uma lavandaria que cresce tanto, que acabam por se mudar para a alta da cidade, para a zona dos ricos - e é aí que surge a nova série. Fizeram mais estas duas séries pelo tema do racismo, estas duas da década de 60 e 70, do que "O Principe de Bel Air" fez 20 anos depois. "O principe" é, em muitos aspectos, um retrocesso. Mostrou uma família negra com poder económico (não foi a primeira) mas foi só. Agarrou-se aos esteriótipos e inverteu-os. Mas não fez NADA para não propagar preconceitos.

"The Fresh Prince" aposta forte e feio na capacidade humorística de Will Smith, deixando os restantes algo secundários. Tanto assim foi que... o que é feito deles? Eu em particular, tinha uma simpatia grande pelo actor que fez de Carlton. Achei-o visivelmente talentoso e com muito bom timming para comédia. A primeira "tia" também tinha bom timming, percebo-o agora. É um dos problemas das séries estreladas: outros podem ficar na sombra. Mesmo quando já têm carreira e reputação construída. Mas isso é como em tudo... uma carinha laroca e jeito solto agrada muito o público e depois os estúdios fazem as suas estrelas. Will tem talento. Isso ficou visível de imediato na série, mas outros também o tinham... 
Ainda que pela parte do tema do racismo seja catastrófica por perpectuar clichés e humilhar a raça inversa à protagonista, a série vê-se com deleite. Entre situações clichés uma ou outra tirada muito bem dada faz rir com gosto e algumas personagens são realmente cómicas. 





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A volta do Big Brother, versão «famosos»

Se há um programa que não pretendo colocar os olhos em cima é este "Big Brother Famosos".
Se o que uma revista (TVGuia nº1786) avança como participantes é verdade, com perdão da palavra mas: existe demasiada merda por metro quadrado para aquilo não empestar, ainda que à segurança da distância de um monitor de TV.


O formato já é o que é, mas dar protagonismo à ralé é do pior que existe. Venham os anónimos, ao menos esses tentam captar a experiência ilusória do "lugar ao sol" sem terem noção de como as coisas realmente são, agora estes «famosos» chafurdam na lamacenta aparência da «celebridade» há tempo demais. Já se lhes conhecem os podres. E é impossível compactuar com esta ralé que ali está a ganhar muito dinheiro para fazer coisa alguma. Dar audiências a isto é passar a mensagem errada, é quase rir de desprezo da situação actual que o país atravessa, em que tantas pessoas estão a passar fome! 

Desculpem alguns, mas levam por tabela pela maioria. Só por aceitarem se misturar com essa gente, já não são bons de certeza. E depois tem ainda o agravante de existir demasiadas coisas montadas para o espectador 'engolir» como verdadeiras. Para ver ficção pura, prefiro actores que eu goste e não pseudos cuja medula moral seja nula, inexistente.

Não tenho dúvidas que o profissionalismo de Teresa Guilherme a fará dedicar-se a mais uma apresentação com total afinco, mas a bosta cheira demasiado mal. Existem limites para o que se lança na TV. Para mim existem uns tantos logo aqui. Fedor por fedor, antes o do país, ao menos esse cheira menos mal que a podridão plástica e falsa ditadora-moralista que vai pisar o cenário do Big Brother, a troco de holofotes e muitos euros. Jamais poderia estar de acordo com tal coisa. 

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Junho: Chegou a programação da estupidificação

Parece que é oficial: o Verão vem aí.
E as estações de televisão já anunciam as "grandes novidades" para o mês de Junho.




O Canal Hollywood é para DESLIGAR. Filmes de "gajas e gajos". Será que pensam que é assim que conseguem público? Dão destaque àquela coisa inenarrável que é o filme Sexo e a Cidade e a um outro sobre futebol, gajos em balneários ou a correr atrás de uma bola.... Big bahhhh! E culminam esta "promoção" com a imagem de uma bola de futebol a ser travada por um pé com saltos altos. Que originalidade. Avizinham-se BELAS BOSTAS na TV para o mês de Junho. E tudo começa já a ser anunciado...

