Bárbara ou Catarina?
Boa Tarde - os testemunhos de sobreviventes de violação
Até saltei do sofá e desatei a mandar vir com a televisão pela forma como ouvi Conceição Lino conduzir as conversas que teve em directo com duas vítimas de violação no seu programa de tarde "Boa Noite".
Não há dúvidas que há quem saiba fazer este tipo de programas muito bem e outros que, mesmo já a contar com um ano de prática debaixo do cinto, estão longe de deixar de cometer erros graves.
Conceição Lino cometeu, a meu ver, erros gravíssimos na condução da conversa com os seus convidados. O primeiro de todos é que não deixa as pessoas falar! Gosta demasiado de ouvir a sua própria voz, que fala demasiado e depressa ganha um registo enfadonho que dá vontade de mudar de canal.
Ainda assim resisti ao impulso de a "calar de vez" e mantive-me fiel à vontade de acompanhar o desfecho deste tema que foi trazido a debate. Queria ver o que o programa podia trazer de "bom" para ajudar as pessoas que vivem com esta realidade. Mas o programa não trouxe nada. Limitou-se a usar as histórias destas pessoas em troca de share. Colocou os rostos em estúdio tristes e revoltados e deu-se por satisfeito. Logo de seguida, corta-se para intervalo anunciando um concurso em que se pode ganhar "não-sei-quantos-euros" e pronto: assunto "despachado", vamos a intervalo para nos recompormos com um snack e regressa-se a falar de coisas mais divertidas.
Além dos testemunhos de pessoas que sobreviveram a violações, haviam dois peritos em estúdio. Portanto, estavam reunidas as condições para terminar o segmento com algo produtivo. Mas não! Isso não aconteceu. E isso é que é revoltante.
Se pedem a pessoas para irem à televisão testemunhar algo tão pessoal e grave, deviam ao menos fazer um programa de esclarecimento, não de uso. Se eu fosse uma destas pessoas não ia gostar de ver a minha história passar na TV para servir um propósito que não o de ajudar e esclarecer alguém. Claro que existe sempre a esperança da história vir a ajudar quem está neste momento a passar por algo parecido mas, sejamos francos, a TV utiliza estes temas mais para proveito próprio, como gancho para chamar audiência quando podia, no processo, criar condições para esclarecer o público e fortalecer as actuais vítimas, incutindo-lhes coragem para lutar para terminar com situações de abuso.
Conceição Lino, que até agora não tinha realmente "avaliado" como comunicadora, tem uma longa experiência noutros programas de sucesso mas, claramente, neste registo não é adequada. Para jornalista, deixou algo a desejar na condução das conversas! Perguntas que deviam ser feitas antes de outras, cortar a palavra à pessoa que está a testemunhar e falar mais tempo do que ela... cala-te mulher! Nós queremos é ouvir o testemunho, não és tu! E mais: não se ponha a cortar a história que está a ser contada no presente para introduzir dados complementares do passado. Aprenda a fazer as perguntas de forma a obter essa informação sequenciada no testemunho! Porque não é a Conceição Lino que tem de RELATAR o evento. É a pessoa que o viveu. Portanto: não corte o que está a ser dito por quem viveu a história para acrescentar com as suas palavras. Saiba perguntar de forma a que seja o entrevistado a facultar toda a informação durante a entrevista.
Só acompanhei o programa a partir do testemunho de "Paulo" e "Maria", dois sobreviventes de violação. Enquanto Conceição Lino, aflita por tempo, corta a palavra e não deixa "Maria" desenvolver o seu testemunho, submeteu "Paulo" a questões ocas e redudantes, que não levavam a lado algum. Fez-lhe questões óbvias e andou ali a perguntar o mesmo por palavras diferentes, sem aprofundar como poderia... a fazer tempo! Não soube usar bem os convidados em estúdio, nem os testemunhos dos sobreviventes.
O segmento termina sem causar grande impacto.
E é uma pena. Em televisão e em programas destes já vi melhor. Fico a admirar ainda mais quem o sabe fazer com mais emoção e quem consegue fazer um programa que se sente útil, que termina mas deixa no ar informações que podem servir de ajuda a muita gente. Não foi o caso deste.
Argh! A porra do Nine-Eleven again!
Não gosto de ver que a programação televisiva é invadida de filmes sobre o atentado terrorista em Nova Iorque em 2001, cada vez que o mês de Setembro se aproxima. Irra! Que previsível e que irritante! Está a ser pior do que esperar filmes parvos sobre o Natal na quadra Natalícia...
