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Rising Star, novo talent show na TVI


Vi pela primeira vez este novo concurso de talentos hoje, Domingo dia 11 de Maio. Tinha lido numa revista uma crítica a elogiar o ator Pedro Teixeira como apresentador. Talvez isso tenha criado expectativas superiores ao que acabei por constatar, pois achei o ator/apresentador um tanto cru e a recorrer demasiado ao riso. Principalmente a usá-lo para fazer pausas e pensar no que dizer a seguir. Tal como alguns concorrentes, tem potencial e talvez com um pouco mais de prática vá mais longe.

Passei algum tempo a pensar num outro Pedro, o Granger, que fez algumas vezes parelha com a Leonor Poeiras. Se não tivesse passado para a SIC neste último ano talvez estivesse ali, grudado na Leonor. Mas ainda bem que não está porque cansa ver sempre as mesmas duplas de programa para programa e, mesmo sendo menos experiente na apresentação, o Teixeira tem um potencial por explorar que o Granger, a meu ver, não tem.

Quanto aos concorrentes que já vi cantarem, gostei muito do timbre de Alexanda (A espanhola). A pesar de gostar de alguns musicais, não achei especial o desempenho do concorrente de Aveiro mas que o gostaria de o ouvir noutros registos, isso gostava. Acho que para o concorrente, a paixão pelos musicais está ao alcance de muito trabalho, dedicação e se calhar, treino noutros registos também. É como querer ir para acrobata... não dá para começar logo pelo mais difícil sem passar primeiro pelos exercícios mais básicos. Ou seja: adia-se o «primeiro amor» até se estar «no ponto».

Achei engraçado que uma das críticas feitas à concorrente Espanhola que cantou "A Canção do Mar" na versão Dulce Pontes tenha sido que por vezes não se entendia a letra. Logo a seguir surge um concorrente Cabo Verdiano e no vídeo de apresentação certas palavras que pronuncia parecem ter outro sentido, tal é a forma diferente de as pronunciar. Foi para mim um pouco cómico, pois entender "corno" no meio de uma frase (decerto não era) entre outros exemplos acaba por ser humorístico. Este concorrente não passou à final, teve uma prestação a meu ver fraca de voz, mas ainda assim dois elementos do júri votaram SIM. Curioso foi quem foram esses elementos: os que até então tinham sido mais implacáveis nos critérios de selecção: Pedro Ribeiro e Rita Guerra. Os argumentos, se não erro, foi ter «groove».


Este Rising Star, como programa, parece interessante. O jurí tem critérios flexíveis para a selecção, o que torna tudo um pouco assente também no factor momento e sorte pois, sem os votos da plateia, que têm de superar os 50%, o concorrente não passa para a fase seguinte.

Veremos então o que se segue que, pelo que entendi, será cantar em dueto!

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A Tua Cara Não me é Estranha (by TVGuia nº1731)

"A Tua Cara Não me é Estranha" é o novo sucesso da TV. A ir para o ar Domingo à noite na TVI, o programa recorre não a ANÓNIMOS para fazer imitações de artistas (leia-se cantores) mas a rostos conhecidos do grande público.


Até aqui nada de novo. Há muito tempo que a Televisão revelou instintos canibais, sobrevivendo por se alimentar recorrendo aos próprios recursos. O público, esse, já só fica em casa... a ver e a criticar. Matam-se assim dois coelhos numa cajadada só: a curiosidade interminável das massas (onde se incluem muitas celebridades) pela vida das estrelas e a "fome" desenfreada dos artistas por atenção e satisfação do ego.

Neste programa basta olhar para a plateia e é vê-los (às celebridades) a alinharem-se em filas de espera, já a sonhar com o estar também ali, debaixo das luzes dos holofotes.

Mas o SUCESSO de "A Tua Cara não me é Estranha" não está nesta fórmula. O que distingue este programa de outros é que tudo é feito com HUMOR. Ali contam-se piadas, ninguém é excessivamente sério, nem o júri, nem os concorrentes, nem os apresentadores. Existem  improvisos e todos estão à vontade para dizer o que quiserem e como quiserem. É como estar a conversar com a família em casa. Sempre surgem piadas em que todos riem e que no decorrer do dia ainda originam outras piadas. Tudo é informal e reina a boa disposição. Assim é o programa. E é por esta razão que faz sucesso. Merece, por isso, ser designado por programa de puro entretenimento.


CARIDADE
Falando de outro aspecto do programa: como muitos do seu género, este também não põe os famosos em competição entre si. Seria muita falta de tacto. Eles sobem ao palco para imitar outro artista e são pagos para isso, mas o que ganham verdadeiramente é uma oportunidade única de projecção da sua imagem aliada à possibilidade de duplicar ou triplicar convites de mais trabalho. Quanto ao prémio do concurso em si, em cada edição este reverte a favor de uma instituição à escolha do artista. Nunca se sabe bem em que consiste ou em quanto consistem estes prémios, porque não se desenvolve quase nada essa parte do programa (que supostamente devia dar o MOTE à sua existência) e até é nessa altura, na entrega do prémio a uma instituição à escolha, que os apresentadores relembram os concorrentes que "têm de se despachar" porque "não têm mais tempo". Sobre os prémios, geralmente sabe-se simplesmente que "revertem para...".  E assim se tem safado a televisão, sempre.

Neste caso, o valor da doação é apenas de 1000€. Sei-o porque me concentrei no cartão que os concorrentes seguram em mãos e pareceu-me ser esse o montante impresso. Uma quantia que me parece sempre muito pobre para qualquer programa de TV, ainda mais um que beneficia de chamadas de valor acrescentado. Bem sei que mais vale algum do que nenhum e toda a ajuda é bem vinda, mas a "caridade" em programas de TV é mais um pretexto que um objectivo.

IMAGEM
Claro que o que se deseja projectar quando se faz qualquer programa que «visa» ser para caridade (sabemos muito bem que não é por isso que se faz TV), é que reina a harmonia entre todos os participantes. Falo de todos mesmo: desde a produtora, à estação de televisão, ao júri, aos concorrentes até aos profissionais que estão ali a ensinar como se chega a uma imitação perfeita (CC). Num programa de CARIDADE  não existe competição. Nenhum famoso está ali a competir com outro... seria escandaloso. Ou será que está?

Claro que estão.

Se o próprio júri e os apresentadores usam adjectivos como "vencedor" para avaliar a prestação dos artistas, então deitam por terra o conceito de «não competividade» que devia ser o do programa. Para existir um vencedor, têm de existir perdedores. A palavra em si já remete o espírito dos participantes para a competição. Acredito que nem todos ali se deixem levar por essa emoção primária, mas são poucas as pessoas que se encontram verdadeiramente evoluídas nesse sentido. Certamente, muitas outras não sabem erradicar a competividade da sua pessoa. E com esta vem a inveja, a maldade, a maledicência...


UM EXEMPLO
Segundo a capa da revista TVGuia desta semana (nº 1731), uma das participantes - a cantora Romana, anda com problemas pessoais e familiares (quem não os tem?) e também tem problemas com o programa. aparentemente, decidiu trazer estes últimos a praça pública.

Vem escrito na capa da citada revista chamadas de atenção como «os ataques do júri», «a loucura por João P. Rodrigues» e como isso afecta a concorrente e, para colmatar surge entre aspas, no que supostamente deve de ser uma sua citação, esta pérola: "Isto já está feito para alguém ganhar".

Eu bem sei que não se deve acreditar em tudo o que as revistas escrevem. Principalmente capas e em particular nestes últimos tempos, a TVGuia... Mas às vezes, no meio de invenções aparecem algumas  verdades. E se formos a levar em consideração o comportamento da claque de apoio da Romana durante as considerações do júri Luís Jardim, que começa logo a vaiar o que o homem diz à mínima crítica aparentemente não-positiva e a expressão da própria Romana, que faz a vaia «a brincar», há que pressentir aqui uma pontinha de verdade.

Ler esta capa deixou-me triste. Ali escarrapachado vem a Romana que conheci no BBFamosos. Uma miúda que se aliava aos de pior índole, revoltada, a arquitectar jogadas para prejudicar terceiros, cheia de lamurias e a se vitimizar sempre. Eu queria apreciar a artista de valor que ela é pela voz que tem e sempre teve, mas a pessoa por detrás da poderosa voz não parece tão bonita quanto isso. Claro que  estou a fazer a MINHA apreciação pessoal no meu blogue e ainda não fui espreitar o interior da revista, porque nem quero me debruçar muito sobre este assunto. Mas este é um OUTRO LADO do programa, o lado da FAMA e da INTRIGA, que também tem aqui lugar.