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Reportagem sobre Mariana Monteiro e João Mota




Aproveitem! Não é todos os dias... loool ;)


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Casa dos Segredos em TRIBUNAL

Se eu fosse o Diogo ia já procurar pessoas entendidas em leis de difamação para me defender do que aí possa vir!

Então não é que Teresa Guilherme "abre" a terça-feira das nomeações fazendo referência a Diogo que, segundo disse ela, está a ganhar dinheiro às custas do programa?

Quero saber se o Diogo assinou algum contrato para poder ser tão enxovalhado. Sei que os concorrentes assinam, já vi um, imagino as cláusulas. Sei que os familiares sujeitam-se a participações mas queria saber até que ponto a TVI e a ENDEMOL estão livres de receber uma sanção por difamação de terceiros feitas em DIRECTO.

Porque ainda não ouvi o rapaz a defender-se das acusações com mais acusações. Devia encontrar um bom advogado.

É sabido que as pessoas quando ganham protagonismo, bom ou mau, há quem se aproveite dessa fama para ganhar por tabela. Pessoas que andam a solto ganham subitamente o interesse de meia-dúzia de managers, que os querem orientar a carreira. Onde está a prova de que o rapaz se aproveitou do que for?

Onde estão as difamações por ele pronunciadas, que nunca as ouvi?

Sinceramente, após esta «entrada» difamatória ao carácter de Diogo, que não é concorrente, gostaria mesmo que o caso fosse para tribunal.


Sobre CASA DOS SEGREDOS
Como todos os programas do género, são bons de assistir mas têm os dias contados. Até o estilo de Teresa Guilherme acaba por se desgastar, porque acaba por cansar ouvir rimas e cantorias a toda a hora. Conheço quem já ande a dizer que está cansado deste género de apresentação mas eu, pessoalmente, tinha saudades e ainda não me fartei!

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Casa Segredos - novela DIOGO