T
anta coisa acontece no mundo, tantas tragédias desde então, porque tem esta de ser glorificada? "O dia em que o mundo mudou", "Sobreviver ao 11 de Setembro", "11 de Setembro: A conspiração", World Trade Center" são nomes de programas agora no ar nos principais canais nacionais de televisão.
Não me levem a mal, não me incomodaria de assistir a mais um documentário, mas nunca nesta data, que raio! Parece uma comemoração. Uma coisa é de certeza: um total aproveitamento! É o uso de uma data em que algo mau aconteceu para se tirar proveitos pessoais e, o que é pior, para impedir que pessoas que precisam de andar com a vida para a frente consigam sarar alguma ferida.
Como disse, muitas tragédias aconteceram desde então. Aquela que mais me vem à lembrança e que é para mim um EXEMPLO, é o Tsunami de 2004, na Indonésia e Tailândia. Milhares pareceram e tudo, mas mesmo TUDO ficou destruído - como se viu em imagens de SATÉLITE!!
Um ano depois deste Tsunami esperei que a televisão voltasse a passar aquelas imagens da água a invadir o continente como toda a velocidade da sua fúria, para nos relembrar o que aconteceu. Mas não. Apenas um ano depois, a situação foi apenas discretamente mencionada, sem quaisquer abusos de uma panóplia de imagens que devem existir em arquivo! Um comportamento muito atípico em televisão e mais ainda na parte da Informação!
E
o povo Tailandês? Que perdeu tudo? Casas, bens e, alguns, a família inteira. Sabem como reagiram os Tailandeses?
Eu digo: Reconstruiram tudo e andaram para a frente! Em um ano o esforço para erradicar qualquer sinal da tragédia foi grande. O turismo já estava recuperado e o povo que sofreu este grande golpe estava consciente que tinham de andar para a frente.
A meu ver são um exemplo daquilo que é preciso ser feito em ocasiões de tragédia. Não é que não lhes custe ou não lhes doa as suas perdas. É uma mentalidade diferente da ocidental, esta mais centrada na auto comiseração, no acto de perpetuar e alimentar tragédias...
Também em 1999 Timor-Leste passou pelo que passou e não se está todos os anos a relembrá-lo numa determinada data, com filmes e documentários sobre o assunto a passar na TV!
Mas os Americanos, como se ali fosse o centro do mundo, não esquecem e não deixam o mundo deixar de saber as suas tragédias pessoais: o furacão Katrina, ainda hoje recordado em programas de televisão, o 11 de Setembro, dez anos volvidos, e aqueles que sendo de nacionalidade Americana estavam na Tailândia na altura do Tsunami...
Não me levem a mal, sei bem que tragédias são tragédias, não há maiores e menores. O meu coração vai para todos aqueles que as sofrem na pele. Mas existem em todo o lado: em África mulheres e crianças são mutiladas, violadas por homens com SIDA por se ter criado o mito de que ter sexo com uma virgem faz a doença desaparecer, e sei lá... há tanta tragédia pessoal por aí!
Só gostaria que a todas elas lhes fosse dada a mesma importância.
Homenagem ao Rotações

Está na altura de confessar uma coisa: gostava muito de ver o programa desportivo "Rotações" na década de 90. Comecei a vê-lo de vez em quando. Aquilo cativava-me. Nada entendo de desporto de automóveis, não é algo que queira propositadamente acompanhar, mas, graças a este programa, comecei a perceber bastante de algumas coisas e a sentir interesse por elas. Por esta razão, achei que merece uma devida homenagem aqui no TV e Sitcoms.
É preciso situar um pouco a situação da televisão na década de 90.
Primeiro que tudo, só existia a RTP. Que tinha dois canais. Só. Mais canais na televisão, só se uma pessoa tivesse antena parabólica, o que era o meu caso. Tinha também um aparelho televisivo comprado no estrangeiro equipado com um comando remoto - coisa rara, muito rara, num país onde só existia uma emissora e era costume as pessoas levantarem-se do sofá para mudar o canal. Mas a maioria, como que a adivinhar já um certo sedentarismo, deixava a TV sintonizada na RTP 1, negligenciando o outro canal. Só tinham de ligar a televisão antes de se sentarem! E desligar depois de usar! Nada de consumo desnecessário de energia por ficar em stand-by! Só possível com comando remoto... :)
Com o aparecimento das cruzinhas no canto do monitor - que piscavam a avisar que um programa ia começar no canal que não estava sintonizado, as pessoas começaram a gostar mais de mudar de canal para satisfazer a sua curiosidade sobre o programa que ia começar. Foi o início do apelo ao zapping! :)
Mas estávamos longe dos hábitos que hoje conhecemos!
Imagino o tipo de doenças que vão afectar a maioria das pessoas da minha geração no futuro cada vez mais próximo: tudo ligado com o uso (e abuso) excessivo do movimento repetitivo dos dedos e do pulso. Alguma vez pararam para pensar quantas vezes se tecla num computador ou num comando remoto? Por dia? Pode ser assustador. Eu devo fazê-lo 20.000 vezes! Ou mais. É só contar os caracteres de um texto. Só hoje já preenchi por volta de 20 páginas! Para não falar das vezes que andei a "surfar" pelo menu do telecomando - que detesto (Zon iris, versão barulhenta de uma box com capacidade de gravação).
Voltando ao Rotações, tenho pena de não saber quando é que o programa estreou na televisão. Sei que já vai longo e critico a RTP por não divulgar um pouco mais sobre a longevidade do programa. Sim, porque ele ainda anda por aí!
Porém, quero prestar homenagem ao Rotações da década de 90, do início da década. Como adolescente que era na altura, estava mais interessada em sitcoms de comédia, filmes e, claro, telenovelas - que passavam também à tarde na RTP 2. Programas sobre desporto automobilístico não estavam na minha lista de preferências, mas tiro o chapéu ao Rotações porque sintonizava-o e, mesmo desejando mudar de canal, não era capaz de o fazer. Gostava e seguia com interesse a informação que me estavam a passar.
Lembrei de fazer esta "homenagem" ao programa e às pessoas envolvidas na sua criação e produção, porque ele está a ser exibido novamente na RTP Memória, exactamente na década em que me lembro de o começar a ver com regularidade: 1992. Aguardo por uma emissão em particular que, por uma questão nostálgica, preciso de voltar a ver. Entretanto, acabei por o sintonizar e o fenómeno volta a repetir-se: não consigo mudar o canal! Expliquem lá isto, porque agora, é mesmo nostalgia, são notícias velhas, e eu ADORO ver! Já se passaram 20 anos. Parece que foi há pouco tempo, contudo... É um programa e pêras, este! Dura mais que as pilhas duracel! Acho que existiu outro ou que este mudou de nome algures no tempo... não lembro bem. Sei que existiu o Rotações e outro, cujo nome não consigo memorizar, mas é simples como o primeiro.
Posso não saber muito de caras e nomes do desporto automóvel, ou não reter grandes detalhes de informação, mas já sou muito rodado ;) - ah,ah,ah!
Sim, de 91/92 a 94/95 acompanhei este programa com alguma assiduidade. Não conseguia mudar de canal! É que é mesmo estranho este fenómeno, porque não tinha o desporto de automóveis como um gosto prioritário e passou a ser uma espécie de gosto ensinado. Supostamente, devia estar a ver uma novela, e estava a ver o programa.
Do pouco que entendo de automóveis mas do tanto que entendo de programas de TV, acho que este fenómeno se deve à qualidade e riqueza da informação. Os factos passavam para o telespectador com ritmo, interesse, qualidade e, acima de tudo, gosto por aquilo que estavam a fazer. Acho que gostavam muito de fazer aquele programa e agradava-me a forma como o faziam. Acho que, pelo final ou pelo intervalo, o apresentador costumava facultar um dado relevante sobre um acontecimento desportivo naquela data no tempo. Era fenomenal. Serve esta homenagem para prestar um singelo reconhecimento ao programa e ao trabalho dos envolvidos - inclusive os desportistas e os comentadores levados a estúdio. Adorei-vos e fascinaram-me. Desculpem por falhar em mencionar nomes e não dar a esta "homenagem" o devido rigor, facultando mais detalhes mas, esta é já a 22ª página de muita teclagem! eh,eh,eh
Parabéns ao Rotações.
SIC
Até que enfim, foda---e! *
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*primeira impressão retirada após ligar a televisão na Sic na segunda-feira dia 5 de Janeiro, e apanhar o "Nós por Cá" e a entrevista ao primeiro ministro José Socrates- o casca de santola**!
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**expressão utilizada por Henrique Medina Carreira no programa Nós por Cá, na Sic do mesmo dia, referindo-se aos políticos, sem chegar a dar nomes... mas a falar sobre o Magalhães, o computador para as escolas....
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Só me apetece dizer palavrões de contentamento! (nos corredores da sic e na directoria, também os devem estar a dizer...)
Veremos no que vai dar mas a meu ver, se continuar, promete... a crise trouxe a ousadia de volta à SIC? Tudo ou nada? Prá frente, sem medos? Sem lápis vermelho? Padrinhos? Veremos...
Nós por Cá: Yuppi!!
A LUCY - TV
Momento da Verdade - TV
Até porque a maioria deles (homens militares) foram lá parar por falta de opções. O perfil pode ser traçado desta maneira: rapaz jovem, quer fazer o que lhe dá na telha, não aguenta mais o ambiente familiar de casa e ter de se submeter ás imposições dos pais, que não gosta de estudar, mete-se em sarilhos e começa a trabalhar para ser independente, mas não se dá bem nesses empregos porque não se dá bem com a autoridade. Quer fugir de tudo isto. Está perdido, não aguenta mais. Alista-se no exército.
Parece contraditório que vá parar logo num meio onde a obediência é-lhe imposta. Mas não é de todo. O exército não é como na vida civil. Lá todos são iguais, entram no mesmo nível e passam pelas mesmas situações. O grupo acaba por ser o suporte do indivíduo. Cria-se então a tal cumplicidade e, aquilo que menos sabem lidar cá fora, a autoridade, é então tolerada somente nestas circunstâncias. Porque cá fora, não existe essa realidade de igualdade. No emprego, uns são sempre melhores que outros, todos se querem destacar, ninguém é amigo de ninguém, o chefe não é igual com todos, a camaradagem é substituída por rivalidade. A autoridade é, portanto, insustentável.
Eis a ideia que faço da maioria dos militares homens.
Nem vou entrar no que esta atmosfera faz quando se trata de procurar o sexo oposto. Isso fica evidente para quem viu o programa.
A mulher é diferente, mas tem lugar no exército. Só ela é capaz de «salvar o couro» de um colega homem, ao mesmo tempo que segura numa frigideira. Só o cérebro feminino é dotado de tamanha destreza. O homem é uma boa máquina de matar: pode ser programado para agir somente de um modo. A mulher é naturalmente inclinada para as multi-tarefas. Ela pode estar a carregar numa metralhadora e a fazer prova de obstáculos, que a cabeça dela está ali no que faz, mas também no que vai fazer ou no que já fez.
Dito isto, vamos aos factos. Este programa revelou um primeiro concorrente que disse «Sim» a quase todas as perguntas, menos algumas. Elas, as perguntas, já se adivinham o calibre:
- já teve relações sexuais com outra mulher neste ano? (SIM)
-gosta de brincar com a sua filha? (NÃO)
-faz de tudo para a sua filha não sentir a sua falta? (NÃO)
-usa o preservativo quando tem relações sexuais com outras mulheres? (NÃO)
E assim ficou traçado neste primeiro programa, o perfil da maioria dos homens. (Quem se segue?). Claro, existem excepções. Mas assim como se generalizou que as mulheres não pertencem à carreira militar, assim generalizo que a maioria dos homens é como este se pintou.
É por isso que defendo que todos nós precisamos ser ensinados para a paternidade/maternidade. Até mesmo a ser adultos, quanto mais para ser adultos a criar outro futuro adulto. Isto de ser pai jovem porque não se usa preservativo, e depois ser-se ausente e ter a mulher a carregar os fardos, deixa abertas muitas lacunas para traumas familiares. Acho que se devia aprender a ser pais. Devia-se ensinar em escolas. Grande ambição, quando o ensino básico não inclui nem a sexualidade…
Devia haver em Portugal um Dr. Phill, para que as pessoas não sentissem vergonha de não serem perfeitas e não terem problemas em assumir que precisam de ajuda. Ajuda para ser bons pais. Porque não?
Emocionado ficou o concorrente quando ouviu o irmão caçula afirmar que o considera um ídolo. Teresa Guilherme incentiva um abraço e pergunta porquê não se fala das emoções. Pois, é um mal português… guardar tudo para dentro. Sabem porquê? Porque assim somos ensinados! Muito mais depois do 25 de Abril, do que antes. Paradoxalmente, a liberdade trouxe o aprisionamento das emoções.
Temos então o típico homem português. Mas há sempre excepções e, neste caso, ela talvez não estivesse muito longe, no gene ao lado. Porque é que em todas as histórias de irmãos, existe sempre o mais novo a idolatrar o mais velho, que não é nenhum exemplo a seguir? É que isso prejudica muito o trabalho da mulher que queira preservar o seu achado…
Por tudo isto, sem dúvida que o programa será e foi um estrondoso sucesso. Quem é que não gosta de ouvir a verdade? Olhem que, se não for ali e por dinheiro (algumas das questões colocadas por Teresa Guilherme que não eram para o ganho, não foram respondidas com sinceridade), não será em nenhum lugar.
E claro, no final o concorrente levanta-se e vai cumprimentar o irmão, o amigo e a esposa. Qual destes não estava 100% de bem com o seu beijinho? A mulher, claro! Porque a mulher é diferente. E é mesmo para ser.
A nova Roda da Sorte
Cenário escuro e taciturno, pouco colorido, com perturbadores movimentos de luz e o rosto dos concorrentes filmado tão de lado que mal dá para perceber quem são. A indumentária, tanto dos concorrentes como do apresentador e da assistente, também foi uma escolha infeliz para esta primeira emissão.
.Novidades também são aqueles prémios-surpresa, o que fez Herman e a assistente quase desaparecer do programa. Enfiaram-se por detrás de um pilar falso para buscar o balde e a esfregona (com champanhe) que a concorrente acabara de ganhar. Fiquei a temer que desaparecessem os dois por aquele buraquinho. Ela desapareceu, e Herman ficou parcialmente oculto pela sombra. Uma filmagem diferente talvez não causasse tanto impacto. E o Herman ter permanecido no lugar ao invés de ir atrás da assistente também.
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Desta vez, os concorrentes estão tão à vontade que começaram a soltar umas piadas atrás de piadas, deixando o comediante sem graça.
Caçadores de Mitos * Mythbusters -TV
Quem teve a genial ideia de fazer os «Caçadores de Mitos» acabou por provar que sempre há algo fresco para se fazer em televisão. Que estouro de programa!
No início, Jamie e Adam eram os dois únicos apresentadores. Depois foi necessário ampliar a equipa e, após uma discreta contribuição de dois colaboradores, à dupla juntaram-se Grant, Tory e Carrie. Agora, já não consigo imaginar o programa sem eles!
Mas não se pode esquecer o carismático 6º elemento: o Buster!
Tratado como se humano fosse, pedem-lhe quase sempre desculpas pelas situações em que o vão colocar. E o pobre do boneco lá vai pelos ares, ora em explosões ou em catapultas. Bravo Buster!
PS: ouvi dizer que o Buster anda com receio de perder o seu emprego para os porcos…
Uma pessoa diverte-se com estes elementos. Chega até nós de forma descontraída, como se tudo não passasse de uma brincadeira que se faz rapidamente. E é educativo. Consegue dar o exemplo de que a persistência é uma virtude! Sem ela, não se chegam a conclusões definitivas. Além disso, é um dos pouco programas capaz de agradar tanto ao público homem como ao público mulher.
Não há dúvida que, quem imaginou este formato, acertou em tudo!
Mas não é um programa simples de fazer. Para testar um mito, é necessário muita investigação, contactos, preparos, dinheiro, despesas, materiais, localizações, equipamento diverso, viagens, peritos, construções etc. Estas pessoas fartam-se de trabalhar, tanto atrás como em frente das câmeras.
Acho que o melhor que os Caçadores de Mitos fazem pelo público, é desmistificar as mensagens falsas de Hollywood. As explosões a carros, o pirata que desce o mastro de um navio com uma faca a romper a vela, o barco virado ao contrário que serve como bolha de ar para caminhar debaixo da água. Tudo falso. Caçar os mitos tem sempre um resultado surpreendente.
Falta elogiar a dobragem portuguesa, que é excelente. O humor que faz parte da forma de apresentar o programa é fielmente reproduzido.
http://www.discoverybrasil.com/cacadores_funsite/jogo/index.shtml
http://mythbusters-wiki.discovery.com/page/MythBusters+Encyclopedia+of+Myths
What a great show to make!
At the beginning, there’s Jamie and Adam but soon the addition of three other co-hosts, Grant, Tory and Carrie brought more sparkling to the Mythbusters. Now I can’t imagine the show without them. And, of course, without Buster! Poor guy!
(I’ve heard he’s having trouble with the pig’s presence on the set and is complaining to the producers he’s getting fewer scenes)
This is a very relaxing show that grabs both men and women attention. Its fun, like if everything was made to be a joke. But don’t kid yourself. This guys work they buts off! In front and especially in the back of the camera´s lents. It’s a very expensive show to make and requires a lot of previous and complex measures.
One of the best things the show has to offer to the public’s conscience is Hollywood’s false movie’s messages. Like cars explosions, the walking under the water with a flipped boat has an oxygen provider and slide down a ship sail with the help of sharpen knifes. It’s all fake, guys!
Another complement the show deserves has to be given to the excellent Portuguese doubling. It actually improves the product and really upgrades de humour to a higher position. Has anyone ever notice that some jokes are adapted to the Portuguese reality? Ex: when Adam is joking about bullets, he pretends to be selling them in the market like if they were daily necessaries. The Portuguese translation gives it the oral expression a chestnuts salesman gives to his speech. “Ooooolha a castanha quentiiinha”. I’m all in favour of keeping the original voices and sound but Portuguese doublings do such a good work that it’s actually better than the original. Especially because we can still ear in the background the original voices and sounds. The only thing in the show I give a thumb down is the original voice-off. What a disaster! It’s not a good one and also the style is old fashion.
Editing and graphic wise, the show gets a lot of thumbs up. Those animated figures of the mythbusters on their quest for the truth of a myth are delightful to see. After 4 years since its premier in Portugal, the show still keeps the publics interest. We are lucky enough to be able to see it daily, in more that one time schedule.
Querido, Você, está bom?
O desejo é antigo: vem desde a exibição dos primeiros programas do género nos canais da Tv por cabo. Em programas como “Durante a Tua Ausência”, “Changing Rooms” ou “Debbie Travis”, esta última um pouco afectada no ego, mas com conhecimento na matéria. Todos diferentes, todos sobre o mesmo. E depois chega um programa deste género a Portugal. E o sucesso é imediato.
Quero lançar a ideia a outros canais. Nomeadamente à TVI. Deviam adoptar um programa dentro do mesmo género. Há claramente mercado e sucesso garantido. Algumas mudanças, um formato diferente e ao invés de colocar as pessoas a cantar e a dançar (nunca tive pachorra!) por nada ou para casar, porque não colocá-las em competição para a remodelação da casa? Fica a ideia, contem os tostões, e façam as contas. Depois quero uma percentagem!
Voltando ao querido, o programa estreou, se não estou em erro, em 2000 no canal Sic Mulher. Teve sucesso instantâneo e está presentemente na 7ªa temporada. Embora me agrade bastante o tema, vou confessar uma coisa: não consigo ver o programa! Porquê?
Porque a sua linguagem incomoda-me! Mexe com a minha sensibilidade televisiva, se assim o quiserem pôr. Algo no programa, de princípio ao fim, me desagrada. Causa uma espécie de urticária mental. A começar pela forma de falar dos intervenientes:
-“Então Sofia, está boa?”
-“Estou sim, e você Sofia?”
Algo neste género. É extremamente enervante e apetece, não sei, mas apetece-me esticar e enfiar os braços no ecrãn a dentro e abanar as figuras a ver se falam de uma forma menos afectada. Alguns, lembrando-se das rábulas do Hérman, certamente ligariam uma coisa há outra.
Depois vem a estrutura do programa. Sempre aquela musiquinha enjoativa com os mesmos movimentos de câmera, o mesmo estilo de edição e pior: intervenções injectadas pela apresentadora onde é debitado algum texto que mal conseguiram memorizar e que decerto necessitou de vários takes.
Elas, maquilhadas e todas queques, a “ajudar” para o espectador ver, envoltas em tarefas mínimas e a dizer com o olhar na lente, o quanto é vital alinhar todos os parafusos. Estão ali, a desempenhar uma personagem, que supostamente não se importa de meter as mãos em obra, sujá-las e sujar-se. Mas passam sempre a mensagem contrária. Se partirem uma unha aposto que cai o céu e a trindade! Ou daí fazem um enredo. É a sensação que me passa.
Nos primeiros programas o excesso de propaganda também dificultou o acompanhamento. Além disso, os “estilos” decorativos pareciam limitados aos produtos de uma ou duas casas, do género “Loja do Gato Preto”. Quem tivesse uma casa remodelada no estilo moderno, levava sempre com o mesmo tipo de mobiliário. Depois o programa sofreu mais umas alterações, incluiu mais decoradores e diferentes estilos.
Embora não o consiga acompanhar e este realmente me desagrade muito, muito, muito, é só a minha opinião. Veja aqui outra referência ao programa na perspectiva comercial, escrita por Eduardo Cintra Torres: http://static.publico.clix.pt/tvzine/critica.asp?id=2665
E você? Tem uma opinião?





