77777777777777777777777777777777777

RSS
Olá Baby. Com tecnologia do Blogger.
Mostrar mensagens com a etiqueta nacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta nacional. Mostrar todas as mensagens

Segurança NACIONAL

Mais, mais, mais!!
É assim que o espectador fica após terminar outro episódio da série “Segurança Nacional” (Homeland no original).

A passar no canal Fox desde 16 de Janeiro deste ano, vale cada um dos 45 minutos que está no ar. Premiada com um Golden Globe, aborda a luta contra o terrorismo numa perspectiva que foge à tradicional dicotomia «o bom e o vilão». Se a história fosse linear, certamente que cansava o espectador.  Este não é mais tão desconhecedor das realidades do terrorismo.

Esta série conta com prestações magníficas, onde se destaca a actriz Claire Danes, intérprete da agente da C.I.A. Carrie Mathinson, uma mulher brilhante com um instinto certeiro e que, ao mesmo tempo que luta contra o terrorismo com uma entrega total e invencível, luta também contra a sua condição de doente bipolar. Doença que, se descoberta, a impede de imediato de exercer funções na C.I.A.

Carrie trabalha para anular as acções e capturar o terrorista da Al-Qaeda, Abdur Nazir. Após 7 anos sem qualquer informação sobre as suas actividades, eis que Carrie consegue uma pista através de um prisioneiro Israelita: “Um prisioneiro de guerra Americano foi convertido”.

É então que um soldado considerado morto no Iraque regressa à América após 8 anos de clausura e tortura. O seu nome é Nicholas Brody (Damian Lewis), que rapidamente ascende ao papel de Herói Nacional. Carrie pressente que este é o soldado convertido em terrorista e procura convencer os seus superiores da suprema necessidade em manter Brody sobre vigilância constante, mas estes não concordam. Dedicada como só ela, Carrie ignora as ordens e segue o seu instinto, conseguindo convencer dois dos seus melhores amigos a ajudarem-na a instalar câmaras de vigilância na casa da família de BrodyEvidenciando compreensíveis sinais de desajustamento, Brody não consegue relacionar-se com os dois filhos, que estão agora mais crescidos, nem com a esposa Jessica, que durante os 8 anos em que o deram como morto manteve a crença de que ele estava vivo, embora tivesse recentemente encontrado o amor nos braços de um dos melhores amigos de Brody.



Será que Brody foi recrutado por Abnur Nazir e planeia um ataque terrorista contra a América? As suspeitas intensificam-se e o espectador começa a conhecer partes da sua história através dos flash-backs da personagem. Brody recorda a tortura por que passou, esconde que foi obrigado a matar à porrada um seu companheiro e esconde também uma profunda gratidão que não tem como não sentir por… Abnur Nazir! Brody estava por demais humilhado e maltratado e bastou este lhe estender a mão e o tratar como um ser-humano para Brody voltar a acreditar que o era. Afinal, Brody e Nazir são próximos! Mais do que se imagina…

Quanto tudo parece indicar que o terrorista convertido é afinal, nem mais nem menos do que Brody, descobre-se que o soldado dado como morto e que Brody matou à pancada, afinal está vivo e é ele o terrorista! Mas Carrie suspeita que algo não bate certo e começa uma investigação frenética a todas as actividades de Abnur Nazir, crente de que lhe escapou alguma coisa…

Ela sabe que sempre teve razão!

A primeira temporada desta maravilhosa série termina com Carrie a levar tratamentos com eléctrodos para suavizar os sintomas da bipolaridade. Agora demitida do seu cargo e completamente sem rumo, ela continua fixada em Abnur Nazir e no contra-terrorismo… Mas o que ela quer mesmo esquecer é a sua paixão por Brody. E é assim que termina o 12º episódio, que, pelo que descobri agora, é também o ÚLTIMO da primeira temporada. É pena a FOX não fazer chamadas de atenção para o facto porque nada informa o espectador que não vai aparecer um outro episódio na semana seguinte.

Foi assim que terminou para mim outra série que estava a gostar de ver: “V”. Terminou sem eu fazer a mínima ideia que estava a terminar. Saiu do ar, não voltou e andei ali umas semanas a ver se a encontrava… em vão. Mas se servir de consolo aos fãs de “V” (que são muitos), podem continuar a ver a protagonista da série, Morena Baccarin, em “Segurança Nacional”. Cabe a ela dar corpo à esposa de Brody.

*English version soon

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Ah, eu não gosto de televisão e tal, o Teatro e o Cinema isso é que é!

E pela boca morre o peixe!

Uma das coisas que muito me incomodava neste mundo do espectáculo era perceber o desdém que os artistas actores tinham pela televisão. Nós, público, ficavamos a conhecê-los por um papel numa novela e depois liamos numa entrevista que "aquilo foi uma vez para experimentar", que a televisão é um meio "menor para o actor exercer o seu ofício", que a verdadeira representação "é no teatro" e que o cinema "é nobre". Parecia-nos que os actores começavam a fazer novela aliciados por um salario elevado e assim, vendidos à melhor oferta, lá faziam o "frete" de interpretar uma personagem em televisão. Mas não gostavam, queixavam-se, lamentavam-se e iam para as entrevistas elogiar o teatro.