Cada vez mais embonecado, o pai da Fanny (também conhecido por sr. Fernando) cumpriu a ameaça que fez em directo no programa “Casa dos Segredos” há duas semanas e voltou a marcar presença de “pedra e cal” na gala de Domingo da Casa dos Segredos. Enfatizo “cada vez mais embonecado” porque me parece uma pessoa vaidosa que está, de certa forma, a aproveitar-se do protagonismo para se mostrar e satisfazer a vaidade própria. Em vez de ficar na Suíça ao lado da esposa e da filha menor, abalou-se para cá para se prestar a estas figuras. Já disse que identifico nele muitas atitudes que também vejo na filha, e se o segredo desta é ser uma pessoa vaidosa, consumidora compulsiva, deve seguir o exemplo de alguém, do progenitor. Mas isso agora não interessa nada, como costuma dizer a «outra».
Ao dizer «outra» refiro-me à Teresa Guilherme, que deve ter algum trauma com pessoas boazinhas de mais, pois já percebi que as trata como se fossem falsas. Não gostei de a ouvir dizer, no extra de segunda-feira passada, que o Diogo estava a tirar umas lasquinhas. “Ouvi dizer”, diz ela, ajudando assim a difamar o rapaz que nem jogador é. Mas isso passou, porque é um comentário. Embora tivesse achado no momento que Diogo não merecia ver assim a sua vida enxovalhada em praça pública, por pessoas que já deviam saber melhor porque já se viram nesse “caldeirão”!
Há o “ouvi dizer” e o “vejo e escuto”. A diferença entre um e outro é como daqui à lua! Ouvi dizer que o Diogo tem outra namorada (nada de provas). Ouvi dizer que o Diogo abandonou a casa dos “sogros” sem aviso (nada de provas). Ouvi dizer isto ou aquilo (nada de nada a fundamentar o que for)… mas que raio! Mas vejo e escuto o que a Fanny FAZ
e DIZ ao Mota todos os dias e noites, desde que pisou naquela casa!
Mas porquê, digam-me lá porquê têm tanto interesse em manchar a imagem do namorado da Fanny, que mais não é que uma pessoa que tentou manter-se do lado de fora deste enredo e só não ficou porque o foram chamar para se pronunciar sobre o que estava a ver na TV? O «pai da Fanny» é quem levou o «noivo da Fanny» para o programa numa altura em que todos duvidavam do amor dela e o incentivou a fazer o pedido de casamento. Pedido esse que não foi aceite de imediato e sem hesitações, mas após umas risadas e uma tentativa de se fazer de surda – convém frisar.
E agora percebo em Teresa Guilherme aquela antipatia pelo João Mota e pelo Diogo, que suspeito serem dois indivíduos com muita coisa em comum no que respeita ao carácter e aos princípios. Por apanhar o Mota a pensar em nomeações em voz alta, Teresa Guilherme fez dele o “vilão das nomeações”, apelidando-o de «mafioso». Mas desde quando isso faz de um concorrente pior pessoa do que se mostra? Eu percebi este calculismo de João Mota logo no início, mas não é por isso que deixo de ver a sinceridade e a coerência no seu comportamento. Mota está a “usar a Fanny para se esquivar a nomeações!” - frisa a Teresa Guilherme durante a conversa no confessionário e também depois! Por amor de Deus! Uma pessoa já não pode ser genuína que é falsa e dissimulada, é isso? Estão a esquecer-se que o Mota tinha a simpatia da maioria das raparigas da casa e por causa da aproximação obsessiva e doentia de Fanny este, ainda agora após 52 dias de permanência na casa, não pode sequer cruzar o olhar com outro elemento do sexo feminino, porque Fanny tem um faniquito?? Se fosse, de facto, interesseiro e a amizade de Fanny só lhe interessa para manipular as nomeações, o rapaz teria ficado amigo da Daniela P., que depressa se declarou, e das outras raparigas que lhe acharam graça. Eram a maioria! Mas ele vai ter com ela quando a vê amuada, preocupa-se com ela e tem andado a perguntar-lhe do Diogo, para que esta se lembre dele!
Depois temos uma Cátia, uma excelente jogadora, que não tem inteligência cultural mas esperteza não lhe falta! Nomeia o Marco e o Carlos, tendo dito antes que não o ia fazer. É apanhada a “ocultar” a verdade mas, por ter graça, não cai em desgraça? E aqueles que não vivem da gracinha e procuram a rectidão, são falsos, é isso que entendo da avaliação de carácter que Teresa Guilherme faz de pessoas como João Mota, Diogo e João J?
Teresa entrevista Diogo ao telefone mas mal deixa o rapaz falar. Ele ia explicar que não saiu da casa do “sogro” sem se despedir, mas ela não deixa! Eu, cá para mim, acho que nunca o deixaram sublinhar esta questão. Não lhe deram o tempo de antena que os pais da Fanny «consumiram» para espalhar este boato, até agora muito prometido, mas sempre infundado. Para os pais da Fanny, durante mais de dois anos Diogo foi “um bom rapaz”, mas no instante em que se recusou a continuar a viver a farsa, os pais abalaram-se para Portugal, directos para o estúdio da Venda do Pinheiro, com “uma bomba”, de quem ninguém tinha ouvido falar. Mas a “bomba” foi denegrir a imagem de Diogo. Porque este não se tinha manifestado nem ia se manifestar. A última vez que o tinha feito, por telefone, continuou a defender a imagem de Fanny, mesmo deixando transparecer que algo o incomodava. Nessa noite Teresa Guilherme prometeu que ia conversar com ele assim que chegasse a casa, pelo Facebook. Será que cumpriu? Sempre tive curiosidade em saber.
O “pecado” que Diogo cometeu, pelo qual está a ser crucificado, é o de se recusar a ficar a viver na Suiça e dormir no quarto de parede vermelha com o desenho a preto de um castelo com palavras de amor de sua Fanny, tendo por baixo o televisor a mostrar as imagens desta na cama com outro homem. Crucifiquem-no, vá lá!
Bolas! Mas ninguém compreende uma situação tão clara quanto esta??!
Ninguém tem sentimentos?
Isto está a dar-me a volta ao estômago. Será que estamos assim tão mal de valores nesta sociedade? Que o que é não é, que o bom deve ser vilão, o pecador não é censurado mas o inocente é??
Para piorar a situação, Teresa Guilherme dá voz à má língua ao realçar o comentário de uma menina que está na escuridão oculta da plateia a chamar Diogo de “falso e aproveitador” quando este está ao telefone. É demais! Depois é uma ex-concorrente que se manifesta, porque Diogo desabafa que se sente um concorrente (e tem legitimidade, ou não?). A outra, que nem lembro o nome, protesta indignada: “E nós somos os figurantes”. Teresa Guilherme não deixa escapar mais uma afirmação sarcástica e nada abonatória a Diogo. Esta ex-concorrente abandonou a casa por desejo próprio! Porque lhe faltaram os cigarros! Agora aborrece-lhe a ideia de partilhar o protagonismo (que nunca teve)? Por favor!
O «pai da Fanny», também conhecido por sr. Diogo, ups! Digo, sr. Fernando (é conhecido por ser algo à Fanny, não vejo porquê acusar o outro de se aproveitar de algo que não controla) mostra a quem a filha puxa no temperamento e sai do estúdio que nem uma besta a protestar. Ridículo. Já há duas semanas tinha achado a afirmação dele exagerada “venho cá todos os Domingos e fico lá fora no carro se for preciso para o Diogo não aparecer”. – algo assim no conteúdo. Mas ele é que manda na produção? - pensei eu de imediato.
Pelos vistos manda.
A pesar da patética tentativa da apresentadora em o “absolver” das palavras que, supostamente, disse numa revista – que ele nega, não me atirem areia para os olhos, porque se ele as disse ou não na revista pouco importa, uma vez que o disse na gala! Eu ouvi e vi. Negar para quê? Quando ouvi Teresa G. ir para intervalo a dizer que “tinha autorização do sr. fernando” para falar ao telefone com Diogo, logo exclamei: mas ele é que manda nisto??
