77777777777777777777777777777777777

RSS
Olá Baby. Com tecnologia do Blogger.

Breaking Bad / Ruptura Total


Estreou à pouco tempo no canal MOV e é uma série extraordinária. Ao mesmo tempo que não tem nada de especial, é encantandora. Conta a história de um homem contido, que guarda as suas amarguras e mágoas para dentro. Inteligente, contenta-se em levar uma vida mediana como pai de família e professor de química do secundário. O ordenado é baixo, pelo que é forçado a dedicar-se a outro trabalho fora de horas, a lavar carros. Pouco respeitado pelas pessoas em geral, que o consideram incapaz de ser agressivo, o Sr. White (Branco) é gozado pelos alunos dentro e fora das aulas. Não é poupado nem quando se trata do filho de 15 anos, que nasceu com um problema que o debilita fisicamente. O casal White espera a chegada de mais uma criança e, para surpresa de todos, Walter é diagnosticado como tendo um mau caso de cancro no pulmão.
.
É aqui que a sua vida toma outro rumo. Walter faz escolhas surpreendentes e, como qualquer pessoa que aprisiona uma mente genial numa garrafa, quando lhe salta a tampa, tudo é racionalmente calculado e os receios e inibições são substituídos por coragem e intimidação. E é assim que o professor de química vira "cozinheiro" de anfetaminas. Como parceiro recruta um jovem ex-aluno e, de imediato, os dois vêm-se envolvidos em situações que resultam em morte. Para prejudicar, o cunhado de Walter é um agente anti-drogas, especialista na área em que Walter opera. Longe de sonharem que o pai, cunhado e marido carrega mortes nas costas, a família começa a estranhar o comportamento de Walter. É então que este usa o seu estado de saúde, que mantinha secreto, para encobrir as suas actividades ilegais.
.
Responsável por colocar no mercado a melhor "merda" que existe, muito pura e de cor verde, Walter depressa se revela um "cabeça" de quadrilha muito competente, que manipula Jessie, o ex-aluno agora parceiro, levando-o a cometer actos que terminam sempre mal para o seu lado. A sua "doença" chega ao pico e as suas inibições morais saltam pela janela, quando, intencionalmente, falta ao parto da filha para realizar um negócio de droga. Além disso, é também responsável pela morte de uma jovem de 27 anos, namorada de Jessie, que lhe extorquiu dinheiro. Walter encontra os dois pedrados a dormir abraçados na posição fetal e sacode Jessie tentando acordá-lo. Ao fazê-lo, faz com que a namorada deslize e fique na cama de barriga para o ar. Quando esta começa a sufocar com o próprio vómito (situação que pode acontecer no caso do consumo de heroína e que fez o casal adormecer na posição fetal) Walter reage e, num impulso, levanta-se da berma de Jessie para acudir a jovem. Porém, no mesmo impulso trava o movimento e fica a olhar a jovem até esta morrer. No dia seguinte, Jessie encontra a namorada morta e sente-se responsável. Pede ajuda a Walter, que lhe esconde ser o verdadeiro responsável. Nisto tudo, o pai da jovem rapariga, com quem Walter tinha metido conversa num bar em cujo tema de conversa foi os filhos e seus erros, regressa ao emprego, como controlador de tráfego aéreo. E, claro, espero que na vida real não seja assim tão facil como na ficção porque o homem, perturbado com a lembrança da morte súbita da filha de 27 anos, comete um erro que provoca uma colisão entre aviões. O estrondo acorda Walter do seu estado letárgico, onde se encontrava após a mulher o ter abandonado por ter descoberto todas as suas mentiras. Ele olha para o céu e vê o fumo e as chamas, sem sequer sonhar que é o responsável por aquela colisão.
.
E assim termina a 2ª série de "Breaking Bad". Estou ansiosa para ver a 3ª pois, apesar de não acreditar que o façam, faria todo o sentido se a esposa e a filha recém-nascida de Walter estivessem num dos aviões. Seria o Karma a cobrar "olho por olho, dente por dente". Porque, se há uma mensagem que passa ao longo dos episódios, é que tudo tem volta. Cada vez que Walter e Jessie se metem a "cozinhar" anfetaminas, catástrofes metem-se a caminho, acabando em mortes. Enquanto isso perturba Jessie, que revela-se um jovem com boa moral, Walter consegue ser mais racional e, assim, muito mais frio. Por deixar morrer a filha do homem com quem, minutos antes, teve uma conversa de bar esclarecedora, outros filhos de alguém encontraram a morte no céu... e, como sempre, a morte veio para à porta de Walter, pois muitos dos escombros caiem no seu quintal. A polícia vai dirigir-se à casa e recolher, da piscina, um boneco de peluche que, certamente, pertencia a uma criança, agora morta.

.
Sobre o actor:

Muito se fala, embora não entenda bem porquê, do facto de Walter ser uma personagem interpretada por Bryan Cranston. Actor que entrou em Malcom in the Middle (em exibição no canal Fox), com a personagem Hall. Aqui e ali leio comentários que se surpreendem com o talento do actor nesta série. Ele até foi nomeado. Isto é o que não entendo na mentalidade americana e do público em geral. Se o homem já tinha mostrado o seu talento na série Malcom, porque carga de água é de surpreender que o mostre aqui também? Aliás, muitas das expressões de Walter fazem lembrar Hall. Decerto que não é algo que o actor gostasse de ouvir, já que as personagens são diferentes, mas é uma realidade. Sempre achei Hall com ar de quem podia dar para "bad" e aqui está o actor a prová-lo. Ele tem uma expressão intimista. Está mais para bandido que para bonzinho.
.
Só há uma coisa que me irrita bastante. E se achava que podia ser "impressão" minha na série malcom in the Middle, fruto da personagem em si, agora que o actor encarna Walter, acho que o gosto por aparecer em muitas cenas quase nu ou a insinuar nudez é mesmo uma coisa dele, de que gosta. Quem conhece Malcom sabe que, logo no genério, Bryan Cranston aparece nu, coberto com um jornal. Em vários episódios, o seu corpo é mostrado e explorado como se fosse algo que quisessemos ver... e a situação repete-se aqui em Breaking Bad. O próprio cartaz mostra-o de cuecas e sem calças. No primeiro ao segundo episódio, existe nudez total. E continua assim, já que despir as calças parece ser um acto de voyerismo ao qual o actor não resiste, seja em que registo for... (comédia ou este drama). Tem sempre de despir as calças! Que voyerismo! Estou mesmo a vê-lo a levar uma vida dupla, de nudista. Se não tivesse esta profissão andaria no parque de gabardine, a exibir-se para as raparigas e a agarrar-se a árvores. É a impressão que me dá!