Ora, pela boca morre o peixe! Se antes o desprezo pela TV era notado, hoje pode até continuar, mas perpectuando a sina do artista ao longo dos séculos, se não se quer morrer de fome, trabalha-se em tudo um pouco!

Muita coisa mudou desde então e agora vemos o contrário. Uma migração em massa de artistas que querem um lugar ao sol em televisão. Este veiculo que a mim cedo me fascinou, tão repudiado que foi por artistas mas não só, porque também algum público se deixou levar por essa "arrogância de valores" não admitindo ver novelas, só telejornais mas não perdiam pitada, é agora o mais concorrido, o "rebuçado" mais desejado. Porque é na TV, um veículo para as massas, que está o sustento, uma estabilidade que não existe em nenhum outro lugar.

Um salário fixo, trabalho garantido por vários meses e, com sorte, aquilo que muitos actores ainda hoje torciam o nariz: um contrato de exclusividade. Algo que lhes dá um ordenado mesmo não estando a trabalhar. Que sonho, não?

E agora é vê-los, um pouco a rondar o prato onde cuspiram, a tentarem serem vistos, notados, convidados...

Nesta equação toda tem de entrar a idade. Enquanto se é jovem ainda se acredita que outros meios se abrem e até deve ser verdade. Mas com o avançar da idade, a falta de propostas e de papéis em televisão para pessoas mais velhas, é vê-los a todos, mendigar ou não, utilizando os recursos que tiverem, à procura de um melhor lugar ao sol, porque disso se trata: todos queremos um bom lugar ao sol...

Abri uma revista e lá vinha José Raposo, que a meu ver não se pode queixar da televisão porque lhe identificamos uma longa carreira nela, a queixar-se com um azedume que não há papéis para ele. Ora, não acabou ele de fazer uma novela, não está para entrar noutra e nos entretantos de pois de tanto refilar, já não obteve também uma participação especial na novela actual? Três novelas consecutivas não lhe chegam? Queixa-se exactamente do quê? Pessoalmente esta sua atitude surpreendeu-me porque numa entrevista TELEVISIVA, refira-se, feita há uns anos, pareceu um homem compreensivo e de mentalidade aberta e para quem acabou de casar com uma jovem miuda de 21 anos, esperava-se uma abertura para a vida diferente e eis que, afinal, a idade chega para todos, por mais jovem que tentem manter o espírito, e aquele azedume e revolta que, a meu ver, nele não tem grandes fundamentos, estão lá. Nada oculta a idade...

E onde está o José Raposo, está a ex-mulher, Maria João Abreu, também actriz, também em busca de um lugar ao sol e a tentar que lhe calhe a segurança da exclusividade televisiva. Também ela esteve na novela onde o ex esteve (num papel miserável que não soube enobrecer), fez uma peça de teatro entretanto e voltou para a novela actual com uma mini-participação, novamente, que não aqueceu nem arrefeceu. Nela noto que procura estar sempre com projectos porque parar é morrer... mas cá está: não se podem queixar do que têm encontrado na TV.

Existe MILHARES de actores neste pequeno portugal e existem MILHARES a querer ser actores. Não discuto talento, porque acho que isso é relativo. Tanto me agrada um em bruto, como me desagrada um consagrado. Nem sempre experiência é tudo, nem sempre inexperiência é mau. Mas a verdade é que a TELEVISÃO, ao "crescer" e ao conquistar, tal como me conquistou a mim em criança, as novas gerações e a tornar-se uma ambição para as mais envelhecidas, está a movimentar muita gente mas a oferta é pouca para a quantidade que a procura. Em si a TV nunca empregou tanta gente como nos últimos anos. A produção nacional a crescer, com canais públicos e privados com produção nacional, isso é um oásis para os actores que, de outra forma, teriam de viver de teatro e revista. Não que estes não sejam bons mas convinhamos que o hábito não é praticado por uma massa como aquela que fica em casa a ver TV. A TV é de todos os dias, os outros são "luxos" ocasionais, de uma vez por ano ou de 5 em 5 anos... e não porque não se goste mas porque não existe o hábito e porque não existe um culto ou mesmo uma ZONA artística afamada, que faça com que o culto surja. Por exemplo: em Londres, passear pelo meio da cidade é logo dar de caras com inumeros cartazes de peças teatrais com os rostos dos mais famosos, tudo ali ao lado de casa e sem grandes conflictos. É como entrar numa loja de roupa... é acessível.

Mas também os tempos aureos da TV já lá vão. Esta crise afecta todos e aqueles contratos de exclusividade pagos a preço de ouro por artistas que ganharam fama e nem sempre são assim tão agradáveis de ver (isto são gostos descutíveis mas penso que até os melhores algumas vezes não entregam nada) de algum modo terminou e quem aproveitou, fez bem! Quem está agora a procurar o mesmo, olhe, viesse mais cedo!

Mas nunca se sabe. Água mole em pedra dura... bate, bate que fura!

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS