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Argh! A porra do Nine-Eleven again!

Não gosto de ver que a programação televisiva é invadida de filmes sobre o atentado terrorista em Nova Iorque em 2001, cada vez que o mês de Setembro se aproxima. Irra! Que previsível e que irritante! Está a ser pior do que esperar filmes parvos sobre o Natal na quadra Natalícia...

Tanta coisa acontece no mundo, tantas tragédias desde então, porque tem esta de ser glorificada? "O dia em que o mundo mudou", "Sobreviver ao 11 de Setembro", "11 de Setembro: A conspiração", World Trade Center" são nomes de programas agora no ar nos principais canais nacionais de televisão.

Não me levem a mal, não me incomodaria de assistir a mais um documentário, mas nunca nesta data, que raio! Parece uma comemoração. Uma coisa é de certeza: um total aproveitamento! É o uso de uma data em que algo mau aconteceu para se tirar proveitos pessoais e, o que é pior, para impedir que pessoas que precisam de andar com a vida para a frente consigam sarar alguma ferida.

Como disse, muitas tragédias aconteceram desde então. Aquela que mais me vem à lembrança e que é para mim um EXEMPLO, é o Tsunami de 2004, na Indonésia e Tailândia. Milhares pareceram e tudo, mas mesmo TUDO ficou destruído - como se viu em imagens de SATÉLITE!!

Um ano depois deste Tsunami esperei que a televisão voltasse a passar aquelas imagens da água a invadir o continente como toda a velocidade da sua fúria, para nos relembrar o que aconteceu. Mas não. Apenas um ano depois, a situação foi apenas discretamente mencionada, sem quaisquer abusos de uma panóplia de imagens que devem existir em arquivo! Um comportamento muito atípico em televisão e mais ainda na parte da Informação!

E o povo Tailandês? Que perdeu tudo? Casas, bens e, alguns, a família inteira. Sabem como reagiram os Tailandeses?
Eu digo: Reconstruiram tudo e andaram para a frente! Em um ano o esforço para erradicar qualquer sinal da tragédia foi grande. O turismo já estava recuperado e o povo que sofreu este grande golpe estava consciente que tinham de andar para a frente.

A meu ver são um exemplo daquilo que é preciso ser feito em ocasiões de tragédia. Não é que não lhes custe ou não lhes doa as suas perdas. É uma mentalidade diferente da ocidental, esta mais centrada na auto comiseração, no acto de perpetuar e alimentar tragédias...

Também em 1999 Timor-Leste passou pelo que passou e não se está todos os anos a relembrá-lo numa determinada data, com filmes e documentários sobre o assunto a passar na TV!

Mas os Americanos, como se ali fosse o centro do mundo, não esquecem e não deixam o mundo deixar de saber as suas tragédias pessoais: o furacão Katrina, ainda hoje recordado em programas de televisão, o 11 de Setembro, dez anos volvidos, e aqueles que sendo de nacionalidade Americana estavam na Tailândia na altura do Tsunami...

Não me levem a mal, sei bem que tragédias são tragédias, não há maiores e menores. O meu coração vai para todos aqueles que as sofrem na pele. Mas existem em todo o lado: em África mulheres e crianças são mutiladas, violadas por homens com SIDA por se ter criado o mito de que ter sexo com uma virgem faz a doença desaparecer, e sei lá... há tanta tragédia pessoal por aí!

Só gostaria que a todas elas lhes fosse dada a mesma importância.

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Grelha TV cabo - mudanças

Saiu da grelha da Tv cabo o melhor canal estrangeiro que possuia: Infinito.
Apesar de o ver poucas vezes, reconhecia-lhe diversidade e interesse. Bons documentários, bons programas, que faziam pensar. Neste canal vi um debate interessantíssimo sobre religião. Inovador, impensável: um representante de cada religião numa mesa redonda!
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Coisas que não se vêm noutros canais, ou que são raras. E por isso, não tinham nada de ser eliminadas da oferta de produtos TVCabo. Mas o que fazer? Só nos sabem dar "mais do mesmo", com diferentes nomes. Isto porque se formos a verificar, são sempre os mesmos a querer ganhar mais dinheiro, criando mais um canal. Começamos com apenas um para filmes, o Hollywood. Logo a seguir vieram mais dois e claro, a pagar. Agora existem mais outros 3! E ainda um de transmissão livre, o canal MOV, que passa filmes pouco interessantes e antigos, aqueles que são "lixo" do mercado e nunca ninguém vê.
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Vem aí um canal de notícias TVI. Provavelmente, esta é a razão pela qual infinito foi eliminado. Mas pela propaganda, o canal promete. Vamos ver se cumpre. De facto, este é um nicho do mercado que a TVI estava a deixar para a SIC explorar. E esta fê-lo muito bem. Porém, onde um pássaro canta, outros também podem cantar... depois da RTP ter vários canais temáticos e regionais, chega a vez da TVI apostar nas notícias. Mas não só: este é um canal que está a tentar cativar o público com programas. Uma boa estratégia. Vamos a ver como corre.
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Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, acredito que há sempre espaço na televisão para inovar. Há sempre um programa que está a ser necessário fazer e que as televisões não mostram. O público tem sede e, ás vezes, bebe, bebe, mas aquilo que lhes dão a beber tem muito gás. Parece água, mas é lavagem...

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SIC audiências - Tv

A Sic é a meu ver, o canal de televisão português que menos respeito merece dos espectadores actualmente. O tempo das «vacas magras» começou no ano 2000 e, de lá para cá, ao leme muitos tentam pilotar o barco com a astúcia necessária para que seja o primeiro a cruzar a meta final mas, ultimamente, não tem tido força e acomodou-se na última posição.

Por isso mesmo, pressente-se um momento de «vale tudo», que normalmente chega com a renovação da grelha de programação em Setembro. A sic está freneticamente na busca de audiências, num «Vale Tudo» notório. Fracasso atrás de fracasso, teve no programa «Momento da Verdade» o gosto que há muito lhe escapa ao paladar: audiências. E não perdeu tempo, como convém a um desesperado. Como se a audiência fosse uma droga, o interesse que o programa levantou levou a estação, quase uma semana depois da emissão do primeiro programa, a repetir tudo, antecedendo o evento com uma longa entrevista ao casal e procedendo com um debate de nome «A Verdade Compensa» conduzido por Rita Ferro Rodrigues, com candidatos escolhidos a dedo: A «feminista», o «machista» e o tipo que parece ficar «no meio».

Mas a estação já fez outras apostas. Que saíram logradas. A Roda da Sorte, com Herman José não está a alavancar as audiências como seria desejado. Claro que tal possibilidade estava prevista, até pela força do adversário do canal RTP1, mas a esperança do nome Herman José e do sucesso anterior do concurso levantou um véu de esperança que já se comprovou inútil. Também a comédia com a «Vip Manicure» foi uma aposta sic. Mas nem sei qual o resultado, pois não vi o programa mas pela ausência de comentários e artigos em revistas, já dá para adivinhar que também não pegou.

A sic guarda, contudo, aquele que pensa ser o seu maior trunfo: os Gato Fedorento!
Mas não será que está a colocar demasiada fé nele?Não que o grupo de humoristas não saiba ou tenha perdido qualidades. Mas tudo na vida é timming, oportunidade e estar no sítio certo à hora certa. Sinceramente, penso que nenhum destes factores se concilia.

É esperar para ver.
Por enquanto o que se percebe é isto: toda a audiência da sic está ligada ao frágil cordão que é um único programa: “O Momento da Verdade”.

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A nova Roda da Sorte

Que decepção, a nova Roda da Sorte!

Cenário escuro e taciturno, pouco colorido, com perturbadores movimentos de luz e o rosto dos concorrentes filmado tão de lado que mal dá para perceber quem são. A indumentária, tanto dos concorrentes como do apresentador e da assistente, também foi uma escolha infeliz para esta primeira emissão.
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Aquele top prateado à lá Madonna do vestido da nova «Rute Rita» (desculpe a moça, mas o nome que sai é este) a lembrar a armadura reluzente do Robocop! E a camisa de Herman? Destoava tanto que não se olha nos olhos, mas para aqueles dois bolsos no peito ou para os botões na manga quando o apresentador se virava. Perturbador. Os concorrentes não ajudaram, ao aparecer vestidos como se fossem para uma festa de cocktail.
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Na memória do público da Roda da Sorte, está um cenário colorido. Ainda que estático e antiquado, prestava-se melhor ao desfrute do programa. Bem iluminado, prestava-se ao tipo de concurso que é a Roda: para divertir, ao fim da tarde, com humor. Agora aquela escuridão para se ver os efeitos de luzes em movimento, mais parece o cenário de programas nocturnos, como o apresentado pelo Malato na Rtp. É pesado.
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A maior diferença está neste recurso à tecnologia e cenários actuais. O quadro das letras é agora computadorizado e fica emoldurado por um néon de luz que altera de cor. É demasiado movimento e luz! Deixa de ser tão empolgante acompanhar o resultado, agora que as letras surgem sozinhas. Aliás, o que faz ali a assistente se aquilo surge sozinho? Se é para actualizar, ousem mudar o desnecessário. E a rapariga para aquilo é desnecessária. Ainda por cima, nesta primeira emissão, aconteceu que a letra não surgiu. Ora, para falhar vale mais aquele sistema antigo, mas catita.
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Senti falta da voz off. Aqueles diálogos que Herman tinha com o locutor para ganhar tempo foi uma exclusão da Nova Roda que faz falta. Deviam ter retirado a assistente que passeia de um lado para o outro sem utilidade.
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Sou fã do revivalismo e de novas incrementadas a coisas já vistas. Por isso mesmo, este programa decepcionou. Mas acredito que ainda dê a volta. É pena que as cores no set pertençam somente à roda. Com um elemento daqueles que desempenha uma função principal, o cenário devia combinar com ela. Modernizaram-no: o quadro, o cenário de luzes, o lugar do público e tudo mais. A roda fica a mesma??
.Novidades também são aqueles prémios-surpresa, o que fez Herman e a assistente quase desaparecer do programa. Enfiaram-se por detrás de um pilar falso para buscar o balde e a esfregona (com champanhe) que a concorrente acabara de ganhar. Fiquei a temer que desaparecessem os dois por aquele buraquinho. Ela desapareceu, e Herman ficou parcialmente oculto pela sombra. Uma filmagem diferente talvez não causasse tanto impacto. E o Herman ter permanecido no lugar ao invés de ir atrás da assistente também.
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Desta vez, os concorrentes estão tão à vontade que começaram a soltar umas piadas atrás de piadas, deixando o comediante sem graça.
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Entretanto fui mudando de canal. Sem dúvida, «O Preço Certo» estava com um dinamismo mais chamativo. Muita luz, alegria, cor. A Roda devia possuir de antemão essa vantagem, mas perde-a. Com aquele cenário taciturno, o contraste é convidativo à mudança de canal.
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Em simultâneo com o começo da Roda, na Sic Mulher a médica Céu Santos finalizava os seus esclarecimentos sobre sexo na terceira idade. Dominou totalmente o programa com informações úteis que o público quer saber. Este tipo de informação é necessária e daria um bom programa na tv portuguesa. Não me dão ouvidos…
.Estava crente no sucesso da Roda da Sorte, mas este começo decepcionante foi uma surpresa. Porém continuo a acreditar que tem pernas para girar… mas como está, já não muito. Ajudava mudar estas pequenas perturbações visuais. O que não devem fazer, por teimosia e discordância.
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O tempo dirá. E se existir uma segunda série, veremos se tem novo cenário.

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Querido, Você, está bom?

Como muitos outros, também eu já candidatei a minha casa a este programa. Afinal de contas, quem não gostaria de ver uma divisão remodelada?

O desejo é antigo: vem desde a exibição dos primeiros programas do género nos canais da Tv por cabo. Em programas como “Durante a Tua Ausência”, “Changing Rooms” ou “Debbie Travis”, esta última um pouco afectada no ego, mas com conhecimento na matéria. Todos diferentes, todos sobre o mesmo. E depois chega um programa deste género a Portugal. E o sucesso é imediato.

Quero lançar a ideia a outros canais. Nomeadamente à TVI. Deviam adoptar um programa dentro do mesmo género. Há claramente mercado e sucesso garantido. Algumas mudanças, um formato diferente e ao invés de colocar as pessoas a cantar e a dançar (nunca tive pachorra!) por nada ou para casar, porque não colocá-las em competição para a remodelação da casa? Fica a ideia, contem os tostões, e façam as contas. Depois quero uma percentagem!
Voltando ao querido, o programa estreou, se não estou em erro, em 2000 no canal Sic Mulher. Teve sucesso instantâneo e está presentemente na 7ªa temporada. Embora me agrade bastante o tema, vou confessar uma coisa: não consigo ver o programa! Porquê?

Porque a sua linguagem incomoda-me! Mexe com a minha sensibilidade televisiva, se assim o quiserem pôr. Algo no programa, de princípio ao fim, me desagrada. Causa uma espécie de urticária mental. A começar pela forma de falar dos intervenientes:
-“Então Sofia, está boa?”
-“Estou sim, e você Sofia?”


Algo neste género. É extremamente enervante e apetece, não sei, mas apetece-me esticar e enfiar os braços no ecrãn a dentro e abanar as figuras a ver se falam de uma forma menos afectada. Alguns, lembrando-se das rábulas do Hérman, certamente ligariam uma coisa há outra.

Depois vem a estrutura do programa. Sempre aquela musiquinha enjoativa com os mesmos movimentos de câmera, o mesmo estilo de edição e pior: intervenções injectadas pela apresentadora onde é debitado algum texto que mal conseguiram memorizar e que decerto necessitou de vários takes.

Elas, maquilhadas e todas queques, a “ajudar” para o espectador ver, envoltas em tarefas mínimas e a dizer com o olhar na lente, o quanto é vital alinhar todos os parafusos. Estão ali, a desempenhar uma personagem, que supostamente não se importa de meter as mãos em obra, sujá-las e sujar-se. Mas passam sempre a mensagem contrária. Se partirem uma unha aposto que cai o céu e a trindade! Ou daí fazem um enredo. É a sensação que me passa.

Nos primeiros programas o excesso de propaganda também dificultou o acompanhamento. Além disso, os “estilos” decorativos pareciam limitados aos produtos de uma ou duas casas, do género “Loja do Gato Preto”. Quem tivesse uma casa remodelada no estilo moderno, levava sempre com o mesmo tipo de mobiliário. Depois o programa sofreu mais umas alterações, incluiu mais decoradores e diferentes estilos.

Embora não o consiga acompanhar e este realmente me desagrade muito, muito, muito, é só a minha opinião. Veja aqui outra referência ao programa na perspectiva comercial, escrita por Eduardo Cintra Torres: http://static.publico.clix.pt/tvzine/critica.asp?id=2665
E você? Tem uma opinião?

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