  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Malcom in the Midlle

É uma excelente série em que o talento dos protagonistas cresce de época para época. O actor que faz "Reese" em especial, consegue revelá-lo melhor a cada época que passa.
.
Mas não deixo de ficar com a impressão que esta família "disfuncional" no écrã também não se dá lá ás mil maravilhas na vida real. São a encarnação dos Simpsons! Fora da série, pouco se soube sobre as suas relações. Para quem convive 6 ou 8 anos, em que uns são crianças que se vê crescer, acho que laços mais profundos deviam sair. A série acabou e cada um foi para o seu lado, sem se saber bem para onde...
.As crianças abraçaram outros projectos longe da representação. Com os cofres cheios de dinheiro, alguns deram para esbanjar no que gostam, numa espécie de rebeldia juvenil pós-trabalho infantil.
.
Mas a série é tão rica, que merece um filme. ADORARIA um filme com esta família, agora com os putos crescidos e tão diferentes! O futuro de cada um, quem faz o quê, quem se deu bem, mal, ou assim-assim, como estão os pais mais velhos e com uma criança, os vizinhos, Steve...

Façam lá um filme antes que seja tarde!!

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

SMALLVILLE

Há muito que esta série merece referência aqui neste blogue sobre séries e programas de televisão.
Devia andar pelo ano de 2003 quando a vi pela primeira vez, a passar ao início da tarde na RTP1. Quando começou, logo cativou. No horário em questão e com aquele início, não parecia uma série, mas um filme a começar. Não era, e ainda bem! Os filmes de fim-de-semana são sucessivamente uma porcaria e a série rexuscitou as tardes televisivas para mim. No fim-de-semana seguinte lá estava eu, sintonizada na RTP1, para ver outro capítulo. Quando o episódio terminou, estava excitada. Tive uma vontade enorme de fazer parte daquele projecto!
.
Mais tarde, em conversa com uma amiga que dava explicações a crianças aos fins-de-semana, vim a descobrir que também ela se sentiu fascinada por esta série, tendo, inclusive, decninado dar explicações àquela hora, inventando uma desculpa, só para poder ver a série tranquila.
.
No ano seguinte encontrei um amigo estrangeiro, que adorava a série! Já éramos três pessoas totalmente diferentes, com interesses em comum. E o mais interessante em tudo isto é que... andávamos, uns mais avançados outros ainda no início, todos na casa dos 30!

.
Supostamente uma série que cativava mais adolescentes e crianças que público adulto, SMALLVILLE merece rasgos elogios. Acredito que é uma série que gerações vão poder continuar a ver. Acompanhar as aventuras de Clark Kent, ainda mais quando este vem personificado no corpo de um actor fisicamente tão marcante, é muito tentador. As similaridades com o carisma de Christopher Reeve, o super-homem do cinema, não passam despercebidas. Ambos dotados de uma farta cabeleira castanha e uns olhos azuis penetrantes, o novo (jovem) Clark Kent tem tiques que fazem lembrar o outro. Embora distintos, a interpretação é tal que parecem mesmo a mesma pessoa! O que só ajuda a história, a série e a personagem.
.
Novos personagens e situações complectamente inusitadas e inesperadas são o trunfo que, episódio atrás de episódio, enriquecem a série. No início da vida do Super-Homem, descobrimos que o grande amor da sua vida chama-se Lana Lang... mas espera aí: então e a Lois? A Lane? Bem, quando essa entra na história, já na quarta temporada, os dois vivem às turras e ela é até lhe dá um diminutivo depreciativo.
.
Pela 9ª temporada, agora em exibição no canal FOX NEXT, a situação começa a seguir o rumo da história que tão bem conhecemos... e surge um Clark mais adulto, já não estudante do liceu mas sim um profissional jornalista. E que bem que o fato e gravata lhe ficam!... O rapaz da quinta, que andava de jeans e tshirt azuis e blusão vermelho, transforma-se num ícone de moda de dar inveja ao (imagine-se) falecido Lex Luthor! Mas quem pensa que isso é uma traição à história original, esqueça. Em Smallville, tudo é possível. Pessoas são clonadas, ocupam outros corpos, etc. A morté é assim, um mero ponto de vista.
.
Na história de vida do jovem kent, surge um típico adolescente que tem de aprender a lidar com as situações normais da adolescência, ao mesmo tempo que carrega o pesado fardo de ter super-poderes. Nas primeiras temporadas o sobrenatural não é explorado muito além dos poderes de Clark. Com o tempo, a cidade de Smalville vai ficando cada vez mais populada de criaturas esquisitas e os "freaks", como dizem, passam a ser uma constante. Um pouco estranho de início mas depois, acostumamo-nos e aceita-se bem esta fase mais fantástica da série que retrata a juventude do Super-Homem.
,
Agora que está a repetir na televisão, voltei a ver e continua a agarrar a minha atenção. Para alguns, a série, pelos anos que tem, não pode inovar-se muito mais. Mas creio que estão errados. O que acontece é que as pessoas tendem a descartar coisas que sabem cá estar por algum tempo... preferem novidades. Mas, se Smallville surgisse agora, e na 9ª temporada, o público ia aderir com a mesma sensação de refresco. Afinal, está na moda, tudo o que é sobrenatural. Vampiros estão em todas e, por mais efeitos especiais que este tipo de séries tenham, não se comparam à qualidade cinematográfica de SMALLVILLE. Na 9ª temporada, ainda estamos para ver como Clark vai descobrir o seu poder de voar... será que está reservado para um momento de socorro a Lois Lane? Assim esperamos! Levitar foi com Lana. Deitar raios vermelhos com os olhos, foi enquando adolescente excitado... é uma série muito bonita de assitir. A humanidade de Clark é simplesmente bonita. Que pena não passar para a vida real.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Melhor Momento TV - Boyle

Não me canso de ver o vídeo que revelou a voz e personalidade de Susan Boyle ao mundo. Ainda me emociono com tudo aquilo: com a sua simplicidade, a sua autenticidade, a sua humildade, com o comportamento da plateia, do júri, antes e depois dela ter aberto a boca para cantar!