Pobre João Paulo Rodrigues que aparece na capa da TVGuia só para ilustrar uma calúnia... Ele que não tinha até agora provado do fel da celebridade, pode ficar com a cabeça a prémio, se não se pôr à cautela... :)
Até parece que ter talento é crime. Não é, mas a inveja que desperta pode ser muito nefasta. Como disse o António Sala, o imenso talento do João Paulo Rodrigues aliada à surpresa que foi para todos descobri-lo, fá-lo parecer um grande «chato», de tão bom que é.

Acredito que este participante, assim como a Maria João Abreu, o Toy, o Mico, o Vintém e também a Sónia Brazão, sabem estar ali para tirar o melhor proveito da experiência e dar o seu melhor, sem deixar que sentimentos de inveja e ambição interfiram no relacionamento com os restantes. Mas outros criaram demasiadas expectativas. Vêem o programa como uma rampa de lançamento ou recauchutagem, querem ser conhecidas e elogiadas, querem mudar o rumo da vida e vêem em tudo isto um último grande recurso imposto até pela idade e é bom que não se atravessem à frente. Ao tomarem a coisa de forma tão pessoal, estragam tudo.


No somar de tudo, o resultado de "A TUA CARA NÃO ME É ESTRANHA" é uma noite de pura diversão. Com ele dou umas valentes gargalhadas, muito à pala do Sala, do Zé, do Luís, do JPR, do Mico, do Toy e da Maria João, pessoas que sabem fazer chalaças e ter humor.

E a humildade marcante de alguns é um refresco para quem quer acreditar que o mundo é melhor do que às vezes parece ser.

 a fazer imitações dede músicas feitas, não por ANÓNIMOS, mas por caras conhecidas do público, que passa aos Domingos à noite na TVI,  é puro entretenimento.  entretenimento


É a mesma Romana: sempre aliada às más pesssoas. Uma que estava pronta e mais do que ávida para esquecer mas que surge ali escarrapachada na primeira página da revista TVGuia desta semana.
Bastidores de amizade o tretas.

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A Tua Cara Não me é Estranha

"A Tua Cara Não me é Estranha" é o novo sucesso da TV. A ir para o ar Domingo à noite na TVI, o programa recorre não a ANÓNIMOS para fazer imitações de artistas (leia-se cantores) mas a rostos conhecidos do grande público.

Até aqui nada de novo. Há muito tempo que a Televisão revelou instintos canibais, sobrevivendo por se alimentar recorrendo aos próprios recursos. O público, esse, já só fica em casa... a ver e a criticar. Matam-se assim dois coelhos numa cajadada só: a curiosidade interminável das massas (onde se incluem muitas celebridades) pela vida das estrelas e a "fome" desenfreada dos artistas por atenção e satisfação do ego.

Neste programa basta olhar para a plateia e é vê-los (às celebridades) a alinharem-se em filas de espera, já a sonhar com o estar também ali, debaixo das luzes dos holofotes.

Mas o SUCESSO de "A Tua Cara não me é Estranha" não está nesta fórmula. O que distingue este programa de outros é que tudo é feito com HUMOR. Ali contam-se piadas, ninguém é excessivamente sério, nem o júri, nem os concorrentes, nem os apresentadores. Existem  improvisos e todos estão à vontade para dizer o que quiserem e como quiserem. É como estar a conversar com a família em casa. Sempre surgem piadas em que todos riem e que no decorrer do dia ainda originam outras piadas. Tudo é informal e reina a boa disposição. Assim é o programa. E é por esta razão que faz sucesso. Merece, por isso, ser designado por programa de puro entretenimento.


CARIDADE
Falando de outro aspecto do programa: como muitos do seu género, este também não põe os famosos em competição entre si. Seria muita falta de tacto. Eles sobem ao palco para imitar outro artista e são pagos para isso, mas o que ganham verdadeiramente é uma oportunidade única de projecção da sua imagem aliada à possibilidade de duplicar ou triplicar convites de mais trabalho. Quanto ao prémio do concurso em si, em cada edição este reverte a favor de uma instituição à escolha do artista. Nunca se sabe bem em que consiste ou em quanto consistem estes prémios, porque não se desenvolve quase nada essa parte do programa (que supostamente devia dar o MOTE à sua existência) e até é nessa altura, na entrega do prémio a uma instituição à escolha, que os apresentadores relembram os concorrentes que "têm de se despachar" porque "não têm mais tempo". Sobre os prémios, geralmente sabe-se simplesmente que "revertem para...".  E assim se tem safado a televisão, sempre.

Neste caso, o valor da doação é apenas de 1000€. Sei-o porque me concentrei no cartão que os concorrentes seguram em mãos e pareceu-me ser esse o montante impresso. Uma quantia que me parece sempre muito pobre para qualquer programa de TV, ainda mais um que beneficia de chamadas de valor acrescentado. Bem sei que mais vale algum do que nenhum e toda a ajuda é bem vinda, mas a "caridade" em programas de TV é mais um pretexto que um objectivo.


IMAGEM
Claro que o que se deseja projectar quando se faz qualquer programa que «visa» ser para caridade (sabemos muito bem que não é por isso que se faz TV), é que reina a harmonia entre todos os participantes. Falo de todos mesmo: desde a produtora, à estação de televisão, ao júri, aos concorrentes até aos profissionais que estão ali a ensinar como se chega a uma imitação perfeita (CC). Num programa de CARIDADE não existe competição. Nenhum famoso está ali a competir com outro... seria escandaloso. Ou será que está?

Claro que estão.

Se o próprio júri e os apresentadores usam adjectivos como "vencedor" para avaliar a prestação dos artistas, então deitam por terra o conceito de «não competividade» que devia ser o do programa. Para existir um vencedor, têm de existir perdedores. A palavra em si já remete o espírito dos participantes para a competição. Acredito que nem todos ali se deixem levar por essa emoção primária, mas são poucas as pessoas que se encontram verdadeiramente evoluídas nesse sentido. Certamente, muitas outras não sabem erradicar a competividade da sua pessoa. E com esta vem a inveja, a maldade, a maledicência...


UM EXEMPLO
Segundo a capa da revista TVGuia desta semana (nº 1731), uma das participantes - a cantora Romana, anda com problemas pessoais e familiares (quem não os tem?) e também tem problemas com o programa. aparentemente, decidiu trazer estes últimos a praça pública.

Vem escrito na capa da citada revista chamadas de atenção como «os ataques do júri», «a loucura por João P. Rodrigues» e como isso afecta a concorrente e, para colmatar surge entre aspas, no que supostamente deve de ser uma sua citação, esta pérola: "Isto já está feito para alguém ganhar".

Eu bem sei que não se deve acreditar em tudo o que as revistas escrevem. Principalmente capas e em particular nestes últimos tempos, a TVGuia... Mas às vezes, no meio de invenções aparecem algumas verdades. E se formos a levar em consideração o comportamento da claque de apoio da Romana durante as considerações do júri Luís Jardim, que começa logo a vaiar o que o homem diz à mínima crítica aparentemente não-positiva e a expressão da própria Romana, que faz a vaia «a brincar», há que pressentir aqui uma pontinha de verdade.

Ler esta capa deixou-me triste. Ali escarrapachado vem a Romana que conheci no BBFamosos. Uma miúda que se aliava aos de pior índole, revoltada, a arquitectar jogadas para prejudicar terceiros, cheia de lamurias e a se vitimizar. Eu queria apreciar a artista de valor que ela é pela voz que tem e sempre teve, mas a pessoa por detrás da poderosa voz não parece tão bonita quanto isso. Claro que  estou a fazer a MINHA apreciação pessoal no meu blogue e ainda não fui espreitar o interior da revista, porque nem quero me debruçar muito sobre este assunto. Mas este é um OUTRO LADO do programa, o lado da FAMA e da INTRIGA, que também tem aqui lugar.

Pobre João Paulo Rodrigues que aparece na capa da TVGuia só para ilustrar uma calúnia... Ele que não tinha até agora provado do fel da celebridade, pode ficar com a cabeça a prémio, se não se pôr à cautela... :)
Até parece que ter talento é crime. Não é, mas a inveja que desperta pode ser muito nefasta. Como disse o António Sala, o imenso talento do João Paulo Rodrigues aliada à surpresa que foi para todos descobri-lo, fá-lo parecer um grande «chato», de tão bom que é.

A humildade que se observa mais natural em alguns destes artistas é um refresco para a alma. Acredito que o João Paulo Rodrigues (JPR), assim como a Maria João Abreu, o Toy, o Mico, o Vintém e também a Sónia Brazão, sabem estar ali para tirar o melhor proveito da experiência e dar o seu melhor, sem deixar que sentimentos de inveja e ambição interfiram no relacionamento com os restantes. Não se devem criar demasiadas expectativas numa participação em televisão. Alguns vêem o programa como uma rampa de lançamento ou recauchutagem, querem ser conhecidas e elogiadas, querem mudar o rumo da vida e vêem em tudo isto um último grande recurso imposto até pela idade e é bom que não se atravessem à frente. Ao tomarem a coisa tão pessoal, estragam tudo.


No somar de tudo, o resultado de "A TUA CARA NÃO ME É ESTRANHA" é uma noite de pura diversão. Com ele dou umas valentes gargalhadas, muito à pala do Sala, do Zé, do Luís, do JPR, do Mico, do Toy e da Maria João, pessoas que sabem fazer chalaças e ter humor. 

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Ídolos 2010

Estive a ver o programa Ídolos na Sic Mulher. Não costumo ver este tipo de programas. não me atraem muito. mas quando vejo, sei apreciar. Fiquei desapontado com o que ouvi. O juri é duro e não poupa críticas, muitas severas e dirigidas a jovens ainda muito emocionalmente frágeis. Mas, ao ouvir as suas críticas, tive de concordar com elas. Em alguns casos, teria sido ainda mais duro. E eu não sou assim, sou o oposto, gosto de incentivar e ajudar as pessoas a seguir e conquistar os seus intentos. Mas se há algo que me tem vindo a fazer confusão é perceber as diferenças entre a nossa juventude e os jovens de outros países -americanos, por exemplo, no que respeita ao acreditar e ao expressar os seus talentos. Irrita-me solenemente que nós pisemos um palco a "travar" a nossa estrela. Acho que isto mais do que tudo comprova que somos um povo oprimido, derrotista. Temos uma forma de educar os nossos a dar para o negativismo. Culpo a escola. Logo na pré primária, a forma como ensinam as crianças... é algo castrador. Usamos muito o "não" e pouco o "sim". Tememos o que vamos escutar, porque não temos o hábito de ter muitas alegrias. Somos uns castrados. Até podemos ter pouca autoconfiança mas, se não fossemos castrados, ainda havia hipótese disso nos prejudicar tanto. Temos, acho, dois graves erros: o da castração e o da ilusão. O primeiro é aquele que nos diz vezes sem contra: "Não faças isto. Não tentes que não vais conseguir. Para quê que vais às audições? Entre milhares de candidatos deves achar que és especial" - e este tipo de tretas típicas à portuguesa, derrotistas como tudo, que só nos puxam para trás. Assim, não há nenhum grandioso futuro para o país, a formar mentalidades destas! O que é feito dos navegadores? Das conquistas? E se tivessem dito este tipo de coisa a Gil Eanes? A Vasco da Gama? "Meu filho, não vás para o mar que é perigoso e podes apanhar um resfriado!". No que nos tornámos!

E depois existe o outro lado da moeda, igualmente prejudicial, que é aquele em que "tudo o que fazes é bem feito e os outros é que estão errados". Outro comportamento típico português. "O meu filho é o melhor filho do mundo. O meu filho não tem defeitos. O meu filho é lindo. O meu filho é talentoso. O meu filho porta-se sempre bem. Eu vou estar sempre do lado do meu filho". Ou lhes damos na cabeça a dizer que não prestam, ou lhes estragamos com mimos e ilusões. Ídolos é um programa que mostra isso. Temos os talentos brutos, muito brutos, talhados para brilhar mas que não fazem. Parecem ter medo. E, se se esforçam, o medo de errar, da rejeição, é tão forte que atrapalham a prestação. E não conseguem brilhar para ofuscar. Depois temos os que se acham muito bons e são incapazes de avaliar com clareza as suas capacidades, porque a mamã sempre lhes disse eram os melhores. E claro, há uma terceira espécie... os que foram gozados e humilhados e superaram isso criando ilusões. Por exemplo, uma pessoa que não canta bem porque não tem boa voz mas gosta tanto de musica que se põe a estudar, tocar e cantar. Os amigos gozam com ele na brincadeira e não percebem que o estão a magoar para além do ponto desejável. Para o combater, ele cria a ilusão de que é perseguido e não vê que existe razão na crítica, só não está correcto o método da expressar.

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Achas que sabes dançar? - considerações

Aguardava com gosto a chegada da versão portuguesa do programa "So You think You can Dance?", que via entusiastamente no canal FOX, na sua versão estrangeira. Vi duas épocas, pelo que gostei mesmo do programa. Deslumbrava-me com as coreografias fantásticas, tão cheias de mensagens, tão bem executadas. Os bailarinos faziam-me cair o queixo. Todos tão bons, mas tão bons! Fantásticos! Performances espetaculares. Quando descobri que Portugal ia buscar este formato, fiquei contente mas pensei cá com os meus botões: será que temos em Portugal quem saiba dançar assim?

Pois temos! E ainda bem que esta minha dúvida foi rapidamente esclarecida, à medida que os programas avançaram. O que vejo neste grupo de jovens que, como tantos outros, concorreram ao programa, é talento puro, tal como os jovens do outro lado do oceâno. E fico muito feliz.

O que se passou foi que cheguei a duvidar que em Portugal se ENSINASSE dança assim. É um universo que conheço muito pouco ou nada, um muito próprio, meio ausente do grande público. Não é de DANÇA que se fala em televisão, não existem muitos espectáculos e, o máximo que se vê divulgado na TV, são os jovens na noite, a dançar nos clubes, nas notícias sobre bebedeiras ou excessos juvenis, ou nos filmes com basicamente a mesma temática adolescente. Quero com isto dizer que o que conheço sobre dança é apenas aquilo que o meu gosto consegue apreciar. É um misto de intuitivo com prazer pelo belo e emoção.

Sobre o programa Português em particular, fico contente por ver jovens talentosos. É um alento! Que ar fresco para o olhar, entre tanta mediocridade televisiva! Eles agradecem muito à SIC e à Endemol, mas nenhum deles criou e pensou no formato... limitaram-se a copiar. E a reputação da Endemol em relação aos contratos com os artistas, é de "prisão perpétua". Ainda assim, não deve ser fácil em Portugal fazer-se um programa com este calibre, embora sempre existam meios de conseguir capital para o investimento. Acho até que o surpreendente nisto tudo, é que o programa tenha ido parar à SIC! Normalmente, TVI e RTP é que se dão a "Big Brothers" e programas de danças e cantorias. A SIC ficava-se por Floribelas e outros formatos mediocres... mas agora que a Teresa Guilherme produções não faz parte do cenário, abriram-se as portas para a democracia. Será?

Dá gosto ver os movimentos destes bailarinos. E o que me fascina também é ver confirmada a minha tese de que formação é importante, mas não é tudo. Ali estão talentos brutos, self-made bailarinos, que são fantásticos. Jovens que aprenderam na rua a dançar. Isto já me tinha fascinado no programa estrangeiro, onde um bailarino era originário do Haiti e chegou a ser sem-abrigo. Ele era fantástico! E transformou-se sozinho.

Vem-me à mente os "anos luz" de outros aspirantes... talvez agora compreendam. Ou, se calhar, ficam a pensar que, dada a oportunidade também dançariam assim. Deve ser excelente trabalhar com coreógrafos profissionais e contar histórias diferentes vezes e vezes sem conta em registos diferentes e sempre novos. Uma arte!

Como concurso que é, deixa ao critério da sorte a escolha dos bailarinos. O público vota em quem quer continuar a ver no programa e estes votos nunca são concensos. A razão é simples. O público vota mas, quem é o público? O público são os interessados. Aqueles mesmos que vivem em histerismo na plateia. Os amigos e os familiares dos concorrentes. Não são isentos de interesse próprio. A percentagem de público isento que telefona deve ser mínima, arrisco a dizer, abaixo dos 15%. Aliás, esta é uma grande questão entre o programa de lá e o de cá. No nosso não souberam controlar o público, acharam por bem deixá-lo exprimir-se à vontade, e o resultado foi que deixei de ver algumas emissões do programa. Talvez porque, primeiro, não me lembro bem a que horas vai para o ar e estou sempre ocupada com outras coisas e posso sempre ver a repetição. Depois, aqueles gritos, a demora do jurí em opinar, os longos interrogatórios de Manzarra em algumas ocasiões e as brincadeiras estúpidas deste fizeram-me desligar mais rápido. Mas, tirando isso e vendo qualquer actuação, uma pessoa fica agarrada ao ecran.

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Pensas que sabes dançar? - Impressões

Estou a ver a versão portuguesa do único programa do género que gosto de ver no canal Fox: "So You Think You Can Dance?". Antes de entrar nas impressões que me dá, tenho de lançar rasgos elogios ao Americano. Primeiro, o juri é constituido por pessoas decentes, que criticam de forma correcta. Não é nada semelhante "America Got Talent". O jurí são pessoas que fazem críticas mais construtivas e dizem tudo o que é para ser dito. Depois temos os concorrentes... um melhor que o outro, todos espetaculares! Uma obra de arte para se ver, sem dúvida. Uma boa dança, é assim...
.
A impressão que tenho ao ver a versão portuguesa ainda não é nenhuma no que respeita ao juri ou aos concorrentes. Toda ela vem do formato. Não gosto dos efeitos especiais nas imagens. Aquele "borrão" vermelho a tremelicar num frame de segundo, as cores a estourar... anseio pela normalidade. Quanto ao apresentador, penso que o registo podia ser "Menos Palhaço". Porque este é um tipo de concurso que apela a um tipo de público mais maduro e, pelo que conheço da vida, este tipo de palhaçada juvenil já não é muito tolerada por horas a fio, ainda mais em horário nocturno. Só isso: menos palhaçada, com uma pitada de maior seriedade. Talvez mais para a frente. Aqui, na versão Americana, a apresentadora é também ela espetacular. Impressionantemente muito mais alta que qualquer dos bailarinos que pousam ao lado dela, tem também um comportamento muito decente. Ou seja: está ali a viver aquilo com eles. Não é a "palhaçada" e aquela conversa íntima que vi Manzarra ter com concorrentes, que nunca na vida antes tinha visto ou voltará a ver. É aqui que entra a maturidade. Se ele fosse avaliado por um júri, levava o cartão vermelho, mas teria de melhorar a técnica...

Espero que cresça na televisão e ganhe essa maturidade, porque aí seria ouro sobre azul. Se virar mais um "palhaço", por mais que fique bem no ecrãn, também cansará. Beleza não é tudo... Gostava de algo tão inteligente e sagaz como o Jay Leno, numa versão Manzarra juvenil...
.
Dos concorrentes que vi nesta edição, acho que todos, inclusive os que revelaram já ser profissionais, têm ali algo para melhorar. Mas isso sou eu, sendo perfeccionista, coisa que, aliás, um aspirador a grande bailarino tem mesmo de ser. No geral, gostei. Espero que aqueles que passaram e necessitam melhorar tecnicamente consigam fazê-lo. Só não sei se o programa presta-se a ensinar ao mesmo tempo que trata de eliminar.





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Melhor Momento TV - Boyle

Não me canso de ver o vídeo que revelou a voz e personalidade de Susan Boyle ao mundo. Ainda me emociono com tudo aquilo: com a sua simplicidade, a sua autenticidade, a sua humildade, com o comportamento da plateia, do júri, antes e depois dela ter aberto a boca para cantar!

Soube então que estava diante de uma coisa rara: um momento inesquecível em televisão.




Elejo este como o momento que mais emoções a televisão me proporcionou.


Entretanto, vídeos de Susan Boyle aparecem quase todos os dias no youtube e encontrei dois, um quando esta tem 25 anos em que só se escuta o que canta e mal se a vê, e outro gravado em 1984 onde, visivelmente mais jovem e COMPROVATIVAMENTE bonita, revela ter a mesma presença de espírito, a mesma humildade, a mesma voz, a mesma personalidade tímida que a vontade de cantar esconde na bela voz que tem.




E então? Não é de arrepiar? E quanto às críticas depreciativas quanto à sua beleza física, aqui fica a prova que toda a gente já foi jovem e interessante. Susan nunca foi feia! Está velha, todos vamos ficar como ela, não se enganem! E aqui encerro a minha revolta com todos os que disseram: "tem uma voz muito bonita mas é feia!".


Encontrei também um vídeo humorístico engraçado, cuja única coisa que me transcende são os inapropriados comentários a ele associados. Enfim... mas vale a pena ver, para entender de onde vem a piada que, de início parece de mau gosto, mas depois percebe-se que tem o seu quê de engraçado.

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