Acho que estão a ser por demais condescendentes com o pai da Fanny e muito cruéis com Diogo. Este apenas defendeu-se do que o chamaram em directo com o adjectivo “bonito/a”. Alguém percebeu?? A uma provocação, uma resposta simpática. Coincidência ou não, foi bom ele recorrer ao “truque” da Teresa Guilherme e pedir à Teresa Concorrente para contar como ele é chamado na rua. Ele não é apenas o noivo da Fanny”. Ele é “Diogo, o corno”!
Por favor, digam-me lá, e provem, o que é que este rapaz fez de mal. Porque eu não encontro nada.
Ele não se aproveita da fama para se lançar, isso é mentira. Até pode aceitar convites por causa disso, porque é algo natural. Nisso a Teresa Guilherme, logo de início, disse e bem. As pessoas com um mínimo de entendimento no assunto sabem que estas coisas derivam do protagonismo que o próprio programa origina. Discotecas, bares, lojas etc, todas procuram lucrar com aparições de alguém que esteja a ser muito falado em televisão. Os convites surgem porque quem convida sai a ganhar, não quer dizer que a pessoa foi quem foi atrás, numa atitude fria e calculista que visa o aproveitamento pessoal. Mas aí também entendo: se o rapaz é DJ, com carreira activa, que pretende explorar e tem de levar com esta de «ser corno», porquê deveria armar-se em Rapuzel e ficar fechado em casa a sentir o peso da testa, quando o melhor remédio é trabalhar para esquecer as mágoas? Ainda por cima naquilo que mais gosta e quer fazer carreira? Olhem só a escolha: ficar em casa a ouvir as difamações do ex-sogro, a ser chamado de falso, interesseiro, corno, aproveitador ou ir trabalhar naquilo que gosta? Ainda por cima com o apoio de um manager, rodeado de pessoas que querem passar um bom bocado com a sua música…
Neste programa nada me tem afligido mais do que esta “novela” do Diogo. Já aqui tinha dito que estes programas são importantes na medida em que se aprende algo muito revelador sobre a interpretação que a sociedade faz das situações. Disse-o aquando o CS1 e, nessa ocasião, acabei por ficar satisfeita por ver que afinal, as pessoas falsas que andavam a fazer jogos sujos e se mantiveram na casa até o final, foram os primeiros a ser expulsos pelos portugueses. Se o desfecho tivesse sido outro teria ficado seriamente preocupada com o futuro deste país.
Apenas uma coisa não foi bem como gostaria: a escolha do vencedor. Como se sabe, na primeira edição venceu António. Eu teria preferido a Ana Isabel. Mas esta concorrente tinha tantos ex-concorrentes inexplicavelmente contra ela, que o que todos pretendiam não era a vitória de António, ou de outro qualquer: o objectivo do jogo passou a ser outro: o de derrotar a Ana Isabel. O final foi claramente esse.
Agora, nesta edição, andam a dizer que gostariam de ver uma mulher a ganhar, ou alguém que fosse frontal. Mas que se é para ganhar “outro pastor” ou o “coitadinho”, então perde a graça. E eu pergunto: porquê então não deram a vitória a Ana Isabel? Ela personificava TUDO o que agora dizem querer ver vencer. E uma coisa garanto: António NÃO É nem nunca foi o «pastor coitadinho». Se bem se lembram, ele andava atrás das mulheres de uma forma pouco eficaz, mostrava ser possessivo com a «sua» Jade e tinha muito mau perder. Foi incorrecto algumas vezes. E agora temos o João J., cuja prestação estou a gostar. Ainda não o ouvi a dizer nada de mal. A meu ver, este sim, é um verdadeiro «pastor», no sentido em que utilizo o adjectivo para descrever alguém simples, humilde e com uma postura correcta, que apregoa a união entre as pessoas e o bem estar. JJ cumpre, António não! Portanto, não venham agora dizer que querem ver vencedor o que já tiveram e recusaram e não mais querem ver os “Zés Marias” dos programas, porque muitos deles não eram Zés… este JJ, que na casa chamam de Zé, é um Zé. Mas um muito sexy!

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Casa dos Segredos - exploração e acusações!


Vou escrever sobre um assunto que tem vindo a incomodar-me e refere-se às situações e comentários gerados pelo programa “Casa dos Segredos 2”.




EXPLORAÇÃO NA IMPRENSA
Começo pela capa de uma revista: Com estas chamadas de atenção, nunca compraria esta revista! Ou sequer tenho vontade de a folhear se emprestada. Basta-me olhar de soslaio para esta capa e dar de cara com a palavra “traída” em tamanho gigante, para perder de imediato o interesse.
Uma análise mais demorada pelo resto do conteúdo visual da capa só confirma a impressão inicial. “Vida louca” de Dioguinho - decerto um exagero para criar polémica. Uma fotografia de uma rapariga desconhecida ao lado de um dos concorrentes com a legenda “namoro” “mãe conta como Lu o deixou” – uma óbvia treta. “Unidos por um passado violento” - exploração da palavra “violento” numa comparação de “união” sem sentido. E no final reparo, quase que passou despercebido, no exagero da expressão “Bronca da noite”, colada ao lado do logótipo da Casa dos Segredos. Uma clara distorção que pretende encaminhar o leitor menos prevenido para o engodo.
No interior desta revista passo a anal isar o conteúdo que mereceu chamada de capa. Como previsto, muita parra, nada de uva! O primeiro assunto abordado é o da “união violenta” (Cátia e Marco). Não passa de… nada! Nada do que vem escrito acrescenta algum dado novo ao que já se sabe pela televisão. Novo seria explicarem (e provarem) que género de violência é essa que Cátia sofreu, pois isso sim, ainda não foi referido. Mas não há nada, apenas um desabafo (parcial) de pai. A única referência
da suposta violência vivida por Cátia, cuja revelação mereceu honras de capa e foi utilizada para estabelecer uma “união” com Marco, resume-se a esta frase: “ Cátia foi torturada psicologicamente pelo único namorado que teve”. E com isto, apenas por estar escrito, o leitor deve acreditar que é mesmo verdade (ironia)! É mais difícil acreditar na autenticidade da expressão “único namorado que teve” e encontrar crença na «união» das palavras “tortura psicológica” num cérebro que não tem muito para torturar nem se deixa enganar com a facilidade de que se gosta de apontar pela óbvia falta de cultura geral da concorrente e preguiça para a aquisição de conhecimentos. Porém, para lidar com relacionamentos, a concorrente não tem as dificuldades que claramente possuí para a aquisição de conhecimentos. Daí que deixar-se “torturar”, ainda mais “psicologicamente”, não tem grande credibilidade!
Agora, se esta expressão fosse empregue no João Mota, aí sim, faria todo o sentido, já que desde que entrou na casa que este concorrente tem vindo a ser massacrado todas as noites pela concorrente Fanny, que não deixa o rapaz dormir e agarra-se ao miúdo de 21 anos que estrategicamente se deita na beira mais beira do colchão!
E vou já “saltar” para o assunto que mais me incomoda em todo este turbilhão de acontecimentos gerados pelo programa. O polémico comportamento de Fanny com João M., que arrastou para a sarjeta um rapaz chamado Diogo, cujo único crime parece ter sido gostar da rapariga, de quem era namorado e de quem ficou estrategicamente noivo.
Revolta-me que tudo o que fazem é dar “tempo de antena” aos delírios do pai da concorrente, que tudo faz ou diz que está a fazer, para desacreditar um rapaz que apenas semanas antes e durante DOIS ANOS e ALGUNS MESES disse estimar como a um filho. Revolta-me que este pai, um tal de Fernando, esteja tão empenhado em destruir a imagem do rapaz só para tirar as atenções de cima do comportamento da filha e para isso utilize a imprensa e a televisão para continuamente ENXOVALHAR o rapaz.
Não foi Diogo que andou a atirar-se a outra mulher, muito menos diariamente, à vista de todos, ainda que se tente trazer ao lume acusações não comprovadas de supostas infidelidades. Enquanto se conjectura, sem qualquer legitimidade, sobre a conduta moral do rapaz, que não é concorrente para ser trazido ao barulho desta forma, desviam-se as atenções do comportamento da Fanny, esse sim muito claro! É impossível negar que faz crises de ciúmes ao Mota e que está sempre a ter gestos de afecto e a dizer palavras de amor. E o vilão desta história, só porque o pai da Fanny assim o decidiu, é o Diogo? Por favor! O povo não pode deixar-se levar por estúpido e deixar que lhe atirem areia aos olhos!
Revolta-me que apareça na imprensa “historinhas” de cacaracá para reforçar este complô que o pai da Fanny engendrou para «salvar a face» suja da filha. Histórias cujo objectivo é simplesmente desviarem as atenções da Fanny, recorrendo à difamação.
De todas as “provas” e “testemunhas” que este homem (pai da Fanny) diz ter contra aquele que era «como um filho», nada apresentou para comprovar as suas acusações. E já se passaram semanas! Nem precisa, porque sabe que, por enquanto, pode limitar-se a enxovalhar que provas, essas, ninguém quer saber. E digo mais: foi apanhado numa contradição neste seu ataque acérrimo ao “ex-genro”, e o povo deixou passar a gaffe. Deu-se quando disse em directo numa gala de Domingo, na qual apresentou um bilhete de Diogo e o leu em voz alta, que ele e a esposa não sabiam que Diogo ia deixá-los e voltar para Portugal. Mas no dia seguinte, no programa do Goucha, ele e a esposa afirmaram que o Diogo tinha-lhes dito na véspera que se ia embora!
Então para quê aquele TEATRO com o bilhete e tudo??!
São claramente manobras de distracção porque o comportamento da filha é claramente prejudicial à sua imagem. Havia que arranjar um bode expiatório e Diogo, que já era cornudo e parece ser um rapaz pacato ao ponto de ser uma presa fácil, prestou-se a isso. E tem sido!
Não me custa avaliar o carácter de Diogo simplesmente porque o identifico muito semelhante ao de João M. E assim como vejo e oiço a Fanny a «passar-se» com o Mota sem razão de ser, imagino que com Diogo era o mesmo. Sei que quando oiço e vejo a Fanny a acusar o João Mota de ser um «mulherengo saltitão» estou a ver e a escutar algo falso. Por isso sei também serem falsas as referências a Diogo como sendo um «mulherengo». Sei identificar quando uma mulher é obsessiva ao ponto de distorcer o carácter daquele que «ama». Esta capa de revista procura alimentar esta «polémica» sem razão, ao descrever a «vida» de Diogo «rodeado de mulheres». Grande coisa! Eu podia estar rodeada de mulheres e nem por isso ia trair aquela com quem estivesse! Tal como já o provou o JM. Até parece que, numa discoteca, um DJ nunca está rodeado de uma multidão, composta de homens e mulheres… bah! Estão à procura de pêlos em casca de ovo! Às tantas o rapaz sai do trabalho e vai para casa dos pais, onde está sozinho e ainda a sofrer. Sofra ou não, tenha ou não ultrapassado o trauma de ser traído em directo, a verdade é que ELE é que foi ENXOVALHADO e continua a ser! Será que não são capazes de se identificar com o sofrimento pelo qual deve ter passado, ao ver a mulher que ama e acabou de pedir em casamento a esfregar-se noutro homem e a sussurrar-lhe ao ouvido palavras de amor? A pedir a OUTRO que seja o seu noivo? Please! Isto equivale a milhares de facas pontiagudas a serem espetadas no coração!
Agora, segundo esta revista, o pai da Fanny, que nem um cavaleiro das cruzadas numa missão a favor da «honra e da verdade» da (casta) filha, munido daquilo que pensa ser o seu direito (a inquisição também queimou pessoas na fogueira em nome de um «direito»), parece um ditador (O Saddam Hussein, já que tem o bigodinho) e está a INVESTIGAR (que palavra feia!) Diogo. Não me venham enganar! Não há nada a «investigar». Diogo viveu com os pais da Fanny durante DOIS ANOS e o que ele é decerto que não é novidade para o pai! Se até então gostava de Diogo como a «um filho», é porque a índole deste lhe agradava. Não venha agora difamar o rapaz. Coitado, não fez mal a ninguém! Limitou-se a amar a filha deste homem durante dois anos, para viver este amor teve de abandonar a família e os amigos e mudar-se para um país estranho. Decerto que deixou para trás muita coisa em nome desse amor. E agora, ao fim de dois anos a conviver com estas pessoas sem lhes dar um motivo de queixa que fosse, virou um “alvo a abater” por parte de um homem que diz ter necessidade de o investigar! Se o carácter de Diogo fosse desprezível, o pai da Fanny não o ia conduzir até a Gala de Domingo do programa para estrategicamente o incentivar a pedir a filha em casamento.
Este pai tem-se revelado dono de um comportamento obsessivo, tal e qual a filha. Esta puxa a ele! Enquanto isso a mãe, que deve ser mais pacata, é que fica na Suiça a trabalhar. Trabalha com idosos, o que não é nada fácil e é preciso não se ser egoísta e ainda faz manicures à parte para ter mais um dinheirinho e cuida da outra filha do casal, que é menor de idade, sozinha. Espero que os palpites (sempre certeiros) de Teresa Guilherme não se venham a concretizar e que aquele «bigodinho maroto», de que de resto eu também já tinha observado no comportamento e «saídas» do pai da Fanny, não vá levar à «decoração» da testa da esposa (se é que já não aconteceu no passado íntimo do casal), tal como a filha fez com o Diogo. Por fora a Fanny pode sair à mãe, mas por dentro é igual ao pai e tem o temperamento deste!
Aposto que estes pais descobriram muita coisa que desconheciam sobre a filha assim que a começaram a ver na Casa dos Segredos… As pessoas tendem a revelar-se quando fechadas entre quatro paredes. E é por isso que não gosto do OUTRO LADO das reacções que o programa suscita.
Já me cansei da «pobreza» linear daqueles que apenas se limitam a criticar o programa com aquela «batida» expressão «não tem cultura»! Quero saber quem destas pessoas sintoniza a RTP2 para acompanhar alguns documentários culturais!
Porquê as pessoas se refugiam no escudo da «cultura», quando se fala em reality shows de entretenimento?
E porquê usam a expressão «não se aprende nada», quando se aprende bastante?
Este tipo de reality show não é feito para ser um concurso de cultura geral. Embora tivessem andado a inquirir os concorrentes com perguntas de geografia, o objectivo principal destes géneros de programas é simples: estudar o comportamento das pessoas!
E com isso não se aprende? Sim! Aprende-se e muito! Aprende-se com os exemplos lá dentro e com as reacções que suscitam cá fora. Reality shows como estes podem ser criticados por explorar um pouco isto, mas mais não fazem senão lucrar com algo que sempre existiu e existirá sempre: a curiosidade pela vida alheia. Agora com câmaras!
Estava a ver uma sitcom na qual um casal tem uma avaria no receptor de satélite e fica umas semanas sem televisão. Sem televisão… conseguem imaginar o quanto estavam perdidos?? Tentaram fazer passar o tempo com sexo, jogos de monopólio… mas nada realmente resultou! Até que os vizinhos começaram a discutir. Aí pressionaram os ouvidos contra a porta para tentar escutar melhor o que se passava e disseram: “esta é a minha nova novela favorita”!
E com isto está tudo dito. As pessoas gostam, e sempre gostaram, de meter o nariz na vida dos outros. Que agora a sociedade tenha evoluído de forma a que possamos todos estar unidos para discutir a vida de uns poucos que a sujeitam à supervisão de uma estação de televisão, não é nada de anormal. Até facilita, porque enquanto olham para os televisionados, esquecem-se um pouco de falar das vidas dos colegas e de terceiros mais próximos…
Aprende-se mais com este tipo de programas do que se gosta de admitir. Pelo menos os que forem inteligentes vão aproveitar para reflectir sobre si mesmos. Vão aprender algo sobre a forma como se devem relacionar com os outros e lidar com situações de stress. Gostava de poder resumir estes programas com frases «não se aprende nada», mas não é verdade. Gostava de os criticar como sendo «insípidos», mas acaba por não ser verdade. O que pode acontecer é que ou se vê ou não se vêem. Isso sim, é uma escolha!
Ninguém é obrigado a ver, ninguém é obrigado a gostar. Mas é errado difamar ou relegar este tipo de programas para uma categoria «inferior» só porque são puro entretenimento e não procuram explorar o cariz cultural de um «Elo mais fraco» (quando passou apresentado pela Júlia Pinheiro, foi um repulsivo exemplo do quanto os mais fracos perseguem os mais fortes para os eliminar – revelando o pior que existe no carácter das pessoas de uma forma bem mais vil que a “Casa dos Segredos”).
Nem tudo o que parece é e muitas vezes é nos programas que possuem a pretensão de estarem a serviço de um «motivo maior», que se verifica esta simples realidade: andam todos atrás das audiências!

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