Soube então que estava diante de uma coisa rara: um momento inesquecível em televisão.




Elejo este como o momento que mais emoções a televisão me proporcionou.


Entretanto, vídeos de Susan Boyle aparecem quase todos os dias no youtube e encontrei dois, um quando esta tem 25 anos em que só se escuta o que canta e mal se a vê, e outro gravado em 1984 onde, visivelmente mais jovem e COMPROVATIVAMENTE bonita, revela ter a mesma presença de espírito, a mesma humildade, a mesma voz, a mesma personalidade tímida que a vontade de cantar esconde na bela voz que tem.




E então? Não é de arrepiar? E quanto às críticas depreciativas quanto à sua beleza física, aqui fica a prova que toda a gente já foi jovem e interessante. Susan nunca foi feia! Está velha, todos vamos ficar como ela, não se enganem! E aqui encerro a minha revolta com todos os que disseram: "tem uma voz muito bonita mas é feia!".


Encontrei também um vídeo humorístico engraçado, cuja única coisa que me transcende são os inapropriados comentários a ele associados. Enfim... mas vale a pena ver, para entender de onde vem a piada que, de início parece de mau gosto, mas depois percebe-se que tem o seu quê de engraçado.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

All In the Family - na RTP Memória

Sem aviso e a meio de um momento de viragem na história, a RTP MEMÓRIA deixou de exibir a sitcom "All in the Family" - Tudo em Família. Ao contrário da SIC GOLD, que soube exibi-la de início ao fim! Esperava um comportamento idêntico por parte da RTP. Mas, para quem conhece os hábitos da estação pública, isto não é de surpreender...

.
Lamento o desaparecimento da série no final da 4ª temporada, num momento em que mais gostava de a acompanhar. A par de "Bairros Populares de Lisboa", também desaparecido e só exibido de madrugada a más horas, era o que mais me interessava ver no canal.

.
Substituí-a Mr. Bean.

.

All in the Familly é a melhor série de tempos passados. Estava ansiosa por revê-la até ao fim, pois é cheia de reviravoltas e todas pouco fantasiosas e muito de acordo com a vida real. Queria rever o fim do amor entre Mike e Glória, a reacção de Archie ao saber que a filha é que termina com o casamento e é infiel, a morte de Edith... tantas e tantas coisas que a memória trouxe à superfície ao rever a série e, agora, vão continuar apenas na lembrança.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

True Blood



Adoro esta série!
.
De momento está a passar na RTP1 no péssimo horário da 1.30 da manhã, de segunda a sexta, desde o dia 5 de Janeiro. Para quem tem acesso a outros canais, pode vê-la também no MOV. O melhor mesmo porém, é fazer o que fiz: procurar os episódios na internet. Acaba que consegue vê-los na integra, no horário que quiser e assim a série não perde o gosto que o péssimo horário que lhe foi atribuido lhe confere.
.
True blood conta a história do povo de Bon Temps, uma cidade algures nos EUA, onde tudo muda quando um vampiro decide morar no lugar. Sookie é uma empregada de mesa com o dom da telepatia - capacidade que revelou a muito poucos possuir, embora a sua estranheza não escape a ninguém. Quando ela vê Bill Compton, o vampiro, pela primeira vez, logo se sente atraída por ele. Para seu alívio, não consegue ler a sua mente! Bill é assim a primeira pessoa com quem Sookie pode ter uma relação normal. Ela e o vampiro entregam-se à paixão mas têm de lidar com os conflictos próprios da existência das espécies. Além disso, um assassino anda a matar as pessoas mais próximas de Sookie e o principal suspeito parece ser o seu irmão... Jason!


Jason Stackhouse é um jovem tido como pouco inteligente mas muito bom a dar... quecas! Do princípio ao fim da série é vê-lo a fazê-lo com todas as mulheres que lhe aparecem à frente. Há medida em que estas aparecem assassinadas, uma mesmo ao seu lado na cama, o rapaz suspeita de si mesmo.
Como personagens interessantes, temos ainda o carismático Lafayette, um negro homossexual, primo da melhor amiga de Sookie, a revoltada Tara. Para esta, tudo é razão para brigas. Desde sempre a lidar com os abusos de uma mãe álcolatra, Tara refugiou-se na casa de Sookie e Jason, tendo recebido muito amor e carinho da avó destes, que os criou após a morte dos pais numa inundação. Lafayette é cozinheiro no bar de Sam Merlotte, um homem todo carinhoso e preocupado com o bem estar dos amigos, que não esconde uma paixão delirante por Sookie. Quando o vampiro chega à cidade, o ciúme desperta. Os dois disputam o interesse de Sookie, mas Bill rapidamente ganha a moça e ela entrega a ele a sua virgindade, numa cena de amor vampiresca. Sam porém, não tem tempo para ficar triste, pois ele esconde um segredo: é um Shapeshifter, ou seja: consegue transformar-se num qualquer ser vivo, desde que possua a sua "impressão genética". Lafayette é ambicioso e, à parte de ser cozinheiro, conduz um negócio bastante rentável e nada legal de distribuição de drogas, entre as quais, a muito procura "V". Trata-se de sangue de vampiro, cujo poder regenerador é quase desconhecido para os humanos. Porém, uma simples gota deste sangue fá-los alucinar melhor que qualquer droga até então tomada. É por isso que alguns humanos caçam os vampiros e é assim que Sookie se aproxima de Bill, ao salvá-lo de um casal que o aprisionou com correntes de prata (sim, aqui a prata imobiliza os vampiros tal como a Kriptonite faz com o super-homem). A moça é depois espancada brutalmente, e só sobrevive por beber o sangue de Bill. Após uma crítica negativa, Jason teme não ser muito bom na cama e decide experimentar "V", o que o conduz a uma erecção preocupante. Acaba por ter de levar com uma agulha pelo "coiso" adentro... duas vezes! O que não impede o rapaz de voltar a "coisar" algumas horas depois, com uma mulher que se atira a ele no bar. Jason fica agarrado e dependente, o que o leva a raptar o vampiro com quem Lafayette troca favores sexuais em troca do sangue.

.Esta é uma série muito interessante de acompanhar, cuja segunda época termina com Bill a ser raptado após umas mãos com luvas lhe colocarem uma corrente de prata no pescoço. Eu aposto que foi Eric, o vampiro rival que também quer Sookie... é que este armou uma armadilha à moça e fê-la tomar o seu sangue, ficando assim intelectualmente ligado à rapariga. Bill tinha acabado de pedir Sookie em casamento e esta ia aceitar quando... só Eric podia sentir o que se estava a passar, saber o paradeiro dos dois e agir com tamanha rapidez! Ele é um vampiro bem mais velho que Bill, com 1000 anos, e muito mais forte. Além disso, é o sherife da zona, pois os vampiros também têm uma hierarquia pela qual se regem.
.
Interessante foi saber que o casal de actores que faz de Bill e Sookie "juntaram-se" na vida real. Hum... será que vai durar? Uma coisa há que destacar nesta série, que, é tão boa, que praticamente não notamos que está cheia de sexo, cenas atrás de cenas. Toda a segunda temporada é sobre uma deusa que obriga as pessoas a "coisar". Em True Blood, todos os rapazes são sarados. Todos mesmo. Muitos músculos e estômagos cheios de abdominais. As mulheres não ficam atrás na extrema magreza. Mesmo o rapaz mais "cheinho", o super querido Hoytte, rapaz virgem que aguarda uma menina meiga, parece perder umas curvinhas subitamente, quando encontra o amor junto a Jessica, uma menina virgem de 17 anos que Bill é forçado a tornar vampira como castigo por ter assassinado um dos seus.
.

Esta é uma história muito interessante para contar, que "recicla" um pouco os poderes dos vampiros, mas não de forma muito progressista. Aqui, um vampiro não tem qualquer poder telepático e não consegue ler a mente das pessoas. Por essa razão, Sookie torna-se preciosa entre a espécie. Eles vivem escondidos durante o dia, porque a luz do sol queima-os lentamente. Não deixa de ser lamentável o facto de, após anos de evolução, os vampiros só conseguiram inventar sangue sintético e falharam em qualquer espécie de protector solar ou veículo anti-raios solares para poderem se deslocar de dia... têm assim a sua existência muito limitada. São imunes a cruzes, podem entrar em igrejas, mas têm de ser convidados a entrar numa casa pelo dono da mesma. Pelo que percebi, não comem alimentos para humanos, nem para fingir! São frios, pálidos, e alguns perderam a capacidade de sentir emoções humanas. Porém nenhum, por mais morto que esteja, deixa de sentir prazer no sexo!

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Mal-me-quer Bem-me-Quer


No seu título original, PUSHING DAISIES.

Descobri esta série na RTP 2 e no canal Fox dois anos. Surpreendeu-me, achei-a interessante, fresca e colorida. Soube que teve apenas duas edições e fiquei a aguardar a segunda. Mas esta não chegou e, entretanto, desliguei-me da produção.
.
Para quem quer voltar a vê-la, saiba que acabei de a descobrir no canal Fox Next. E sim, é a segunda série! Apanhei o 9º episódio mas creio que o canal pode voltar a exibir todos os episódios de início. Portanto, se é fã e mesmo que não seja, vá dar uma espreitadela!

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

LOST - o fim decepcionante

O tempo é que dá razão.

Quando estreou na televisão, a série "Lost" depressa se revelou uma trama cheia de mistérios envolvendo fenómenos sobrenaturais. Foram acontecendo uns atrás dos outros e o recurso fácil ao "non-sense" foi o caminho escolhido pelos roteiristas.

.Pois li no jornal que a série vai chegar ao fim em breve mas muitas perguntas para os muitos mistérios inventados vão ficar sem resposta. Dizem os autores que não podem ser "PETULANTES" e explicar tudo!

.
Petulantes... petulantes estão eles a ser agora. Que conveniente, dar esta desculpa! Assim não terão de explicar o que introduziram na história só para criar impacto, mas que não tinha ligação qualquer com nada. Agora que já "encheram a burra" de dinheiro e não têm mais séries fantásticas para copiar, dão por terminada esta história que, depressa revelou ser mais uma cheia de coisas inexplicáveis que, para a frente, não seriam explicadas e entrariam em conflicto.

É fácil criar séries assim. Coloca-se tudo o que é fantástico para dentro da panela e deixam o povo estúpido achar que estão diante de um manjar único! Depois, quando pedem a receita... que nojo!

.A série Lost deve terminar a explicar apenas o básico e linear. O final não parece vir inovar, porque nunca soube ser inovadora. Vai buscar conceitos repetidos em produções fantásticas ao longo dos anos e ficar por aí: pela COMPILAÇÃO da imaginação de outros. Ás tantas vão impigir o conceito de Triângulo das Bermudas... e isso explica tudo! Pronto: e 6 temporadas de uma série lerda, chata, aborrecida, que se resume em personagens a desaparecer (por ficarem esgotadas ou por esgotarem os criadores) e a aparecer (para dar a ilusão que a série "refrescou") nas areias de uma praia em nenhures. As personagens surgem e são eliminadas a um ritmo revoltante, e os critérios são claramente de interesses comerciais, não fosse o elenco criteriosamente escolhido por etnias e nacionalidades. Ali aparece tudo o que precisam: roupas novas, maquilhagem para ficarem mais bonitos para a Tv, e até máquina de lavar! O que é que é preciso que aquela ilha não tenha facultado? Até televisão e electricidade, tudo... escrever assim é fácil!

.Coitados dos sobreviventes de desastres reais que foram dar a ilhas desertas... tudo o que tinham para comer eram cocos e para vestir a roupa que carregavam no corpo!

.Está visto: Lost não é uma série que goste. Acho mesmo que não passa de "lixo" equivalente a comida de plástico. No segundo em que se acaba de comer, já não nos lembramos do sabor e continuamos com fome e mal nutridos.



English:
TV show Lost is comming to an end but not all the misteries are going to be answered. Why? Well, the writers of the show say they would come out petulant if they explain all misteries. What a lot of crap! Time always exposes the truth and, for me, this show has never been a true show. It´s easy to write whatever comes to one's mind, targeting the objective of capturing the audience. And with a plot like that, Mars is the limit!! I mean... they could write whatever they whanted to and had no obligation to have it make sense. If you wanted a logical explanation for some story and didn´t got it by the end of that particular season, you could still hope the end will GIVE IT to you all... is soooo easy to write this type of crap!

.So... the authors don't want to be PETULANT. Translation: they can´t explain what they invented for 6 seasons, because so much stuff made no sense and had nothing to do whith nothing. They write for personal profits, for money, for them and the network. It´s an industry, people! Don't try to make sence out a story that only exist for that!

.Lost is comming to an end and a (very) few explanations are in order. Prepare yourself for a complete disappointment. It will not deliver all the answers. It will not deliver NOTHING, I bet, that's really convincing. Just convinient... for them! Maybe all would be explain by the isle itself... it's the bermudas triangle!!! And all is explain, hã! Crap!

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

ALL IN THE FAMILY - Uma família às direitas! - a série intemporal

Está em repetição na RTP Memória e aconcelho todos a ver. Aproveitem a oportunidade, pois trata-se da melhor série de todos os tempos!





Sabem como descobrimos qual a melhor série de tempos passados? É aquela que conseguimos ver hoje, como se o tempo não tivesse passado. Poucas conseguem este feito e All in the Family é uma delas.

Que série soberba! Não estou a enganar quem me lê. Vale mesmo a pena assistir. A "maratona" de episódios é ao sábado, ás 17.00 horas. São todos os 5 episódios que passaram durante a semana. Mesmo que só queiras ver um, ficar para ver o seguinte e quando dás por isso, 5 episódios passaram, terminaram, e ainda vias mais um!


Digo isto porque muitos de vocês podem nunca a ter visto. Passou na RTP na década de 80 e a série em si foi feita há muuuuito tempo atrás. No tempo em que Nixon era o presidente dos EUA! Nem o watergate tinha acontecido ;). Mas pensam que isso a afecta? NÃO!! E isso é que a torna espectacular.

.Todas as referências ao período político do país, à economia, à sociedade são... actuais.


- Hã?! Como?? - devem estar a pensar.

.Pois é. Uma boa série é assim. Toda ela é feita com o que tem valor e a prova é a sua capacidade para nos tocar e fazer reflectir. Com os problemas de "ontem", que ainda são os de "amanhã".

A série não merece outro adjectivo senão o que já lhe dei: soberba. É constactá-lo a cada episódio. Abordando a posição da sociedade sobre o ambiente, a diferença entre os géneros, emigrantes e a questão racial (tenho dúvidas quanto a esta designação, pois a RAÇA a que pertencemos, é a raça humana, a cor da pele não é raça), ao contrário da maioria das produções actuais, fá-lo com autenticidade. São honestos ao expor o preconceito tal como ele é: independentemente da "raça", qualquer um pode ser preconceituoso! Eis uma verdade que as produções actuais costumam esquecer. Recrimino bastante a forma como estas produzem "papa de farinha" sobre estes temas. Só mostram extremos e retratam as pessoas como debilóides, por serem brancas, ou pretas, ou azuis... não melhorou nada!

.Na série é diferente. Ela faz-nos reflectir sobre as coisas simples, os actos aceitáveis socialmente: estarão certos ou há algo de errado? Enfim: é soberba! Têm mesmo de ver.






Ora cá está um episódio inteirinho!
.
A história até é simples. Uma família normal americana (tal como os Simpsons!), a dona de casa, o homem da casa com poucos estudos e cultura, e a filha, de mente moderna e ideias diferentes, que um dia chega a casa com um marido! Um rapaz de origem estrangeira, jovem estudante universitário que, por isso, não pde sustentar uma casa...

Todos diferentes, a morar juntos, já têm os seus problemas quando uma família negra se muda para a vizinhança. Depois disso, um casal muito diferente, em que o homem cozinha e a mulher trata dos arranjos eléctricos, também se muda para lá... a vida na pacata rua de vizinhança até então toda "branca-americana" muda e isso deixa alguns sem saber como se comportar...
Elenco e curiosidades:
Os actores eram, no geral, bem diferentes dos papés que desempenhavam. Conforme se vê pelas fotos do elenco quando não estão em personagens, os olhos de Carrol O'Connor (Archie) revelam um olhar diferente. Faleceu em 2001 com um grande desgosto que sempre disse levar consigo para a sepultura: o seu único filho (adoptado na Itália) suicidou-se com um tiro na cabeça, quando conversava com o pai ao telefone. A razão foram as drogas. Deixou um filho e a sua morte levou o pai a ser um elemento forte na responsabilização dos traficantes de droga, tendo ganho o processo. Carrol falava italiano fluentemente, tinha vivido na Irlanda, feito teatro na Europa e era muito liberal. Ficou amigo próximo de Rob Reiner (Mike) depois do fim da série. Uma vez este disse que Carrol era mais liberal do que ele. Rob, filho de um conceituado director de filmes, seguiu as pegadas do pai e é actor, produtor e argumentista. Sally Struthers (Gloria) dedicou-se mais ao teatro e a causas humanitárias, pouco se sabe dela e nem uma imagem parece existir. Jean Stapleton (Edith) está reformada e vive em Manhatan. "Fartou-se" de trabalhar e era apontada como uma mulher totalmente oposta à simples, pouco vaidosa e submissa Edith. Falecida em 2004, Isabel Sanford (Loise) não fez muito mais depois da série. A sua personagem tornou-se um ícone, sendo aproveitada algumas vezes para participações especiais. Teve seis irmãos, todos morreram na infância. De origem modesta, casou com um pintor de casas, que morreu afogado em 1960, deixando-a com 3 filhos. Ela então perseguiu a carreira de actriz. Na altura da série, era 20 anos mais velha qu o co-protagonista. Mike Evans (Lionel) faleceu em 2006 de cancro da garganta. Apenas trabalhou em televisão enquanto a série e as muitas spin-oofs estiveram no ar. All in the Familly originou outras sitcoms: Os jeffersons, Glória (não emitida), Archie Buncker's place e Maude, uma das melhores, que lançou a actriz Bea Arthur.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Verão Azul


Lembram-se desta série?
.
Quem era muito novo para a ver, pôde revê-la aquando o lançamento em dvd ou ainda, na RTP Memória, onde terminou hoje. Devo confessar, com agrado, uma coisa: não consegui deixar de ver um episódio! Não programei ver mas, se me apetecesse ver algo na TV e "Verão Azul" estivesse para dar a seguir, mesmo que tencionasse ver só um bocadinho para "matar saudades" e depois mudar de canal, saibam que não consegui. São 50 minutos de uma história antiga, porém, muito actual.
.
Não vos parece?
.
Ainda hoje em dia, pouca coisa mudou. Quer dizer: muita coisa mudou mas, ao mesmo tempo, muito parece estar igual! É uma história Espanhola mas que podia (à semelhança do Conta-me como Foi) ser também portuguesa. A única diferença seria a cor da areia da praia, pois a deles é preta!
..
Não escondo que chorei com este último episódio. É incrível como ainda é actual nos temas que aborda, mesmo a sociedade tendo mudado tanto neste período. A forma de gozar as férias, por exemplo. As crianças ainda têm aqueles 3 meses de férias escolares mas os pais, já muito raramente tiram 1 mês inteiro. A moda dita que as mesmas sejam repartidas. Em algumas empresas nem é possível ao empregado tirar um mês de férias seguidas. Não está nas possibilidades. E assim, a forma como antigamente as famílias viviam as férias alterou-se.
.
No entanto, ainda me diverte os paralelismos que se podem encontrar entre esse retrato do passado e agora. No episódio anterior à morte de Chanquete, Júlia está numa esplanada e reparo numa coisa engraçada. Pelo menos, achei-a assim. Ela e os outros estão sentados em cadeiras de alumínio simples, iguaizinhas às que se começaram a ver por Portugal há muito pouco tempo. Quer dizer: podia ser algo de agora, que aquela escolha de ambiente não acusava a idade da produção televisiva. Em Portugal, no entanto, naquele tempo, ainda estávamos longe deste tipo de mobiliário de exterior... o design era outro, as cadeiras normalmente ainda de madeira, não se via muito metal por aí, ainda mais com este design.
.
Outro pormenor que me chamou à atenção, no diálogo de Piranha com o amigo, é que este refere que o carro da família está sempre sujo e cheio de mensagens escritas no pó, a dizer: "Lava-me porco". Achei muita graça! Não me lembro desta moda aqui em Portugal nesse tempo, mas decerto que devia existir...
.
E depois há outras coisas. A começar por aquela música do genérico. É impossível não ficar alegre! Muda logo o espírito da pessoa, quer queira, quer não...
.
Ao revê-la, fiquei com personagens favoritas. O engraçado Piranha virou o favorito. Porque é um rapaz inteligente, sagaz, prático e tenta racionalizar tudo com lógica e matemática. Além disso, ser gordinho não prejudica nada a sua imagem pessoal ou influencia a forma como se relacciona com os outros. E isso, hoje em dia, é que mudou muito! Piranha é um bom exemplo de como uma criança pode ser feliz rechochudinha e de como não faz mal referir isso à sua frente. Hoje em dia, por convenções, ninguém pode mencionar o excesso de peso de uma criança sem ser pelas costas dos mais interessados... e todos têm uma opinião e uma censura a fazer, tsc, tsc, tsc!
.
A sorte dos pais nos dias de hoje, é que as crianças são todas magrinhas, a pesar de não praticarem desportos, desconhecerem o que é andar a pé e acharem estranho não se ir de automóvel para algum lado, cada vez que se sai de casa. Se soubessem o quanto é bom, tal como aqueles miúdos da série, andar de bicicleta! Iam já todos comprar umas para passearem em grupo.

Link dos actores em 1982, dando um show na TV: http://www.youtube.com/watch?v=nPaj6L1SbYU
Link dos actores em 2001, entrevistados durante uma reunião de elenco: http://www.youtube.com/watch?v=FEp5Lia7Lv4
Link das suas vidas depois da série:
http://www.youtube.com/watch?v=rvIXoSe9MqE
Tentativa de se lançarem como cantores (a expressão da plateia diz tudo!):
http://www.youtube.com/watch?v=AjoXuBUqwjI

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Ingratidão

Todos sabem que as estações de televisão competem entre si. Isto gera que, grandes nomes, sejam cobiçados e ocorram transferências. Quem gosta de futebol entende esta parte muito bem. Na televisão passa-se o mesmo. Apresentadores com mais reputação são disputados. E assim, é vê-los a "saltar" da Sic para a RTP, da RTP para a SIC, daqui para a TVI e vice-versa.
.
Mas só alguns, os de maior ego, saiem sempre a falar mal do sítio que abandoam. Foi o que aconteceu com Herman José em 2000, quando saiu da RTP para a SIC. E é o que se repete agora, ao sair da SIC para a TVI.
.
Durante estes 9 anos em que se manteve na estação, só falou bem da SIC. Nem os muitos fracassos que protagonizou, nem o rompimento com amigos e colegas de longa data o conduziu a uma humilde reflexão sobre a sua metedologia. Nunca deixou de «dar graxa» ao patrão, elogiando a SIC e os seus directores e desfazendo a importância das conquistas da concorrência e os fracassos protagonizados. Quando abandonou a RTP, disse «cobras e lagartos» da estação. Elogiou a SIC repetidamente, dizendo que era uma estação onde tinha liberdade criativa. Ora, se a ausência de «liberdade criativa» o fez fazer programas como o "Parabéns", na RTP, com belíssimas entrevistas, então castrem esse homem!
.
Houve quem lamentasse a sua saída da RTP mas, pessoalmente, achei que esta tinha ficado a ganhar. O tempo, claro, ditaria a sentença e acabou de o fazer: a RTP ficou de facto a ganhar. E a SIC? Queimou-se! Há pessoas que não podem ser livres...
..
Lembro em particular do Herman Sic, que para mim ficou no ar muitos anos para além do que devia. E porquê? Se fosse um programa feito por qualquer outra pessoa, tinha sido imediatamente cancelado. Mas confiaram que o peso do nome de Herman bastava para o programa ter o seu público. Enganaram-se. Não assumindo o erro e sem proceder ao extermínio do problema, continuaram a enterrar mais fundo os pregos do caixão, ao fazer ouvidos de mercador e ao continuar a insistir em produzir um programa que ninguém mais assistia. Não escutaram a insatisfação do público, das audiências (sempre boas na versão-Herman) e foram enterrando a SIC, mais e mais, de cada vez que o programa continuava no ar. Por isso, e também por outras razões que se prendem simplesmente à ética e ao carácter, o Herman não devia estar a dizer mal da estação que ajudou a enterrar.
.
Como artista, que tem de passar por alguns dissabores, até acredito que, na sua perspectiva, é um herói, injustiçado, traído, sabotado mas... na SIC Herman gozou de total liberdade. Portanto, mandou mais do que foi mandado. O fracasso é todo de sua responsabilidade e a culpa da SIC prende-se na sua atitude autista, em não querer assumir que, neste tempo, o «dinossauro» da comédia não tinha piada, a não ser de mau gosto.
.
Lembro-me em particular da entrevista que Herman fez a Sting, no Herman Sic. Às tantas, o cantor praticamente mandou Herman para «aquele» lugar, só com a sua expressão. Perfeito cavalheiro, Sting podia ter-se levantado e ir embora, mas também não ficou ali com sorriso amarelo, como tantos outros antes e depois dele. Afinal, Herman só falava de si, da sua experiência como cantor (não presta para nada), da sua vida, do seu pai e, como é de seu hábito, interrompeu sempre o diálogo de Sting. Foi das entrevistas em que o seu egocentrismo mais sobressaiu. Depois disto, aguardava o fim do Herman SIC, mas durou mais uns anos... sempre a afundar.
.
Agora diz bem da TVI, estação à qual não reconheceu nenhuma conquista enquanto funcionário contratado da SIC. Isto do mundo artístico tem muito que se lhe diga... mas resume-se apenas a este factor básico: os bons são aqueles onde estás, os maus são aqueles de onde sais. Se regressares, voltam a ser bonzinhos e toda a polémica do passado cai na amnésia.
.
Por isso é que admiro apresentadores como o Jorge Gabriel ou o Júlio Isidro. Estes têm talento e uma postura profissional. Fazem as coisas com o sentido apurado no dever e encaram as transferências de estações como uma nova etapa que traz desafios, como metas a atingir. Se querem lavar «roupa suja», não o fazem na imprensa... tsc, tsc, tsc!
.
Teresa Guilherme é outra apresentadora/produtora que andou a agitar as águas e a afundar o navio da SIC. Quando li que fez um contrato milionário para ser a produtora exclusiva da estação, achei que era um erro crasso, básico até. Primeiro, por ser um fenomenal erro ter uma parceria exclusiva com alguém, numa altura de crise. Além de ter de indemnizar forte e feio a Teresa Guilherme Produções caso surgisse a vontade de cessar contracto, a SIC fechou as portas à criatividade alheia, às produtoras independentes, à inovação. Simplesmente uma decisão que colocou mais um prego no caixão da SIC. E assim foi. Uma estação na situação da SIC não podia investir em produção nacional da maneira que o fez, achando que bastava fazer para ganhar audiências. Não há Floribela que aguente!
.
Teresa é outra que andou a tecer uns comentários nada abonatórios da SIC. Com razão ou sem ela, convinha a estes dois profissionais reconhecerem que tiraram os seus proveitos do prato onde agora cospem. Compreendo que se acham maiores e melhores que todo aquele esquema. Mas depois, quando rejeitados, andam "ó pai, ó pai" a ver se conseguem trabalho noutra estação, como o Herman andou a fazer na TVI. É óbvio que ele quer passar a impressão que é artista convidado, que não «correu atrás», não precisa, tem muitos projectos, tem dinheiro, reconhecem-lhe o mérito... mas não é assim que as coisas realmente se passam. As rodas do sistema continuam a ser oleadas com muita graxa. A verdade é que estas pessoas estão viciadas na fama. Se existem televisões e os holofotes não apontam na sua direcção, não se sentem bem. E é por esta razão que admiro outro tipo de apresentadores. Com outra postura, menos egocêntrica e mais profissional. Tal como o Jorge Gabriel ou o maturo Júlio Isidro. Nem sempre recebem da entidade patronal o devido valor, mas o público lá o atribui.
.
José Malato, por exemplo, é um apresentador cuja função na TV ainda não entendi. Não simpatizo com ele, talvez porque, tal como Herman, gosta muito de falar de si mesmo e interrompe os convidados para contar uma história sobre si mesmo, que sempre começa com «à muito tempo atrás, há muitos anos, quando EU trabalhava na rádio...». Não gosto de o ouvir falar de si e não lhe consigo identificar especial talento. Em pouco tempo de presença nos ecrãs, já estava com o seu próprio Talk-show. Foi um fracasso e rapidamente saiu do ar, de forma discreta, como sempre deve ser. O fracasso foi varrido para debaixo do tapete e não mais se falou dele. No entanto, Jorge Gabriel, veterano nestas lidas, com provas dadas, manifesta o desejo de fazer um programa similar em night-time e nenhuma oportunidade lhe foi concedida. Está certo: lá por funcionar bem como apresentador em programas de diferentes estilos, pode não ser tão bom noutros. Mas se deram uma chance ao Malato, porque não ao Jorge? Ás vezes penso que a televisão, assim como qualquer meio artístico, continua a sofrer do ancestral hábito de descriminar os artistas de acordo com a sua inclinação sexual. Os que são gays continuam a receber a preferência dos patrões. Os que não são, ficam mais na sombra, a executar um bom trabalho, mas com menos destaque. Há coisas que parecem não mudar...

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Os Simpsons

Poucos sabem que se trata de uma série, só por ser de animação, mas é. E é a mais duradoura de todas alguma vez feitas em qualquer parte do mundo. É também, uma série fantástica! Que não perde a sua actualidade.
Os Simpsons são uma família "tipicamente americana" mas também, uma família que é cada vez mais típica em muitas partes do mundo. Através do seu quotidiano familiar fazem-se críticas sociais muito claras, quase sempre indirectas mas tão contudentes e divertidas, que conquista qualquer mente inteligente. Os criadores têm mentes geniais!
Não me canso de os ver, julgo que nunca vou cansar e se quem os faz estiver para isso, não me importaria nada de morrer velhinha e ainda ter na Tv a companhia dessa família, e as suas sempre contudantes críticas à sociedade, à história, à evolução, às modas, à vida! É a única série intemporal que existe.

Not many people realize that The Simpsons is a Tv series. Some look at it has a cartoon. It´s an animation series, and the best one there is! It´s also the oldest one ever to be continuous on air. I love The Simpsons. I belive I will enjoy to keep on watching them on Tv has I get old and grey. It´s amazing how those minds of the creators are so brilliant. The Simpsons is a genious, right to the point, contudent humour series, that criticise all our characteristics has humans. It´s intemporal. It´ll never get out of time. I love them. Simpsons 4 ever!
New oppening - Nova abertura - Novo genérico 2009

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

Conta-me assim...

Já aqui falei do gosto que dá assistir à série "Conta-me como Foi".

Após o episódio especial de hoje, tenho de repetir os elogios que faço à série. É até inacreditável que tamanha obra esteja a ser feita e o mais contraditório é que é pouco divulgada, mas muito apreciada. Como a fazem e com que recursos, é um mistério a resolver... mas ainda bem que nos brindam com uma história tão portuguesa e tão bem feita.


Então o que se passa com a representação em Portugal? Está provado que o problema não é a representação, nem os jovens que não sabem representar. É o quê, então? Bem, as pessoas envolvidas nesta produção devem andar na 7ªa nuvem do céu. Felicissímos da vida. Afinal, imagino-me no lugar deles e é isso que penso que sentem. Uma espécie de benção por poderem estar envolvidos numa obra desta magnitude e qualidade. I wish!


Mas vou culpá-los pela quantidade de lágrimas que me fizeram chorar. Até me dóiem os olhos. Sei bem que sou uma chorona de primeira categoria, mas escusavam de me fazer chorar baba e ranho! Afinal, amanhã é segunda feira dia de trabalho, e vão voltar a perguntar-me o que se passa comigo, que tenho má cara, cara de choro...


Muito bonito este episódio na "aldeia". Belo também o texto, a forma como demostraram os costumes e as sensações que cada uma das partes tinha da sua parte da vida. Hoje se um citadino for para o campo dizer que ali é o paraíso, o campónio até concorda, porque a cidade é um lugar horrível e feio. Talvez, não sei... mas estes sabiam ver o positivo e o negativo de ambos os lados da moeda. E quanto ao costume da morte, quem me dera que continuasse assim, mais humana do que o negócio frio que se transformou o fim da vida de uma pessoa.




  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

CSI - Lost, ER, Grey´s anatomy and all that junk


É quase um crime dizer que não gosto destas séries. Mas eis que o crime está a ser cometido: não gosto de ver séries de Tv, onde os protagonistas debitam texto complicado, com muita velocidade para parecer credível e à vez: ora falas tu, ora falo eu, e agora aquele ali...


Não me cativa, nunca me apaixonou. O que dizer, a não ser defender o direito que tenho em não gostar, sem que em troca tenha de escutar que estou errada, que é muito boa, a melhor que alguma vez já se viu, etc, etc...
.
Não é o texto rápido e as terminologias que me afastam deste tipo de séries. Outras há que até vejo. É outra coisa. É algo de "receita" que todas elas apresentam. Uma espécie de novela de série B, uma bijuteria, vendida como peça de joalharia.
.
É a repetição da mesma coisa vezes e vezes sem conta, dar sempre o mesmo, mudando o aspecto do rebuçado. É a pobreza da história, que é só uma e a ela são acrescentadas várias pontas ocas, que não têm outro propósito senão o de esticar a série, iludindo o espectador, que espera novidades que nunca vão chegar...
.
Acho que vou chamar-lhe o fenómeno Twin Peacks. Quem não viu esta série? Quem não se encantou por ela? Quem não a seguiu religiosamente, para tentar descobrir quem foi o assassino?
Para depois de tanta volta, depois de ser enrolado vez e vez sem conta, como que num redemoínho de água, quando finalmente chega o fim, não faz o mínimo sentido. Ou seja: durante todo este tempo, os autores não faziam a Mínima Ideia do que queriam facultar. Escreviam para ganhar audiências, para ter uma série de sucesso, para ter o povo a falar das suas personagens. Mas sobre a história e para a história... um monte de lixo sem nexo. Saber quem matou Laura Palmer foi o truque. O rebuçado. Era a luz que reluzia no fim do arco-íris e quem conseguisse a desvendar, recebia o pote de moedas de ouro. Mas os que chegaram lá, tiveram a maior decepção! Levaram com uma bosta, isso sim!

É isto que não gosto neste tipo de séries americanas de pastilha-elástica: não têm nada para oferecer.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS